Três Príncipes, Três Princesas
32 O Casamento- Parte II
Notas iniciais
Bella
O mais glorioso e doce sim, que eu já havia dito em toda minha vida.
O “pode beijar a noiva”, foi o ponto final de tanta ansiedade e o marco inicial de uma vida nova. Incerta, preocupante e talvez até duvidosa, porém a vida que eu escolhera para mim.
O sentimento era de plenitude e certeza de ter feito a coisa certa, mesmo depois de tantas dificuldades. Agora, aquilo tudo havia ficado num passado, onde Edward e eu ainda não éramos um só.
— Só mais um minuto, Edward.
Depois da deliciosa e marcante cerimônia religiosa, meu marido e eu, juntamente com nossas famílias, padrinho e amigos pessoais posamos para as fotos oficiais. Foi mais uma hora de “vira para um lado, vira para o outro, coloca a mão ali, tira a mão daqui”, até que conseguimos nos livrar daquele martírio.
Meus pés há muito, já reclamavam. Malditos sapatos caros!
Depois de tanta agitação, fomos guiados, pelos organizadores e seguranças, a sacristia. O intuito era sair pelos fundos, de fininho, sem alarde.
O que agora, era impossível. Porque Emmett e Rose, Jasper e Alice, em suas saídas já haviam nos delatado.
E agora a parte detrás, mais precisamente, a praça da igreja, estava lotada de pessoas, tentado visualizarem um vislumbre nosso.
Edward
— Tudo bem, Stephan.
Tirei os olhos dele e voltei minha concentração para Bella. Eu a mantinha, possessivamente, em meus braços. Agora que a tinha ali, seria impossível soltá-la.
— Linda! A “minha” mais linda.
Passei os dedos por seu rosto e voltei a beijá-la. Qualquer tipo de contato era pouco. O gosto, o cheiro, a maciez da pele, a docilidade do sorriso, minha garota era viciante.
— Se eu pudesse, juro que te roubaria para mim agora. Será que seu pai ousaria me matar? Uma princesa tão jovem e já viúva não seria bem visto pela sociedade. Acho que vou arriscar.
Passei o nariz pelo seu pescoço e inspirei o cheiro delicioso dela.
— Creio que não seja uma boa ideia. Acho que você já quebrou regras demais, por uma vida. Seu pai deve estar no limite. E sim, Charlie o mataria. Por isso, acho que devemos adoçá-lo com uma última dança. E além do mais, não se rouba algo que já é seu, meu amor.
— Suas justificativas são justas, contudo, nem chegaram perto de me convencer. Porém, quanto mais olho para você, mais tenho a certeza de que quero exibi-la a todos, antes de qualquer coisa.
Mostrando o poder que ela exerce sobre mim e sem me conter, levei as mãos até seu pescoço e a puxei para mais perto.
Eu estava salivando. A vontade de estar com ela somente para mim, era imensurável, quase doía.
— Você é incrível, Edward. O mais incrível. Obrigada, por ter ido até mim na igreja. Obrigada, por ter me escolhido e obrigada, por ser o mais lindo e perfeito príncipe que uma princesa merece. Obrigada!
— Amo você, Isabella Marie Swan Cullen.
— Amo você, meu marido Edward Antony Cullen.
Extasiado pelas palavras dela, levei minha boca a sua. O gosto doce, o sabor suave, o toque delicado, a proximidade insuficiente, nada parecia aplacar a vontade e o desejo de estar com ela.
Confesso que ainda não sei como sobrevivi há esses anos todos, sem essa mulher comigo.
— Senhor, eu lamento interromper, mas é a vez de vocês agora. Stephan os espera do lado de fora. E Charlote já está a postos, para ajudar a princesa com o vestido.
— Certo, Paul.
— Tem muita gente lá, por isso, peço que sejam rápidos, meu senhor. Já está muito tarde e estaremos expostos demais.
Paul, o chefe de segurança de Angelus, nos dava instruções enquanto nos guiava para a porta.
Puxei Bella para mais perto, evitando que ele a tocasse. Minha mão direita se fechara em sua cintura fina e delineada, como garras afiadas.
— Não parem, não levantem a cabeça, não diminuam o passo, não se separem, não...
— Paul, nós já entendemos. Saia daqui! Stephan cuidará de tudo, ele sempre cuida. Obrigado pelos seus préstimos, mas eles não são necessários.
Eu odiava, a paranoia dele.
Bella era livre em Forkian e era assim que eu queria que ela se sentisse aqui. Eu não precisava que a “pilha” dele a amedrontasse logo no início.
— Sim, senhor. Perdoe-me a audácia, senhor.
Irritado, ele se afastou. Ao passar por Stephan acenou, para que meu melhor amigo e segurança pessoal, viesse a nosso encontro.
— Você está sendo difícil, príncipe?
— Cale-se e vamos logo com isso, antes que eu me irrite com você também Stephan.
Como diz meu pai: “É isso que a proximidade com os empregados causa, liberdade exagerada”.
Pena que Stephan não se encaixasse nessa categoria. Ele era muito mais um amigo que um empregado.
— Claro, claro. A princesa precisa de ajuda?
— Nem em seus melhores sonhos. Caminhe!
Apertei mais Bella junto a mim. Ele me provocava de propósito, pois sabia o tamanho do meu ciúme. Porque, além de tudo, ainda era meu confidente nas horas vagas.
E para comprovar minha teoria, ele deu um “risinho” sarcástico e safado para minha esposa. E foi retribuído com um doce e delicado sorriso dela.
Era só o que faltava, aqueles dois virarem cúmplices. Seria a minha morte. Certeza!
— Estamos quase lá.
Murmurou ele, em seu fone, parte do equipamento de segurança. A postura já totalmente mudada. Agora ele era Stephan, o segurança da realeza.
Ao fundo, flashes eram disparados e palavras de apoio e elogios eram entoadas em coro.
O cordão de isolamento impedia as pessoas de se aproximarem, todavia, não as impedia de se manifestarem.
— Somente mais alguns passos e estaremos lá.
A preensão da equipe era palpável. E eu sabia o motivo dela.
— Princesa...
Já ao lado do carro, Stephan com um toque muito profissional, abriu a porta e estendeu a mão para auxiliar Bella a entrar. Charlote, que estava a nossa espera, também se posicionou para ajudá-la com a cauda do vestido.
Porém, Bella não seria a mulher por quem me apaixonei se não nos surpreendesse de alguma maneira.
— Princesa, por favor...
Alguém, em meio à multidão, gritou entusiasmadamente o nome dela. Bella, levando todos da segurança ao desespero, inclusive Stephan, imediatamente parou o que estava fazendo, se virou, levantou a cabeça e passou a procurar quem a chamara.
— Princesa...
— Amor...
Stephan e eu advertimos. Contudo, e é uma coisa que eu tinha que aprender, Bella com aqueles lindo olhos, cor de chocolate capazes de derreter qualquer “coração de gelo”, era uma “força da natureza”.
— Só um minutinho, Edward. Eles só querem nos ver. Tem crianças ali. Por favor, amor? Vamos dar essa alegria a eles?
E somente para me convencer mais de seus argumentos, ela levou a mão esquerda a meu rosto e o acariciou.
A luz da lua reluziu em sua aliança. A minha aliança.
Tudo conspirava para que eu não a negasse nada.
Como se ela precisasse de alguma ajuda. Eu estava a sua mercê.
— Venha aqui...
Beijei sua testa, ignorando os gritos de empolgação e os “cegantes” flashes. Puxei-a um pouco mais para a esquerda do carro, e nos posicionei bem no meio do espaço isolado.
— Alteza, eu não creio que essa atitude seja do agrado de seu pai, então eu peço que...
— Se afaste, Paul. Ou você aparecerá nas fotos. Isso aqui só vai demorar alguns segundos.
Bufando e falando impropérios, ele se afastou.
Pude ouvir a gargalha de Stephan ao longe. Era bom saber que eu o divertia.
— Obrigada.
— Não agradeça. Apenas sorria e faça a alegria deles.
Charlote, para dizer que aprovava nossa atitude, se aproximou e ajeitou o vestido de Bella, deixando-o ainda mais majestoso.
Eu tinha a impressão de que conhecia aquele modelo de algum lugar. O que era impossível, porque Alice o havia desenhado exclusivamente para minha mulher.
— Agora sim! Perfeitos!
Sorrimos e agradecimento a Charlote e então, voltamos nossa atenção para o que estávamos fazendo.
Foram poucos instantes, poucos mesmo, eu também não podia arriscar a vida de Bella, todavia esses momentos serviram para me mostrar, um pouco mais, da princesa com quem havia tido a sorte de casar.
Meiga, atenciosa e humana eram poucos adjetivos para descrevê-la.
Bella
Depois da minha parada forçada, fomos levados ao carro. Nosso trajeto até o salão de festas do Palácio Celestial, foi rápido e sem maiores interrupções.
As ruas estavam isoladas, porque todo o trânsito fora desviado, para facilitar o trabalho das equipes de segurança.
Porém as calçadas também estavam lotadas de pessoas, loucas por pegar um vislumbre nosso.
Edward e eu, sabendo disso, fizemos questão de deixar os vidros traseiros abaixados, contrariando, mais uma vez, o resmungão do Paul.
Se as pessoas queriam nos ver, nós daríamos isso a elas.
Eu não via problema nenhum nisso.
Nossa chegada ao palácio foi tranquila. Acenamos para algumas pessoas, posamos para mais fotos e por fim, entramos.
Em momento algum, a mão de Edward abandou meu corpo. Ora entrelaçada a minha, ora em minha cintura. A necessidade do toque era mútua.
— O vestido...
Parei de repente, me lembrando da relíquia que vestia.
— Deixe que ele se arraste. Está dando um efeito lindo assim. Depois, mamãe e Charlote darão um jeito de mandar lavá-lo.
— Eu não posso. Não quero estragar o vestido de sua mãe. Ele é uma obra de arte e preciso devolvê-lo como peguei e...
— Vestido da mamãe? Como assim? Várias vezes eu ouvi Alice falando da confecção de seu vestido. Não era esse? O que aconteceu, Isabella?
Dúvidas e interrogações o tomaram quando ele se virou e me olhou nos olhos, tentado entender o que se passava. Eu havia esquecido que ele não sabia do acidente.
— Podemos falar disso depois? Eu queria...
— Não! Não podemos. Fale agora o que aconteceu com seu vestido.
Droga! Eu não queria falar daquilo naquele instante. Eu só queria me sentar, tomar um grande copo de água, jantar, dançar com meu pai e Edward e por fim, terminar esse dia exaustivo. Porém, quem pode com Edward quando ele resolve ser teimoso?
— Nós não sabemos direito. Acho que um acidente talvez. Ou uma sabotagem. Não sei. Só sei que seu estado é lastimável. Impossível de se usar e que a única maneira encontrada para que eu entrasse naquela igreja foi usando o vestido de sua mãe.
Lembrar daquilo ainda incomodava. E as mudanças nas feições de Edward, de preocupado para raivoso, somente serviram para tornar a situação mais real.
— Eu sabia que conhecia esse vestido de algum lugar. No escritório de papai, existem inúmeras fotos deles no dia do casamento. Ele adora exibi-las. Mas, você sabe quem fez isso? Pelo menos, imagina quem possa ter tido o disparate de estragar seu vestido?
O aperto das mãos dele em meus ombros aumentou, consideravelmente.
— Edward eu acho que...
Eu sabia?
Claro que sabia. Porém acusar alguém, nunca seria de meu feitio.
— Sabem, eu até aprecio barracos. Todavia, vocês acham que poderiam ter essa primeira briga, depois de casados é claro, lá dentro? Vocês estão expostos demais aqui e eu já não aguento Paul berrando no meu ouvido e além do mais, deixem seus súditos iludidos sobre o casal perfeito, mais um pouco. Coitados! Eles merecem esse agrado depois de passarem o dia debaixo de um sol escaldante somente para verem vocês.
— Stephan eu vou...
— Não!
Interrompi a fala de meu marido.
Levei as duas mãos a seu rosto, me aproximei e encostei seus lábios aos meus.
Eu podia sentir o controle dele retornando.
— Stephan está certo. Hoje é nossa noite. Podemos somente comemorar? Eu estou linda, não estou? Deu tudo certo. Sua mãe cuidou de, exatamente, tudo. Podemos adiar essa conversa, por favor, Edward?
Para persuadi-lo, voltei a beijá-lo e dessa vez, com mais força, ímpeto e vontade. Automaticamente, suas mãos desceram de encontro a minha cintura e me puxaram para junto de si.
Os gritos, clicks e flashes, me alertaram de que estávamos dando um show para quem quisesse apreciar.
— Você está certa. Vamos adiar essa conversa. E sim, você está linda. A mais linda de todas. O vestido de minha mãe somente realçou a sua beleza.
A testa dele descansou-se contra a minha. A sensação de plenitude era intensa.
— Okay! Já que se resolveram, e que se decidiram que são lindos e tudo mais, será que podemos entrar agora? Ou então, vou passar meu fone de ouvido para vocês. Não sou obrigado a aguentar os chiliques de Paul, não sou pago para isso.
Disse o segurança pessoal de Edward, apontando para as orelhas.
— Vamos lá, seu chato.
Sem mais delongas, adentramos o palácio.
Passamos por alguns corredores e finalmente, chagamos ao local da recepção.
Fomos recebidos com palmas e felicitações contidas. Bem diferente do calor que o povo emanava lá fora.
Mas, de toda maneira, era constrangedor ser o centro das atenções. O que, graças a Deus, durou pouco, pois logo a cerimonialista apareceu nos guiando para junto de nossas famílias.
Não pude deixar de reparar na decoração que, bem diferente da igreja, que era toda meus gostos, aqui Alice e Rose reinavam. Enormes arranjos de botões de rosas, vermelho e rosa, se destacavam em meios às mesas e aos arredores do salão.
Velas altas e perfumadas davam aquele ar de majestade e toalhas douradas esvoaçantes fechavam o complemento das mesas,
Tudo de muito bom gosto e finês.
Essa era a minha diferença para minhas irmãs, elas haviam nascido para o luxo e o bom gosto, enquanto eu preferia o povo e as hortênsias lavandas dos canteiros de mamãe e Bá.
— Vocês demoraram. Resolveram antecipar a lua- de- mel, foi?
— Bells, você não fez isso, e...
— Calma, pai. Nós demoramos porque a estrada estava cheia de pessoas e Edward e eu estávamos conversando enquanto a equipe de segurança resolvia os contratempo.
O acalmei e fechei a cara para Emmett. O que eu menos precisava era de um Charlie irritado, logo agora.
— Já que vocês já chegaram vou mandar servirem o jantar. O tempo não está do nosso lado agora.
Esme se levantou e desapareceu em meio à multidão.
— Com fome?
Perguntei a Edward?
— Muita.
Os olhos intensos dele encontraram os meus. O desejo emanava de nós.
— Vamos jantar, passar pelos ritos obrigatórios e depois seremos só nos dois. Estou cansado e creio que você também esteja.
Eu estava, estava mesmo. Apesar de lindo, o dia havia sugado tudo de mim e mais um pouco.
Remexi os pés, tentando alivias as dores. Percebendo minha inquietação, Edward se abaixou, pegou-os e colocou-os no colo. Retirou meus sapatos e os atirou debaixo da mesa.
O alívio foi instantâneo.
— Melhor assim?
— Muito melhor.
Um pouco mais tarde, fomos servidos.
Uma imensidão de pratos foram colocados a nossa frente, desde peixe ao molho agridoce até medalhões de avestruz marinados no vinho.
As bebidas também eram diversas, Edward e eu só bebericamos a champanhe na ora do brinde dos noivos, depois ficamos somente no suco e água. Ao contrário de seus irmãos e minhas irmãs que estavam aproveitando e se esbaldando. Creio que nosso proveito seria um pouco mais tarde e gostaríamos de estar sóbrios para isso.
Assim que o jantar terminou e antes que o bolo e as sobremesas fossem servidos passamos de mesa em mesa, agradecendo a todos os convidados pela presença. Graças a Deus, mamãe havia me trazido os sapatos que escolhi para a festa. Se não, eu não suportaria o martírio.
Depois dos doces. Os noivos foram convidados a abrir a pista de dança.
Os três casais bailaram a valsa dos noivos e logo em seguida cada uma de nós dançou com Charlie, assim como os meninos dançaram com Esme.
Derreti-me de amores, quando papai me conduziu e sussurrou, em meus ouvidos palavras doces, de carinho e proteção. Meu pai estava inseguro e com medo de que eu não fosse feliz e confesso, eu também estava, contudo, Edward hoje, havia me dado mais uma prova de que merecia mais um voto de confiança.
O ponto alto da noite, até aquele instante, foi quando Jacob se posicionou ao lado de Edward e exigiu a sua vez na dança exatamente quando papai ia me devolver a meu marido, segundo ele, padrinho deveria ter algumas regalias.
Por um segundo e por culpa inteiramente dele, eu hesitei.
— É só uma dança, Bells. Sou seu padrinho, usei essa roupa ridícula e te comprei um presente muito caro, então me dê essa honra. Além do mais, papai está louco para nos ver de bem outra vez.
Olhei para onde ele apontava e vi padrinho Billy, sorrindo para nós. Apesar de minhas rusgas com Jacob o amor que eu sentia por ele continuava o mesmo.
— Dance com ele, amor. É só uma dança e se você não o fizer, vai se culpar depois. Enquanto isso, vou ver se John me libera a vovó Marie. Viu como ela é a “maior pé de valsa”?
— E você sabe que ele não te deixará em paz enquanto não fizer o que quer. Acabe com isso de vez, filha.
Papai estava certo, Jake ficava insuportável quando contrariado. E Edward para demonstrar que estava sendo cavalheiro, mas só isso, me trouxe para perto e me beijou antes de se afastar.
Olhei para a mão estendida de Jacob e então cedi.
Meu corpo já conhecia o dele, sempre dançávamos nos eventos que participávamos juntos. Nossa sintonia e sincronia eram perfeitas.
— Então, posso dizer que você está linda? Ou isso agora também é contra lei de casados? Se for, seu marido está enrolado, porque todos nesse salão estão a seus pés.
— Não comece. Ou eu te deixo aqui e vou me sentar.
— Tá certo, tá certo.
Segurou-me ele, quando já tentava me afastar.
— Tudo bem, Bells. Perdoe-me por ser um idiota eu só não estou acreditando que isso aconteceu, que essa é a última vez que terei você nos braços. Eu sempre sonhei que você desistiria no ultimo instante e ficaria comigo. É frustrante saber que não fui capaz de fazê-la se apaixonar por mim. Eu a amo tanto.
— Jake, não faça isso, por favor. Eu sou uma mulher casada agora e você logo também será. Apesar de não concordar com essa loucura, sei que Leah e você serão felizes, não por ela, mas por você, lógico. Porque te conheço e sei que será um marido incrível e que ela o valorizará por isso.
Jacob suspirou. Ele não estava feliz.
— A partir de hoje as coisas mudarão, Bells. No entanto, eu não posso sair daqui sem que me prometa duas coisas. A primeira é que continuará sendo minha amiga. Não importa o que aconteça, separe um lugar em seu coração para nós, somente nós.
— Impossível! Leah, ela...
— De Leah cuido eu. Só faça a sua parte com seu marido que eu faço a minha e ainda temos que levar em conta que teremos que dar um jeito de trabalharmos juntos. Nossas pesquisas e estudos são benéficos e valiosos demais para ficarem somente no papel.
Nesse sentido ele tinha razão. “Salvar vidas, em primeiro lugar”. Essa parte do juramento fazia parte de mim, de minha vocação.
— Okay, eu prometo.
Edward teria que aprender a conviver com nossa amizade. E com o dom que compartilhávamos.
— A segunda promessa é que, se em algum momento, qualquer um, você descobrir que não ama o Edward e que quer desistir desse casamento, não hesite.
— Jake...
— Não! Espere, deixe-me terminar.
A mão dele veio de encontro a minha boca, me impedindo de falar.
— Eu sei que você dará sua vida por esse casamento, eu te conheço, Bells. Porém, quero, ou melhor, eu exijo, que se depois de todas as tentativas, depois de todas as lutas, vocês falharem. Quero que me prometa que desistirá e que, não importa quantos anos você tenha, não importa quantos filhos tenha, só me prometa que virá até mim. Não importa que eu esteja casado e não importa quantos filhos eu tenha, só me prometa que nos dará um chance. Que não será infeliz somente por causa da obrigação de permanecer casada. Eu estou desistindo agora, Bells, porque sei que é isso que você quer e merece. Porém, quero que me prometa que se ele, não a fizer feliz, que você me dará essa chance?
Nós estávamos parados no meio da pista. A dança havia mudado para uma conversa séria e sem sentido. Jacob me amava, estava evidente em seus olhos e na força com que ele segurava minha cintura. Todavia, o sentimento não era mútuo. Mesmo que Edward e eu não déssemos certo, essa era uma promessa que eu não poderia cumprir.
— Jake, eu....
— Prometa, só prometa. Isso é só uma hipótese, Bells. Edward não será maluco de perder você.
— Não serei maluco de quê? Será que você pode me devolver minha esposa agora?
Edward estava parado ao nosso lado. Ele apresentava tranquilidade, mas eu o conhecia melhor do que aquilo, ele estava se segurando.
Por isso, saí dos braços de Jacob e fui para os dele.
— Não é nada. Jacob só estava sendo ele. Vamos dançar?
Meio apreensivo, Edward me abraçou e nos levou para mais longe. Jacob permaneceu onde estava, mas pude ouvir claramente, quando ele murmurou.
— Ainda bem que “quem cala consente”, não é Bells?
Se Edward também ouviu, não comentou e era melhor assim. Eu não o preocuparia com as teorias de Jacob. Eu lutaria pelo nosso casamento até o fim. Sacramento é sacramento, “o que Deus uniu o homem não separa”, quanto a isso eu tinha certeza. Se algum dia, as coisas saíssem do rumo, eu seguiria o meu.
Sozinha!
Porque uma vez casada, sempre casada.
Após esse pequeno contratempo, Edward não se desgrudou mais de mim. Dançamos comemos, conversamos e rimos, como dois adolescentes.
Minhas irmãs e eu jogamos, ao mesmo tempo, os buquês. O que gerou uma confusão dos infernos. Nunca vi tanta mulher solteira e histérica em toda a minha vida.
A retirada da liga, pelo noivo, foi evitada de nosso cronograma. Emmett e Edward alegaram que não queriam que algum marmanjo tivesse um artefato tão íntimo de suas mulheres, segundo eles, nós já geraríamos sonhos pornográficos demais por aí, sem precisar dar aos outros algum incentivo. Jasper disse que não se importava, porém foi voto vencido.
— Eu não aguento mais.
Reclamei ao voltar para junto da nossa família. Eu estava ofegante e com as batatas das pernas doloridas. Isso sem falar nos pés...
— Quer ir embora? Estou pronto quando você estiver.
Os toques dele, em meus braços eram quentes e cúmplices era chegada a nossa hora.
Levantei-me e estendi a mão, ele prontamente se levantou.
Já estávamos começando a nos despedir, de verdade, quando algo inusitado nos surpreendeu e adiou nossos planos.
— Alice, Bella, Esme, a rainha Elizabeth as chama. Por favor, queiram me acompanhar.
O tom de voz de Charlote era sério e não dava margem para refutações ou dúvidas.
— O que vovó quer? Nós já estamos indo embora. Essa conversa não pode esperar? Eu vou junto, então.
— Não seja ansioso, garoto. Sua vó não chamou você. A conversa dela é com as mulheres de Cullen. Finja que tem educação e espere.
Charlote não estava para brincadeiras. Por isso, nos levantamos e a acompanhamos.
Eu podia sentir o olhar questionado de Edward em minhas costas, porém, as explicações teriam que ficar para depois. Porque, nem eu sabia o que se passava e o que sua avó queria.
Elizabeth, em toda sua postura de rainha, nos esperava em uma das inúmeras salas do conselho diretor, do palácio.
— Mandou nos chamar, minha sogra?
— Mandei. Eu queria mostrá-las uma coisa. Se aproximem, por favor.
Adentramos mais a sala e somente então, pude notar a presença de mais duas pessoas ali.
A rainha não estava sozinha e agora ela já sabia quem era o culpado pelo desastre do vestido.
— Stephan, mostre a minha família o vídeo que acabou de me mostrar.
Com uma seriedade, nada típica dele, o segurança de Edward se aproximou do computador de mesa, abriu um programa, digitou uma senha, clicou num arquivo e um segundo depois uma aba de vídeo se abriu e se dividiu em nove pequenas janelas, ou seja, nove câmeras monitorando nove áreas diferentes da casa dos Cullen.
— O acontecido de hoje mais cedo, não saia de minha cabeça. Eu não podia aceitar que havíamos sido invadidos e sabotados, bem debaixo de nossos narizes. Isso implicaria até na segurança de vocês. Uma falha improvável de acontecer, visto que, Jasper é quem toma conta dessa parte e todos sabem que, apesar de seus defeitos, meu garoto é o melhor no quesito estratégia. Pensando dessa maneira, assim que tive a oportunidade, pedi para que Stephan acessasse os arquivos das câmeras de segurança do palácio em busca de algo suspeito. E depois de muito olhar e reolhar, vejam o que esse brilhante rapaz encontrou.
Apesar de sério, pude notar uma pontinha de orgulho nos olhos dele, não era todo dia que se recebia um elogio da rainha.
— Aqui, prestem atenção. Vou avançar só um pouco para que cheguemos logo aos momentos que a rainha quer.
Ele selecionou a câmera dos corredores de nossos quartos e então, avançou o vídeo para hoje de manhã.
As primeiras imagens estavam dentro da normalidade:
Esme e Carlisle, descendo bem cedo, para iniciarem as preparações do grande dia dos filhos.
Papai, com uma enorme bandeja, se dirigindo ao quarto de Rósalie.
Jasper, passando rapidamente, sem nem olhar para os lados.
Mamãe, deixando seu quarto.
Papai, saindo com a bandeja vazia do quarto de Rosie e depois retornando com ela novamente cheia e se dirigindo ao quarto de Lice.
Emmett, batendo na porta de Rosie e depois correndo como uma criança arteira. O que nos rendeu umas boas risadas e um rolar de olhos de Esme.
Edward passando em frente a meu quarto e acariciando a porta, como se acariciasse a mim. O que também gerou “ahhhhs” e “ohhhs” apaixonados de nossas famílias.
E por fim, vimos quando meu pai repetiu todo o ritual do café da manhã das filhas, se dirigindo a meu quarto e minutos depois Renée indo a nosso encontro.
Porém, a agitação se deu início, somente quando logo depois que vovó Marie, Esme, Elizabeth, Alice e Rósalie rumaram para o andar de cima.
Obviamente e claramente, se esgueirando e com postura suspeita, apareceu na imagem uma loira platinada e bonita.
Esme, imediatamente ofegou.
— Impossível! Eu proibi a circulação de pessoas a partir do segundo andar. Somente a família de Renée e a nossa tinham permissão para isso. Eu mesma encarreguei Charlote e os seguranças de que minhas ordens fossem devidamente cumpridas.
A governanta dos Cullen abaixou a cabeça, constrangida.
— Pelo visto, ouve uma falha muito grande, minha rainha. Teremos que investigar isso mais a fundo.
Stephan fechou a expressão e encarou a figura ao fundo da sala.
— Observem o que acontece agora.
Voltamos a olhar para a tela, no exato instante em que Tânia se assustava, quando papai, mamãe e eu, saíamos de meu quarto.
— O que ela disse a vocês?
Perguntou Esme a minha mãe. A câmera mostrava as imagens, mas não os sons.
— Que estava procurando o pai. Uma desculpa esfarrapada, é claro. Bem que Charlie desconfiou. Deus! Eu nunca mais duvidarei de meu marido.
— Ela deu uma desculpa e foi embora?
— Sim, Elizabeth. E logo Charlie se despediu de nós e eu levei Bella até vocês. Deus, como fui ingênua! É óbvio que ela estava ali para aprontar alguma. Mas, como é que...?
— A resposta a sua pergunta vem agora.
Elizabeth apontou para o computador no instante em que partimos para um lado e papai para o outro.
— Acelere um pouquinho, Stephan.
Obediente, ele avançou o vídeo para uns dez minutos depois de nossa partida.
Novamente, a loira aparecia no foco da câmera. Dessa vez seus passos eram rápidos e decididos, porém, sua cabeça se virava constantemente, em busca de algo ou alguém que colocasse seu plano em risco. Como isso não aconteceu, com facilidade, ela adentrou meu quarto e só saiu de lá cinco minutos depois, com um sorriso nos lábios e aparentemente, escondendo, o que imaginei ser um tubo de tinta spray, debaixo da blusa.
O mistério havia sido revelado.
— As câmeras, ela...?
Perguntei somente por perguntar. Desde o começo eu sabia que a sabotagem havia sido obra dela. O nervoso hoje de manhã a delatou.
— São novas. Somente os seguranças pessoais e Paul sabem delas. Jasper comprou uma briga com os irmãos e as mandou instalar. Elas estão embutidas nos lustres e monitoram todos os corredores de nossa casa. Emmett e Edward disseram que isso era invasão de privacidade, Jasper disse que era por segurança. Tenho que me lembrar de agradecê-lo em algum momento por isso.
— Tem mesmo. Porém, temos assuntos mais importantes agora. E isso nos leva ao porquê de tê-las chamado aqui.
Os olhos, de lince, da rainha, focaram na figura que se mantinha quieta e nas sombras, ao fundo da sala.
— Aproxime-se, Tânia.
— Vovó, por favor, de novo não. Eu já...
— Você “já, nada”. Stephan, traga-a para mim.
“Nem de longe” a voz dela era de uma avó. Elizabeth estava “toda rainha” naquele instante.
E quando Tânia foi agarrada pelo braço e trazida até nós, eu soube que aquele não era o primeiro embate delas.
— Foi mulher para “defender os seus direitos”, como me disse agora a pouco. No entanto, quando é posta em julgamento pede clemência? Seja uma Cullen e arque com as consequências de seus atos.
O rosto dela estava marcado e muito vermelho. Era possível encaixar os dedos da rainha ali.
Os cabelos desgrenhados e embaraçados. O vestido preto, diga-se de passagem, estava rasgado e muito amarrotado.
Grossas lágrimas escorriam dos imensos olhos verdes, marca registrada dos Cullen.
— Mostre suas mãos.
— Vovó...
— Agora!
Gritou a rainha batendo fortemente as mãos na mesa.
— O que está acontecendo aqui?
Edward, muito assustado e Jasper, raivoso, invadiram a sala. Os olhos dos dois vasculharam o lugar até encontrarem os meus. Logo, meu marido estava ao meu lado, inspecionando minimante minha aparência, em busca de algo fora do normal.
— Vovó?
Elizabeth, mudando da água para o vinho, olhou para o neto docemente.
— Volte para o salão, querido. Não queremos que as pessoas desconfiem que existam “maçãs podres” nessa família, que tentam estragar a felicidade dos primos, não é?
Edward voltou sua atenção para mim. Confirmei sua pergunta muda. Sim, a prima dele havia me sabotado.
Por outro lado Jasper, agora já próximo de minha irmã, ouvia dela um relato rápido do que se passava.
— Emmett e Rósalie estão dançando. Todas as atenções são deles. Nós temos alguns minutos, vovó. E eu quero presenciar o que acontecerá aqui.
A rainha não negaria isso a ele, eu podia ver pela intensidade com que ela concordou.
— Está certo. Até porque isso não vai demorar. Eu estava, exatamente, pedindo a sua prima que nos mostrasse as mãos.
— Vovó...
— Agora, Tânia. Ou então, Jasper e Edward farão isso por mim.
Edward e Jasper se mexeram, ao mesmo tempo. As expressões dos dois eram iguais, raivosas e estressadas.
— Não! Não, precisa. Eu mostro, eu mostro...
Temendo o que eles poderiam fazer, Tânia estendeu as mãos com a palma virada para baixo.
Unhas, belissimamente, pintadas de vermelho vivo, se revelaram, porém, Elizabeth, acabando com sua tentativa de ludibriação, se aproximou e rudemente as virou, revelando assim, palmas totalmente manchadas de tinta preta.
— Muito bonito. Não acham? Temos nossa própria cota de traidores nessa família. O que mais uma rainha e avó poderia querer?
Edward fez menção de ir até Tânia, mas o segurei pela farda. Aquela era uma situação das mulheres.
Prevendo a fúria dos netos, Elizabeth voltou a falar. Era chegada a hora de acabar com aquela confusão.
— Chamei vocês aqui, porque como rainha de Forkian, não regente, mas mesmo assim rainha. Gostaria que Alice, futura rainha de meu povo e Isabella, que além de ser a mais afetada nessa história é a segunda na linha de sucessão a meu posto, resolvessem esse problema para mim. Mesmo querendo e sonhando em apertar as mãos em volta do pescoço de Tânia, eu não posso fazer isso. Ela é minha neta. E eu a amo, apesar dos pesares. No entanto, prometo a vocês que a colocarei nos eixos. Mas, o castigo será por conta de vocês duas. E garanto, que seja ele qual o for, será irrefutável.
Alice e eu trocamos um olhar conciliador e então, ela tomou a palavra.
— O que Tânia fez foi lamentável, eu nem consigo imaginar o que teria acontecido, se Esme não tivesse nos socorrido. Papai e mamãe nos ensinaram que família é algo sagrado e é isso que quero passar para meus filhos e sei que Bells fará o mesmo com os dela. Seremos uma família maior e muito mais unida ainda. Por isso, em nome de minha irmã e do que ela passou hoje, eu ordeno que Tânia seja levada presa e permaneça assim até que aprenda que não se mexe com as irmãs Swan.
Presa? Alice estava louca? Uma princesa Cullen presa?
— Não! Pelo amor de Deus! Meu pai vai me matar se isso vazar daqui. Eu não quero envergonhá-lo.
— Pensasse nisso antes, Tânia. Eu, como herdeiro direto, marido e cunhado das princesas dou meu apoio à punição sugerida por Alice.
Eles se completavam. Oh casal!
— Não! Vovó, por favor. Olha o que eles estão fazendo.
Os olhos de Elizabeth estavam arregalados, era evidente que ela não queria aquilo para a neta, mas, como havia dado a sua palavra não poderia interferir.
— Isabella, sua palavra será lei. A afetada foi você. Diga o que quer que aconteça e será feito.
Acenei afirmativamente para ela. Busquei nos olhos de Edward e encontrei o apoio de que precisava. Alice não ficaria feliz.
— Irmã, sua postura como defensora de nossa família é louvável, porém, se aprisionarmos Tânia, criaremos uma indisposição com o restante da família Cullen e além do mais, o problema não teve maiores danos. Graças a nossa rainha, eu me casei, linda e bem vestida, e o melhor, com o homem que amo.
Edward beijou minha cabeça e me apertou mais em seus braços.
— Agora a punição, querida. Tânia merece uma.
— Sim, minha sogra, Tânia merece. Por isso, eu ficaria muito feliz se ela fosse proibida de frequentar a nossa casa e as reuniões de família, por um tempo. Pois, vimos que ela não é confiável. E como a rainha Elizabeth mesmo propôs, creio que não faria mal se ela morasse na casa do lago por alguns anos. Creio que Tânia tenha muito que aprender com sua avó.
— Ora sua... sua... Quem você pensa que é para...?
Tânia veio até mim, o intuito dela era me atingir. Porém, Stephan ainda a mantinha em seu agarre.
— Ela é sua princesa, Tânia. As ordens dela serão acatadas por todos. Você deveria ser grata pela complacência dela. Por isso, creio que devamos começar agora. Stephan, leve minha neta até o meu carro. Já está na hora de partirmos para nossa nova vida.
— Você vai me pagar, Isabella. Escreva o que estou lhe dizendo. Da próxima vez vou cortar suas roupas com você dentro...
Stephan a arrastou para fora enquanto a maluca gritava a plenos pulmões. Talvez a ideia de Alice não fosse tão estapafúrdia assim.
— Boazinha demais, Isabella.
Alice murmurou e Jasper a repreendeu com um “o que você tem a ver com isso”?
— Faz parte de mim, Alice.
— Sim, faz parte dela. Agora saiam daqui. Vão ajudar Emmett e Rósalie a distraírem os puxa sacos. Esme, peça a Eleazar e Carlisle que me encontrem no carro em cinco minutos.
Edward já me arrastava para fora, quando sua vó o impediu.
— Bella, me conceda mais uns minutinhos? Quero falar algo com você.
Obediente e curiosa voltei para perto dela. Edward me acompanhou.
— Eu disse, Bella.
— Vovó...
— Ora, garoto. Vocês não estão grudados, só porque se casaram. Eu quero falar com sua mulher a sós. Não venha bancar o estressadinho pro meu lado. Você viu o que faço com netos mal- criados. Espere do lado de fora. É uma ordem.
Edward, hesitou.
Notando sua dúvida, Elizabeth se aproximou e o beijou no rosto.
— Quanto mais você demorar a sair, mais vou demorar a devolvê-la. Saia. Eu não vou ser uma avó má. Eu prometo.
Respirando resignadamente, ele me beijou na testa e se afastou.
— Obrigada!
— A senhora está me agradecendo, quando sou eu que deveria fazê-lo?
— Não, você não deveria. Minha neta errou e sua irmã a puniria sem dó. Você, porém, tomou as rédeas da situação e além da punição lhe deu uma lição. Obrigada! Tânia é minha neta e avó nenhuma, gostaria de passar por uma situação dessas. Obrigada, querida.
Os braços dela se fecharam em volta de mim.
Um abraço quente e aconchegante, igual ao de vovó Marie.
— Agora vá. Antes que Edward apareça por aqui outra vez e xingue até a nona geração de meus antepassados.
Sorrimos uma para outra e antes que eu saísse, ela se dirigiu a mim mais uma vez.
— Rainhas não são formadas em uma escola Bella. Rainhas são preparadas e escolhidas por Deus de acordo com as necessidades de seu povo. Quanto mais justa e humana ela é, mais Ele a fortalecerá para sua missão.
Se era uma metáfora ou um conselho, eu ignorei. Amanhã, eu pensaria sobre isso, porque agora a única coisa que eu pensava era em estar nos braços de Edward para que todo aquele estresse do dia se apagasse.
Edward
Contrariado por vovó ter me separado de Bella, mas louco de vontade de fazer uma loucura, corri até o salão agarrei meu sogro pelo braço e fiz com que ele me acompanhasse.
Renée o explicava o que havia acontecido e Charlie já fumegava de raiva. Era exatamente o que eu precisava.
— Onde estamos indo, garoto? Preciso enforcar Eleazar primeiro. Preciso ensiná-lo como se educa um filho, antes de qualquer coisa.
— Você terá essa chance. Só preciso que você me ajude a amedrontar Tânia. E tem que ser rápido, porque tenho que estar de volta, antes que a conversa de vovó e Bella chegue ao fim.
Charlie e eu corremos pelos jardins até o estacionamento. Era evidente que os convidados notaram que algo estava acontecendo.
— Ali.
Apontei para o carro preto no estacionamento. Stephan se mantinha do lado de fora como um cão de guarda..
— Ei, ei, podem parar aí. Ela merece um corretivo e sua princesa já tomou conta dessa parte. Eu não posso deixar que vocês a machuquem. Apesar de ela merecer, ela continua sendo uma mulher indefesa e uma nobre de Angelus.
— Uma mulher indefesa que quis envergonhar minha filha, uma nobre de Forkian. Afaste-se ou sobrará para você também.
— Nós não encostaremos um dedo nela, você tem a minha palavra. Agora abra a porta Stephan. Só queremos conversar.
Confiando em nossa amizade e ignorando a ameaça de meu sogro, ele abriu a porta e arrastou Tânia para fora.
Os olhos dela se arregalaram quando percebeu que éramos Charlie e eu ali.
— Olá Tânia. É bom te ver outra vez.
Instintivamente, ela tentou dar passos para trás. Stephan a segurou com mais força.
— Afastem-se. Eu vou gritar e fazer um escândalo se chegarem mais perto. Vovó tem esse direito, vocês não.
— Ninguém aqui vai te bater garota. Não seja estúpida. Só viemos te avisar, para que se mantenha longe de minha filha. Bella será feliz e se eu souber que você está tramando contra esse fato, saiba que bater será pouco perto do que farei com você. Bella é meu tesouro e lutar por ela sempre será minha prioridade.
Charlie fechou as mãos em punho. O segurei pelos ombros, passando calma e me aproximei.
— Faça o que Bella, disse. Suma de nossas vidas e esqueceremos o que você fez hoje. Agora, ultrapasse os limites e farei com que papai expulse você, suas irmãs e seus pais de nosso reino. Quero ver como vão viver sem as mordomias e regalias que nosso povo proporciona a vocês. Fui um idiota em me envolver com você, mas me redimirei, jurando a meu sogro que você nunca mais cometerá o mesmo erro, outra vez.
Tânia não disse uma palavra. Gritar e ameaçar Bella, era fácil. Porém, fazer isso com os dois homens que a amavam, era outra coisa muito diferente.
— Tudo bem, recado dado, se ela for esperta, recado anotado. Agora saiam daqui porque Paul está vindo.
Com mais um safanão, Stephan a jogou de volta ao carro e fechou a porta. Depois eu o pediria para que arranjasse alguém competente para ficar de olho em Tânia.
Lembrando-me que o tempo não estava jogando em meu favor, me virei para Charlie.
— Lamento não poder te acompanhar, sogro. Mas, preciso correr agora. Não quero que Bella desconfie do que fizemos.
— Vá lá, filho. Eu também não quero que minha filha se preocupe com isso.
Sorri para ele e me afastei as pressas.
— Edward?
Voltei a me virar para Charlie. Por Deus! Eu estava atrasado.
— Nós formamos uma boa dupla. É bom ter você na família, garoto. Estou mais tranquilo por minha Bella ser sua também.
O “minha Bella” e o “sua também”, não me passaram despercebidos. Mesmo que de leve, ele mostrava sua possessão.
— Também estou feliz, Charlie. Muito Feliz, na verdade.
E sem mais delongas, dei-lhe as costas e passei a correr de volta para o palácio.
Graças a Deus, cheguei no exato momento em que a porta se abria. O tempo havia sido contadinho. Palmas para vovó e para mim.
Assim que Bella saiu da sala, fiz com que me olhasse nos olhos. Se vovó a tivesse magoado, eu perderia o controle que, diga-se de passagem, estava longe de mim, naquele momento. Minha esposa já havia sofrido sua cota de estresse por um dia. Eu não permitiria que mais nada a atingisse.
— Estou bem. Ela só queria agradecer. As ideias de Alice estavam meio severas demais. O sangue sempre falará mais alto. Tânia errou, mas, prisão era meio rígido, até para ela.
— Ela não merece sua compaixão, não merece. Mesmo assim, eu te agradeço por isso também. Vovó e tio Eleazar tem uma dívida com você agora. Você os têm nas mãos.
— Eu só quero você em minhas mãos agora.
Carinhosa, ela veio até mim e passou a mão pelo meu pescoço. Aquele maldito vestido não deixava que eu sentisse tudo dela.
— Será que podemos aproveitar que já estamos aqui e continuarmos com nossos planos de fuga? Agora poderíamos “sair à francesa”, ninguém notaria nossa ausência.
Beijei seu rosto de leve, tentando distraí-la de suas ideias de fuga. Se eu atacasse sua boca faria uma loucura. Se eu começasse não seria capaz de parar e aqui não era lugar para isso.
— Temos que nos despedir. Seu pai enlouquecerá se não aparecermos logo. Só mais alguns minutos, meu amor.
Contrariada, ela me abraçou e descansou a cabeça em meu peito. Eu queria tanto fazer a vontade dela.
— Vão!
Sobressaltei-me ao ouvir a voz de minha avó.
— Deixem Charlie comigo. Vão embora. Eu aviso que vocês partiram. É melhor que seja assim. Porque é bem capaz que Charlie ou a velha caquética ainda arranjem uma maneira de anular esse casamento. Fujam daqui enquanto é tempo. Eu assumo agora.
— Ah, vovó! Você é a melhor.
Fui para junto dela e a abracei.
— Eu sei, eu sei. Agora vão. Antes que algo ainda os impeça de escapulir.
Beijei-a, de novo, e voltei para perto de Bella.
— Obrigada, minha rainha.
— Não me agradeça. Sejam felizes que já valerá cada reclamação e briga que escutarei, assim que me encontrar com as famílias de vocês. Agora vão, antes que eu mude de ideia e os deixe enfrentar Charlie e Marie.
Apressadamente, agarrei Bella pela mão e a tirei dali.
Na frente do palácio, logo um segurança se aproximou e nos guiou até nossa limusine. Stephan não nos acompanharia dessa vez.
— Para onde estamos indo? Posso saber pelo menos isso?
— Claro que... não. Venha aqui, deixe-me distraí-la, para que você não desconfie do nosso destino.
E foi isso que fiz, beijei, mordi, abracei e acariciei Bella enquanto pude. Eu queria surpreendê-la. Eu havia optado pelo simples e prático e agora me arrependia. Bella merecia o melhor, sempre.
Por isso, assim que paramos na porta de nossa casa, eu sorri satisfeito. Eu havia cumprido a minha missão, só agora ela percebia onde estávamos.
— Edward, nós estamos na sua casa.
Dei a mão para que ela se apoiasse ao descer. O palácio estava todo iluminado em azul, vermelho, verde e branco, as cores oficiais de Forkian.
— Não! Nós estamos na nossa casa.
Disse ao subir as escadas.
— Emmett e Rósalie viajarão agora de madrugada. Alice e Jasper, amanhã bem cedo. Mas nós, somente faremos isso amanhã à tarde.
Abri a porta da frente e a conduzi para dentro.
— Será nossa primeira noite e eu não queria que a comemorássemos dentro de um avião. Você merece mais do que isso e minha ansiedade me impediria de esperar tanto.
Subimos os primeiros lances de escadas.
— Estou louco para ter você em meus braços e nada mais certo do que fazer isso no lugar que foi preparado especialmente para receber você.
Subimos o segundo lance de escadas, passamos pelo fatídico quarto que ela permaneceu até hoje de manhã e continuamos a andar.
— Perdoe-me se frustrei suas expectativas. Posso consertar isso agora mesmo, se me disser que não quer ficar aqui. Só me deixe fazer alguns telefonemas e logo estaremos alçando voo.
Subimos mais um lance. Estávamos perto agora.
— Bella, por favor, diga algo? Estou ficando maluco aqui.
Subimos a última parte e cruzamos o corredor.
Ela respirou profundamente e sussurrou baixinho.
— Tenho certeza que vou amar o que preparou. Você é perfeito em tudo que faz.
A puxei para perto e a beijei profundamente. Minhas mãos tinham vida própria e agora elas podiam se dar a esse luxo.
Bella
— Aqui.
Disse Edward quando paramos em frente à última porta do corredor central do último andar do palácio.
— Esse andar foi totalmente replanejado para receber vocês. Seis quartos foram transformados em três, para que cada suíte atendesse as necessidades de cada casal. Cada um de nós ficou responsável pelos detalhes de seu quarto.
Os olhos intensos, estavam fixos nos meus. Eu percebia o quanto minha aprovação seria importante para ele.
— Tudo aqui, Bella foi planejado e realizado pensando em você, no seu conforto. Minha família e principalmente eu, não queremos que você sinta falta de Forkian. Por isso, que lhe dou a liberdade de modificar qualquer coisa que não tenha gostado aqui dentro. Sua felicidade é minha felicidade agora.
O toque suave em meu rosto, a intensidade das palavras, a ansiedade pelo próximo passo, tudo, me levou a abraçá-lo com mais força.
— Eu te amo, Edward. Amo demais...
Fechei os olhos e o beijei, agora com desejo e luxúria. Eu precisava de mais dele.
Por sorte minha, ou por própria vontade de estar junto, ele se abaixou e me pegou nos braços.
— Vamos fazer isso direito.
E como manda a tradição, fui carregada no colo para dentro de nosso novo quarto. De nossa nova vida.
— Enfim, aqui estamos. Diga-me o que achou.
Olhei ao redor, surpreendida e maravilhada. Era tudo tão...
— Minha mãe e Alice me deram algumas dicas, mas a maioria das coisas fui eu que escolhi. Emmett disse que sua condição requeria algo mais branco, mais angelical, porém, pensei que você vive rodeada dessa cor no hospital e...
— Só um minuto, Edward. Deixe-me absorver primeiro.
Não pense que Emmett sabe que você é virgem. Não pense...
Tentando afastar aqueles pensamentos, olhei ao redor.
O quarto era um sonho. Um sonho de princesa.

As cores variavam de tons pastel até o marrom forte. No chão, tapetes grossos e felpudos escondiam o piso.
Cortinas esvoaçantes, cobriam as janelas e as portas da sacada. A cama era alta e aparentemente bem aconchegante. Uma colcha bonita e delicada e travesseiros altos e fofinhos a deixavam mais chamativa.
As paredes eram cobertas de algo macio e de uma simetria perfeita. Dos dois lados da elegante cabeceira, dois criados baixos estavam depostos.
Perto da porta da sacada, uma poltrona reclinável e delicada se destacava. De frente para a cama um painel, com televisão e um moderno sistema de som. Portas retratos, com fotos de nosso noivado, também estavam ali. E davam o toque final.
A nossas costas uma porta branca e bem talhada.
— Closet e banheiro.
Respondeu ele antes que eu perguntasse.
— Você gostou. Está sorrindo.
Não era uma pergunta.
Dei-lhe as costas e voltei a admirar o ambiente, mais especificamente a cama.
— É claro que gostei. Tem como não gostar?
— Não, não tem. Eu me superei mesmo.
Sorri para a gracinha que ele fez.
Prevendo o humor e a mudança no clima, Edward se aproximou, me abraçou por trás e passou a beijar meu pescoço.
As mãos dele vieram para minha cintura, me aproximando mais. Algo novo, inundava minhas veias e meu corpo. Eu o queria.
— Amo você, princesa. Amo. Confie em mim. Se entregue para mim.
Os beijos se tornaram sugadas. O calor antes gostoso, agora era insuportável.
— Vou abrir seu vestido, para facilitar as coisas para você. Mamãe mandou trazerem suas coisas para cá, assim que saímos, então creio que encontrará tudo o que precisar bem ali.
Apontou para a porta que eu havia admirado agora a pouco.
Os dedos continuaram deslizando por minha pele, abaixando o zíper, enquanto a boca continuava enlouquecendo meu pescoço.
— Dois minutos.
Disse enquanto me virava, soltava meu véu e retirava a coroa de minha cabeça. Instantaneamente os cabelos se soltaram e desceram em cascatas pelas minhas costas.
— Você tem exatamente, dois minutos para entrar naquele banheiro e tirar esse vestido, se passar disso, entrarei lá e o arrancarei de você. E como sei que quer devolvê-lo intacto para mamãe, proponho que não se atrase. Pois, esse será o máximo de tempo que aceitarei ficar longe de você.
Ele me mandava sair, mas não me soltava. Aproveitando sua distração, voltei a segurar sua cabeça e nos aproximei. Mordi, de leve, seu lábio inferior e logo o beijei mais uma vez.
Edward era delicioso.
Como se já conhecesse o caminho de cor, a língua dele tomou posse da minha.
Respondendo a meus desejos, Tateei sua farda e a abri. Passei as mãos por seus ombros largos e a afastei de seu corpo.
— Bella...
— Hum...
Sussurrei incoerente em meio a um beijo e outro, já lutando para desfazer-lhe de sua gravata.
— Seu tempo está correndo. Ele está valendo desde que te expliquei as regras, que você não está levando em consideração, amor. Pois, ainda está aqui. Eu sugiro que se apresse. O vestido, princesa...ou eu...
Rendida e sorrindo das ameaças dele terminei de desenlaçá-lo da gravata, me afastei e o olhei profundamente.
— Tire-o para mim. Eu não conseguirei fazer isso sozinha. Confio inteiramente em você para essa tarefa difícil.
Apaixonado e atencioso, Edward se afastou até perto da porta do quarto. Depois localizou o interruptor de luz, desligou algumas lâmpadas, ligou outras mais e por fim, deixou o ambiente numa penumbra a meia luz, romântica e enigmática.
Sem tirar os olhos dos meus, ele voltou para perto e recomeçou de onde havia parado.
— Minha linda! Inteiramente minha.
Devagar, suas mãos vieram para meus ombros. Imediatamente, a boca atrevida desceu para substituir cada parte de pele que a retirada do vestido deixava.
Joguei a cabeça para trás e levei minhas mãos a seus cabelos o impulsionando a continuar.
— Você é muito cheirosa, Bella. Eu não posso resistir por muito tempo.
Enquanto o vestido deslizava por meus braços, o nariz dele inspirava profundamente e deixava rastros quentes por onde passava.
A vontade de trazê-lo para mais perto, quase machucava.
— Por Deus, princesa! Eu quero você demais.
Fechei os olhos e as mãos, quando senti que a peça ia deslizando devagar por meu corpo e parava a meus pés.
Bella Swan estava somente de lingerie e sapatos na frente de seu, agora, marido. Só Deus sabe o tamanho do medo que eu sentia de me decepcionar se Edward não reagisse como eu sonhava.
Edward
Por Deus!
Era o meu fim, eu não suportaria mais esperar. Eu precisava de Bella naquele instante.
— Perfeitamente linda. A mais linda! Minha e somente minha princesa.
O sorriso dela, me garantiu que minhas palavras haviam sido as certas. Eu precisava que Bella soubesse o quanto era espetacular.
Sem me conter, deslizei as mãos por todo o corpo, agora exposto.
A lingerie branca e detalhada, mal escondiam o que eu tanto ansiava. Seios redondos e suculentos, do tamanho ideal para as minhas mãos. Cinturinha fina e muito delicada. Barriga definida, mas não musculosa. Um sonho de mulher. A minha mulher.
Por Deus! Quem eu queria enganar?
Meus olhos, e olha que eu até tentava disfarçar, porém falhava miseravelmente, estavam fixos na... no... em...
Respire, Edward. Respire, homem. Se controle. Ou você vai acabar assustando a sua garota.
O bumbum, isso bumbum. Essa era a palavra que eu usaria para descrever a bunda de minha mulher.
O bumbum era redondo e firme. Médio, nada pequeno demais ou exagerado. Era o meu número. Feito especialmente para mim.
Bella era o maior colírio para um homem. Eu já imaginava o tamanho dos problemas que me causaria.
Sem poder esperar mais tempo, voltei a abraçá-la e a beijá-la. Eu precisava ver o restante que aquelas malditas, roupas íntimas cobriam.
— Confie em mim. Eu não vou te machucar. Não vou. Eu prometo.
As mãozinhas pequenas e trêmulas dela, vieram para meu peito, desabotoaram minha camisa e a atiraram ao chão.
Pele contra pele, agora.
Ansioso, estiquei o braço e arranquei a colcha que cobria nossa cama, atirei-a de qualquer jeito do outro lado. O lençol e as fronhas que a cobriam agora eram brancos e aparentavam uma maciez desejável.
Insano de desejo, me abaixei, peguei Bella no colo e a depositei suavemente ali.
Os lindos cabelos se delinearam ao redor do rosto de anjo. A verdadeira imagem da luxúria, do pecado e da perfeição.
Respirando fundo e aproveitando alguns instantes para me acalmar, voltei a ficar de pé e retirei o cinto que segurava a bainha da espada. Isso tudo sem nunca tirar meus olhos dos dela.
Desabotoei a calça, tirei os sapatos, as meias e me despi, ficando somente de sunga. É, Emmett não havia me persuadido, eu gostava era dessas cuecas e ponto final.
Eu sabia que estava nervoso, porque somente isso explicava, como eu ousava me lembrar de meu irmão, quando eu tinha minha esposa, virgem e quase nua bem a minha frente.
Mordi forte o lábio, a fim de que a dor me fizesse recobrar a sanidade e então voltei para perto da cama.
Passei as mãos pelas pernas torneadas e firmes. Descalcei-a de seus sapatos e pela última vez a contemplei de longe.
Por Deus! Bella era pequena demais.
Se eu não fosse cuidadoso, a esmagaria, a machucaria, com tanta facilidade.
Louco de desejo, ajoelhei-me de volta na cama e passei a beijar cada parte descoberta de seu delicioso corpo.
Bella
Edward me acariciava com a boca e mãos. Com os olhos me elogiava e amava. E eu retribuía com gemidos ofegantes, respirações fortes, carícias premeditadas e sussurros de amor.
Eu estava entregue a seu bel prazer.
— Edward, por favor...
Gemi, quando a boca ousada e a língua sedutora alcançaram meu clitóris necessitado e inchado. E olha que ele ainda estava coberto pela calcinha.
— Você me quer. Seu cheiro me diz que me quer.
Sem conseguir raciocinar para falar, sorri e apertei mais sua cabeça ali, bem ali. Aquilo serviria como resposta. Não serviria?
— Minha! Somente minha.
Ferozmente, Edward se levantou e me puxou junto, fazendo com que nos sentássemos. Agilmente, suas mãos vieram para minhas costas e desabotoaram o sutiã.
Meio desnorteado e ofegante, ele voltou a me empurrar pelos ombros para que eu me deitasse.
Com os olhos fixos nos meus, ele deslizou as mãos por meu corpo, acariciou deliberadamente os seios e então, voltou a descê-las, parando logo que alcançou seu objetivo: as laterais da última peça que me cobria.
— Eu sou agraciado, meu amor. A mais linda das filhas de Charlie, será inteiramente e unicamente minha, a partir de agora.
Enquanto a peça deslizava para longe, as mãos grandes, firmes e decididas deixavam um rastro de fogo por meu corpo.
— Quente, Edward. Muito quente. Eu estou queimando, amor.
— Eu vou aplacar, princesa. Vou aplacar agora.
E então ele estava sobre mim.
Desci as mãos por seu corpo e tentei baixar sua sunga. Fui prontamente impedida.
— Ainda não, amor. Você primeiro. Vamos cuidar de você primeiro.
A voz rouca de desejo, sussurrada em meu ouvido fez minha respiração aumentar e minha pele arrepiar.
Sua boca desceu por sobre a minha, uma mão ondulou meu seio esquerdo, enquanto a outra delineou a vulva já molhada. Não era normal estar tão excitada assim.
— Eu não estou diferente. Eu desejo você. Sinta como eu quero você.
Sem se conter, ele esfregou a ereção proeminente em mim. Ele estava tão desejoso como eu.
— Edward...
Prevendo que o limite estava quase chegando, ele desceu a boca e abocanhou um de meus seios.
Lá embaixo, os dedos ágeis, esfregavam sem dó,
— Venha para mim, sem entregue para mim, somente para mim. Eu quero.
Ensandecida de desejo. O puxei para cima, o abracei com as pernas e os braços e abafei meus gritos em sua boca.
E então eu me perdi...
Me perdi de mim, dos meus conceitos, dos meus pais e da minha vida.
Eu agora era dele e cada uma das sensações que somente ele poderia me proporcionar.
Um orgasmo forte. Uma pequena e serena morte, para depois ressuscitar de amor, nos braços do homem que me fez sua.
Eu era dele, oficialmente e resignadamente, dele.
Edward
Esperei alguns segundos para que Bella se deliciasse com o novo prazer, porém, eu não podia mais. Eu precisava estar dentro dela. Eu precisava tomá-la e me doar a ela.
Por isso me afastei, milimetricamente, retirei a sunga e voltei a ficar por cima dela.
Minha boca, foi diretamente para sua. Minhas mãos já saudosas, se fecharam nos seios gostosos.
Voltei e esfregá-la, insinuá-la, excitá-la, deixá-la louca de desejo.
— Edward...
O murmuro de ansiedade estava de volta, ela estava pronta e eu louco para consumar o ato.
— Olhe para mim, somente para mim. Você e eu agora...
Beijei sua boca, de olhos abertos, para que não perdesse cada reação.
E sem mais me conter, guiei meu membro para a vulva pequena, maravilhosamente molhada e deliciosamente depilada.
— Hum!
Ela gemeu baixinho franzindo a testa. Eu sabia que era somente um pequeno incomodo, perto da dor que estava por vir.
— Eu e você...
Encostei minha testa na dela e empurrei um pouquinho mais. Como eu queria fazer aquilo sem que ela sofresse. Mas, não havia como.
— Hum!
Bella gemeu mais alto e arqueou as costas. A minha vontade era de empurrar com toda força e vontade que eu tinha, porém ela merecia mais de mim, merecia meu autocontrole.
— Olhe para mim. Eu e você, meu amor.
Louco de desejo e ao mesmo tempo chateado pelo que faria, dei um último empurrão. Seus olhos, imediatamente se arregalaram e inundaram.
— Ah! Edward!
— Shiii. Acabou, princesa. Acabou.
Parado, completamente parado, beijei as lágrimas que escorreram, beijei seu rosto e beijei sua boca.
— Eu e você...
Murmurei a todo instante enquanto ludibriava-a para que se esquecesse da dor.
Beijei sua boca, levei uma mão ao seio e a outra desci para o clitóris. Insinuando, exigindo, estimulando, eu estava perto e queria que ela viesse também. Eu precisava fazer com que ela se esquecesse da dor.
Devagar, bem devagar, comecei a me movimentar para frente e para trás.
— Venha comigo, amor. Volte para mim. Se concentre em mim. Esqueça tudo. Nós dois, somente, nós dois.
Minhas palavras e meus atos fizeram sua parte e logo Bella correspondia a minhas empurradas. Peguei leve, muito leve. Amanhã eu a ensinaria o melhor do “fazer amor”, hoje não. Hoje era somente uma prévia do mundo de prazer que faria parte de sua vida a partir daquele dia.
— Bella...
Gritei, quando senti que ela, já estreita e apertada me sugava para seu interior. Ela me presentearia com mais um orgasmo.
Por isso, agora era a minha vez de mostrar a ela o quanto eu a amava.
Beijei sua boca e empurrei mais uma vez, dessa vez um pouco mais forte, vendo-a se deliciar com as novas sensações.
— Ah, Bella!
Vim forte e profundo, como nunca havia acontecido. Eu nunca me contentaria com alguém que não fosse ela, em minha vida.
Bella
Meio extasiada e sonolenta, senti Edward saindo de cima de mim e me puxando para seus braços.
Um cobertor gostoso e fofinho foi posto por sobre nossos corpos.
— Durma, meu amor. Descanse que eu velarei seu sono e sua vida para sempre. Sou seu, todo e somente seu.
E com a deliciosa sensação de plenitude me entreguei ao sono. Porque eu queria me recuperar para estar totalmente pronta para ele no dia seguinte.
Porque Isabella Cullen aprenderia e se tornaria experiente para doar o mesmo tanto que recebia de seu lindo e perfeito amor.
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