Trabalho escolar

1 Trabalho de Literatura


Mais um dia acordando a essa hora, cara que tipo de pessoa gosta de acordar 6:00 da manhã?! Ainda mais para ir pra escola. Sinceramente ninguém merece. Pra piorar as coisas eu estou atrasada, hoje a aula começa mais cedo e ainda tenho que tomar banho, trocar de roupa arrumar o cabelo, tomar café da manhã e mais um monte de coisas

-Fabianaaaaaaaa -escuto minha mãe gritar e isso pode significar duas coisas, ou eu estou muito mais muito atrasada mesmo ou meu irmão a pronto mais uma.

Levanto da cama querendo voltar. Nesse momento lembro de que ontem eu fui dormir depois de estudar e deixei a mesa bagunçada, então foi isso minha mãe está me gritando só porque eu deixei uma estúpida mesa bagunçada. Só ela mesmo pra fazer isso.

Quando chego não havia surpresa, era mesmo a mesa bagunçada, pelo menos dessa vez não foi o pequeno capetinha que fez bagunça.

-A mesa! — diz ela como se eu já não soubesse.

-Desculpa mãe, a senhora sabe como eu ando com a cabeça em outro mundo. -digo começando a arrumar a minha bagunça.

Eu sei minha filha, eu sei. -ela fala e fica com o rosto mais suave- Se eu fosse a senhorita terminava isso logo, afinal não quer chegar na primeira aula atrasada, não é?- Termina dando um beijo na minha bochecha.

Dou um sorriso pra mim mesma, tenho sorte de ter dona Marília como a minha mãe, ela era muito divertida e carinhosa quando não estava brigando comigo, ela também era muito minha amiga, nunca deixei de contar pra ela uma paixãozinha de escola ou quando eu começava a namorar, ela sempre foi a primeira a saber, sempre.

Termino a mesa e vou me arrumar para ir pra escola. Quando estou pronta aviso a minha mãe que estou saindo. Pego um táxi e vou pra escola.

Chegando lá, encontro quem eu menos queria ver naquele dia: Natália, a pessoa mais irritante e idiota da face da terra. Lá estava ela seguida pelo seu namoradinho que abana o rabo pra ela e junto com as suas seguidoras baba ovo.

De repente do meu lado surgiu alguém, graças a Deus uma pessoa que a companhia era ótima, MINHA melhor amiga Sara.

-Como eles conseguem ficar na presença dela? -perguntou de forma incrédula.

-Não sei, me pergunto como isso acontece também.- respondi e comecei a andar

-Espera uma pouco.-falo- Onde você está indo?

-Se você se esqueceu nossa primeira aula começa em 5 minutos e eu não estou nem um pouco a fim de levar reclamação por chegar atrasada.-disse indo em direção a sala de aula- Principalmente se for pra ficar falando da vida dessa zinha ai.

Sara não falo mais nada, apenas me seguiu até a sala. Tirei minha bolsa e botei na minha na cadeira, do meu lado Sara se sento e do outro infelizmente foi Natália, aquela menina me perseguia é sério.

-Foi fazer compras Fabiana? Já tava na hora, afinal, não aguentava mais te ver com as mesmas roupas sempre, estava até pensando em doar algumas pra você -aquela vaca teve a ousadia de me falar isso?

Nem respondi virei a cara e percebi que tinha alguém olhando pra mim. Era o Arthur, porque ele estava olhando pra mim? Achava que não tinha me humilhado o suficiente? Ou então tinha se arrependido? De qualquer jeito aquilo não apagava o que ele tinha feito pra mim. Virei o rosto e o professor entro na sala.

A aula de Biologia passo mais rápido que a de matemática infelizmente. Depois da de matemática veio a de Artes, eu adorava a aula de artes, adorava desenhar.

E a ultima aula antes do intervalo chego, meu dia estava sendo normal até a professora de Literatura começar a falar que ia fazer um trabalho em dupla. O barulho na sala começou tudo mundo dizendo com quem ia ficar, inclusive eu já tinha olhado pra Sara e ela também estava me olhando a dupla já estava formada exceto pelo fato que:

-Eu vou escolher as duplas- gritou professora Laura. Aos poucos a sala foi se acalmando até a professora conseguir falar- O trabalho vai ser sobre Jorge Amando, as duplas vão ser sorteadas e o sorteio vai acontecer depois do intervalo, já que falta dois minutos pra tocar, sendo assim, nesses dois minutos que faltam vocês podem conversar.

Quando o sinal tocou eu e Sara estávamos descendo, quando um garoto (totalmente desconhecido) chamou Sara. Ela olho pra trás e viu quem era saindo para conversar com ele, eu (que por acaso estava morrendo de fome) fui em direção a cantina.

Fiquei na fila por mais ou menos 3 minutos, peguei uma coxinha e sai.

Quando vi Sara de novo ela ainda estava conversando com o garoto, resolvi não me intrometer e esperei.

O sinal estava pra tocar quando ela veio falar comigo.

-Oi -Sara disse em um tom entusiasmado.

-Quem era aquele? -perguntei assim que parou na minha frente.

-Lembra do menino que eu te contei que está sendo muito gentil comigo ultimamente e que ele era do meu prédio e etc? Então já sabe o rosto do desconhecido.

-Era ele? O príncipe encantado da sua vida?

-Não sei, mas parece que sim!

O sinal toco voltamos para sala falando desse menino. Descobri que o nome dele era Rafael, que tinha 16 anos, fazia muitos esportas, que queria ser dentista e que adorava crianças. Simpatizei com ele só de saber essas coisinhas.

Ele não era muito velho para ela já que ela faria 16 anos em pouco tempo, todos iriam, a pratica de esportes dele não me surpreendia já que Sara era desse jeitinho, ser dentista era uma profissão diferente e achar alguém que gosta de crianças era raro. Então acho que ele daria um ótimo namorado.

Infelizmente só soube de tudo aquilo naquela hora porque, ela disse que queria conhecer ele mais, antes de criar expectativas. Acho que ela estava certa e aceitei o tempo dela. Agora já sabia bem mais sobre ele.

-Ah, ele tem ótimas notas -contou enquanto entravamos na sala

-E a professora já chego vai ter que me contar mais sobre ele depois -disse enquanto observava a professora.

A professora esperou todo mundo chegar e começou a explicar o trabalho:

-Cada dupla vai ter que ler um livro de Jorge Amado e depois fazer uma apresentação sobre esse livro, mas não é só isso depois dessa apresentação vai ter outro trabalho e vocês vão pesquisar coisas sobre esse livro e também vão apresentar e por ultimo vocês vão ter que representar uma cena desse livro. Vou explicar como. Vocês vão escolher a cena que vocês vão representar, vão se caracterizar como os personagens e mostra a cena que vocês escolheram para a sala, as falas tem que ser as mesmas do livro, o jeito dos personagens também e as ações. Todos tem que ser da mesma maneira, quando for para representar a cena os grupos que ficarem com o mesmo livro vão poder juntar pra fazer a cena juntos. Entenderam?

-Sim! -falaram todos em um coro.

-Ótimo! Ao sorteio das duplas, primeira dupla: Camila e Victor -esses dois ficaram na intermediaria nem felizes nem tristes-, segunda dupla: Lucy e Larissa -Elas comemoram afinal eram amigas de infância- terceira dupla: Natália e Amanda -nem uma das duas gostou, pelo menos não fui eu- quinta dupla: Sara e Igor -dessa eu não gostei, pelo visto nem a Sa. A professora foi falando os nomes até chegar no meu- Décima quarta dupla: Fabiana e Arthur.

Dei um pulo da cadeira a professora só podia está brincando, eu não ia fazer dupla com ele. Nem que o cachorro falasse eu ia fazer dupla com ele.

Professora -escutei uma voz, era o Arthur- não acho que a Fabiana iria querer fazer dupla comigo.

Pelo menos ela sabia que eu não queria fazer dupla com ele.

Mas vai fazer -respondeu a professora- ela é a sua dupla e pronto, se vocês quiserem ganhar os pontos do teste sugiro que façam esse trabalho.

Pronto meu mundo tinha acabado .

A professora termino o sorteio e disse que pelo resto daquela aula nós poderíamos resolver o que iríamos fazer para o nosso trabalho, ela também fez o sorteio dos livros acabei pegando País do Carnaval.

Me senti na obrigação de ir falar com Arthur sobre o nosso trabalho, infelizmente ele já estava ali.

-Então o que vamos fazer para a nossa apresentação? -perguntou assim que eu o vi.

-Você não tem que ler o livro primeiro não?- perguntei de volta.

-Na verdade eu já li -ele respondeu com uma expressão diferente no rosto.

Já? -Isso sim tinha sido uma surpresa pra mim.

-Sim -afirmou sem um pingo de ressentimento por eu não ter acreditado- E não só esse, eu já li todos.

Minha surpresa o fez rir.

-Eu sei inacreditável né?!- falo.

-Muito -respondi.

O sinal tocou para a ultima aula.

Arthur se distancio paro por um momento decidindo se iria ou não falar o que estava em mente. Quando se decidiu perguntou:

-Você vai pra casa tarde? Porque se você não for eu poderia ficar aqui com você pra nós dois decidimos o que vamos fazer no trabalho.

-Minha mãe normalmente vem cedo pra cá. Mas me de o seu número que eu falo contigo no whatsapp -respondi

-Certo. No final da aula eu lhe entrego o número.

E então ele saiu.

Como foi dito no final da aula ele me entrego um papelzinho com o número dele. Ele estava falando comigo quando a minha mãe chego.

-Fabi?- chamou ela. Quando virei ela falo- Vamos?

Sim- respondi. Me virei pra Arthur e disse- Tchau

E sai andando, não tive a ousadia de olhar pra trás mas tinha certeza que Arthur tinha os seus olhos fixos em mim.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.