Três xícaras de amor

1 Nossas vidas e um sonho


Notas iniciais
Olá pessoal! Cheguei com uma nova história de mais um casal que eu amo de paixão que é Sasusaku ♥
Espero que gostem!

Att,
Azul!

— Dadá, acorda.
— Hum? Mamãe, mas ainda não é manhã...
— É sim, olha o sol.

Sakura se levantou de perto da cama da filha e foi até a janela, então abriu as cortinas azuis com estampa de estrelinhas para deixar os raios de sol entrarem no quarto.

— Ah! É mesmo! Você tem razão mamãe! — Sarada se levantou da cama e abraçou a mãe — Bom dia!
— Bom dia, Dadá! — Sakura retribuiu o abraço e a beijou na testa — Escove seus dentes e vai tomar o café, já está na mesa.
— Tudo bem, mamãe.

Enquanto Sarada se preparava para ir à escola e tomava o café da manhã, Sakura guardava as marmitas das duas nas respectivas mochilas. Horas antes já tinha limpado a casa, lavado roupa e conferido a lição de casa da filha.

— Pronto mamãe. Já coloquei o uniforme — disse Sarada, depois de tomar o café da manhã. Estava muito linda com seu uniforme vermelho e branco.
— Então vamos, não quero que se atrase.

Sakura fechou a porta da pequena casa onde moravam, colocou Sarada no banco de trás do Fusca amarelo, ligou o carro e saiu de casa rumo a escola.

As duas se acostumaram a ter a rotina assim desde que o ex marido de Sakura, Anton, foi embora de casa.
As coisas não iam fáceis desde então, mas Sarada sempre lhe dava alegria e esperança de dias melhores.

— Chegamos. — Sakura abriu a porta do carro e ajudou a filha a sair, então a levou até a professora que esperava na porta da pré escola.
— Tchau, mamãe!
— Tchau, filha!

Ela sempre ficava sorrindo para a filha até a pequena entrar na escola, então só assim voltava para o veículo e partia para o trabalho.

Sakura trabalhava em um hotel cinco estrelas como camareira. Este era seu primeiro emprego.

Ela entrou com o Fusca no estacionamento para funcionários do hotel e subiu a escada de serviço até o seu departamento.
Estava tudo muito agitado aquele dia, pois um feriado estava próximo e muitos turistas já começavam a se hospedar para passar os dias de folga ali.

— Olá, bom dia — cumprimentou a chefe das camareiras, Anko.
— Bom dia — Sakura sabia que ela era rígida e sistemática, então não ousava chegar nem um pouquinho fora do horário, nem mesmo 1 minuto.

O hotel não era cinco estrelas à toa. Se chamava "Palácio" e fazia jus ao nome.
Era imenso, com chão de mármore branco, esculturas de gesso, lustres divinos, todos os funcionários muito bem uniformizados e o atendimento era impecável. Todos os lençóis eram brancos de uma pureza celestial, assim como todos os acessórios e itens dos quartos eram minimamente limpos.
Sakura trabalhava na equipe da manhã que consistia em 50 faxineiras. 5 para cada um dos 10 andares.

Naquela manhã, ela fez a mesma coisa de sempre, guardou a mochila no armário que ficava na sala dos empregados, vestiu o uniforme muito bem passado e foi bater o ponto de entrada.
As outras camareiras e faxineiras já estavam na copa tomando café e se preparando para o expediente.

— Bom dia menina!
— Bom dia!
— Olha como ela está linda hoje!

Sakura as cumprimentava muito bem, mas não tardava a começar o trabalho. Era sempre a primeira a começar e a última a sair. Sempre economizando os trocados das horas extras.
As outras funcionárias tinham ciúmes de Sakura pelo seu empenho com o trabalho. Não entendiam como ela sempre parecia tão disposta e de boa vontade com um serviço tão pesado e desvalorizado; e quando ela recebia um elogio, era muito pior, mas Sakura não se incomodava com aquilo e todo dia as cumprimentava com a mesma gentileza.

Ela começava higienizando os quartos vagos do 7° andar, trocava os lençóis, varria e aspirava o chão, tirava pó, lavava o banheiro e deixava o ambiente pronto para o próximo hóspede. Depois ela dava assistência para os hóspedes que já estavam ali há alguns dias, com toalhas ou lençóis novos.

Ela saía às 14 horas da tarde, só trabalhava seis horas por dia, pois também trabalhava aos sábados.
Era bom, pois ela usava o restante do dia para ganhar dinheiro com outras coisas.

O aluguel da casa era alto e o marido deixou uma dívida para ela. O quanto Sakura pudesse ganhar, era melhor.

****
*****

O Fusca amarelo saiu do estacionamento do hotel e foi direto para uma loja de roupas no centro da cidade.
Sakura era paga para remendar, cortar fiapos e colocar botões no lugar de várias e várias peças. A loja não queria contratar uma empresa terceira para fazer o serviço, então oferecia o trabalho para donas de casa fazerem em seus lares por um preço menor.
Sakura via isso como uma oportunidade de ganhar um dinheiro a mais e também mais tempo em sua casa, então não via problema em ficar com uma agulha e tesoura na mão.

A moça da loja de roupas era muito simpática e sempre gostava de conversar com Sakura, seu nome era Ino.

— Oi! E aí? — Ino abriu um sorriso largo ao vê-la.
— Oi, tudo bem? — Sakura sorriu e entregou os pacotes de roupas prontas — Toma.
— Já? Nossa, você está rápida hein — disse Ino, pegando os pacotes — Dessa vez vou te dar mais peças só para você demorar pra voltar aqui.
— Há há, quer apostar que eu faço em menos tempo?
— Não vou apostar, pois sei que você consegue. Já volto.

Sakura esperou no balcão da loja e enquanto isso, percebeu que um homem não parava de encará-la. Ele parecia ter a sua idade, usava roupa de atletismo na cor verde e tinha uma aparência meio peculiar.
Ele a olhou de cima a baixo, mas entrou na loja sem trocar nenhuma palavra com ela.

— Voltei! — Ino colocou 8 pacotes pretos no balcão — Olha quanto trabalho. Você vai receber bem por eles.
— Isso é música para os meus ouvidos — disse Sakura, pegando os sacos um por um e colocando no porta malas do carro.

Quando ela acabou de guardar os sacos no carro e fechou o porta malas, Ino fez um sinal para que se aproximasse.

— Ei, o Rock não parava de olhar para você.
— Quem?
— O Rock. Ele trabalha aqui, é o gerente. Ele estava aqui do seu lado te paquerando.
— Ah, aquele homem? Bom, não estou interessada, Ino.
— Ele veio me perguntar de você. Eu disse que você que fazia os serviços nas roupas, ele ficou interessado.
— Não obrigada.
— As sobrancelhas dele são grossas demais, mas ele é uma boa pessoa.

Sakura olhou para a Ino e sorriu.

— Diga a ele que eu não estou procurando relacionamento. Obrigada.
— Um dia você tem que sair comigo e com os meus amigos, deixar um pouco sua filha de lado, seu trabalho, distrair um pouquinho...

Ino era uma loira muito bonita, seus olhos eram um passaporte para um céu azul de uma manhã de primavera e suas curvas deixariam qualquer homem maluco. Ela adorava contar histórias de suas festas e namorados para Sakura e incentivava que ela fizesse o mesmo.

— Eu vou pensar — disse Sakura, entrando no Fusca — Até mais!
— Tchau, até! — disse Ino, acenando.

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*****

Em casa, Sakura preparou o jantar, arrumou a casa e organizou os pacotes de roupas no quarto que ela separou somente para esse serviço.
Era uma mesa grande com uma máquina de costura e várias caixas com agulhas, linhas, tesouras, medidores e tecidos.

Geralmente ela começava com as roupas no mesmo dia que pegava na loja, mas naquele dia decidiu deixar para depois.

"Amanhã eu começo esse trabalho, hoje estou exausta" — pensou, fechando a porta do quartinho e indo até o banheiro.

Se olhando no espelho, ela viu refletida a sua imagem cansada. Os cabelos rosados estavam num corte chanel bonito, mas precisavam de uns cuidados melhores e haviam olheiras embaixo dos olhos verdes.

Ela suspirou e foi tomar um banho.

"Não desanime, Sakura".

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Desde criança ela sempre sonhara em ser confeiteira.

Sempre fazia doces para Sarada e vários tipos de bolos. Quando tinha aniversário de alguém na família, era ela que chamavam para preparar o bolo e os doces da festa.

"Você devia trabalhar com isso"
Era o que ela sempre ouvia.

Era fácil para as pessoas dizerem isso, mas quem pagaria um curso ou lhe daria uma confeitaria? Ninguém.
Ela nunca foi rica, sua família não ajudava e nunca a incentivou, e quando foi morar com o namorado, não mudou muita coisa... Teve a sua filha e depois descobriu a traição.
Uma vida cercada de pessoas que nunca trouxeram uma coisa boa para ela e que nunca mostraram o quanto ela era capaz de correr atrás de seus sonhos.

Mas depois da sua separação e bem depois de se recuperar do que aconteceu, Sakura estava repensando que precisava de uma coisa nova em sua vida...
Talvez fosse a hora de pensar mais em si mesma, de tentar coisas novas...
A vida estava passando tão rápido, ela já estava com 30 anos e sua filha com 5.

"Agora é a hora, Sakura" — ela pensou, enquanto estava sentada no sofá assistindo televisão — "Você já juntou uma boa quantia... Acho que dá para começar a vender alguma coisa e praticar o que você mais gosta de fazer".

Ela pegou o celular que estava na almofada e conferiu o saldo bancário.

"É... Acho que dá para comprar alguns ingredientes e começar a vender meus doces... Mas e se eu não conseguir vender? E se a minha família souber? Vão todos rir de mim ou coisa pior? Não... Não posso evitar de fazer algo que eu gosto por causa da minha família de novo! Não dessa vez".

O despertador do celular tocou, anunciando a hora de buscar a Sarada na escola.
Ela se levantou do sofá e partiu no Fusca a caminho da escola.

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Sarada deu um beijo de despedida na professora e correu até o carro, então cumprimentou a mãe.

— Mamãe, hoje nós aprendemos sobre os pinguins — disse Sarada, toda feliz. Ela era muito graciosa, com seu óculos vermelhinho e suas bochechas rosadas. Seu cabelo preto curtinho só a tornava ainda mais fofa.
— Eles são lindos, né meu amor?
— São sim, mamãe. Eu até fiz um com um rolinho de papel higiênico e tinta!

Sakura olhou para trás e viu o pinguim da Sarada.

— Que lindo! Você pode colocar em cima da geladeira de casa.
— Sim! Boa ideia!

Sarada sabia o caminho de casa muito bem, então notou pelo vidro do carro que sua mãe havia feito um desvio.

— Mamãe, está indo pelo lado errado!
— Nós vamos passar no mercado — disse Sakura — A mamãe vai começar a vender alguma doces.
— Vai vender doces? Humm, os seus são os melhores do mundo!
— Ah, eu espero que os clientes pensem a mesma coisa que você, Dadá!

As duas entraram no mercado e saíram de lá meia depois com várias sacolas. Sakura havia comprado ingredientes, embalagens, enfeites, fitas e etiquetas.
Ficou a noite toda preparando seus doces enquanto a Sarada dormia. Cada colherada e cada ingrediente colocado era com amor e carinho e um pensamento de um futuro melhor para as duas.

Notas finais
Bom gente, esse foi o primeiro capítulo. Espero que tenham gostado, até o próximo!