Tróia

6 Olhos Negros


Notas iniciais
É... E quem passou mais de UM ANO sem dar as caras? Não vou pedir desculpas, tive meus motivos! E não estou voltando para postar loucamente como antes, irei postar quando me houver tempo... Esse último ano foi o mais cheio e conturbado da minha vida! E esse ano estarei concluindo o ensino médio, ou seja, estarei ainda mais ocupada, porém como me organizei acho que terei algum tempo para atualizar mesmo que lentamente... Toda a minha criatividade foi sugada e arrancada de mim por letras e números. Bem, esse capítulo está pequeno por que o escrevi num intervalo entre o estudo de uma matéria e outra, apenas para relaxar. Beijinhos ♥

O Caveira de Sangue já teve seus dias mais calmos.

Porém, a poucos dias de chegar à terra firme, laminas eram afiadas, vozes altas e ansiosas eram ouvidas, qualquer embarcação que se aproximasse certamente seria completamente saqueada pelos ladrões do mar.

Piratas.

Sim, piratas, com seus dentes de ouro, olhar arrogante e incomum senso de bem e mal.

Mas por que estamos voltando a tais piratas? De certo, deveria citá-los apenas quando atracarem em meu destino, porém, no mar existem mais desafios do que podemos imaginar. Como por exemplo, o jovem capitão Neji, que acabada de deixar o timão com um de seus subordinados, agora escalava o mastro, facilmente, o fazia todos os dias. Chegando ao topo, encostado a sua vela, a única coisa visível era o mar, mas ele sabia que mais a frente encontraria seu ansiado e perigoso destino.

A guerra não demoraria, ele sabia... Os Reinos estavam agitados, irritados uns com os outros, e o rio de sangue pelo qual seu navio navegaria não lhe ansiava nem um pouco.

Ele queria apenar uma pessoa, um rapaz.

Uma vingança.

Se tentaram contrata-lo para a guerra? Obviamente, mas até os maiores baús de ouro eram recusados, não, ninguém lhe atrapalharia em sua doce e fria vingança.

O coração ferido de um pirata não pode ser facilmente cicatrizado.

—... CAPITÃO!

Neji finalmente desviou os olhos do horizonte e focou em seu imediato, que escalava, afoitado, as cordas presas ao mastro.

— Sim? – ergue uma sobrancelha, os fios voando emolduravam seu rosto que mais parecia uma porcelana, extremamente contraditória a vida no mar.

— Achamos um tritão meu senhor! – disse Kiba, ao chegar perto do rapaz. – está preso as redes!

— Tragam-no para dentro, o coloquem ao sol. – Neji saltou de onde estava, escorregando pela rede de cordas.

Agilmente o rapaz pousou os pés sobre o casco madeira limpo, seus homens haviam acabado de cuidar do mesmo. Viu que tais homens faziam grande esforço para segurar a rede, tritões eram fortes quando em seu elemento, mas assim que o trouxessem para cima não lhe causaria mais problemas.

Correu, indo ajudar os foras de lei que já estavam vermelhos de tanto esforço e, após uma imensa força aplicada por quase dez minutos conseguiram puxar toda a rede para cima e o tritão caiu dentro do navio. Ainda se debatendo com força, mas preso na rede, sua cauda batia no casco duro do navio e algo como um gemido de dor escapou de seus lábios, logo ele parou de debater, com o sol queimando suas escamas.

Ficou quieto e se encolheu, abraçando a cauda, fechando os olhos, maldito fosse o sol e sua meia forma, mas se recusava a tomar a desprezível forma humana. Seus olhos claros escureceram, se adaptando ao terrível sol.

Ao notar que o ser do mar não resistiria, o capitão ordenou que fosse retirada a rede, observou o meio peixe.

Sua pele era pálida, extremamente pálida, cabelos escuros e molhados que lhe desciam e caiam sobre as costas, até o meio de sua cauda, olhos escuros que logo se fecharam com força. As escamas possuíam uma bela tonalidade entre o azul-marinho e o violeta.

Mas antes que Neji pudesse se aproximar, o meio canino já havia o feito.

Kiba se abaixou ao lado do tritão, tocando em sua pele grudenta e áspera, mas que, aos poucos, foi se tornando lisa e macia. A cauda foi se deformando em pernas e perdendo a bela cor do mar, tomando seu lugar a outra metade humana do ser místico.

Algo como um rosnado escapou dos lábios do canino, que exigiu que trouxessem uma manta, um tecido, o que fosse. Ele logo enrolou o desconhecido com a mesma, o ergueu em seu colo e olhou para o capitão.

— Ele vai morrer aqui fora... O levarei para dentro, deixe que acorde e tiraremos dele todas as informações que precisamos.

O capitão nada disse, apenas confirmou com a cabeça, pois logo via os raios e ondas altas se formando no horizonte.

Haviam pegado uma criatura divina.

Teriam de arcar com as consequências.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.