Notas iniciais
Olá. Tudo bem? Meninas tenho uma dúvida, o capitulo anterior ficou ruim? Os comentários diminuíram e fiquei na dúvida. Me contem onde errei. Obrigada a todos que estão sempre aqui, comentando e interagindo. Beijos e até breve. Ah! O capítulo da semana que vem vai sair só lá pro final de semana. A próxima semana será corrida no emprego, então não dará pra postar na Terça. Obrigada, desde já, pela compreensão. Beijos.

Bella

Passamos pelos portões, chegamos à garagem e sem desperdiçar tempo caminhamos abraçados para os jardins.

A linda piscina destacava-se em meio aquele tanto de verde e o caminho de pedras brancas, que levava a nosso destino, me dava à impressão de estar num lindo conto de fadas.

– Essa é a parte de que mais gosto.

Tínhamos chegado bem na parte mais escondida do lugar e tenho certeza de ali era restrito a algumas pessoas.

– Quem está aí? Edward? É você filho?

Olhei para cima encontrando a rainha de roupão, na sacada de seu quarto, que por incrível que pareça, ficava bem em cima da parte mais linda e bem cuidada daquele pequeno pedaço do paraíso.

Edward cravou os olhos na mãe. Ele não parecia surpreso em encontra-la.

– Ainda acordada, minha rainha?

– Perdi o sono, querido. O passeio foi bom? Bella?

Antecipei-me a ele e respondi ao chamado.

– Sim majestade?

Esme lembrava-me muito minha mãe, as duas mantinham a postura de rainha até em roupas íntimas.

– Você se divertiu, querida?

Perguntou ela.

– Muito, majestade. O ambiente é agradável e descontraído. E claro, a companhia ajudou e muito, para que eu chegasse a esse diagnóstico.

Olhei bem nos olhos do homem a minha frente, eu tinha necessidade de expressar a ele meus sentimentos.

– Que bom, filha. Fico muito feliz em saber que estamos conseguindo te agradar. Agora, se vocês não se importam, vou me retirar, parece que estou meio que atrapalhando aqui.

Gemi em frustração e Edward acompanhou meu raciocínio.

– Mãe, você nunca atrapalha. Você sabe que a amo, não é?

Esme deu uma risadinha suave e logo depois nos deu as costas já adentrando em seu quarto.

– Edward?

Meu príncipe levantou a cabeça e olhou de novo para a sua progenitora.

– Sim, mãe.

– Não se esqueça de nada do que te falei, meu bebê. Bella é uma princesa, querido, no sentido nítido e figurado da palavra.

Edward acenou positivamente.

– Obrigada, mamãe. Pode descansar tranquila, eu não esquecerei. A senhora sabe que eu te deverei pelo resto da minha vida, não sabe?

– Eu sei um jeito de você quitar sua dívida eterna, meu amor.

A rainha se mantinha de costas, pronta pra entrar pro seu quarto.

E eu? Mantive-me quieta, alheia e curiosa perante aquela conversa, mais que estranha.

– E como seria esse jeito, minha rainha?

– Encha a minha casa de crianças, querido. E eu dou sua dívida por paga, para sempre.

Estaquei em meu lugar pensando nas palavras dela.

Edward gargalhou e Esme entrou no quarto e fechou a porta atrás de si, ainda se deliciando com o efeito que suas palavras haviam deixado para trás.

Filhos...

Eu ainda estava me decidindo se daria uma nova chance ao cara e eles já pensando em bebês.

“Santo Deus, Isabella”! Onde foi que você “veio se enfiar”?

E de repende, sem eu estar preparada para isso, me vi sozinha com Edward, outra vez, e confesso, eu nem sabia por onde começar.

– Dá pra me explicar que conversa mais maluca foi essa, entre você e sua mãe? Acho que estou completamente perdida aqui.

Edward recomeçou a andar e eu o acompanhei.

– Um dia, Bella... um dia, princesa... um dia...

Ele não saciou a minha curiosidade, mas também nem me importei, segredos com a rainha eram uma coisa que ambos tínhamos.

Andamos mais um pouco e então paramos.

Edward, delicadamente se virou para mim, ergueu as mãos e depositou-as uma em meu rosto e a outra em minha cintura.

Eu ”perdi uma batida do meu coração”, naquele instante. Os belos orbes nunca se desviavam de mim, eram intensos, desejosos, profundos, ansiosos, tenho certeza, que espelhavam os meus.

– Confia em mim, Bella?

Eu podia confiar? Não podia?

– Confio.

– Então, se entregue em minhas mãos...

Ele se aconchegou mais, me aproximando perigosamente dele. Baixou a cabeça e bem lentamente, como que para me passar segurança, roçou os lábios nos meus. Instintivamente o puxei para mais perto. Ele podia ser paciente, mas eu? Com certeza, paciência, nesse momento, não era uma de minhas maiores virtudes.

Misericórdia! Edward beijava muito bem!

Não que eu tivesse uma vasta experiência, todavia já havia dado uns beijinhos.

E, Deus, agora eu fico na dúvida: como posso ter vivido até hoje sem os beijos dele?

Isso era uma resposta a ser analisada depois, porque no momento do beijo, meu cérebro, de QI avançado, parecia mais uma “gelatina estragada”, de tão fora do contesto.

E pensar era a última coisa que eu queria, tendo Edward ali tão perto.

Eu não saberia especificar quanto tempo havia se passado desde que a “terra a baixo de meus pés tremeu”, poderia ser segundos, minutos, horas, dias, meses, eu nem sei. A única certeza que tinha, era que perder a noção era muito bom.

Sua boca deslizava pela minha. Era tão, quente, carinhoso, gostoso. Um sonho que se realizava. Pois, toda vez que me lembrava de um casamento arranjado eu tentava remetê-lo a uma linda história de amor e isso me deixava em paz.

E para completar, enquanto a boca carnuda e convidativa acabava com a minha, as mãos grandes se estreitavam cada vez mais em minha cintura. Eu poderia voar agora, se bem que eu já flutuava com cada toque dele.

E quando senti pequenos selinhos salpicando em minha boca previ que o termino, do que até então havia sido nosso primeiro beijo, havia chegado.

Por um momento fiquei estática, minhas pernas estavam moles e eu tinha grande dificuldade para respirar. Eu estava arfando. Vergonhosamente.

– Tudo bem, Bella. Você já pode abrir os olhos agora.

Eu bem que queria, mas a vergonha de me mostrar tão inexperiente e tão entregue a ele era demais, até para uma princesa que se preze.

– Vamos, respire, anjo. Você está me deixando preocupado.

Eu tentava, juro que tentava, e o danado do ar? Hum! Onde estava?

– Bella? Abra os olhos, por favor, princesa.

Abri os olhos lentamente e quase tive uma síncope ao encarar a imensidão verde, que me desafiava, com uma “ruguinha linda” de preocupação.

– Tudo bem?

Soltei o ar bem devagar e sorri pra ele.

– Tudo está perfeito, Edward.

Ele ampliou o sorriso, me puxou mais uma vez para seus braços e nos encaminhamos para um banquinho próximo. Sentei-me enquanto ele se despia de seu casaco e o depositava em meus braços e logo se sentava a meu lado.

– Você deve estar com frio, vamos, se aqueça. Pelo que eu fiquei sabendo aqui é bem mais quente que em Forks, mas até para Angeles a temperatura hoje está bem baixa.

– Com certeza aqui é mais quente, todavia eu sou friorenta por natureza. Alice sempre” tira uma” com a minha cara por isso. Todas as vezes que vamos a algum lugar, mamãe sempre pega no meu pé, para que eu leve um agasalho.

Ele passou os braços por meus ombros. Instintivamente, coloquei os pés no banco, dei as costas a meu príncipe e descansei a cabeça em seu peito. Carinhosamente, Edward, colocou meu cabelo de lado, dando liberdade a meu pescoço e baixou as mãos me abraçando pela cintura.

– Como era sua vida lá?

Era impossível raciocinar com uma boca gostosa dando beijinhos sugados em seu pescoço. Mesmo assim forcei meu raciocínio.

– Nada de muito interessante. Levanto por volta das seis e meia, vou pra aula, onde permaneço até meados da tarde, depois estagio no hospital central, quando não tem estágios eu vou pro projeto.

– Humm, e como funciona o projeto?

Além de beijar meu pescoço, o nariz fazia um carinho, muito bom no mesmo local. Como ele queria que eu mantivesse uma conversa coerente?

– É um trabalho assistencial. Na maioria das vezes estudantes ou recém-formados de áreas relacionadas à saúde, tipo médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas entre outros, visitam lugares aonde esses cuidados não chegam.

– E você faz isso há muito tempo?

– Ah! Como Alice disse, mais cedo, já faz um “tempinho” que comecei. Meus amigos visitam desde presídios até as áreas mais desfavorecidas de Forks, no entanto comigo, a coisa é um pouquinho mais complicada.

Ele continuava especulando como se a minha vida fosse à coisa mais interessante do mundo.

– Por que?

– Porque papai é meio paranoico. Quando disse para ele que participaria, primeiro ele surtou e me proibiu, depois pensou melhor e resolveu que eu até poderia ir, contanto que ficasse restrita a casas de repousos, orfanatos e creches. Nada de periferias e presídios.

Ao longe ouvi o barulho dos carros, com certeza os outros estavam chegando. Contudo Edward não parecia preocupado com o adiantar da hora.

– E você com certeza, não ficou nada feliz com a opinião de Charlie?

Suspirei.

– Claro que não! Às vezes papai acha que sou de porcelana, isso me irrita. Fiz um juramento e não importa o lugar e a quem, eu tenho que cumpri-lo.

– De porcelana eu não digo, mas de cristal? Talvez.

Espantada, levantei de uma vez a cabeça e olhei para ele. Será que Edward tinha escutado a parte do “juramento”?

– Ah não, você também não.

Ele gargalhou, e capturou mais uma vez meus lábios, me prendendo a um beijo quente, cheio de desejos e significados. As mãos dele e as minhas tinham vida própria, tocavam e apertavam cada lugar alcançável.

– Edward....

Gemi ao sentir a intensidade de seu aperto em minha cintura.

Por Deus! O que era aquele calor que subia de baixo para cima? Eu nunca tinha sentido aquilo nas minhas outras experiências.

– Edward, por favor...

Ele riu na base do meu pescoço e me afastou um pouco. Segurei meus instintos de vontade de puxá-lo de volta.

– É melhor entrarmos princesa, você é desejável demais, para o seu próprio bem e eu não respondo por mim, se continuarmos sozinhos aqui.

– Se você diz...

Fiquei de pé e ele me acompanhou. No caminho conversamos banalidades e rimos feitos dois idiotas.

Ao chegar à porta de meu quarto Edward me beijou de novo imprensando-me a porta.

– Prometa para mim que te verei amanhã bem cedo, Bella. Por favor, não fuja, eu quero muito te exibir pelo reino.

– Tudo bem, meu príncipe. Pode descansar tranquilo. Eu não vou fugir.

Não essa noite.

Despedimo-nos com mais uns beijinhos leves, até que minutos depois, ele realmente se foi.

Entrei no quarto me encostei à porta e toquei os lábios com dedos, o gosto dele ainda estava em mim.

Por Deus como ele era bom!

– Ih Rose! Apaixonou mesmo. Tá até surtando de olhos fechados.

Dei um pulo de susto.

– O que fazem aqui? Vocês não dormem não? “Deu formiga no quarto de vocês”, por acaso?

Botei minha pior carinha de princesa mimada e encarei um “duende verde e uma Barbie loira”, empoleiradas em minha cama.

– Não Isabella, nós não dormimos e engraçado, parece que esse fenômeno não está atingindo só nós. Não é? A insônia está forte hoje? Não consegue dormir? Hein irmãzinha?

– Ah Por Deus, Alice. Vá aporrinhar outro, eu estou cansada, preciso descansar. Sumam daqui!

– “Nem em seus melhores sonhos”, Bella. Pode vir sentar essa sua “bundinha” linda e branca aqui e nos contar “tim tim por tim tim” os fatos, desde que vocês nos abandonaram.

Pensei um monte de palavrões, até inventei alguns mentalmente, pra despejar nelas. O que aquelas pensavam que estavam fazendo?

– Ah Rose, para. O que vocês querem que eu conte?

Adentrei o quarto tirando a roupa e me dirigindo-me para o closet. Peguei uma camisola qualquer, vesti e me joguei na cama, me rendendo a companhia delas. Minhas irmãs eram assim, ou você compartilhava ou compartilhava.

E se eu quisesse mesmo dormir teria que saciar pelo menos um pouquinho da curiosidade delas.

– Vamos Bells não seja cruel, você já foi vingativa o bastante por hoje. Rose e eu estávamos loucas para vermos você e o Bonitão acertando- se, e você simplesmente “escorrega” e nos deixa a ver navios. Isso não é justo.

– Isso mesmo, irmãzinha. Agora só de pirraça terá que nos contar como foi e onde foi que se esfregaram.

– Por Deus! Vocês perderam o juízo, de vez? Nós não nos esfregamos. De onde você tirou isso?

Sentei-me ao lado delas e tentei ao máximo deixá-las felizes com o meu depoimento.

– Não aconteceu nada demais. Nós chegamos, fomos direto ao jardim dar um passeio e depois ele me deixou aqui na porta. Pronto? Satisfeitas? Agora me deixem em paz.

–“Nops”! Ah Bella! Detalhes, nós queremos detalhes. Seja mais específica. Sim?

Alice não se contentaria com pouco. Nem sei por que me dei ao trabalho de tentar uma versão editada.

– Pois bem, minha irmãzinha. Como te conheço, como a palma de minha mão e sei que você não vai me deixar em paz, então, vamos aos detalhes.

Deitei na cama e elas me acompanharam.

– Ele foi “super lindo”. Levou-me para uma parte magnífica do jardim, pediu desculpas, se explicou e, por fim, me beijou.

Eu tinha consciência que já no final do meu relato eu suspirava e encarava o nada, sonhadora.

– “Hum”! E como foi o beijo? O que você sentiu? Seja detalhista, Bella.

– Eu não sei, Rose. Eu não tenho uma vasta experiência, como vocês, para comparar. Minha cabeça está um turbilhão de sentimentos. A única certeza que tenho é de que ele é intenso. Seu beijo é diferente de todos, que já provei, é doce, mas ao mesmo tempo é... ai como vou dizer isso? Não sei. É?

– Quente?

Perguntou Alice, interrompendo meu raciocínio.

– Não. Eu diria que....

– Faminto?

– Não! Ah Rose, cale-se.

Gargalhei para os “pitacos” delas.

– Então fala logo, Isabella.

– Sei lá, Alice. O beijo dele é doce, mas ao mesmo tempo faminto, mas ao mesmo ele é sedento, sabe? Eu não consigo nominar. Nem explicar. Entende?

– Claro que entendo, “né” Bellinha. A inexperiente aqui é você. Não eu.

– Ah! Sua chata. E precisa esfregar isso na minha cara? Agora por que vocês não desaparecem mesmo daqui? Eu já saciei a curiosidade de ambas e agora quero de verdade, ficar sozinha.

Atirei meu travesseiro em Alice e fiz cara de séria para dar ênfase a meu argumento.

– Tudo bem, irmã. Nós atenderemos a seu desejo, afinal também precisamos descansas para a maratona do dia de manhã.

Eu nem queria pensar nisso.

Já na porta, Rose parou e me olhou nos olhos. Um turbilhão de dúvidas se transmitia ali.

– Haverá um amanhã, não haverá, Bella?

Pensei por um minuto. O dia havia começado apreensivo, depois havia piorado a níveis altíssimos e por fim, terminado belissimamente bem.

É, acho que poderia dizer que nossa vinda valeu a pena. Contanto que as coisas continuassem assim.

– Sim, irmã. Haverá um amanhã. Edward conseguiu me convencer de que merece uma segunda chance e além de tudo, quem sou eu pra julgá-lo? Só vamos torcer para que esses príncipes saibam o que estão fazendo. Não é?

Rose e Alice assentiram felizes e saíram do quarto. E eu aproveitei a ausência delas para rezar e pedir a Deus que iluminasse essa nova vida que se desenhava para as irmãs Swans.

Edward

Naquele dia eu, incrivelmente, acordei muito cedo, apesar de ser Domingo. No entanto, a ansiedade me dominava e nem se eu quisesse conseguiria ficar “mofando” na cama. Eu precisava levantar, o dia seria corrido, e eu devia estar pronto para cumprir “direitinho” com a parte que cabia a mim.

Acho que essa era uma maneira de me redimir pelas besteiras de ontem.

Por isso, tomei um banho, escovei os dentes, penteei meus cabelos, ou pelo menos tentei, vesti a roupa que minha mãe havia meticulosamente separado, uma camisa azul- marinho e uma calça branca, e fui ao encontro de minha família.

Para minha surpresa, todos já estavam “a todo vapor” e acredito que tenha os surpreendido com minha presença, pois eles me encararam com curiosidade, esquecendo de imediato o que estavam fazendo.

– Olha quem acordou cedo. Bom dia, Edward. É uma surpresa te encontrar a essa hora, ainda mais sendo Domingo.

– Bom dia, Jas! Bom dia família! Eu tenho responsabilidade. Por isso, não sei o porquê da surpresa. Eu nunca deixo de cumprir as minhas obrigações para com o reino.

– Não mesmo?

Carlisle perguntou irônico, fazendo assim, com que eu repensasse minha resposta.

Eu conhecia meu pai e sabia que demoraria, até que conquistasse sua confiança de novo.

– Okay, pai. Eu quase nunca deixo de cumprir as minhas obrigações. Ontem foi uma exceção que não voltará a se repetir. Agora deixem de “conversa mole” e vamos ao trabalho antes que nossos convidados acordem. O que eu tenho que fazer mãe?

– Pois bem, querido. O café da manhã já está na mesa, somente esperando nossos convidados. Então agora, temos que nos preocupar com o almoço, que será somente com sua avó, seus tios e seus primos.

E que Deus nos abençoasse!

– Edward, filho. Vou te dizer o mesmo que disse a seus irmãos. Controle Tânia. Ela nunca concordou com a ideia de que você, assim como Jaspe e Emmett, eram inacessíveis. Por isso, não “de asas” para ela. O que menos precisamos agora é de “princesas forkianas” enciumadas e “pais forkianos” inseguros. Seu pai já conversou com Eleazar e Carmem, no entanto eu duvido que somente a palavra dele bastará. Fique esperto, filho! Não deixe que Isabella se sinta inferior em comparação a suas primas.

Irina, Kate e Tânia seriam um problema. Isso é fato. Apesar de que, acredito que as duas mais velhas já tenham “desencanado” de meus irmãos. Restando somente a mim, armar uma estratégia que fizesse Tânia “largar do meu pé”.

Confesso que a culpa dessa ilusão delas, seja totalmente minha e de meus irmãos. No auge de nossa juventude, quem beijávamos e quem deitavamos ao nosso lado, contando que fosse fogosa, não era importante. E agora pagávamos o preço por isso. As filhas de Tio Eleazar sempre estavam disponíveis, frequentavam a nossa casa e os mesmos eventos que nós, então era mais fácil. No entanto com a proximidade da data limite para o acordo entrar em ação, uma ruptura foi necessária, o que não quer dizer que tenha sido bem aceita por nossas primas. Acredito que “lá no fundo”, elas acreditavam que nos revoltaríamos contra nossos pais e que decidiríamos que elas eram nossa melhor opção.

Coitadas delas! Depois de conhecermos Rósalie, Alice e Isabella, posso afirmar que, elas nunca tiveram a mínima chance.

– Certo, mamãe. Eu contenho Tânia. Agora me diga em que posso ser útil.

Esme, feliz com minha afirmação, foi logo me enchendo de atividades que ia desde a conferir a adega de papai, se estava “bem abastecida”, a inspecionar com o chefe de segurança se estava tudo em ordem, apesar de essa parte ser totalmente de Jasper, no entanto, meus irmãos também estavam envolvidos noutras atividades, então, nos virávamos como podíamos.

Por fim, às nove horas, fomos agraciados pela companhia de nossas visitas.

Todos estavam bem vestidos e aparentavam um ar de tranquilidade e alegria.

Todavia, Bella se destacava. Minha princesa, usava um vestido leve, (porque a entendedora de tecidos era Alice), branco com pequenas estampas de flores azuis na barra, na altura do joelhos e de amarrar no pescoço. O modelo se ajustava as curvas delineadas da cintura para cima e se abria gradualmente na parte debaixo, deixando-a, ainda mais, exuberante, a meus olhos.

– Bom dia.

Cumprimentei educado, seguindo o exemplo de minha família.

– Espero que nossas acomodações tenham correspondido às necessidades de vocês, bom amigo.

– Ora, Carlisle. Deixe de pompas, homem. Sim, nós dormimos bem, se é o que você quer saber. Acredito que até Bella tenha aprovado, não é querida?

– Sim, pai. Tudo estava perfeito.

– Então agora nos leve para tomar café, porque estou faminto.

Emmett gargalhou, levando assim um “cutucão” de Esme. Mas, o que ele podia fazer? Charlie era mesmo uma piada quando queria.

– Sim. Acompanhem-nos, por favor.

Mamãe e papai foram à frente e Charlie e Renée os seguiram. Era a nossa hora de dizer bom dia às princesas.

Cheguei perto de Bella, acariciei seu rosto e beijei de leve seus lábios.

– Dormiu bem, princesa?

O cheiro de morangos que ela exalava tinham efeitos inebriantes em mim.

– Bom dia, Edward. Eu dormi muito bem.

Beijei de novo sua boca, a necessidade de me saciar dela, era algo doentio.

– Rose, Alice, Bella. Eu estou “mofando” aqui.

Parou Charlie meus movimentos. O grito dele foi tão alto, que acredito que até Forkian tenha ouvido.

– Vamos logo, meninas. Antes que papai venha aqui e acuse os meninos de estarem nos tirando de nossa rotina.

Concordamos com Rose e nos dirigimos para a junto de nossos pais.

Naquele momento uma coisa não passou despercebido por mim: Charlie era muito mais ciumento do que podíamos imaginar.

Narrador

Aquele café da manhã sempre ficaria marcado nas vidas daquelas famílias. O clima era completamente diferente do dia anterior. A paz e a admiração reinavam, no entanto um sentimento novo crescia ali, ele só não era identificado ainda.

E então entre pães, frutas, café, que Bella não dispensava, diga-se de passagem, coversas e risos se estabeleceu que depois do desjejum os reis se recolheriam para conversas burocráticas. As rainhas cuidariam da organização das próximas refeições. E que os príncipes levariam suas respectivas garotas por um pequeno “tour” ao reino, para que elas se ambientassem mais.

Então com tudo planejado e prometendo não demorar no passeio, logo os jovens partiam em um carro só, flanqueado por outros dois, em uma excursão por Angeles.

Bella, Alice e Rose degustavam cada informação e detalhe que lhes era dada pelos príncipes. E quando pararam em frente ao Palácio Celestial. A animação delas não pode ser contida.

– Aqui é a cede oficial do governo, não é?

Perguntou Alice. Diferente de Edward, que até no dia anterior não sabia nada sobre Forkian, as princesas sabiam basicamente tudo a respeito do reino de Angelus, afinal foram criadas com a consciência da importância daquele lugar.

– Sim. Aqui é o lugar em que trabalhamos e que são tomadas as decisões mais importantes do reino.

– Ai Jasper, não seja tão formal. Alice vai ser sua esposa. Sim Alice, é daqui que o rei e nós, seus filhos e sem esquecer dos “puxa sacos”, comandamos o reino.

Comentou um Emmett divertido.

– A arquitetura é tão diferente da nossa. Ele é bem antigo, não é.

– Afirmativo, minha princesa. Essa estrutura data do século passado e foi um presente de nosso tataravô para o futuro marido de nossa bisavó, que anos depois se tornou um dos reis mais amados de Angelus.

Edward carinhosamente respondeu a Bella.

– Quando tivermos mais tempo traremos vocês para uma visita oficial, o que é impossível hoje. O tempo urge e se não me engano já temos que voltar. Vovó Elizabeth vai querer nos ver antes do almoço;

– Emmett está certo. Vamos voltar.

Todos concordaram e então Emmett colocou, de novo, o carro em movimento.

– Avó. Se vocês tem uma avó e ela tecnicamente é a rainha oficial, porque que o reino não está sob o comando dela e sim do pai de vocês?

– Alice, Alice, eu acredito que você tenha faltado a essa aula.

Rose não deixou o deslize da irmã passar.

– Acredito que seja pelo mesmo motivo que nossa avó Marie tenha abdicado do trono.

– Que seria Rose?

– Cansaço. Vovó Marie depois que ficou viúva, abdicou do trono em nome de papai e se mudou para a fazenda da família, alegando que já tinha dado tudo que podia pelo reino.

Jasper sorriu para a cunhada e confirmou as suspeitas de todos.

– Vovó Elizabeth tomou a mesma atitude. A única diferença é que ela se mudou para a Residência do Lago que fica do outro lado de Angeles. Eu não imaginaria a rainha- avó morando em uma fazenda, em meio a bichos e silêncio.

A conversa fluiu leve por mais algum tempo até que os príncipes chagaram em casa e cada um foi tomar conta de seus afazeres.

Minutos depois...

Mais especificamente, ao meio dia, em ponto quando todos já estavam à mesa, faltando apenas as princesas de Charlie, o sinal foi dado e elas entraram se mostrando oficialmente, pela primeira vez as famílias de seus futuros maridos.

Notas finais
Próximo capítulo será tenso. As coisas vão se acelerar um pouquinho. Beijos e até lá.