Três Príncipes, Três Princesas
65 Um turbilhão de emoções
Notas iniciais
No capítulo anterior...
— Ôou! O que temos aqui?
Eu começava a odiar as interjeições dela. O que aquilo significava? Era hora de dizer algo assim?
— Está percebendo isso, senhora Cullen?
Um medo insano se apossou de mim e só fui capaz de olhar para Bella que encarava o tal monitor com tanta intensidade que fez meu coração parar de bater...
Algo estava errado...
Edward
— O que foi?
Olhei para aquele borrão de imagens, sem entender nada. O som pulsante do coraçãozinho de nosso bebê era alto e forte. Não poderia estar acontecendo nada. Poderia?
— Amor, o que foi? Por que está chorando?
Levantei-me e me juntei a Bella. O desespero e o medo ameaçando me dominarem.
— Stanley, o que está acontecendo? Você está nos assustando. Fale de uma vez por todas o que você está vendo aí. Bella está chorando e ninguém faz minha esposa chorar.
A não ser eu quando estou em meus dias de maiores burrices. Mas, isso era passado também.
— Desembuche! Isso é uma ordem.
— Acalme-se, senhor Cullen. Isto está acontecendo...
Bella apertou minha mão quando ela posicionou o aparelho e aumentou o volume da máquina.
— Esse é o coração do bebê de vocês. Escute como é lindo.
Claro que era lindo. Era o meu bebê e de minha mulher. Não havia maneira daquele som não ser perfeito.
Bella se concentrava inteiramente em minhas reações, minha cabeça estava a centímetros da dela, porém minha concentração estava na doutorazinha incompetente.
Será que eu poderia demiti-la sem que Bella ficasse furiosa ou soubesse de minha intervenção?
— Isso eu já entendi, doutora. Agora se puder me explicar o porquê de minha mulher estar chorando, eu ficaria imensamente agradecido.
— Só um minuto, alteza.
Devagar, ela deslizou um pouquinho o aparelho pela barriga de Bella.
— Agora escute isso.
Mais uma vez o som encheu a sala. Alto, forte e muito rápido. O que estava acontecendo com o coraçãozinho dele? Eu não entendia...
— Entendeu agora? Aqui...
Jéssica voltou o aparelho para a posição anterior.
— E agora aqui...
O quê? Por Deus! Eu não estava entendendo... Ele tinha dois corações? Ou? Ou...?
— Amor, minha vida, eu não estou entendendo eu...eu...
O medo de que algo estivesse errado logo desaparecendo quando encarei os olhos chocolates de Bella, eles brilhavam com uma intensidade nunca vista antes por mim.
Nada parecia errado, aliás, nada estava errado. Alguma coisa certa, muito certa estava acontecendo ali.
— Está tudo bem, senhor Cullen. Na verdade vocês...
Estendi a mão aberta em forma de restrição, impedindo que aquela mulher estragasse nosso momento com sua boca grande.
— O que está acontecendo, princesa? Por que está chorando? Estou confuso aqui. Clareie-me de minha ignorância, por favor.
Colei minha testa na dela e beijei o caminho de suas lágrimas. Bella não podia chorar, nunca! Mesmo que fosse de felicidade. Meu coração maluco nunca sabia diferenciar uma da outra e se torturava cada vez que percebia elas deslizarem pelo rosto perfeito que nunca poderia ser maculado.
— São dois, amor. Tem dois bebês aqui.
Deslizou a mão que eu segurava e a encostou no início da barriga, onde o gel não se alojara.
— Dois?
Perguntei baixo, com a boca bem perto da dela.
— Dois.
Sussurrou com a voz embargada.
A emoção veio forte e se expressou por meio de minhas lágrimas agora. Eu só sabia beijá-la com carinho e murmurar palavras doces de agradecimento.
Será que algum dia eu saberia como retribuir tudo que Bella fez e faz por mim?
— Obrigado. Obrigado. Ah Deus! Como posso ser tão agraciado? Eu não mereço tanto, princesa. Não mereço...
Deitei a cabeça em seu peito, eu precisa ouvir o coração dela também. Eu precisava daquele barulho para me sustentar nas próprias pernas quando me levantasse.
— Você merece, minha vida. Será um pai maravilhoso. Nós merecemos. É um presente de Deus para nós.
As mãos dela deslizavam por meus cabelos, me consolando, me mantendo firme em mim, me acariciando.
— Já acabou? Vamos para casa?
Repentinamente me lembrando de onde estávamos, levantei minha cabeça e voltei minha atenção para Jéssica que nos encarava com uma atenção que me irritou ao limite.
Aquele momento era íntimo, meu, de Bella e nossos bebês. Nem nossas famílias tinham consciência do que estávamos vivendo ainda. Aquela mulher não merecia presenciar nada disso.
— Já sim, alteza. Só preciso que passem pela recepção e agendem com minha secretária nossa próxima consulta.
Coloquei-me de pé e peguei, bruscamente, da mão dela os lenços umedecidos que ela tentava usar para limpar a “falta de barriga” de minha mulher. Ela não teria aquele privilegio. Aliás, poucos teriam.
— Isso não será necessário, eu agradeço seus serviços e prontidão, mas os Swans tem uma obstetra conceituada que cuida das mulheres da família. Ela só não está na cidade no momento, mas chegará em breve e acompanhará o pré- natal de minha esposa a partir das próximas consultas.
Ajudei Bella a se limpar e levantar, depois me abaixei para colocar os chinelos, do hospital em seus pés, que faziam conjunto com as duas peças que ela havia vestido há pouco.
— Precisa de ajuda para se trocar?
Ignorando as caretas da doutora Stanley, ajudei- a descer com muito cuidado. Será que ela se irritaria se eu a pegasse no colo?
Algo me dizia que sim.
— Não. Só me dê alguns minutos. Seja educado, por favor. Ela trabalha comigo.
Sorrindo como um garoto travesso, circundei minha cabeça formando um halo imaginário.
Depois beijei seus lábios e a acompanhei, com os olhos, enquanto desaparecia para o banheiro.
Voltei-me para a doutora com a postura totalmente diferente agora.
— Espero que não se esqueça dos termos de confidencialidade, doutora Stanley. A quebra deles, além de demissão do hospital, podem causar danos irreparáveis a sua carreira e a seu bolso.
— Eu já entendi, senhor Cullen. Pode ficar tranquilo, não falarei nada a ninguém. Bella é... Digo, a senhora Cullen, é minha companheira de trabalho e sei como as normas daqui são severas. Pode ficar despreocupado quanto a isso.
Acenei afirmativamente e peguei a bolsa e o casaco que Bella havia deixado em cima da cadeira em que esteve sentada quando chegamos.
— Podemos ir? Ou ainda tem mais alguma coisa, Jéssica?
Perguntou minha linda, já saindo do banheiro e prendendo os cabelos em um rabo alto.
— Não, isso é tudo. Essas são as vacinas e a receita das vitaminas que deve começar a tomar imediatamente. Mostre- as para sua obstetra de confiança e procure uma nutricionista também. Gravidez múltipla requer maior atenção desse profissional, okay?
Ela entregou a Bella o encaminhamento e as receitas. Logo as tomei de sua mão. Eu cuidaria daquilo.
— Certo. Muito obrigada por nos atender, com certa urgência, Jéssica. Você foi incrível.
Rolei os olhos e passei a puxar Bella para a porta.
A doutorazinha nos acompanhou.
— O prazer foi meu. Se precisarem de alguma coisa ou mudarem de ideia quanto ao acompanhamento no pré- natal é só me procurarem que estarei a disposição e...
— Nós não mudaremos. Muito obrigado por tudo e tenha um bom dia, doutora Stanley.
Atravessei a conversa quando ela começava a se debandar para o “puxa- saquismo”. Eu sabia que não deveria dar brecha, porém, Bella era boa demais.
— Edward...
Bella sussurrou me repreendendo, nem me importei. Logo estávamos do lado de fora do consultório quase prontos para partir.
— Stephan, acerte os honorários da doutora Stanley, por favor. Estamos indo com Sam e Zafrina, nos encontramos em casa.
— Sim, chefe.
Passei por todos, sem parar. A lembrança de que ele não era meu secretário veio forte, mas a reprimi. Ele era meu amigo e amigos são para essas situações de emergência.
— Edward...
Passei o braço pela cintura dela e a puxei para mais perto, para a proteção de meu corpo.
— Vamos para casa, princesa?
Choraminguei com piedade. Não dando espaço para que ela me repreendesse por meus atos. Eu estava totalmente sendo comandado pelas fortes emoções do dia.
— Eu preciso, mais do que qualquer coisa, tirar suas roupas e beijar cada parte desse corpo que abriga nossos bebês. Por favor, só vamos para casa agora? Eu quero curtir com você, só com você, esse momento.
Murmurei bem perto de seu ouvido e me deliciei quando ela sorriu assentindo e apressando o passo.
Eu era capaz de persuadi-a também... Era maravilhoso saber que não era uma via de mão única.
Sei que logo precisaríamos dividir essa informação, mas, não seria hoje. Eu necessitava curtir a boa-nova apenas com Bella, por mais alguns dias.
Era nossa vida, nossa família que estava crescendo. Era o milagre de ter algo, de concreto, que me ligaria para sempre a mulher de minha vida, se realizando.
Nós precisávamos comemorar... Nós quatro agora...
Emmett
— Vamos pequena, colabore com o papaizinho. Não precisa dormir, afinal, dormir para quê, não é? Só fique quietinha... Bem quietinha.
Mas, quem falou que a “cópia de Rósalie” me ouvia? Ela literalmente, berrava, a todos os pulmões. O que era um inferno, porque meus ouvidos e minha cabeça doíam devido à noite mal dormida.
— Olha Lizzie, mamãe precisa dormir alguns minutos. Que tal, se fizéssemos um acordo? Você fica caladinha por uma hora, e depois papai abre um pronunciamento oficial em rádio e TV exclusivamente para você mostrar ao mundo a potência de seu grito. Concorda?
Continuei a balançá-la e a dialogar, como um louco, com minha “pequena gritadora”, porém nada surtia efeito. Ela não parava.
O que era mais um problema, porque estávamos na sala e logo minha sogra e mais o batalhão de empregados dessa casa, chegariam até nós achando que eu a espancava ou algo assim, tamanho o escândalo.
Oh saudades de Esme...
Pensei seriamente na possibilidade de ligar para ela. Lizzie estava levando a mim e Rosie a loucura, desde que viemos para casa. Nossa filha tem nos dado “um baile” à noite. Ela, simplesmente, não dorme. Porque, de verdade, míseros cochilos de quinze minutos não poderiam contar como sono. Poderiam?
Então, eis o motivo de nossa visita à sala de estar do palácio: Rósalie precisava, de pelo menos, uma hora ininterrupta de sono. Pois, apesar de eu estar em meu limite, minha esposa estava cinco vezes pior, porque vem tentando me poupar das noites inteiras de “festa”.
E hoje quando acordei e vi que Lizzie começava a resmungar, peguei-a e fugi para cá. Eu precisava recompensar minha linda esposa exausta, que milagrosamente não havia acordado ainda.
O problema, foi que não consegui que minha filha cumprisse com sua parte no acordo.
Acordo esse, que fique bem claro, foi feito por mim e minhas ideias, sem o mínimo conhecimento e consentimento dela.
Talvez essa tenha sido sua bronca não ter sido avisada, com antecedência, de que sua rotina seria modificada.
Uma Swan monarca em miniatura. O que mais eu poderia querer?
— Vamos filha, os braços do papai são grandões e bons. Milhões de bebezinhas dariam sua chupeta para estarem aqui, porque você não colabora e aproveita, só um pouquinho.
A sacudi para o outro lado... nada. O grito foi maior ainda. Era questão de segundos até que o sexto sentido de mãe, acordasse Rósalie.
Isso também é uma coisa que queria que Bella e Jacob estudassem: como mães sabem e despertam no exato momento em que os bebês mais precisam?
— Huum! Talvez se você balançasse um pouco mais devagar, parasse de rodar, como um louco, e segurasse o corpinho dela mais aconchegantemente, a acalmasse. Deixe-me tentar.
Paralisei eu meu lugar vendo meu sogro, em todo modo rei, de terno e tudo mais, atravessar a sala e vir até nós.
A pasta em suas mãos, alertava-me de que ele havia acabado de chegar para o almoço.
— Rosie?
Perguntou já com as mãos entre meus braços no intuito de tirar minha filha de mim.
— Dormindo.
Com a mudança de mãos e nossa conversa, Lizzie se aquietou a passou a prestar atenção no avô.
Acho que teria que deixar um bigode crescer, pois minha filha parecia hipnotizada por aquilo.
— Estão com problemas de adaptação?
Ele virou Lizzie para si e a aconchegou sobre o peito, as mãozinhas de minha filha se prendendo ao peito dele, enquanto ele a segurava pela cabeça e dava leve batidinhas em seu bumbum de fralda.
— Sim. Os sonos tem sido minúsculos.
Charlie riu baixo e começou a balançar de um lado para outro bem devagar. Quase em câmera lenta.
Eu queria ter gritado com ele e dito que não era engraçado, mas a visão era bonita demais. Minha pequena traidora, já estava caladinha e seus olhinhos começando a se fechar.
— Não se preocupe com isso. Ela tem por onde puxar, Rósalie também não dormia. Perdi a conta de quantas noites mamãe foi obrigada a tirá-la de perto de nós para que pudéssemos dormir por, pelo menos, três horas seguidas.
— E como você conseguiu passar por isso mais duas vezes? Eu já estou exausto só com ela.
Caminhei até o sofá e, aproveitando a oportunidade, me deitei ali.
— Cada filho é de um jeito, Emmett. Rosie era ligada no 220 voltz. Não dormia, comia muito e quando acordada não ficava calada. Já Alice, era uma pequena dama. Também dormia pouco, no entanto se entretinha com tudo. Era dócil e não havia braços desconhecidos para ela...
Ele continuava a ninar Lizzie, mas seus olhos agora se fixavam em nada. Charlie era pura nostalgia.
— Já Bella era o que é hoje, de barriguinha cheia e bem limpinha não causava problemas. Apesar de dormir pouco, era calma e concentrada em tudo que se passava a seu redor. Nunca fora muito receptiva, ela precisava criar vínculos antes de aceitar qualquer um. Mas depois que se apegava...
A emoção tomava conta dele. Era palpável como ele sentia falta das filhas por perto.
— Espero que seja uma fase. Ou estaremos enrolados. Não sei se Rósalie terá pique para outro filho. Ela anda repugnando qualquer menção a isso.
— Ela esquecerá os contratempos. Quando Lizzie sorrir a primeira vez, quando ela começar a fazer gracinhas, vocês verão o quanto os bons momentos superam os maus.
Ficamos quietos e eu sentia uma imensa vontade de aproveitar aqueles minutinhos para cochilar também. Mas, o medo de levar uma bronca ou de ser tachado de pai relapso, me impediam de relaxar totalmente.
— Vá para cama, Emmett. Estou em horário de almoço. Se ela acordar mando chamá-los.
— Tem certeza? Estou tentado a aceitar sua proposta, mas, não quero atrapalhar.
Charlie parecia ler meus pensamentos.
Deus! Eu tinha medo dele.
— Pode ir. Deixe-me aproveitar esse momento. De repente eles crescem e começam a nos enfrentar, nos evitar, nos trocar e se esquecem da importância que tivemos em suas vidas.
Não era de Lizzie que ele falava, isso era fato.
Levantei-me e segurei firme em seu ombro, fazendo assim com que ele parasse de esfregar o nariz na cabecinha de Lizzie, e me desse a total atenção de que eu precisava.
— Ligue para Bella, Charlie. Tenho absoluta certeza de ela também está louca para fazer as pazes. Só que o orgulho dos Swans às vezes é maior que seu próprio superego. O que impede que alguém dê o primeiro passo.
Ele levantou as sobrancelhas para mim. Foi a deixa para que eu me afastasse. Eu já disse que tenho medo dele?
— Querido, não vi você chegar. Oh que lindo! Nossa princesinha está aqui.
Ainda fui capaz de ouvir a voz animada de Renée.
— Charlie, Edward ligou agora a pouco. Ele e Bella querem que a gente vá para lá no final de semana. E pela insistência eu diria que é importante, porque até sua mãe foi convocada.
Indiscretamente atrasei meus passos.
— Está tudo bem, Renée? Bella?
— Não falei com ela. Edward disse que estava dormindo e ele não parecia disposto a acorda-la. Mas, ele estava calmo. Parecia até mais feliz que o normal.
Prendi a respiração ansiando pela resposta de Charlie. Meu irmão também era um maldito orgulhoso, mas se ele havia dado o primeiro passo era porque o assunto era importante e também porque, tenho quase certeza, de que não queria ser a causa da indisposição entre pai e filha.
Ele sabia como Bella se sentia a respeito disso.
— Retorne a ligação e diga que estaremos lá. Bella pode estar precisando de alguma coisa.
Yes!!!
Comemorei, voltando a caminhar. Edward era um cara esperto.
Que Jasper cavasse sua sepultura, sozinho. Porque meu irmãozinho caçula e eu não estávamos dispostos a receber a ira de Charlie Swan sobre nós.
Esme
Disquei os números e esperei, em menos de dois toques o aparelho foi atendido.
— Mãe. Boa tarde.
— Você está cochichando. O que aconteceu?
Ouvi o farfalhar de alguma coisa e depois um click de uma porta.
— Perdão, minha rainha. Eu estava no quarto e Bella está dormindo. Não tivemos uma noite de muito sono e ainda acordamos bem cedo. Bella estava cansada. Quero que ela durma.
— Por que acordaram tão cedo? Seu pai disse que não trabalharia hoje? Bella ainda está de folga do hospital, não está?
Não consegui controlar a torrente de dúvidas e tormentos que ameaçaram dominar minha sanidade.
— Mãe, não faça perguntas demais. No final de semana teremos uma reunião de família, já convidei a família de Bella, e então esclareceremos tudo.
— Tudo bem, ficarei quieta. Só me diga que está tudo bem com minha nora e acalme meu coração.
Pude visualizar o lindo sorriso de meu filho quando as próximas palavras alcançaram meus ouvidos.
— Fique tranquila, Esme. Está tudo mais do que bem.
Soltei o ar que nem notei que prendia. Aliviada e muito feliz.
— Certo, então. Não farei mais perguntas até que estejam prontos. Mas, isso não me impede de chamá-los para almoçar, impede?
— Não, mãezinha, não impede. Mas, poderíamos adiar esse encontro para o jantar? Assim que chegamos Bá obrigou Bella a tomar um copão de suco de beterraba com cenoura e agora ela está completamente adormecida e eu não queria perturbá-la.
Sorri com o pensamento de que eles precisavam mesmo aproveitar esses meses para dormir em paz.
— Tudo bem, querido. Descansem. Vou guardar a torta de nozes para a sobremesa do jantar. Mas, não deixe que Bella pule refeições. Faça com que ela tenha um almoço nutritivo assim que acordar.
Ele ficou quieto por dois segundos, assimilando minhas palavras e tomando consciência de que eu já sabia do segredo deles.
— Eu farei, Esme. Te amo, sabia?
Meu coração se aqueceu com aquilo. Edward era o mais entregue e amoroso de meus três filhos. Ele via necessidade de externar seus sentimentos.
Eu esperava, de verdade, que os filhos dele herdassem essa característica. Toda mãe merecia ouvir palavras de amor de sua prole, principalmente se essa mãe fosse meiguinha e carinhosa como Bella.
— Também te amo, filho. Amo demais. Agora, vá dormir. Isso é uma ordem.
— Se é assim, quem sou eu para desobedecer às ordens de minha rainha. Tchau, Esme.
— Até mais tarde, filho.
Sorrindo de ponta a ponta, rumei para a cozinha. O almoço nem havia se passado, mas minha cabeça já estava a mil, elaborando os mais diversos cardápios nutritivos e saborosos, afim de, agradar o paladar, agora delicado e mais exigente, de minha nora querida.
—x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x.
Alice
Fechei tudo, vesti meu casaco e caminhei, sem me despedir e avisar a ninguém, de que estava indo embora. Já se passava das seis, eles tinham que supor onde estava indo.
Minha cabeça doía muito, me deixando desnorteada e desatenta.
Eu precisava chegar em casa, tomar banho, comer e relaxar.
O estresse, o trabalho atrasado e Jasper estavam acabando comigo e meu deixando mal- humorada.
Eu não queria trazer a velha Alice, que trata os empregados com desprezo, de volta. Então, era melhor sair de fininho e em silêncio.
— Ah não!
Parecia que naquele dia nada cooperaria comigo.
Jasper só podia estar me testando, não tem outra explicação.
— O que você fez com meu carro e meus seguranças, Jasper? Eu quero ir para casa. Não estou a fim de brigar mais.
Fui até o imbecil, que estava lindamente encostado em seu carro. Numa pose relaxada, em que nada lembrava nossa discussão de mais cedo.
— Mandei seus seguranças para casa quando cheguei aqui. Quero que vá comigo, em meu carro. Aproveitarei o trajeto até lá para me desculpar por tudo que vem acontecendo.
Torci o nariz quando ele foi até a porta detrás e a abriu, estendo a mão, me convidando a entrar.
— Não estou para gracinhas, Jasper. Sua mãe ligou e disse que Bella e Edward vão jantar conosco, para não nos atrasarmos. E não quero chegar em sua casa irritada.
— Eu sei desse jantar, Alice. Esme ligou para mim e papai também. Prometo que é só uma carona, meu amor.
Senti, lá no fundo uma pontinha de esperança. Há quanto tempo ele não me chamava assim? Será que o velho Jasper que se apaixonara pela velha Alice estava de volta?
— Vamos?
— Não faça com que eu me arrependa disso.
— Eu não farei. Confie em mim? Pelos velhos tempos.
Rendendo-me aos lindos olhos claros, que eu ainda amava, fui até ele entrei no carro. Ele logo se sentou ao meu lado.
— Como foi seu dia?
Ele se sentou de lado e segurou minhas duas mãos, fazendo assim com que eu me virasse para ele.
Tão perto...
— Foi bem. Estou começando a trabalhar na coleção do desfile de caridade de fim de ano e...
— Me explique melhor como funciona esse desfile?
Olhei interrogativamente para ele. Nunca Jasper me perguntara ou contara nada a respeito de nossos trabalhos. Ele já deixara claro, várias vezes, que alta- costura era uma coisa “fútil”.
— Tanto o desfile quanto a coleção são sem fins lucrativos para a Swa’s e Cullen’s. Minhas irmãs e eu, destinamos toda a renda para manter algumas instituições financeiras que mamãe apoia pelo mundo a fora.
— Nossa! Isso é interessante mesmo. Lembro que visitamos uma na África certa vez, e que mamãe comentou algo sobre a família de vocês lá.
Assenti.
Essa em especial, que ele citava, era uma instituição destinada a crianças subnutridas do continente. Comida, assistência médica, odontológica e vestuário eram destinados a aqueles pequeninos.
— É legal mesmo. Esse projeto serviu de conclusão do meu curso. Teoria x prática- Como utilizar alta costura para ajudar o próximo.
— Aposto que gabaritou.
— Com Rósalie e Bella participando do desfile e papai e mamãe aplaudindo da plateia, tudo bem registrado nas fotos do evento, era impossível não gabaritar. Às vezes é impossível não sofrer influencia de seu sobrenome.
Um lampejo de compreensão passou por seus olhos intensos. Tentei me virar para fugir daquela imensidão verde que me avaliavam, porém fui impedida por seu aperto.
— Suas irmãs desfilam? Eu nunca soube disso.
— Apenas nessa ocasião, sim.
Odiei para onde os pensamentos dele tinham ido. Era óbvio que ia prestar atenção nessa parte. Bella estava envolvida.
— Como Bella e Rosie só entrariam com o apoio financeiro, que teoricamente também era de papai, porque nenhuma de nós contava com provimentos próprios naquela época. Nossa assessoria de imprensa, achou que se elas contribuíssem mais efetivamente com algo, traria mais repercussão e consecutivamente, mais atenção e renda a nossa causa.
— E elas concordaram com isso, assim do nada?
Neguei, sorrindo com a lembrança de Bella brava e Rosie deslumbrada.
— Não, nem de perto foi fácil. Rósalie ficou empolgada. Sempre soubemos o quanto é vaidosa e gosta de se mostrar. Já Bella foi totalmente o oposto. O tempo dela era escasso, devido aos estudos, pesquisas e especializações almejadas. Isso sem falar no quanto ela é tímida. Ela surtou e se negou a participar, inventou mil desculpas. Mesmo que fosse por uma causa nobre ela não estava disposta a se expor assim.
— E como você a convenceu? Porque te conheço e sei do seu poder adorável de convencimento.
Os olhos dele estavam ternos e até amorosos. Fazia muito tempo que não conversávamos como duas pessoas normais.
O carro deslizava pela rua e fazia o tempo passar; Será que estávamos perto?
— Foi esforço conjunto, papai, vovó e eu. E claro, uma promessa de algum dinheiro a mais, da parte do governo de Forkian, para o hospital público de lá. Bella sempre soube como conseguir as coisas de Charlie, bastava bater os cílios.
Sem que eu esperasse e mudando totalmente o clima, Jasper estendeu a mão e tocou minha barriga, acariciando o bebê que ficou bem quietinho.
Alias, ele era quietinho, tenho a impressão de que ele começava a se mexer, mas as vezes achava que a ansiedade de que isso acontecesse, me levava a imaginar coisas.
— Ele está grande. Se desenvolvendo tão bem.
Firmei as mãos no banco me impedindo de colocar a mão por cima da dele. Quis virar o rosto e encarar o mundo lá fora, porém mais uma vez ele me surpreendeu se inclinando sobre mim e levando a boca até a base redonda e beijando com uma reverência e carinho que me deixaram atordoada e sem ação.
— Está tudo bem, filho. Se desenvolva bem aí porque você tem um reino para herdar e comandar, assim como o papai fará até você estar pronto.
Quê? Merda!
O encanto da cena fora totalmente quebrado quando ele se referiu ao bebê como um garoto.
Puxei meu corpo para trás e me encostei mais na porta, me afastando dele e então prestando atenção onde estávamos e porque o carro havia parado.
— O quê? Como viemos parar aqui? O que estamos fazendo, Jasper?
Tentei abrir a porta, mas elas estavam travadas.
— Viemos consultar. O doutor Riley está nos esperando.
Senti o sangue gelar e mais uma vez forcei a porta tentando abri-la.
— Tá. Então ligue para Bella. Eu a quero aqui do meu lado.
— Não esperaremos sua irmã, Alice. Doutor Riley não se sente a vontade na presença dela e, além disso, não podemos nos demorar. Temos que estar em casa logo, ou mamãe ficará irritada.
— Eu não vou me consultar sem minha irmã. Leve-me para casa e amanhã, quando Bella tiver tempo voltaremos aqui.
Eu podia sentir o desespero e o medo se apossando de mim. Algo não terminaria bem.
— Eu já disse e vou repetir, pela ultima vez, para ver se essa sua cabeça oca assimila, Alice: Isabella não é uma especialista. E não vamos esperá-la porra nenhuma!
Todo carinho e atenção de minutos atrás haviam desaparecido de suas feições. A compreensão me atingindo como uma faca afiada.
Era tudo mentira.
Uma maneira prática de me distrair enquanto nos guiava até aqui.
Um teatro com um belo e bom ator e uma burra de plateia.
— Eu não vou descer. E se você me obrigar, vou gritar e farei um escândalo dos infernos. Estará em todos os jornais amanhã e seu e meu pai, o matarão.
Um sorriso cínico e sinistro tomou suas faces, me levando a crer que ele estava preparado para aquilo.
— Um ato impensado seu, e aqueles enfermeiros...
Apontou para dois “monstros” parados de frente a clínica.
— Entrarão aqui e a sedarão. Tenho tudo plenamente calculado, querida esposa. Não tente nenhuma gracinha. Hoje você consultará e verei meu filho com ou sem seu consentimento. E então, o que vai ser?
Encolhi-me no banco e deixei os ombros caírem juntamente com muitas lágrimas.
Eu estava perdida, muito perdida...
Bella
— Vamos para a mesa. Alice e Jasper devem estar a caminho. Já está mais do que na hora de servimos esse jantar.
Estávamos no palácio a mais de meia hora e confesso, estava mesmo com fome. Edward e eu dormimos a tarde toda, só acordando poucos minutos para uma pequena refeição, e agora meu estômago e meus bebês cobravam seu preço. Estávamos famintos por algo substancial. E algo me dizia que minha sogra sabia disso, pois impacientemente, ela olhava para o relógio a todo instante.
— Esme, espere um pouco mais querida. Ainda é cedo. Bella e Edward acabaram de chegar. Só estamos na segunda taça de vinho ainda.
Os olhos de minha sogra voaram como flechas mortais para meu sogro. Suprimi uma risada.
— E vão parar na segunda taça. Hoje é segunda-feira, nenhum homem de família bebe mais do que isso num dia como hoje. Além disso, você pode puxar o saco e se desculpar com Edward, por ser tão idiota, enquanto Bella e eu comemos. Porque se você não percebeu, nos duas não bebemos, porque queremos apreciar o jantar e a torta de nozes da sobremesa.
Torta? Hummm!
— Pai, vamos terminar essa conversa durante o jantar. Bella e seu estamos famintos mesmo.
Edward se colocou de pé e me levou junto com ele, me sustentando.
Santos cuidados.
Fomos para a sala de jantar e poucos segundos depois de nos sentarmos, gritos, correria e uma confusão de vozes começou do lado de fora e foi entrando porta adentro.
Edward, imediatamente, me segurou pelos ombros temendo o que estivesse por vir.
— Alice!!!
Coloquei-me de pé, num susto, quando a porta da frente bateu e Jasper gritou brutalmente, por e com minha irmã.
Alice
Sai como uma louca do carro e corri para dentro fechando a porta num estrondo total.
— “Que merda”, Alice! Pare de correr. Nós precisamos conversar. Antes de entrar aí.
Conversar? Agora ele queria conversar. “Conversar uma ova”. Ele já tinha falado demais. Deu um show na frente do médico, quando o pobre coitado dissera o sexo do bebê. De chamá-lo de incompetente para cima, Jasper fez.
— Vá para o inferno! Deixe-me em paz. Suma de minha vida. Eu estou cansada disso, Jasper.
Passei correndo pela sala de jantar e de relance percebi que meus sogros, minha irmã e o marido estavam acomodados, provavelmente nos esperando para começarem a comer.
Bella estava de pé e me encarava com atenção e apreensão em seus olhos. Corri para perto deles. Jogaria toda sujeira no ventilador. Jasper havia começado e eu terminaria.
— Pare, sua louca. Eu quero falar e você vai ter que ouvir. Temos que dar um jeito nessa situação.
Esme e Bella arfaram pelo teor, entonação e raiva contidas nas palavras dele.
— Ah, ótimo! Família reunida. Você quer mesmo que esse assunto se torne público assim?
Eu não queria ouvi-lo. Já imaginava a loucura se apossando dele e fazendo besteira em nossas vidas.
Eu precisava pará-lo. Tinha que dar um jeito de colocar juízo na cabeça dele.
Mas, eu já estava tão cansada dessa situação.
— O que pensa que está fazendo, Jasper? Nós gostaríamos de comer em paz. Será que você e sua esposa poderiam dar o show mais tarde? Se não se lembram, então em minha casa.
— Não! Nós não podemos, pai. Sabe por quê?
Jasper gritava e apontava o dedo em riste para Carlisle. Automaticamente, Edward se levantou a passou Bella para trás de si.
— Porque ela espera uma menina, pai. Uma maldita menina! E ela já sabia disso. Por isso não queria fazer os exames sem a irmãzinha ali. Elas estão coleadas no intuito de me fazer de idiota. Mas, eu não vou permitir isso. Acabo com as duas antes disso.
Ele se virou para Bella e Edward fechou os punhos e deu dois passos para frente. Mas, foi impedido de prosseguir quando minha irmã o segurou pelo braço.
— Pare de falar assim, Jasper Cullen. É sua filha, filho. Uma benção. Se acalme. Você está assustando as meninas e isso não é legal.
— Uma benção para você, não é, mamãe? Sempre preferiu Edward e agora pensa que tem a oportunidade perfeita de dar a ele o que é meu por direito? Lamento te informar, mamãezinha. Mas, não será dessa vez. Darei um jeito nisso. Reverterei essa situação o mais rápido possível.
— Do que ele está falando? Mãe? Pai?
Esme perdeu toda a cor no rosto e Carlisle correu para seu lado a amparando. Bella tentou fazer o mesmo, mas foi impedida por Edward. Nossa sogra estava perto demais de mim e de um insano Jasper. Meu cunhado não correria o risco de que nossa loucura afetasse minha irmã de qualquer maneira.
— De nada. Ele não está falando de nada. Jasper está fora de controle. Esse jantar está acabado. Vá para casa e leve Isabella daqui, Edward. Ela parece a ponto de desfalecer também.
Edward voltou sua total atenção para a esposa e logo a acalmava com palavras doces e um copo de água.
A inveja da intimidade e carinho deles me atingiu de uma só vez.
Aproveitando a distração de todos, Jasper se aproximou e parou a minha frente. Ele estava mais controlado e a voz saiu mais baixa.
Um estrategista, um ator, uma cobra pronta para dar o bote. Só que, para desespero dele, dessa vez eu estava preparada.
— Ainda podemos dar um jeito nisso, Alice. Não podemos perder a cabeça e o foco. É só você tirar e....
Ah Deus! Senti minhas pernas vacilarem e meu coração disparar. Não tinha mais solução. Ele falara...
— Quê? Você enlouqueceu? Está sugerindo que eu... Que eu faça um aborto com cinco meses de gravidez? Você... Você só pode ter perdido o juízo de vez, Jasper.
Esme e Bella voltaram a respirar com dificuldade.
Carlisle e Edward voltaram a encarar meu marido.
— Porra! Não estou sugerindo merda nenhuma, Alice. Estou mandando. Não podemos ter uma menina. Quero um menino, um herdeiro. Não uma maldita garota.
Afastei-me dele com os olhos cheios de lágrimas. Era o fim... O fim de algo que nem havia começado.
Não haveria um embate, uma escolha. Eu já sabia, bem antes das palavras serem proferidas. Creio que por isso tenha relutado tanto em saber o sexo do bebê. Eu sabia que com ele viria o fim de uma era, de um sonho...
— Isso não se escolhe, Jasper Cullen. Estou grávida de uma menina, diga a palavra, me ni na, e não vou cometer um assassinato.
Insanamente e parecendo um touro enfurecido, ele reduziu o espaço entre nós, segurou em meus braços e passou a me sacudir com violência.
— Ah, você vai! Você vai. Porque não podemos correr o risco de esperar até que essa, essa... Coisa nasça.
Simultaneamente, Edward e Carlisle se movimentaram até nós.
Eu sentia o mundo se despedaçar a meus pés. A bebê começou a se agitar em curtos intervalos e agora eu tinha certeza de que ela estava se mexendo.
— Eu preciso de um menino. Um menino, ouviu bem? E essa maldita genética dos Swans não pode me proporcionar nem isso.
— Pois vou ter uma menina. Uma linda garotinha, seu idiota.
Gritei de volta. Perdendo a compostura e toda a paciência. Eu defenderia a todo custo, quem amava e quem me amava de verdade.
— Você não ouviu, sua idiota? Eu não quero uma garota. Não quero! Você vai se livrar dela ou eu...
Ele não terminou as palavras. Carlisle o soltou de mim e logo Edward o esmurrava sem dó nem piedade.
— Ah Deus! Parem...
Esme correu para perto deles, e eu corri para os braços de Bella.
— Está tudo bem, Lice. Se acalme. Isso não é bom para você e o bebê. Se acalme. Shiii...
A cena a nossa frente se desenrolava com violência, sendo vencida por Edward que esmurrava sem piedade.
Porém, logo Demitri, Sam e Stephan estavam no meio deles.
— Bella, leve Alice para nossa casa e não saiam de lá até que eu chegue. Sam, acompanhe-as e mate qualquer um que tente se aproximar delas.
Edward falou para nós e seu tom de comando era tanto, que Sam engatilhou a arma e veio para perto de mim e Bella.
— Edward...
Bella ainda clamou chorosa.
— Vá princesa, pense em nós, por favor. Vou ficar bem. Não vamos mais brigar. Só vamos esfriar a cabeça desse garotão idiota aqui.
— Fale por você. Vou mata-lo, Edward e depois casarei com sua esposinha gostosa.
Edward não reagiu agressivamente, porém olhou para Jasper com tamanha intensidade e desprezo que fez toda sala se aquietar.
— Não precisarei fazer nada com você, Jasper. Você acaba de declarar seu fim sozinho. Stephan, Demetri levem o esquentadinho para a biblioteca, papai e eu vamos ter uma conversinha com ele agora. Sam...
Sem esperar mais, o segurança de Bella se colocou a nossa frente nos obrigando a sair pela porta que nos levaria a cozinha e aos fundos da casa.
Bella cruzou seus braços nos meus e me sustentou quando os soluços de Esme e os meus ficaram audíveis.
Não fui capaz de olhar para trás. Não fui capaz de lamentar pelo fim de uma situação tão ansiada...
Só chorei pelo desprazer que minha filha teria de ter como pai Jasper Cullen.
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