Três Sentidos
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês! Espero que gostem, que fiquem com raiva por ter deixado tanto suspense!
E não se desesperem! Vou por mais suspense!
- Matheus — Ágata espancava a porta — abre!
Alguém levantou abruptamente, caminhou com passos pesados, começou a abrir a trava da porta e abriu a porta.
- O que quer? — Léo gritou e depois que viu quem era se acalmou — fala Ágata.
- Matheus está aí? — Ágata entrou rápida e Léo entristeceu — Matheus!
- Não está! — Léo falou abatido — deve estar na árvore...
- Brigado lobinho — Ágata saiu correndo, mas Léo pegou o braço dela há tempo — o que foi?
- O que você viu nele? — Léo perguntou com certa raiva — ele é um excluído! Poucos amigos; só não morre por causa de mim, de Débora e do Diretor!
- Ele tem algo... E se ele é ou não excluído, problema é de quem o exclui! Não sabem o quer estão perdendo!
- Sabem! Eu sei! Só ficou no meu caminho!
- Léo se toca! Dane-se que você é o capitão de um time ridículo de esporte! Dane-se se você se tornou o alfa da sua matilha! Ela nem é a mais forte ou influente!
- Não sabe o que está falando! — Léo gritou alterado.
- Sei, acredite! Eu sei, e muito bem!
Ágata se livrou da mão de Léo e foi em direção do pátio. E Léo, com raiva de todos e tudo, foi para o banheiro tomar um banho.
Ágata corria pelos corredores, sabia que era sua última chance... E ela tinha a resposta.
Flashback on.
- Ainda acordada? — Alexander entrou na biblioteca.
- Pergunto o mesmo — Ágata sorriu depois que se recuperou do susto.
- Xeque-mate — Alexander sorriu — procurando o quê?
- Uma solução! — Ágata folheou outro livro — ele é um dos nossos, eu sei...
- Eu chamei uma maga, para te ajudar...
- É vai ajudar... Mas estou quase lá... Sabia que existe uma espécie de selo em algumas ascensões?
- Claro, eu que os fiz! Existem algumas espécies que nunca deveriam ver uma ascensão!
- Se o Matheus for um desses! Podemos trazê-lo e estudá-lo e fazer um controle! E pode se tornar uma espécie segura!
- Ágata; já tentamos isto, e várias vezes!
- Eu não tentei! — Ágata falou segura e desesperada.
Os olhos de Ágata expiravam uma certeza e um desespero, coisa de quem ama, e Alexander viu que não adiantaria questionar e ainda, de quebra, ela conseguiria a resposta. E o fez sorrir.
- Você lembra sua mãe...
O olhar de Ágata perdeu parte do brilho, se foi ao lado negro que guardava...
- Queria ter conhecido ela...
- Ela foi forte...
- Mas não resistiu à hemorragia...
Ágata suspirou, esse assunto era uma das poucas coisas que ela não gostava de falar.
- Eu sei a história... Ou eu, ou ela. Ela escolheu a mim. — Ágata confessou e olhou para a janela.
- Amor de mãe... Honre.
Alexander ficou um tempo quieto e Ágata também, cada um digerindo a conversa até que Alexander levantou.
- Matheus não tem muito tempo... As férias estão chegando e sabe como é em todas as férias os adolescentes mudam...
- Eu sei, talvez seja bom ou não — Ágata levantou e parou no meio do caminho — lembrei-me de uma coisa...
- Sim...
- Matheus passou pelo teste?
- A porta? Sim.
- Tem certeza? — Ágata voltou à mesa — alguém colocou...
- Que o teste dele não foi concluído... — Alexander parou e vi o que Ágata percebeu.
- E esse teste é importante para a ascensão!
- Olha boa sorte... — Alexander levantou as mãos — não sei o que tem nessa sua cabeça, mas deve ser a solução. E vou deixá-la só.
E Alexander saiu deixando Ágata que tentou pensar em uma possível solução.
Flashback off.
- Matheus! — Ágata gritou a pleno pulmões — Matheus!
O silêncio no pátio era palpável de tão grande. Ágata correu e gritou, mas nada. Ágata chegou perto da árvore, e chamou. Nada. O silêncio era a única companhia. Ela saiu correndo, tinha que achá-lo.
- Matheus! — Ágata chamou quase sem voz — cadê você?
Ela havia percorrido meio escola, não sabia onde procurar mais.
- Onde ele foi? — Ágata pensou cansada.
- Ele é inteligente — uma voz assustou Ágata — ele já deve ter descoberto.
- Renato? — Ágata estranhou — o que quê você está fazendo aqui?
- Ajudando-te — Renato simplesmente falou — ele está na porta.
- Ele sabe? Como? — Ágata estava espantada.
- Ele é inteligente... Aquele pedaço de carne... Nunca gostei dele, há algo nele que me incomoda e muito! Acho que é fato de ser humano...
- Você? — Ágata se aproximou — não teve coragem de ter uma aproximação e sai julgando?
- Não me culpe, ele é um deles!
- E? Você é híbrido! Alguém te julgou?
- Sim, só estou continuando a linhagem de preconceito...
Os corredores vazios e mórbidos ecoaram a voz de Renato. Ágata estava apavorada, não esperava isso dele. Renato olhou nos olhos de Ágata, mesmo com as sombras da noite, e viu a decepção estampada, e com isso sentiu vergonha, mas por pouco tempo.
- Vou até ele, é perto...
- Desculpe-me.
- Você fez sua escolha. E eu estou fazendo a minha — mesmo com a voz rouca, Ágata perfurou a consciência de Renato.
E assim Ágata correu, por corredores sombrios, com uma esperança.
- Vou fazer... — Matheus pousou a mão na maçaneta — minha mudança.
- Espere — Matheus se assustou, e olhou para a direção da voz — você não precisa...
- Tem razão, não preciso, eu necessito.
Matheus rodou a maçaneta e ouviu passos rápidos, mas ignorou. Havia muita gente, Renato, Léo e essa pessoa que chegava. Matheus estava farto, tanta questão e pressão por não ser igual aos outros, estava farto de muita coisa e agora começou a mudança, que se preparassem, um novo Matheus iria surgir.
E entrou na porta sem medo da escuridão.
Lá dentro estava completamente escuro, nada se via. Nada. Somente a intuição e instinto guiava Matheus... E foi assim, a passos lentos Matheus foi, praticamente, a esmo pelo vasto local que, agora, estava acidentário, e as suas escadas não estavam lá.
- Léo! O que você falou para ele? — Ágata perguntou quase sem voz.
- Só para ele ir com calma...
- Tem certeza...
Léo não respondeu e ficou quieto, só olhava para a porta. Ágata vendo que palavras não iam adiantar calou-se também.
Matheus estava calmo, andava posta onde achava que deveria andar... Sentia certa tensão e ansiedade, mas ignorava-as, ter pressa era desnecessário. Até que viu um pequeno ponto de luz e lá se foi, a resposta estava próxima. E a sensação de vazio voltou e mais forte tudo ficou mórbido... Sem vida, mas Matheus ficou firme e marchou em direção à luz. E mesmo depois de um tempo, a luz não ficava mais próxima, coisa que Matheus estranhou.
- Droga, minha chance! Não vou deixá-la escapar!
Matheus começou a correr, mas uma sensação de peso o tomou tudo ficou mais lento para ele. E a luz ficava mais fraca e longe. Inalcançável.
- Não... Eu preciso dela... Tenho que mudar muita coisa... Tenho que fazer algo... Ainda não recebi o que é meu...
Matheus andou, quase rastejando, para a pequena fonte de luz. E assim Matheus chegou às portas. Novamente, tudo igual há algum tempo atrás... Conhecimento e paz.
- Se a paz não me foi suficiente, que venha o conhecimento!
Matheus pôs a mão na maçaneta, que estava fria, e girou-a com dificuldade, e a aparência da porta não era das melhores. Enferrujada e com a madeira corroída. E ainda não estava aberta; Matheus desistiu do modo calmo e partiu para a violência. Forçou, bateu, empurrou quase derrubou a porta, mas não abria.
- É brincadeira, só pode — Matheus pensou um pouco — é na força não vai, então resta o jeito.
Matheus, calmamente, pôs a mão na maçaneta e tentou gira-la. A porta rangeu de uma forma assustadora e lenta. E revelou um pequeno quarto. Um pequeno, mórbido, sujo de sangue e completamente macabro.
- O que aconteceu aqui? — Matheus olhava o quarto — quem morreu perdeu tanto sangue assim?
- Se citar nomes, vamos ficar a noite toda — uma voz familiar correu o ambiente -... certo?
- Eu sei? — Matheus entrou no quarto e parou perto de uma cama banhada a sangue.
- Sabe, e muito bem...
- Tem certeza — Matheus começou a analisar a situação — e quem é você?
- Eu sou aquilo que você teme e ama...
- Uau, explicou muito... — Matheus olhou seriamente às poças de sangue.
- Você não se entende, então porque entenderia quem eu sou?
- Educação, já ouviu falar?
- Isso importa?
- Não?
- Deveria Matheus?
- Não gostei desse joguinho — Matheus começou a sentir-se ameaçado. E resolveu mudar a estratégia.
- Então quem sou eu?
- Uma boa pergunta, você é o que quer ser?
- Não.
- Boa resposta, agora o que você quer ser?
Matheus entendeu agora tudo era claro. O conhecimento era tão simples de ser conquistado.
- Quero ser o que quero ser, ou seja, você!
- Eu? Sinto-me honrado...
- Porque eu mesmo me sentiria honrado... Eu só quero ser eu.
- Finalmente...
Uma pequena porta abriu-se. Matheus passou por poças de sangue e viu um braço e uma perna.
- Isso...
- Não se preocupe com isso...
- Como? — Matheus chegou à porta do guarda-roupa que emanava uma luz forte e calma.
- Entra logo! — a voz estava impaciente.
Matheus entrou pela portinhola.
- Ele está demorando — Ágata falou pela sétima vez.
- Calma! — Leo fala calmo — ele vai conseguir.
Matheus passou pela porta e quase caiu, havia um declive estranho que dava para um chão irregular e rochoso. Matheus estava em outro local, completamente diferente, era quente não tinha vento, quando vinha um era seco. E andando um pouco ouvi
Ele ouviu pedidos de socorro, gritos de dor e sabe-se lá o que era aquele som. Uma porta gigantesca aparecia longe e com algo monstruoso em frente à porta.
- Onde foi que me meti? — Matheus se perguntou.
- Bem...
Matheus quase enfartou quando a voz voltou como um sussurro maquiavélico.
- Não precisa me assustar assim!
- Seu coração está bom — uma risada sem graça.
Matheus deu uma risada forçada cheia de sarcasmo e olhou novamente para o portão. A imagem era completamente fora dos padrões, até para os novos que havia adquirido com o tempo na escola, não se encaixava em nada do que havia estudado pelo menos da distância que estava.
- É para lá, não é? — Matheus perguntou retoricamente.
- Sim, saberá o que fazer quando chegar lá! — a voz parecia confiante, confiante demais — boa sorte e tenha um bom teste...
- Eita falsidade — Matheus pensou quando começou quando andar — agora é andar para o desconhecido!
Matheus andou por um caminho longo, passou por algumas árvores, umas mortas, outras quase, por o que deveria ser um rio, ruínas do que poderia ser uma cidade.
- O que aconteceu aqui? — Matheus pensou ao ver uma casa completamente destruída, somente uma parede ficou em pé e muito mal.
Uma pequena aldeia se revelou, uma aldeia morta... Havia pedaços de pessoas, lobisomens, medusas, vampiros, orcs, ogros, gárgulas e outros licantropos. Mais adiante a praça principal em chamas com carbonizados e outros em chamas ainda, e no meio disso tudo um grito de uma garota ecoou.
- Você!
Matheus olhou para trás e viu uma pequena garota transformada em súcubos cravada na parede por estacas e com meio corpo no chão e outra parte a meio metro do chão, que gritou.
- Como ousa voltar aqui? Seu infeliz! Não chega a destruição que causou? Onde quer tirar outra vida? A morte já impera aqui! Mensageiro do caos!
- Calma! Eu acabei de chegar — Matheus se assustou com tamanho ódio empregado na voz.
- Seu hipócrita! Você pertence a este lugar, habitou aqui! Entre todos nós! Comeu conosco, bebeu conosco! Como tem coragem de falar que “acabou de chegar"?
Matheus olhou com uma curiosidade estranha para o ser, como se ela tivesse as respostas que tiravam as perguntas que rondavam sua mente.
- Não me olhe assim, seu hipócrita mensageiro do caos! Vamos mate-me enquanto tenho fôlego, enquanto posso sofrer! Vamos! Que tipo de licantropo você é? Isto é, se você for mesmo um licantropo!
As palavras entraram em Matheus de uma forma, que despertou um lado diferente de Matheus.
- Olhe como fala! Você não e nada para falar assim comigo! Ser repugnante! — Matheus falou fora de si.
- Ah finalmente acordou! Vamos, me leve para meus parentes!
- Morra inseto, sofra como um... Morra com um! Agonizando...
Matheus, a passos largos, saiu de lá transtornado. Modificado. Fora de si.
- O que eu fiz? — Matheus olha para os lados, já estava fora da cidade e o portal estava mais próximo — Melhor me apressar esse lugar não é legal.
Matheus voltou a andar. E o cenário continuou o mesmo: morte e destruição. Mas havia uma mudança, um cheiro de morte estava no ar.
- Ô cheirinho ruim — Matheus tampou o nariz e continuou.
O que antes parecia um portal grande se tornou um portal gigantesco. E ambulante! A porta estava andando, com suas várias patas e na frente da porta, onde deveria ser a maçaneta era o rosto do ser.
- O que eu estou fazendo aqui? — Matheus pensou ao ver a porta-viva — por que eu ouvi aquela voz?
- Você quer mesmo saber? — a voz voltou assustando Matheus novamente.
- Sim, e para de me assustar!
- Bem você tem uma necessidade incrível de ser aceito, e não tem nenhum bom senso! Poderia escolher pessoas melhores para se enquadrar, não?
- Obrigado...
- Por isso sim!
Matheus olhou novamente para a criatura.
- Agora o que eu tenho que fazer ó voz da sabedoria?
- Sei lá! Tenta abrir!
- Quê? Essa porta tem mais de cinco metros e está viva! VI-VA! VI! VA!
- Bem essa é a parte que falo: o problema é seu! Fui...
- Muito obrigado por sua ajuda — Matheus olhou para a porta ambulante que começava a se afastar.
Matheus voltou a andar, o monstro estava perto e andava bem devagar. Matheus durante o caminho tentou pensar em algo, mas nem ele sabia o que fazer direito. Ao se aproximar do monstro, se escondeu atrás de uma árvore.
- Por que, novamente, escutei aquela voz? — Matheus quase se martirizou por estar ali e então percebeu a "porta" parou de se locomover.
- Saia... Eu sei que está aí... — o monstro falou calmo.
Matheus se encolheu mais atrás da árvore.
- Vamos pequenino, não tenha medo se eu quisesse matar-te já estaria.
Matheus suava frio e se viu sem saída. Era sair ou sair.
- Oi — Matheus saiu vagarosamente de trás da árvore.
- Você está aí... Ora meu pequenino não tema, você é mais forte que eu.
- Não... Impossível! Olhe para mim...
- Estou olhando! Sou velho, mas minha visão é invejável!
- Acho melhor verificar isso!
- Olhe... Você se preocupa demais com os outros... Menospreza-se! Meu pequeno, você é mais forte do que pensa ser! E eu sou sua resposta! É só entrar... Se transforme!
Matheus olhou para o ser gigantesco e pensou em uma resposta, e a vez:
- Sou tão forte assim?
- É mais do que pensa!
- Se eu me transformar o que acontece?
- Ficará mais! Poderá conquistar tudo que quiser!
Matheus analisou bem a porta a sua frente e falou.
- Não quero... Se eu for forte como diz, para que me tornar mais? Se for forte agora e nem sei de minhas habilidades! Dispenso!
A porta sorriu, e se destrancou. E falou em alta voz:
- Sua cadeira o espera! Seu posto tem que ser preenchido por ti! Sua força quer crescer em ti! Entre e veja! Abra seus olhos! Deixe de ser enganar.
Matheus ficou parado enfrente a uma porta de cinco metros aberta. Esperou e nada aconteceu... O ser morreu e ele agora tinha que entrar. E assim o fez.
- Espero não me arrepender! — Matheus soltou ao entrar naquilo.
Após um momento de cegueira por causa da luz, Matheus se viu em uma pequena ponte e abaixo um rio ruidoso e feroz.
- Só me ferro aí! Caraca — Matheus olhou para trás e vê um caminho completamente corroído pelo tempo, tábuas soltas e alguns espaços sem estas, e para frente à mesma coisa — droga!
- Agora é só andar mais um pouquinho! — a voz voltou, mas Matheus não se assustou — não se assustou?
- É me acostumei — Matheus olhou para baixo e ficou com medo da altíssima distância do rio para a ponte — é para frente e só, né?
- Isso! — a voz falou simplesmente — e cuidado com o cachorro!
- Que cachorro? — Matheus só ouviu um uivo e olhou para trás.
Uma espécie de cachorro mutante com o triplo do tamanho de um de porte grande e com dentes enormes, a baba escorria e seus pelos escuros só aumentava a imagem assustadora do bicho e a poste estava começando a ceder.
- Fedeu! — Matheus correu e o "cachorrinho" o seguiu.
Só que Matheus estava cansado e o bicho era bem mais rápido do que qualquer corredor profissional. Logo o cachorro começou a brincar com Matheus. Chegava perto e quase o mordia. E a cada passo Matheus tinha a sensação de que estava sendo brinquedo e que quando se enjoassem sua morte seria certa!
E depois de correr incansável por tábuas quebradas ou inteiras, no lugar ou fora dele. Não importava Matheus estava fardado à morte, mas um milagre poderia acontecer. Após um tempo uma torre aparece longe. Então Matheus se encheu com uma esperança que foi logo abandonada.
- Como isso vai me ajudar? Uma torre? Minha morte está mais próxima do que eu havia imaginado! E vou ser devorado, pelo menos minha morte vai alimentar isso!
Matheus começou diminuir a velocidade... "Para que correr?" essa pergunta rodeou e nocauteou a mente de Matheus. E da torre saia duas pontes uma melhor a vista e outra não inspirava confiança a ninguém.
- Melhor eu encarar os fatos. Matheus. Começou a andar, a torre estava próxima e o cachorro desapareceu. — Vem cá totó — Matheus chegou à torre.
De lá havia uma clara separação. À esquerda a ponte estava em péssimas condições, havia mais tábuas soltas ou não havia tábuas do que tábuas em alguma condição de pisar nela. À direita a ponte estava em perfeitas condições e ao longe dava para ver que o desafio era o mesmo ser que o perseguiu há pouco. E a que ele havia acabado de passar, a união dos dois. E na pequena origem ou fim das pontes, a torre, era circular e no chão feito de pedra estavam cravados três círculos. O primeiro, à direita, o maior dos três, estava completo e bem visível. O segundo, à esquerda, o intermediário, estava partido, mas ainda junto. E o último, o que Matheus estava em cima, o menor, e partido e separado, quase apagado.
- O separado... — Matheus olhou para baixo e percebeu que o mar estava muito agitado, mas só à esquerda, pois a direita estava muito calmo e atrás estava com pequenas ondas e muito pouco agitado.
- Estou louco! — Matheus rodeou a torre pelas divisões da mesma, algumas nuvens na região à direita. — Onde estou?
- Está no final do teste! Do verdadeiro teste! Você passou... Faz parte da terceira escola de Ascensão da Terra
Dirigida por Alexander, e tendo sua conselheira como Ágata Carnona — voz aparece junto com uma porta que estava fechada.
- É isso? Uma corrida?
- Não, você passou por muitas outras coisas! Todo esse tempo! Não percebeu? Escolher o conhecimento, se autoconhecer! Após confiança em si próprio, já que eu sou você! E depois uma prova de humildade... Você ganhou a porta! E agora aqui! Uma prova de perseverança!
- E a sala escura com as escadas?
- A sala é a representação de seus pensamentos, ideias e sofrimento. Um combate com sua parte mais desgarrada de si mesmo! A escuridão era seu medo do desconhecido, as escadas são seus pensamentos mais inibidos por você mesmo! As duas portas era a primeira parte de seu desafio! O resto foi consequência! E passar pelas duas era essencial!
Matheus olhava para o que seria o fim de seu pequeno teste. Mas não estava preparado para prosseguir.
- O que acontece agora? Acabei... como eu fico? — Matheus perguntou olhando vagamente para a porta.
- Bem... Passar pela ascensão... E bem depois é uma grande surpresa! — a voz ficou animada — e Ágata vai ajuda-lo, não se preocupe você sabe que ela é boa.
Matheus olhava para a porta. Havia conseguido vencer os desafios, ganhou o que queria! Era igual a eles... Mas não fazia sentido em sua cabeça. Nada fazia sentido.
- O que eu sou? — Matheus olhou para baixo — no que me transformei? Por que eu não aceitei? Por que eu aceitei?
- São boas perguntas, mas requerem muito mais do que você necessita agora! Atravesse a porta, siga Ágata! E verá muitas coisas diferentes...
Matheus sem vontade pôs a mão na maçaneta, estava fria... Ele estava perdido dentro de si. Perdeu algo naquela ponte... Talvez a sanidade ou humanidade... Ou será que só se deu conta do que perdeu agora? Muitas perguntas poucas respostas...
- Uma última pergunta...
- Claro!
- Por que eles vieram? Leonardo e Débora?
- Essas histórias pertencem a eles e somente a eles!
Matheus girou a maçaneta. E uma pequena luz saiu da pequena brecha que se fez.
- Deixe de se martirizar! Há pessoas que se importam contigo... Você sabe, eu sei... Dê tempo ao tempo — a voz soou calma enquanto Matheus abriu vagarosamente a porta e dela surgiu Ágata dormindo no chão. Matheus sorriu, no que havia se transformado? Agora ele fazia parte só jogo. Agora ele também tem truques na manga.
- Ágata... — Matheus sentou ao lado da jovem e vez um pequeno carinho na bochecha dela — acorda...
- Não, amor... Só mais um pouquinho — Ágata se joga no colo de Matheus e continuou a dormir.
Matheus soltou um pequeno riso e a levantou em seus braços e começou a andar. Algumas pessoas já estavam levantadas... Então ele havia passado mais de alguns minutos, o céu ganhava belos tons. O sol estava nascendo.
- Sem sono, mais forte, consigo ouvir e ver melhor... É sou parte deles agora — Matheus caminhava tranquilamente por entre corredores e pessoas — agora a levo até seu quarto ou o meu? O dela é longe e hoje começam as provas... Ela vai para o meu... Só espero que ela não se assuste.
Matheus com esse pensamento sorriu despreocupado. Quando chegou até a porta de seu quarto a porta da frente se abre.
- Matheus? — Bell's se assustou ao ver ele com Ágata nos braços — você está diferente e por que ela está aí?
- Bem — Matheus sorriu de uma forma indecifrável — digamos que a noite foi longa.
Bell's olhou para ele bem nos fundos dos olhos e soltou.
- Imagino — e ela foi para o refeitório.
Matheus sorriu e entrou no quarto excepcionalmente arrumado. Matheus viu um pequeno bilhete na cômoda perto de sua cama, depositou calmo, a Ágata, em sua cama e pegou o bilhete.
“Você sabe onde fui...” “Quando voltar eu quero falar sério contigo!”.
“P.S.: Gostou do quarto? Arrumei sozinho. Estava uma bagunça! Como eu consigo?”
“P.S.2: Ágata dormiu depois de mim! Ela é sua! Pode ficar ela é muito branca para mim e outra Elena é chata! Vou ficar com outra aqui da matilha."
Matheus olhou para Ágata e depois para o bilhete e pensou:
- É! Ela é branca.
Matheus rapidamente trocou de roupa e foi para a sala do diretor correndo.
- Alex! — Matheus arrombou a porta e assustou o diretor ao ponto dele jogar os papéis para o alto — passei no teste! Agora só falta a lua-vermelha! Depois me fala quando é! Tchau!
- Mas hein? — Alex só teve tempo para falar isso; Matheus entrou falou e saiu; e falou para o vento — você emagreceu?
Matheus correu por corredores, a sala da prova era longe e o tempo curto, mas não se cansava corria como um louco e nem uma respiração forte o abateu quando corria. E ao chegar à sala com dois minutos de tempo.
- Cheguei — Matheus quase caiu quando entrou na sala e todos o olharam — estava atrasado.
E todos olharam para ele mais uma vez. Matheus ficou com vergonha de tanta atenção até que ouviu.
- Você emagreceu?
- Um ou dois quilos. Por quê?
Ele olhou-se e viu realmente estava mais magro e pensou:
- Aquela corrida fez milagre.
- Todos em seus lugares! Se colar é repetição do ano letivo! Já estão avisados! — a mulher berrou de uma forma tão convincente que todos assumiram seus postos e nem uma mosca fazia barulho.
À tarde Matheus foi ver como Ágata estava.
- Ainda dormindo? — Matheus entrou devagar no quarto e viu-a dormindo — passo por dificuldades e ela aí... Dormindo feio um bebê.
Ágata se mexe e levanta estranhando o local.
- Onde eu estou? — Ágata pergunta grogue.
Matheus rapidamente saiu do campo de visão dela foi para debaixo dos cobertores e fingiu acordar junto com ela.
- Bom dia querida! — Matheus levantou grogue e a beijou na bochecha — como vai?
- Você? Eu? Cama? Juntos? — Ágata começou a surtar.
- É e sinceramente... Você é demais! — Ágata ficou vermelha — e você não parava de me chamar!
Ágata ficou roxa e Matheus tentando não rir. E prosseguiu.
- Deveríamos fazer isso mais vezes! Na próxima vai ser no seu quarto!
Ágata quase desmaiou e Matheus quase gargalhando.
- Vamos fale algo! — Matheus passou a mão no rosto dela e se afastando, pois ainda estava de roupa e ela também estava.
- Eu... é... — Ágata olhava para os lados, não se lembrava de nada do que Matheus falava e nem se tocou que ainda estava de roupa ou que Matheus estava quase morrendo de tanto segurar o riso — é que foi tão bom. Ágata mentiu da melhor forma que pôde.
Matheus quase teve um troço quando ela falou e prosseguiu arriscando mais.
- Dá até para repetir, né? — Matheus tenta beija-la, mas ela fugiu e se levantou e percebeu a brincadeira.
- Seu chato! — Ágata jogou um travesseiro enquanto Matheus finalmente riu, gargalhou, rolou na cama e caiu da mesma — e eu pensando que tínhamos feito isso!
Matheus ainda ria.
- Fiquei com medo de não lembrar! — Ágata deu a volta na cama e viu Matheus estirado no chão rindo — você vai me pagar!
- Quando quiser! Estou sempre disponível para você! — Matheus tentou falar, mas não deu muito certo, pois ainda ria.
- Já acabou? — Ágata perguntou quando o riso de Matheus estava acabando.
- Já — Matheus levantou e olhou para Ágata — eu consegui! Passei no teste! Agora só falta a sua ascensão!
- É — Ágata se abaixou e se encaixou nas pernas de Matheus — parabéns. E o beijou na bochecha quase nos lábios.
E nessa hora Bell's entrou no quarto, e vê os dois naquela posição se agarrando, travou.
- Só chega aos melhores momentos! — Ágata brincou com Bell's.
- É e vocês não param de se agarrar! — Bell's olhou para Matheus e piscou — e ontem não foi o suficiente?
Ágata olhou aterrorizada para Bell's que sorria sugestivamente.
- Eu falei para ela, mas eu acho que ela não é boa com a bebida!
- É só com um copo já se soltou!
Ágata levantou zangada e falou:
- Parem de fazer isso! Não legal!
- Ok, eu parei — Matheus levantou e foi em direção a Bell's e soltou — hoje me tornei como você!
- Você é um íncubo? — Bell's interpretou errado.
- Não... Só um monstro, mas pode ser que eu seja desse tipo.
- Agora só falta que o plano de Ágata funcione e eu me torne definitivamente um licantropo.
Notas finais
Até!!!!!!!!!
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