Três Sentidos
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Também amo vocês! Aqui está mais um capitulo fresquinho!!!!! Se deliciem, experimentem o prazer de uma boa e profunda... Leitura!
Bem até as notas finais!
- Deu medo — Léo falou voltando a atenção ao computador — pareceu você, quando está abalado, só que mais realista.
- Ele só fez encenação — Matheus volta ao computador — provavelmente, nem deve ser isso tudo!
- Com certeza — Léo olhou para Matheus — mas estava igual a você...
- Hey — Matheus joga uma bolinha de papel em Léo — para de se lembrar disso!
- Mas é! — Léo joga de volta a bolinha.
Depois do momento amizade, o dia percorreu o mais normal possível. Léo quis socializar, mas Matheus logo disse não, Léo se irritou e puxou Matheus porta a fora. Eles viram salas, pessoas e professores. E descobriram que a escola era muito maior do que aparentava.
- Ok — Matheus sentou no chão, eles estavam no meio do pátio — essa escola é monstruosamente enorme!
- Nem diga — Léo se jogou no chão — deu até fome essa caminhada.
- Bem — Matheus olhou em volta — deve ter uma cantina, lanchonete ou, quem sabe, um quiosque do McDonald.
Léo riu, e olhou ao redor, e comentou.
- Belo local, árvores, bancos e até um chafariz.
- Verdade, é um local agradável, agradável até de mais.
- É, tipo, isso aqui é uma escola, estranha, e tem um local assim?
O pátio parecia um parque em miniatura, grama verde, árvores formosas, um belo chafariz no meio e vários bancos bem distribuídos na área imensa que compreendia o local.
- Dá vontade de ficar aqui por horas!
- É... Se não fosse o sol.
- Matheus para de ser vampiro!
- Eu não brilho no sol!
- Não; isso é fada!
- Vamos você já está irritado de fome.
- Finalmente!
Eles levantaram e procuraram uma porta qualquer até que acharam um belo portal com as portas fechadas.
- Abre ou não? — Matheus perguntou.
- Tenho fome, sendo assim, a resposta é sim! — Matheus põe a mão na maçaneta e abre-a. Uma luz começou a cintilar de uma maneira quase absurda.
- Droga — Léo reclamou – eu odeio esses efeitos especiais.
A luz diminuiu aos poucos e após ela ter se extinguido revelou um belo e enorme cômodo, cheio de livros, muitos livros, tantos que não cabia nas estantes e, por isso, estavam jogados no chão. E as paredes já marcadas pelo tempo, tanto quanto as estantes, e os livros empoeirados.
- Porta errada — Léo põe a cabeça dentro do cômodo e grita — oi?
- Você realmente acha que alguém está ai dentro? — Matheus puxou Léo para fora — às vezes me pergunto por que sou seu amigo...
- Ficou irritadinho? — Léo empurrou Matheus para dentro do cômodo — para de palhaçada e entra!
- Seu maluco! — Matheus quase caiu e percebeu que o local estava relativamente limpo — nossa, sem poeira! Menos os livros, eles estão péssimos!
- Alguém deve ter limpado — Léo falou entrando.
- Jura? Nunca imaginaria isso — Matheus se recompôs — e outra, por quê?
- Poeira é ruim? — Léo falou com deboche.
- Mato agora ou depois? — Mateus perguntou Léo.
- Quem? — Léo olhou para Matheus sem parar de andar.
- Você! — Matheus bateu no Léo.
- Depois, bem depois — Léo falou apavorado com o olhar assassino de Matheus — tipo: nunca!
- Hm — Matheus olhou para frente irritado.
- Bem o local pode ser importante para alguém? – Léo tenta explicar a pergunta de Matheus.
- Se fosse importante, estaria mais organizado, não? – Matheus toma à dianteira.
O local era enorme, superando a expectativa que a pequena porta poderia dar, local era bem iluminado e arrumado, mesmo com os livros espalhados no chão, e havia um perfume no ar que encantava e trazia a memória lembranças.
- Gostei desse cheiro — Léo comentou e pegou um livro — "Como se defender em situações extremas"; que título!
- Né? — Matheus pegou um livro também — "Alvo e branco, a arte de ficar albino"; isso foi muito estranho!
Matheus e Léo continuaram a andar, o local revelou uma abóboda e com cinco saídas, cada uma repleta de livros e uma chamava a atenção. Parecia emanar uma sensação ou frenesi, e nessa parte poucos livros estavam jogados no chão.
- Você viu? — Matheus cutucou Léo.
- O que? — Léo olhou para o cômodo — não há nada.
- Há — Matheus quase sussurrou — e algo ruim!
- Há algo, melhor, alguém; agora se sou bom ou não... – a voz que soou foi estranha, parecia de uma mulher e após uma risada — e algo melhor, quem será o primeiro a vir aqui e descobrir do que sou capaz? Vamos, estou com fome, e sangue novo é ótimo!
- Como? – Matheus gelou e sentiu seu sangue sair do corpo, completamente, seus pesadelos viraram, novamente, belos sonhos de criança, e ele viu a morte tão perto quanto alguém vivo poderia ver.
- Isso! Ora vamos – a voz soou mais humana, e um vulto surgiu, parecia uma mulher, mas... – vocês querem, podem sentir o gosto da vida na boca não? Ou vê-la? Ou cheira-la?
- Quem espécie de monstro é você? – Léo sentiu o cheiro quase indecifrável, como se o mundo viesse para dentro de suas narinas, ele perdeu até o chão – quem é você?
- Sou o que quero ser, nada como você quer, simples assim, do jeito que convém a cada manhã – ela recitou as palavras docemente, como se fosse o mais belo dos poemas, mas, a condição o deixava mais macabro.
- O que você quer? – Matheus perguntou vendo o ser se aproximar cada vez mais, mostrando seu corpo e suas partes, a cada passo, suas curvas se revelavam e cada vez mais Matheus via, uma mulher em sua armadura aproximar-se para mata-lo – Ande, fale!
- Quero ver do que vocês são capazes... – agora o cheiro nas narinas de Léo se tornara uma mistura intragável, como se uma carnificina tivesse acontecido e há tempos a sala estivesse fechada, agora ele chegava a sentir o gosto da morte – do que são capazes de ver, de sentir, de provar, de falar, de agir...
- Você é uma juíza? Uma julgadora? – Léo perguntou sem fôlego – No que vai adiantar fazer esse teste?
- Já foi feito – finalmente ela revelou seu corpo, como se fosse um tesouro valioso, ela estava mais protegida pela própria armadura do que qualquer um poderia deixa-la, eram visíveis suas mãos, iguais a patas de gato, só que mais humanas, e seu rosto estava coberto por uma mascara, e sua cabeça por um capacete que lhe cobria tudo, nada estava amostra, tudo completamente coberto pela a armadura dourada.
- Como? – Matheus perdeu o fôlego – no que você nos submeteu?
- Não se preocupe, sou mais sutil do que vocês podem imaginar, e outra, sou amiga de vocês, vão poder contar comigo para sempre – ela levantou um pouco a mascara e deu para ver um sorriso, um sincero – vocês são o que essa escola precisava, façam o que forem preciso... E não se espantem, aqui é bem maior do que vocês podem imaginar, aqui é um verdadeiro mundo, um mundo diferente do que vocês já viram...
Um mundo, no qual, vocês fazem parte da esperança maior, um mundo que vocês têm que salvar, aqui é a única parte na qual seus sentidos serão completos!
Notas finais
E ainda estou sem betta! E isso é mau e mal! Espero que gostem do meu trabalho, ele é de coração!
Tchau pessoas amadas!
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