Três xícaras de amor

4 Um fim de semana agitado


Notas iniciais
Olá pessoal, como vão? Chegando com mais um capítulo! Boa leitura! Att, Azul.

— Hinata, ele comprou dois saquinhos de macarons hoje!
— Sério? Sakura, ele está apaixonado pelos seus doces!
— O Jiraya disse que ele quer conhecer o fornecedor... Ai meu Deus, o que eu faço?

Sakura e Hinata estavam polindo as colheres na sala de utensílios de chá.
Aquela sala era o paraíso para quem amava uma mesa posta, bandejas, talheres e guardanapos muito finos.

— Jiraya não pode simplesmente mentir e dizer que a fábrica de doces é muito longe daqui? — questionou Hinata, guardando uma espátula de patê dentro de um lenço branco.
— Ele disse que iria onde fosse para conhecer a pessoa ou a empresa responsável por aqueles doces — Sakura gemeu baixinho, se lamentando por não saber o que fazer.

Aconteceu que o misterioso Uchiha que comprou o seu bolo, acabou pegando um hábito de comprar seus doces todos os dias, e gostou tanto disso que agora questionava Jiraya sobre seu fornecedor e o pobre Barman já não sabia o que dizer.

— É... Por essa você não esperava — murmurou Hinata.
— Acha que eu não sei? — resmungou Sakura, terminando sua parte no serviço e guardando o paninho de limpeza.
— Fica calma, Sakura. Você vai pensar em uma ideia até segunda feira, tenho certeza.
— Tudo bem.

Fazia uma semana que Sakura tinha mudado de horário no trabalho. Nos dias de semana, ela entrava no hotel de tarde e só saía de noite, exceto aos sábados, onde ela trabalhava de manhã, então podia colocar a fofoca com Hinata em dia.

As duas saíram da sala de chá e subiram juntas pelas escadas.
Sakura se lembrou do encontro que teve com aquele belo moço imaginário. De repente, se perguntou como seria a aparência do Uchiha devorador de seus doces, Sakura o imaginava como um homem roliço e com bigodes.

"Ele deve ser um santo. Estou lucrando por sua causa... Tenho que pensar numa maneira de agradecer depois... Quer dizer, indiretamente" — ela pensava, enquanto entravam na sala dos funcionários.

As duas desfizeram os nós de seus aventais e os colocaram em seus respectivos armários.

— Tchau Sakura, se cuida e não esquenta a cabeça com isso.
— Tudo bem. Até mais Hinata, bom fim de semana!

O marido de Hinata veio buscá-la na entrada do hotel e Sakura teve a oportunidade de acenar para ele e as crianças no banco de trás do carro.
Então ela mesma entrou em seu Fusca e partiu para buscar Sarada na casa dos avós. Sakura havia conversado com os pais que não teria tempo para levar e buscar Sarada na escola enquanto estava no horário da tarde, ela passaria a morar com eles até que a mudança acabasse.
Para Mebuki e Kizashi isso não foi um problema, mas para Sakura era ruim, pois ela sentia falta da filha.

Depois do trabalho no sábado, ela pegava Sarada na casa dos pais e as duas passeavam o dia todo e no domingo, Sarada ajudava a mãe a fazer mais etiquetas.

— Mamãe, por que o papai não vem mais pra casa? — a voz doce de Sarada tirou Sakura de um pensamento avoado.
— Hum? Ah... O seu pai — Sakura olhou para a filha que brincava com sua boneca de pano — Bom filha, é que o papai achou melhor ir morar em outro lugar e sabe, para nós é melhor assim.
— Mas por que? — os olhinhos dela eram tão brilhantes e puros que deixavam Sakura amolecida.
— Eu... Eu não sei querida... É complicado — Sakura suspirou.

As duas estavam sentadas no banco de uma praça muito movimentada, perto da loja Mimos. Sakura pensava na vida e observava as pessoas caminhando e fazendo exercícios e Sarada tinha a "Florzinha" que era uma boneca confeccionada por Sakura. Era toda feita de pano bege com um vestidinho xadrez amarelo, meias de seda branca e trancinhas vermelhas presas com fitas douradas.

De repente, um folheto foi entregue nas mãos de Sakura por um adolescente com fones de ouvido gigantes nas orelhas.

— O que é isso? — ela perguntou.

O adolescente não ouviu Sakura e saiu sem nem explicar o conteúdo do papel.

Sakura leu o folheto preto com letras amarelas e brancas.
Uma gráfica foi reinaugurada ali perto e estavam dando desconto para novos clientes.

— O que é, mamãe?
— Uma gráfica. Nossa... Que legal, um desconto. Será que fazem as nossas etiquetas?
— Vamos até lá, mamãe?
— Vamos lá agora, você não vai mais precisar desenhar.
— Ah... — Sarada fez um bico — Mas eu gosto de desenhar as florzinhas.

As duas foram até a gráfica que ficava pertinho da praça, duas ruas de distância. Elas atravessaram as ruas com Sarada sempre pedindo para a mãe levantá-la quando passavam por uma poça d'água. Ela tinha muito cuidado com seus sapatinhos vermelhos, presentes da vovó.

Chegando lá, um jovem estava atendendo. Ele tinha um cabelo Black Power que quase chegava no teto, Sarada ficou hipnotizada com aquilo.

— Oi, boa tarde — disse o primeiro.
— Olá, boa tarde — cumprimentou Sakura — Eu recebi um folheto sobre a gráfica e gostaria de saber se vocês fazem adesivos com logo...
— Sim, a senhora traz o logo pra gente e temos os pacotes de preços por quantidade, aí você escolhe se quer por dezena, centena ou mais.

Sakura tirou seu celular com capinha cor de rosa da bolsa, procurou a foto da flor de cerejeira da filha e mostrou para o atendente.
Ele pegou o celular e analisou o desenho.

— Gostei do logo, bem legal. Você que criou?
— Minha filha desenhou a flor e eu as letras.
— É, foi eu que fiz — Sarada gritou, alegre.
— Dá para fazer sim, senhora.

Sakura olhou para Sarada e a mesma sorriu. Ela sempre envolvia a pequena nas decisões.

— Tudo bem, vamos querer um pacote de quinhentas para começar, duas plaquinhas decorativas e três cardápios. Vou te passar a lista dos meus produtos.

As duas saíram da gráfica depois de vinte minutos. A encomenda já estava encaminhada, Sakura dera a metade do valor e tudo ficaria pronto em dois dias.

— As etiquetas ficarão lindas, mamãe.
— Tem razão, querida. Vamos para casa agora, já está ficando tarde e hoje eu farei um jantar especial pra gente.

E assim, as duas encerraram o sábado muito felizes.

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Sakura abriu a janela na manhã de domingo e respirou o ar puro depois de uma noite de muita chuva.

Hinata havia convidado ela e a filha para almoçarem em sua casa e Sakura estava muito animada, pois queria se distrair um pouco.
Mas antes, Sakura mandou Sarada fazer os deveres de casa. Todo domingo ela fazia colagens, desenhos e outras atividades que a professora passava.
Naquele dia o dever dela era desenhar uma parte do seu lar que mais gostasse para contar para a turma depois. Ela desenhou a casa inteira.

Sarada sempre dizia que adorava sua casa, pois tinha o telhado vermelho, as paredes brancas e era pequenininha, lembrava vagamente um cogumelo (aqueles com o corpo branco e a cabeça vermelha, com pintinhas brancas em cima). Sakura amava aquela comparação.

— Sim, nós moramos em um cogumelo. Somos gnomos, eu e você — Sakura dizia.

Agora era cogumelo dos doces.

— Terminou a lição, filha? — disse Sakura, indo até o quarto da Sarada.
— Já sim, olha — Sarada estendeu o caderno.
— Nossa, ficou muito lindo seu desenho.
— Você acha? — Indagou Sarada, fechando o caderno cor de rosa e o guardando na mochila florida.
— Claro, você está desenhando muito bem para alguém que ainda vai começar a escola. É uma artista.
— Eu vou para o primeiro ano, mamãe.
— Eu sei e você já é muito avançada, não é demais?
— Eu não tenho certeza, mamãe...

Sarada tinha um pouco de vergonha dos óculos, ficava sempre um pouco retraída quando estava prestes a conhecer crianças novas.

— Você vai amar a escola, eu prometo — murmurou Sakura, segurando na mão da filha e a levando até o guarda roupa — Então, já escolheu?
— Já sim! — Sarada pegou um vestido azul com bolinhas brancas — Esse aqui!
— Mas querida, está um pouco frio, eu já te disse que não vamos de vestido hoje. Olha, escolhe entre essa calça jeans com corações ou essa cor de rosa.

Sarada colocou o dedinho na boca e ficou um minuto pensando.

— A cor de rosa!
— Certo — Sakura sorriu e colocou a calça escolhida na cama da filha — E para camiseta você pode usar essa daqui branca e essa blusinha de lã lilás por cima.
— Nossa mamãe, você entende de roupas.
— Coloca esse tênis aqui — Sakura estendeu um pequeno tênis branco com brilho que Sarada amava — e depois farei uma pequena trancinha no seu cabelo.
— E você, mamãe?
— Eu vou vestir uma saia comprida rosa para combinar com você e também uma blusa branca só que com gola e mangas compridas porque estou com frio... E um salto.
— A senhora fica linda de saia, mamãe.
— Você que vai ficar um arraso. Agora vá para o banheiro, vamos banhar.

Sarada correu para o banheiro, adorava tomar banho com a mãe, as duas se divertiam juntas cantando as músicas da "hora do banho".

"Lava lava lava lava lava lava lavaaaaaaaaa a cerejinhaaaaaa!
Lava a cerejinha! Lava a cerejinha de trás, lava a cerejinha da frente!"

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Mais tarde, na casa da Hinata...

— Então quer dizer que vocês duas limpam as privadas dos Uchihas né? Meu Deus, eu não queria ser vocês duas — disse Naruto, rindo de boca cheia.
— Ei, não fale assim — resmungou Hinata.
— Mas ele tem razão — concordou Sakura, enrolando a massa em seu garfo — Nós duas limpamos privadas de gente rica.
— Bom, é... Mas também não precisa falar desse jeito, amor.
— Eu só tô enchendo os saco — disse ele, bebendo um gole de vinho.

Os três devoravam um delicioso almoço preparado por Hinata e as três crianças brincavam no tapete ao lado deles, pois haviam comido muito rápido somente para serem liberados da mesa.
Sarada e Boruto lutavam com seus bonecos ninjas e Himawari batia palmas para eles, ainda era muito nova para brincar com os dois, mas adorava acompanhá-los de seu andador.

— Eu estou vendendo doces para um deles — disse Sakura.
— Sério? Qual deles? — perguntou Naruto.
— Eu não sei... O Jiraya disse que era um Uchiha.
— A Sakura acha que ele é gordo e tem bigode — disse Hinata, com um risinho.
— Pode ser, esse pessoal que se hospeda no hotel de vocês são meio estranhos, que nem os funcionários. Vocês também são meio estranhas, aquela supervisora de vocês é feia demais, como é o nome dela mesmo?
— É a Anko — disse Hinata, puxando a orelha do marido.
— Olha o que eu trouxe — Sakura tirou de sua bolsa grande uma travessa cheia de brownies cobertos de chocolate.
— Olha, aí sim! — Naruto comemorou e pegou um.
— Nossa, obrigada Sakura! Vamos comer com o sorvete, vou pegar no congelador.

Eles passaram um domingo maravilhoso conversando e Sarada se divertiu bastante.
E depois de um café para assentar o almoço e mais uma rodada de conversas e ajuda com a louça, Sakura se despediu da família Uzumaki e partiu junto de Sarada.

— Comporte-se na casa do vovô e da vovó, tá bom? Assim como semana passada — disse Sakura, ao volante.
— Sim, mamãe — sussurrou Sarada, coçando o olho e encostando a cabeça na cadeira para dormir. Havia brincado tanto que cansara.

Sakura dirigiu até a casa dos pais e deixou Sarada nos braços de Kizashi.

— Tchau, meu bem — Murmurou Sakura, cheirando o cabelo da filha — tchau mãe, tchau pai. Muito obrigada de novo.
— Que isso, filha — disse Kizashi, abraçando mais a neta — Pode ficar tranquila, ela não dá trabalho. É um amor.

Sakura assentiu com a cabeça e foi embora para casa, com o coração nas mãos.

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Chegar em casa e não encontrar Sarada era muito difícil para Sakura, aquelas semanas estavam sendo muito solitárias.
Ela foi até a cozinha e verificou se todos os doces estavam prontos para o dia seguinte.

"Tudo em ordem" — ela pensou, olhando o estoque de pão de mel, balas, bombons e etc.

A cozinha já não era mais "cozinha" e sim uma fábrica. Ela havia separado gavetas do armário só para embalagens, utensílios e fôrmas, e na geladeira havia uma lousa onde ela fazia as anotações.

"Hum... Amanhã depois do trabalho tenho que comprar mais farinha".

Ela pegou o canetão e escreveu na lousa: "farinha", embaixo de outras coisas que já tinha anotado.

A confeiteira suspirou e foi para o banho.
Era noite, então depois de arrumar as cestas que levaria para o trabalho no dia seguinte, ela se pôs a trabalhar nas últimas peças de roupa da loja. Entregaria para a Ino antes de ir para o hotel.

Passou duas horas terminando tudo e quando estava dobrando as roupas e as guardando na sacola, seu celular começou a tocar.

— Alô? — disse ela.
— Sakura! Sou eu!
— Ah, oi Jiraya — Sakura havia dado seu número de telefone para o barman por conta das novidades referente aos doces, mas ela estava começando a se arrepender, pois o homem aproveitava para mandar cantadas durante a noite.
— Sakura, FUDEU!
— Ei! Olha a boca, Jiraya! Me fala, o que foi?
— Promete que não vai ficar brava?

Sakura se levantou da cadeira e colocou a mão na cintura.

— Só de você falar isso eu já estou irritada, fala logo!
— O Uchiha veio aqui e provou um bombom. Ele nunca tinha comido um deles e então ele disse que queria o endereço e que queria naquele instante e perguntou sobre o produtor, fiquei nervoso e eu falei!

O sangue de Sakura ferveu em seu rosto.

— Ai meu Deus! Você fez o que???
— Eu não pude evitar Sakura, eu disse que quem vendia os doces era uma moça chamada Sakura. Ele é rico, poderoso, eu entrei em pânico!
— Era só dizer que não sabia.
— Eu não podia dizer isso. Não tinha como não dizer, eu estava entre a vida e a morte, Sakura!
— Você acha que ele ia te matar por causa de uma informação, Jiraya?!
— Sakura, você não sabe como esse povo rico é? Eles são malucos! Eles podem tudo, eles tem dinheiro. Tem advogados, podem matar qualquer um. Num dia eu me recuso passar informação para eles e no outro, estou mortinho da Silva.

Sakura bateu a mão na testa e se encostou na parede azul do quarto de costura.

— Eu sabia que isso ia me fazer perder o emprego.
— Que? Não Sakura, você não vai perder o emprego.
— Não? Por que?
— Porque eu não contei que você trabalha aqui, ele não sabe que você é camareira daqui, fica calma. Me deixa terminar, sua maluca.
— Então fala!
— Pois bem... — Jiraya tossiu e continuou — ... Eu disse que a marca SS Candy pertence a uma mulher que se hospedou aqui no hotel uma vez, o gerente teve a oportunidade de experimentar um de seus doces e quis vender ali mesmo para seus hóspedes. E eu disse que a mulher faz os doces em casa e vende para mais lugares.
— Hum... — Sakura apertava a mão contra o pescoço, nervosa — Entendi...
— E então ele pediu o endereço da sua casa e quer conhecer o lugar e a confeiteira.

Sakura gelou com aquela última frase.

— Jiraya, você não pode mandar um milionário aqui em casa. A minha casa é simples, não é uma mini fábrica! Ai meu Deus.
— Fica calma, arruma tudo aí, chama alguém pra te ajudar e finge que você trabalha há muitos anos com isso. Ele não pode perceber que você só vende profissionalmente aqui no hotel, inventa alguns clientes.

Sakura saiu do quarto de costura e começou a caminhar pelos cômodos da casa.

— Mas o que ele vem fazer aqui?
— Ele só quer te dar parabéns, eu acho... Ah Sakura, será de boa, olha só, você finge que é confeiteira por muito tempo, ele fica feliz, vai embora, nem fica sabendo que você trabalha no hotel e depois que ele for embora do Palácio vocês dois NUNCA mais vão se ver na vida.

Sakura refletiu e então parou no meio da cozinha.

— Até que essa sua ideia faz sentido...
— Mas é claro que faz sentido — disse Jiraya, dando uma risadinha no fundo — Quem sabe ele até te dê uma ajuda financeira.
— Nada disso Jiraya, eu nem conheço o homem. Acho que ele só vem para conhecer mesmo. Ai... Não sei o que fazer, estou tão nervosa... Mas você tem razão, é melhor fazer isso do que ele descobrir que trabalho no hotel. Assim ele fica satisfeito e eu não perco o emprego.
— Eu sempre tenho razão, querida. Vai por mim.
— Ok... — Sakura soltou um suspiro e passou a mão pelos cabelos — E quando ele vem?
— Ele vai passar aqui mais tarde para pegar o endereço, me fala aí.
— Rua da folha, número sete, bairro da cerejeira.
— Ele provavelmente pode aparecer por aí nessa semana mesmo...
— Mas e como eu estarei aqui em casa e no trabalho ao mesmo tempo?
— Hum... — Sakura conseguia escutar o som dos dedos de Jiraya tamborilando na mesa, do outro lado da linha — Ah, já sei. Eu vou ficar de olho nele e peça para Hinata fazer o mesmo. Se você estiver em horário de trabalho, diga para a Anko liberar você e vá correndo para casa.
— Ela nunca libera ninguém de folga, Jiraya.
— Você não sabe mentir não, mulher? Diga que tá com diarréia, sei lá.
— Ai céus... Onde eu fui me meter? — Sakura choramingou — Tudo bem, tudo bem. Eu vou torcer para ele vir me visitar em um horário fora do meu expediente.
— Eu também. Boa sorte para você.
— Muito obrigada Jiraya, pela força e pela boa mentira — Sakura riu.
— De nada, querida. Você me deve dois encontros românticos agora. Estou anotando.
— ...
— Tenho que desligar agora, chegou um cara pra beber. Falo com você depois.
— Certo, até mais. Bom trabalho!

Sakura encerrou a ligação e colocou o celular na mesinha de centro da sala, então se sentou no sofá para pensar.

"E se ele vier amanhã? Não dá para saber..."

Ela olhou para o relógio que ficava ao lado da porta de entrada, eram sete horas da noite.

"Ainda tenho tempo".

Sakura se levantou, arregaçou as mangas e começou a limpar a casa por completo, como se o Uchiha fosse um vigilante sanitário. Higinienizou tudo, principalmente a cozinha e deixou tudo impecavelmente no lugar, ela queria que o ambiente de trabalho ficasse o mais parecido possível com algo profissional.
A sorte dela era que as etiquetas com os logos não iam demorar mais que dois dias, então se o Uchiha viesse na quarta feira, Sakura poderia enfeitar melhor sua cozinha com a marca oficial do seu produto.

"Pronto. Acho que está tudo perfeito agora..."

Ela analisou tudo cuidadosamente e gostou do resultado, só assim foi se deitar. Eram onze horas da noite.

Na cama, coberta com seu edredom cor de rosa com estampa de borboletas (escolha de Sarada), ela pensou em como receberia o homem e o que falaria.

"Preciso de alguém para fingir ser meu empregado ou parceiro... Senão ele vai perceber que eu não tenho muitos pedidos"

Sakura mordiscava seu beiço, enquanto pensava.

"Hinata não, ela não tem tempo"

Então uma moça loira lhe veio à mente.

"É claro, falarei com ela amanhã".

Sakura então adormeceu e sonhou que uma rosquinha enorme de terno e com bigode, batia na porta de sua casa. Ela disse se chamar Sr.Uchiha.
Sakura deixou a rosquinha entrar em seu lar e ao invés de o Sr.Uchiha lhe parabenizar pelos doces ou dar algum patrocínio, ele abriu sua enorme boca cheia de açúcar e canela e a devorou por completo.

No dia seguinte, quando abriu os olhos e se lembrou de todo o sonho, Sakura ficou ainda mais nervosa que a noite anterior.

Notas finais
Espero que tenham gostado, um abraço e um beijo. Até mais!