Notas iniciais
Oi Primeiramente, desculpem-me pela ausência. A manutenção do Nyah complicou minha vida. Para compensar, o capítulo está enorme. Espero que gostem. Segundo, obrigada a todos os comentários, eu os adoro, por isso faço questão de responde-los. Terceiro, obrigada especial a Sandy Beatriiz que conseguiu me animar mais. Sua mensagem salvou esse capítulo. E por fim, muito obrigada, mas muito obrigada a Bruh-zita, por ter me concedido a alegria de ter uma quarta recomendação. Cada palavrinha dela, me encheu de alegria e força para continuar aqui. Obrigada mesmo!!! Este capítulo é dedicado especialmente a você!

Mais especificamente, ao meio dia, em ponto quando todos já estavam à mesa, faltando apenas as princesas de Charlie, o sinal foi dado e elas entraram, se mostrando oficialmente, pela primeira vez as famílias de seus futuros maridos.

Bella

E como sempre, eu estava nervosa. Isso era fato.

Alice e Rose mantinham-se calmas, “pra variar”. Mas, eu? Eu podia sentir o suor se acumulando em minha nuca e o frio se instalando em minhas mãos. Eu odiava ter que me sobmeter a situações como essa. Eu nunca gostara de ser o centro das atenções. Eu nunca fora boa em lidar com muita gente.

— Vamos, Bells. Se acalme. Você está linda e não tem motivos pra ficar nervosa. Nós estaremos com você o tempo todo, irmã. O pior, que era conhecer os príncipes, nós já fizemos e fomos aprovadas. A opinião do restante não importa.

Gemi em desacordo.

— Estou tentando, Lice. Mas não consigo. E se eles acharem que não sou boa o bastante para o Edward? E se no fim ele mudar de ideia e acreditar que sou mesmo uma “Patricinha fútil” e sem valor?

Alice revirou os olhos pra mim e Rose se aproximou me abraçando.

— Se isso acontecer, irmã, eles é que se cuidem, pois Charlie mandará todos para fogueira e ainda “chutará o traseiro” do seu principezinho. Agora respire fundo, você não quer desmaiar aqui, ou quer?

Fiz que não e a abracei mais forte.

— “Edward tem que aprender que falar as coisas com você é o mesmo que assinar seu nome com brasas de fogo”, você nunca esquece. Terei que ter uma conversinha com ele depois. Onde já se viu “Princesinha fútil”. Ah mas deixe estar, eu vou apresenta-lo logo, logo as tesouras do meu ateliê.

— Vamos, Alice, não seja assim. Vai passar, eu vou esquecer.

Todavia, eu sabia que minha irmã estava certa, remoer palavras e ações, era algo incrustado em minha personalidade. E como dizem “eu cozinhava o galo em fogo baixo”, pois, “toda ação cabe uma reação”.

— Meninas é vez de vocês, por favor, me acompanhem.

Uma senhora uniformizada e bem educada, nos tirou de nosso diálogo de apoio. A seguimos, ansiosamente, até sala de jantar.

Todos nos esperavam já em seus lugares, inclusive mamãe, papai e os príncipes.

Paramos ao ouvir o anúncio de meu sogro. Eu podia sentir meu rosto corar, conforme era, minuciosamente, avaliada.

— Mãe, Aro, Eleazar estendo minhas saudações as suas famílias. Tenho o prazer de lhes apresentar formalmente as herdeiras do trono de Forkian e futuras princesas de Angelus: Rósalie, Alice e Isabella.

Dirigimos-nos para nossos lugares e nos postamos atrás das cadeiras que haviam sido designadas a nós.

De todos os olhares curiosos, os que mais me atingiram e creio que a minhas irmãs também, foram as faíscas, que a três mulheres loiras nos dispensaram. Eu as conhecia, claro que conhecia e, sinceramente, tremi com o que vi estampado na face delas: Elas não nos queriam ali de maneira alguma.

— Sentem-se garotas. Isso aqui não é um tribunal. E se Carlisle as escolheu, seu pai aceitou e meus netos queridos, aprovaram, quem seremos nós para nos mostrarmos contra. Vamos almoçar em paz, porque uma noite de apresentação ainda às aguarda e creio que uma tarde de descanso e apetrechos de beleza também.

Comentou a linda senhora de cabelos grisalhos, que eu também sabia quem era.

A rainha Elizabeth, devia ter mais ou menos uns setenta anos, a mesma idade de vovó Marie. A diferença entre as duas, agora aposentadas rainhas, era que vovó atualmente se dedicava exclusivamente a Fazenda do Lago e ao John. Enquanto Elizabeth lembrava muito mais uma chefe de governo licenciada, mas que com certeza, ainda ajudava a tomar decisões importantes.

— Rósalie, Alice e Isabella estes são meus irmãos mais velhos: Eleazar, sua esposa Carmem e suas filhas Irina, Kate e Tânia e a minha frente Aro, sua esposa Sulpícia e seus filhos Jane e Alec.

Uma dúvida me instigou nessa informação de Carlisle, se ele era o mais novo então por que...?

Hum! Perguntarei a papai sobre isso mais tarde. Essa informação não constava em nenhum dos inúmeros livros que “debulhamos” ao longo de nossas noites de estudo.

Os familiares de Edward sorriram para nós e então, mais relaxadas começamos a conversar e a comer.

— Hum, Isabella, seu pai nos contou da sua profissão. Então posso acreditar que seremos companheiros de trabalho em breve?

Tirei minha atenção da conversa animada que estava tendo com Alice e voltei meus olhos para Aro.

Todos na mesa, inclusive a avó dos meninos, de repente silenciaram-se para ouvir-me.

— Você também é médico? Que interessante. Então, sim seremos mesmo companheiros de profissão.

— Nossa que mancada! Tio Aro médico? E desde quando um príncipe é médico? Deu pra ver que vocês estão mesmo situadas sobre a nossa família e o nosso reino.

— Tânia!!!

Encolhi-me na cadeira. Eu odiava quando alguém era sarcástico comigo, eu não sabia ser sarcástico ou mal- educado com ninguém. E além do mais, eu sabia que Aro não era médico, no entanto a minha falsa ignorância era uma maneira de prolongar o assunto por parte dele, pois eu odiava falar de mim.

— Oh Querida! Desculpe a língua ferina de minha sobrinha. Ela está insatisfeita de deixar de ser o centro das atenções da imprensa. Todavia voltando a nossa conversa. Não. Eu não sou médico. Sou administrador e comando o HoCedeA, Hospital Central de Angeles, onde provavelmente você irá trabalhar.

— Ai tio! Como você está hilário hoje. Essas princesas tem mesmo cara de que vão trabalhar em alguma coisa.

Tânia continuou a nos atacar. E eu continuei a me encolher.

— Tânia! Eu exijo que você se cale ou então, abandone a mesa. Se seu pai não soube lhe educar, eu o farei.

O brado forte da voz da rainha Elizabeth, juntamente com esse outro ataque da prima de Edward, me fizeram tremer levemente.

Eu começava a sentir o ar faltar.

— Sabe... Tânia? É esse o seu nome mesmo?

— Sim majestade.

Respondeu à loira,já não tão agressiva, a meu pai.

— Pois é, Tânia. Antes de serem princesas Rose, Alice e Bella são Forkianas e em Forkian as mulheres aprendem, desde cedo, que uma profissão é importante para o crescimento de qualquer pessoa. E o título que elas carregam não as impediu de estudarem e se formarem como qualquer um. A propósito, minha Bella não é somente uma médica, Aro. Em três meses, a princesinha do papai, será a neuro- pediatra mais nova da história e junto com esse título ela terá publicado na revista internacional Medical, o artigo e resultado das pesquisas que desenvolveu juntamente com meu afilhado, o príncipe de Pushian.

Rose a Alice se apertaram a mim com os ombros me fazendo levantar a cabeça. Edward me olhava intensamente.

— Nossa! Então creio que Edward e eu teremos logo uma reunião para tratar das reformas que faremos em nossa cede para recebê-la. Estamos a tempos esperando por um profissional na área de pediatria. Não é, sobrinho?

— Claro que sim tio. Bella tem talentos que o senhor nem imagina e deixa-la de fora de sua profissão seria como aprisiona-la, algo que eu não faria, de maneira alguma, com minha futura esposa.

Tânia bufou insatisfeita.

— E só pra sua informação, princesa Tânia. Nós sabemos do seu reino, tanto ou até mais do que você e não porque “fizemos a lição” e sim porque estar interada da vida e dos assuntos de nossos futuros maridos, sejam base para que, juntos, possamos ser bons governantes.

Mamãe, Esme e a rainha sorriram para Rose. Sua resposta calou até os poderosos daquela mesa.

— E creio, queridinha, que quem não tenha “feito a lição” seja você, porque em nenhuma das aulas que tivemos,ou constava em algum livro, sobre o seu casamento com algum nobre.

— Alice! Filha!

Papai tentou acalmar os nervos. Minhas irmãs estavam a ponto de estapear a loira.

— Ah que lindo! A “noivinha” de Edward é muda, ela precisa de um monte de porta voz. Estou encantada!

— Tânia, nós conversamos filha. Por favor, pare com isso.

— Ah papai! Convenhamos. Quem aqui não vê o cúmulo dessa situação? Só essas “moscas- mortas” mesmo.

Minha respiração estava acelerada e a raiva já consumia uma parte de mim. Eu revidaria. Brigar e falar de mim, sim. Agora insultar minhas irmãs? Nunca.

— Sabe princesa Tânia, em minha casa as refeições são momentos Sagrados, onde agradecemos a Deus pelo pão de cada dia e quando compartilhamos com nossa família os feitos de nosso dia. E como princesa de Forkian e futura princesa de Angelus, ou seja, um título a mais que você, eu exijo, que você respeite esse momento. Se você tem alguma reclamação ou alguma questão que queira resolver comigo e com minhas irmãs, sugiro que procure a nossa assessora de imprensa e ela agendará uma horinha para você. Agora por favor, vamos comer em paz.

E sem esperar mais, abaixei minha cabeça e comecei a comer, como se nada tivesse acontecido.

Se bem que, as risadinhas contidas de Edward, Emmett e Jasper, as “bocas abertas” de Alice e Rose e as expressões orgulhosas de mamãe, papai, Esme e da rainha Elizabeth, fossem, verdadeiramente, difíceis de ignorar.

— Mas, então me contem, e você Alice, o que faz?

— Ah eu...

E então, para quebrar o clima Carmem puxou um novo assunto e para variar, toda aquela conversa de profissões e vidas em Forks, voltaram à tona.

Eu me mantive quieta o restante da refeição e só acenei positivamente ou negativamente quando necessário. Minha cabeça estava doendo e eu queria, mais que tudo, descansar.

Mais tarde, quando o almoço terminou e pudemos então, levantar e nos recolher, antes que eu escapasse, fui abordada, prensada e beijada por Edward.

— Esqueça Tânia. Ela é uma invejosa que está louca pra te afetar. Não permita isso. Eu quero você Bella. E só você. Confie em mim. Você se saiu muito bem e é assim que deve ser, sempre. Agora durma um pouco e descanse a noite será longa e eu te quero pronta para conhecer seus súditos mais importantes.

— Todos os súditos são importantes, Edward. Cada um a sua maneira.

. Eu esperava essa resposta de você, por isso disse isso, só pra te ouvir defende-los. Agora sério, descanse um pouco, quero te ver mais linda ainda essa noite.

Beijei-o me despedindo e fui para meu quarto, exausta.

— Ah! Bella?

— Sim?

O respondi, antes de entrar.

— Eu amei a parte do “um título a mais que você”... Você se saiu muito bem! Estou orgulhoso!

E sem mais delongas, ele se foi, me deixando sem jeito, mas imensamente feliz comigo.

Assim sendo, depois de tomar um banho e vestir apenas uma camiseta velha e uma calcinha de algodão, me atirei na cama.

Cansada!

Exausta!

Chateada!

Esgotada!

Por fim, dormi a tarde inteira e só acordei com as batidas de Alice. Era hora de nos aprontar para sermos apresentadas ao povo.

Abri as portas para minhas irmãs e como de costume, passamos por uma intensa tarde entre cremes relaxantes, penteados e maquiagem.

Nem para lancharmos sairmos do quarto e por isso, carinhosamente, em algum momento da tarde, Esme nos mandou uma bandeja “abarrotada” de comida tipicamente Angelana.

E então por fim, quando eu não aguentava mais a maratona, Alice e Rose se deram por vencidas e pude assim dar o toque final, com uma bagunçada básica no cabelo, meticulosamente, penteado e com o vestido que eu havia escolhido.

— Pronto, irmã. Você está linda. Pode colocar o vestido agora.

Fui para o closet e voltei de lá com um lindo modelo exclusivo, que minha linda Alice havia desenhado especialmente para mim.

— Ei? O que pensa que está fazendo?

Parei e olhei para Rose. Eu já estava desabotoando o vestido para coloca-lo.

— Me vestindo?

Perguntei divertida.

— Ai Bella. Às vezes acho que você gosta é de provocar. Só pode.

Não entendi o comentário dela.

— Como assim? O que eu fiz agora? Por Deus, Rose! Eu tenho me comportado como uma princesa. Papai nem tem motivos para reclamar de mim.

— Ah, irmã! Mas, ele terá motivo para reclamar até a sua nona geração, se você insistir nesse modelo.

Olhei para o vestido. E confesso, não vi nada demais nele.

— Rose tem razão, Bella. Esse vestido é lindo, claro que é afinal, fui eu quem o desenhou e ficará perfeito em você. No entanto, não creio que preto, seja a cor ideal para se usar no baile de hoje. Sei lá, pode dar a impressão que você está de luto ou fazendo algo forçado. Guarde esse para outra ocasião, sei que essa é sua cor preferida, no entanto hoje ela terá que ser esquecida.

Eu queria bater o pé e dizer que não me importava com o que os outros iriam dizer, todavia essa era a primeira vez que sairia em público com Edward e dar o que falar, não era um dos meus passatempos preferido.

Por isso, me arrastei de volta para o armário, guardei meu preferido lá e voltei para a companhia de minhas irmãs com algo mais adequado para a noite.

— Esse é ideal?

Mostrei para elas o belíssimo vestido nude de renda, levemente transparente.

— Papai vai surtar. E nem quero ver a reação de Edward. Se ele for ciumento, você terá sérios problemas.

— Alice está certa. No entanto seu corpo “canta” com esse modelo. Vista esse, irmã. E deixe as consequências para depois.

Acenei positivamente para elas e comecei a me vestir.

Por fim, me achei ousada demais, mas aprovei. “Uma vez na vida” eu me daria o direito de não ser tão “certinha”.

— Prontas? Só deve estar faltando à gente.

— Sim, só falta o perfume.

Alice estava linda, com um belo vestido rosa claro e Rose parecia mais estonteante ainda em um lindo longo vermelho. Modéstia a parte, estávamos de “parar o trânsito”, como Jake diz.

— Vamos.

Abri a porta e sem esperar pela resposta delas fui para o andar debaixo. O quanto antes fôssemos para este baile, mais rápido voltaríamos.

Isabella Swan era antissocial e ninguém podia me julgar por isso.

Descemos concentradas em não cair e fazer uma cena em frente a nossas famílias.

— Uau!

— Linda!

— Uma gata!

Cada príncipe Cullen reagiu de uma maneira ao nos ver. E eu acredito que tenha ficado “vermelha até a raiz do cabelo”.

E essa vermelhidão só aumentou ao constatar o quanto Edward estava perfeito em um smoking sobe medida.

Sem sombra de dúvidas, faríamos um belo par aquela noite.

Edward

Definitivamente: Eu era abençoado por Deus.

Definitivamente: Eu teria problemas para o resto da vida.

Eu sabia que Bella sairia daquele quarto, mais linda do que nunca, isso foi o que eu me disse a tarde inteira para entreter a minha vontade de estar com ela. Contudo nem em meus melhores sonhos, imaginava que a “beira da perfeição” seria o elogio que mais se aproximaria dela naquela noite.

Minha garota estava magnífica.

— Ed? Cara? Feche a boca, você está babando. Deixe de ser “molenga” e vá pegar sua garota para que possamos acabar logo com isso. Eu preciso ter Rose em meus braços também, se apresse, sim?

Sacudi minha cabeça para “desanuviar as ideias” e fui ao encontro de meu futuro.

— Bella, eu achei que seria impossível, no entanto você conseguiu. Está magnífica, princesa. Eu estou sem palavras aqui.

Envergonha ela era ainda mais desejável.

— Obrigada, Edward. Você também está muito bem.

— Tenho que me vestir a sua altura. Se bem, que acho que nunca estarei a sua altura. E ainda existe o fato de que serei sua sombra essa noite.

Bella sorriu de lado, me estendeu a mão e veio ao meu encontro.

— Uma bela sombra, diga-se de passagem.

Cheguei mais perto e beijei sua testa, eu queria mesmo era atacar aqueles lindos lábios vermelhos e suculentos, todavia a carranca de “um certo pai” refreou meus atos.

— Querida, você está linda, amor. Mas esse vestido ele está um pouco...Ah Alice o que eu faço com você filha?

— Ah Charlie! Deixe de ser rabugento homem. Não crie defeitos inexistentes. Bella está linda. Todos estarão de olhos nelas essa noite e não se preocupe, Edward estará com ela.

— Esse é meu medo, Renée. Esse é meu medo...

Contive uma risada. Meu sogro tinha certa razão, o vestido de Bella deixava-a ainda mais tentadora, contudo eu estava tranquilo porque sabia que o único que a tocaria seria eu. E como diz Emmett: “olhar pode, colocar a mão, ah isso não”.

Ainda meio inebriado por tamanha beleza a conduzi para fora de casa e logo depois para o carro.

O evento seria no salão de festas do Palácio Celeste. Um ambiente agradável que acomodava umas duas mil pessoas. E creio que pela grandiosidade do evento, ainda seria pequeno. Todos desejavam, de uma maneira ou de outra, conhecer as princesas.

Descer do carro e entrar no local foi um “pandemônio”, fotógrafos e jornalistas não davam folga e Bella se retraía cada vez que ouvia seu nome gritado por uma pessoa desconhecida.

— Princesa, eu estou aqui. Fique tranquila.

Eu bem que tentava tranquiliza-la, mas era impossível. Bella só respirou aliviada quando, finalmente, conseguimos entrar.

E tenho que ressaltar, mamãe teria que ser exaltada dessa vez. O ambiente estava à meia luz, contudo a delicadeza das flores, dos tecidos esvoaçantes e das chamas tremeluzentes das velas flutuantes, enchiam o lugar de requinte. E era impossível não querer estar ali.

— Nossa!

— Mamãe vai gostar de saber que conseguiu te surpreender. Essa era uma das maiores preocupações dela, fazer algo com que você e suas irmãs gostassem. Segundo ela, sendo filhas de Renée, vocês já nasceram com os genes do bom gosto no DNA.

— Alice e Rose talvez. Eu sou mais parecida com Charlie, praticidade e simplicidade são nossos sobrenomes. Então nos surpreender e agradar é muito fácil. Todavia, sua mãe é incrível. Acho que ela sempre irá me surpreender.

Sorri em concordância, mamãe me surpreendia até hoje. O que fazer quando se concorda “em número, gênero e grau” com uma pessoa?

Então explorando a bela companhia e a beleza do ambiente, andamos, desfilamos, coversamos e entrosamos com muita gente, que ao ver de meu pai, eram importantes.

Mas o melhor da noite foi dançar com minha princesa. Estar com Bella nos braços era uma sensação inenarrável, que só perdia para estar com ela nos braços e com nossas bocas coladas.

Minha princesa era tímida, mas de uma docilidade e meiguice que me deixavam “besta”. Ela conseguiu sorrir e ser amável durante toda noite e agradeço a Deus por Tânia não ter se aproximado de nós nenhuma vez. O “chega pra lá” que Bella havia dado nela mais cedo, foi muito eficaz. Aconselharia-a, a fazer isso mais vezes, se necessário. Pois, se tem uma coisa que eu não admitiria, é que minha prima atrapalhasse algo tão bom, que estava nascendo entra Bella e eu.

E então, depois de passado o estresse inicial, posso afirmar, que esse “baile de apresentação oficial” foi a melhor parte de todos esses eventos, pelos quais passamos, desde que as meninas chegaram. E como “ninguém é de ferro”, sempre dava- mos um jeitinho de fugir para algum cantinho, a fim de trocarmos alguns beijos e curtirmos a companhia um do outro.

E quando, por fim, já havíamos cumprido com a nossa parte e estávamos completamente exaustos, nos despedimos dos mais próximos e fugimos para casa. Um momento com Bella era tudo o que eu precisava e queria antes de dormir.

Com esse pensamento em mente, despistamos dos mais velhos e nos dirigimos para a saída.

Querer ir pra casa era uma coisa, já conseguir, era outra bem diferente. As ruas que rodeavam o Palácio estavam tomadas de carros e pessoas.

— Diga ao motorista para ir devagar, Edward. Tem até crianças aqui. O que essas pessoas estão fazendo há essa hora na rua? Eu não entendo.

— Eu entendo...

Puxei suas mãos para mim impedindo-a de abrir o vidro, que era a sua intenção. Recuso-me a imaginar o que aconteceria se os “mais afoitos” descobrissem que éramos nós que estávamos ali.

— Eles querem pegar pelo menos um vislumbre de suas futuras princesas. Vocês não tem noção do quanto nosso povo ansiava por isso. Uma foto exclusiva de vocês está valendo uma boa quantia no mercado negro.

— Ah não!

Gargalhei para o desgosto dela e a puxei para mais pero, que instintivamente deitou a cabeça em meu ombro e relaxou.

Um silêncio tranquilo nos tomou e esse só foi quebrado pelo barulho dos portões quando chegamos.

Delicadamente a peguei no colo.

— Edward? O que você está fazendo?

— Shiii! Pode voltar a dormir, só vou te levar lá pra cima.

Caminhei a passos lentos eu queria adiar aquele momento e ainda temia tropeçar. Bella caída não era uma imagem que gostaria de ver.

Chegando a porta do quarto fui tomado de dúvidas, ao mesmo tempo em que ansiava entrar e aconchega-la em sua cama, temia estar invadindo sua privacidade.

— Me coloque no chão, Edward. Nós já chegamos e eu já estou acordada agora.

Relutantemente fiz o que ela pediu. As dúvidas ainda me carcomiam.

— Obrigada pela noite. Foi incrível e eu me diverti muito.

Abracei seu pequeno corpo e me afundei em seu pescoço aspirando seu delicioso perfume e deixando trilhas de pequenos beijos ali.

— Agora eu vou entrar. Tenha uma boa noite e sonhe comigo.

— Huhum!

Concordei, mas não a soltei.

— Edward?

Levantei minha cabeça, peguei seu rosto com as duas mãos e trouxe sua boca para a minha.

Eu estava sedento e somente um “senhor beijo” me faria aceitar a ideia de que só teria aquela garota linda em meus outra vez, no dia de amanhã.

— Boa noite, minha Bella. Durma bem.

Despedi-me, no entanto mantive o agarre e ataquei de novo seus lábios. Acho que eu havia descoberto a droga mais viciante e saborosa de todos os tempos.

Beijei, suguei, mordi, lambi, apertei. Eu poderia ficar ali para sempre que mesmo assim, não me cansaria.

— Isabella Swan? O que está acontecendo aqui? Você está com algum problema, por acaso?

— Pai! Oh céus!

Afastei-me rapidamente dela e encarei um sogro, vermelho e de cara fechada. Charlie tinha a expressão de um touro enfurecido. E eu era sem dúvida, o seu alvo.

— Charlie, eu não sabia que você estava a caminho. Desculpe-nos. Eu estava somente me despedindo.

— Está tudo bem, pai. Edward já estava indo se deitar.

Bella estava ofegante e as palavras saíram todas meio sufocadas. Meu sogro fez um careta para o estado dela, meio amassada e, diga-se de passagem, adorável. Eu poderia me acostumar com a ideia de deixa-la sempre assim. Minha sogra, pelo contrário, parecia se divertir com a situação.

— Nós saímos logo depois de vocês, querida. Seu pai está cansado e quer dormir para acordar cedo e preparar nossa partida amanhã.

— Okay, então agora que já se despediu, até exageradamente para o meu gosto, sugiro que você se retire, garoto. E saiba que espero te ver “por essas bandas” somente amanhã.

Suprimi uma risada.

Charlie enciumado era muito divertido, porém muito ruim de se ver e ser o alvo.

— Certo sogro. Espero que tenham uma boa noite e até amanhã.

Voltei meus olhos para Bella.

— Durma bem, princesa. Você merece, depois do quanto foi esplendida essa noite.

No susto, dei um beijinho rápido em Bella e sai caminhando pelo corredor e creio que em algum momento tenha ouvido Charlie murmurar um “garoto insolente, talvez eu deva dizer a ele que coleciono armas”. Todavia me fiz de surdo. Uma hora ou outra ele teria que se acostumar com nossa troca de carinhos, pois se dependesse de mim, elas seriam frequentes a partir daquele instante.

Por fim, fazendo um balanço do meu dia, acredito que mesmo com o ataque de Tânia, a pior parte dele tenha sido deixar Bella em seu quarto.

E quando pousei a cabeça no travesseiro e ousei descansar, tive a certeza de que a cada dia, me despedir dela se tornaria muito mais difícil.

E foi com esse pensamento que ousei fechar meus olhos e descansar. Porém, para meu completo desespero, se engana quem acredita que essa minha vontade pôde ser realizada.

Dormi “como uma pedra”, é bem verdade, porém não foi um sono renovador, algo me incomodava, uma sensação estranha. Alguma coisa me alertava de que aquele Domingo não terminaria bem.

Por isso, me levantei, apressadamente, tomei um banho e me troquei. Já passava das nove e eu tinha a impressão de que estava atrasado.

Eu precisava me juntar a Bella, seja o que fosse que estivesse pela frente, nós enfrentaríamos juntos.

E para meu total desespero minha previsão de que algo não estava certo, se concretizou assim que cheguei à sala e encontrei todos reunidos discutindo um assunto de todo o meu interesse e, só pra constar e evidenciar, sem a minha presença, de novo.

— Então é isso, filha. Carlisle e eu conversamos ontem e chegamos à conclusão de que o melhor será marcar esse casamento para daqui a três meses. E como falta isso ainda para terminar sua especialização, você volta comigo e sua mãe para Forks. Alice e Rose ficam aqui e juntamente com Esme e os garotos organizam as coisas do casamento e...

Interrompi. Eu não podia ter ouvido direito. Ela iria embora. Eles me separariam dela.

— Esperem! Eu estou enganado ou vocês decidiram mais uma vez as coisas sem nos consultar? O senhor concordou pai, que Bella vá para casa e que Rose e Alice resolvam tudo, de um casamento que também é dela, sem a sua participação? O senhor concordou que Rose e Alice fiquem, mas que minha Bella vá para casa e que eu fique três meses sofrendo de inveja de meus irmãos? Isso é uma punição pai?

— Edward, filho? Acalme-se.

— Acalmar-me? Acalmar-me? Mãe, eu não acredito que a senhora tenha concordado com esse absurdo eu esperava isso de qualquer um, menos da senhora.

Bravo e fora de controle, encarei a todos naquela sala.

— Você quer fazer o favor de se sentar e escutar o que temos a dizer? Controle esse mau- gênio, Edward. Nós já sabemos do que a sua impulsividade é capaz. Escute, antes de gritar e esbravejar contra Charlie e eu.

— Eu não quero me acalmar, Carlisle. Eu quero é saber por que, vocês resolvem tudo sem nos consultar? Que droga! Logo agora que eu estava começando a gostar dessa ideia de casamento. E você Bella? Não vai falar nada? Vai abaixar a cabeça e mais uma vez, concordar com tudo? Não seja submissa dessa vez.

Aumentei o tom de voz. A raiva transbordava de mim e eu tinha consciência de que direciona-la para Bella não era a melhor das ideias, no entanto eu não media meus atos, eu estava possesso.

— Ora, garoto! Baixe o tom de voz quando falar com minha filha. Quem você acha que é para se comportar desse jeito?

— Pois é, Charlie, até agora a pouco eu achava que era seu futuro genro e que merecia um pouco de consideração. Mas, pelo visto eu estava enganado. Não é?

Bella

Eu sabia que isso não ia terminar bem, não depois da noite de ontem. Edward e eu começávamos a nos entender e essa separação não faria bem pra nenhum dos dois. E o fato dele ser o último, a saber, das coisas só piorava a situação.

Contudo, não havia outra maneira de ser. Ele tinha que entender. Ele tinha que olhar pelo meu lado. Meu pai e o dele não estavam sendo injustos, não dessa vez. Muito pelo contrário, eles estavam apenas, pensando em mim. E eu agradecia a Deus por isso.

Por isso mesmo, sem me preocupar com rompante dele, me aproximei e toquei seu rosto devagar. Ouvi, de relance, meu pai bufar, todavia, ignorei. Só eu tinha o poder de acalmar Edward agora.

— Por favor, me escute.

— Não, Isabella. Eu não quero e nem vou escutar você defendendo esses dois.

Bradou ele se afastando bruscamente de mim.

— Você não vai embora, pois se for será para sempre. Eu não aceitarei uma situação diferente da de meus irmãos. Só porque eles serão reis terão um tratamento diferente? Nós não merecemos isso.

— Ora, seu insolente. Garoto estúpido! Isabella, Alice e Rósalie, subam agora mesmo e tragam suas malas. Nós estamos indo para casa.

— Não!

Um pandemônio se instalou naquela sala. Todos falavam ao mesmo tempo e em tons elevados.

— Calem-se!

Todos silenciaram com o grito de minha mãe. Renée sempre fora discreta, mas quando saia do sério.. “ ai, aiai, aiai”...

— Sentem-se. Você também, Edward.

— Majestade, eu estou bem de pé e...

— Eu mandei sentar. Cale-se e obedeça.

Assustado ele me puxou pela mão e nos sentamos um ao lado do outro. Sempre com as mãos entrelaçadas.

— Pois bem. Agora que os ânimos se acalmaram eu sugiro que você escute o que o meu marido “educadamente” tem a lhe dizer e depois, somente depois, que ele terminar, então você terá o direito de se expressar. Estamos combinados?

Edward ainda assustado, acenou em concordância.

Papai depois da ameaça “entre linhas” de mamãe, começou a falar, devagar e calmamente.

— Antes de qualquer coisa garoto, eu quero te dizer que em meu reino e em minha casa minhas filhas são iguais. São minhas princesas que governam igualmente o meu coração e espero e rezo a Deus para que aqui na futura casa delas, elas tenham o mesmo tratamento. Eu não permitirei que uma seja considerada menos ou mais que a outra, seja uma delas rainha ou não.

Minhas irmãs e eu trocamos um olhar complacente. Meu pai nos defenderia até o último minuto, mesmo depois de casadas.

— E agora vamos a seu rompante. Sério filho, se você não aprender a ouvir, creio que não será um bom marido, pai ou governante. Cada vez que você age por impulso, comete e fala mais besteiras que “Adolf Hitler”. Aprenda a ter mais paciência!

Edward abaixou a cabeça e suspirou. Sua consciência começava a recrimina-lo.

— A decisão de levar Bella de volta para casa, não foi tomada ontem ou hoje, nem muito menos foi feita “na surdina”, como você está pensando. Essa decisão já veio pronta de Forkian e foi em comum acordo, entre Bella, seu pai e eu.

Foi minha vez de baixar a cabeça. Charlie não estava mentindo.

— Eu só pretendia trazer as meninas para vocês daqui a três meses, para que assim desse tempo de Bella terminar a especialização. E então as três poderiam, por igual, organizar e tomar as decisões necessárias para o casamento. Porém, eu não contava com a ligação de seu pai no começo da semana passada pedindo para que adiantássemos a nossa vinda.

Todos se mantinham em silêncio, apenas Carlisle ousava interromper meu pai, com acenos e concordâncias.

— E como injustiça, não é um de meus defeitos, rapaz. Quando eu noticiei a minhas princesas que os planos mudariam, eu prometi a minha Bella que falaria com seu pai e você para que permitisse que ela terminasse os estudos em nossa casa. Uma transferência agora acarretaria uma série de complicações na grade horária de Bella, por isso é inviável. Todavia eu também não aceito que Alice, Rose, seus irmãos e você decidam tudo a respeito da cerimônia, sem antes consultar minha esposa e minha filha. Pois, como você disse, será o dia mais importante da vida dela e eu exijo que ela participe ativamente.

Aceitei a mão que Charlie me estendeu. Fui para meu pai e me aconcheguei em seu colo. Meu rei só queria que nossa sintonia estivesse na mesma frequência.

Edward não pareceu feliz com a perda de nosso contato.

— Eu também não sou maluco a ponto de achar que você ficaria feliz com esse acordo, não conhecendo tão bem o “meu tesouro”. Ninguém conhece Isabella Swan e sai indiferente dessa experiência.

Corei em “cinquenta tons de vermelho”. Charlie sabia bajular. Ouvi de relance o baixo suspirar de mamãe, Rose e Alie.

— Por isso, seu pai, que também não é injusto, e eu, conversamos e chegamos à conclusão de que a partida de Bella é mesmo essencial, no entanto, a união de vocês nos finais de semana é necessária. Então acordamos que é isso que será feito, vocês teoricamente, só ficarão separados de segunda a quinta, ou seja, quatro dias. Quando minha Florzinha não puder estar aqui, vocês irão ao encontro dela. Já a começar pelo próximo final de semana, pois tenho que leva-los para conhecer mamãe, antes que ela “baixe aqui”.

Eu notava que aos poucos a expressão de Edward se suavizava. Meu pai tinha o dom da oratória.

— E além do mais, depois de tudo que presenciei ontem e hoje, agora estou mais aliviado em levar Bella pra casa...

O tom cordial abandou a fala de papai. O monarca severo e “mãos de ferro” estava de volta.

— Acredito que esse tempo, separados sejá bom para que você amadureça e repense essa sua maneira de agir. Eu conheço “minha cria”. Das três, Bella é a única que se cala, se cala e se cala, entretanto, quando resolve falar e agir, não há quem que a faça se aquietar. Você teve uma pequena demonstração do “tornado” ontem. Por isso, filho, eu lhe comunico oficialmente, Isabella, Renée e eu partiremos pra casa hoje, logo após o almoço.

Edward deixou cair os ombros, rendido.

— Eu também confesso, que ficar sem as três de uma vez, nunca foi meu plano. Eu preciso me acostumar e acostumar minha casa, com essa ideia. Apesar de que, logo terei Rose e seu irmão conosco, no entanto eu ainda não estou preparado para ser abandonado por minha pequena.

Afaguei as costas de Charlie. Ele também sofria e eu nunca ficaria feliz em saber disso.

— Agora, te digo uma coisa Edward, mesmo se depois de toda essa “lereia” você ainda confirmar que se Bella sair não poderá voltar. Eu só tenho a lamentar, mas nós o faremos. Eu prometi a minha filha, que ela terminaria seus estudos. E Charlie Swan sempre cumpre a sua palavra.

Todos voltaram seus olhos para Edward, inclusive eu.

— Então, o que você me responde, filho? Estamos de acordo? Bella vai comigo e vocês se encontram todo final de semana? Ou posso começar a buscar outro pretendente que mereça minha princesa caçula?

Edward trincou os dentes e fechou os punhos. A raiva emanava dele e eu torcia internamente para que ele não a despejasse em papai.

— Eu não sei o que te responder Charlie...

— Edward, filho?

— Não mamãe. Espere...

Edward se levantou e estendeu a mão para mim. De bom grado e a contra gosto de Charlie, fui para seus braços, que automaticamente se fecharam a meu redor.

Edward baixou o nariz em meus cabelos e inspirou profundamente. Atrás de nós, Charlie “grunhiu” exasperado. No entanto, isso não amedrontou meu príncipe.

— Eu não consigo pensar com coerência. Isso não parece certo. E sua justificativa só é plausível por causa dos estudos de Bella. Porque se olharmos pelo lado de que fui um idiota ontem, acredito que o convívio seria muito melhor para que eu me condenasse ainda mais, pelo que fiz. No entanto, creio que essa decisão já esteja tomada e que eu não poderei fazer nada a não ser acata-la.

Charlie e Carlisle pareceram surpresos com a resposta de Edward.

— Mas isso não quer dizer que eu esteja conformado, por isso, se vocês me permitem, eu vou aproveitar o restante dos momentos que tenho com minha futura esposa.

Sem dar margem para indagações ou discussões, Edward começou a se distanciar rumo às escadas, e sem o mínimo de vergonha, me puxou para acompanha-lo.

— Mãe, estaremos em meu quarto, por favor, peça para que nossas refeições sejam servidas lá. E Charlie, quando chegar a hora, você pode buscar Bella, mas somente quando não tiver mais jeito e de verdade, tiver chegado a hora.Passem bem e tenham um bom dia.

Então, deixando “meia dúzia de pessoas surpresas e mais meia dúzia de pessoas embasbacadas” subimos os dois lances de escadas até chegar ao terceiro andar do castelo, parte que eu não havia visitado ainda.

— Por aqui.

Atravessamos o longo corredor e paramos em frente a uma grande porta de madeira escura e rústica.

— Bem- vinda a meu lugar seguro Bella.

Edward abriu a porta e me fez entrar.

Não me surpreendi com o que vi, o quarto era tão masculino quanto o de Jacob. As paredes em cores pastéis se contrastavam com os móveis escuros, tudo muito grande, aconchegante, organizado, mas impessoal demais.

— Venha aqui.

Disse ele apontado para a cama, enquanto tirava os sapatos e os deixava perto do criado mudo.

— Edward, eu não acho que seja uma boa ideia. Eu...

Como eu poderia explicar aquilo para ele?

Por Deus! Eu era apenas uma garota de dezessete anos, inexperiente em todos os sentidos técnicos da palavra. Lamentei mais uma vez, por não ser como Alie e Rose, elas sim saberiam o que fazer.

Minhas irmãs não eram uma garotinha virgem e com medo do que o futuro marido faria com elas.

— Eu mandei deitar, Bella. Eu só quero conversar.

Rispidamente ele veio até mim, guiou-me até a cama, sentou-me na ponta e tirou meus sapatos. Depois deu a volta sentou- se do outro lado, arrastou seu corpo até a cabeceira, se deitou e puxou-me para mais perto, fazendo assim com que eu me deitasse também.

— Eu não quero que você vá princesa. Eu vou ficar insano sem você aqui. Agora que te conheci, não quero correr o risco de te perder, Bella.

Edward afundou o nariz em meus cabelos, acariciou meus braços e respirou profundamente. Ele parecia cansado.

— Eu preciso ir, Edward. O término dessa especialização é muito importante para que Jake e eu consigamos respaldo na comunidade médica internacional. Nossas pesquisas têm obtido significados importantes, no entanto só podemos testa-las em seres humanos de Fokian, porque temos a autorização de meu pai. E agora com a publicação do artigo na Medical e com o fim dos estudos, poderemos ampliar nossas pesquisas. Temos uma fila de mais de dez crianças, que não são de nosso reino, esperando autorização do Conselho Mundial de Medicina para receberem nosso atendimento. Essa é a minha maneira de contribuir para um mundo melhor. Por favor, não me prive disso.

— Eu não o farei, princesa. Mas, é tudo tão confuso. Eu só te conheci agora e já tenho que abrir mão. Eu vou te deixar ir, mas isso não me impede de ainda achar que estou sendo injustiçado. E enquanto estou aqui me corroendo de raiva pela situação, para você parece tudo tão fácil e ainda tem o ponto, de que estará de volta para os braços do Back. Isso me deixa possesso.

— Ei!

Soltei-me de seu aperto, me virei na cama e o encarei.

— Eu não estou indo para os braços de ninguém, estou indo para os meus pacientes, os meus estudos e minhas pesquisas.

Dei-lhe milha melhor “mirada” de indignação. O que parece ter surtido efeito, pois, ele voltou a me abraçar com força, afundando a cabeça em meu pescoço. Automaticamente elevei minhas mãos para seus cabelos e comecei a acariciá-los.

— Tudo bem. Eu confio em você. Eu vou fazer o esforço de ficar quatro dias sem te ver. Agora podemos esquecer esses problemas? Eu gostaria de aproveitar o nosso pouco tempo.

E dizendo isso Edward trouxe sua boca para junto da minha. Ato que, deliciosamente, foi repetido muitas vezes durante aquele dia. Sendo interrompido só quando migrávamos nossas bocas para outras partes de nossos corpos, porque respirar ainda era necessário. Ou quando éramos incomodados por alguém trazendo alguma coisa da cozinha.

Nossos carinhos não passaram de beijos e afagos, que claro, não era tão inocentes assim, mas nada que me deixasse desconfortável ou que nos levasse para outro passo. Evidente que senti desejo por ele, e óbvio que senti que ele também me queria, no entanto aquele era nosso primeiro contato íntimo e para mim foi mais do que o suficiente e agradeci a Deus por ele nunca ter ultrapassado meus limites.

Então, na metade da tarde, quando estávamos em pleno sono de pós-almoço, fomos acordados por minha linda Alice.

— Maninha? Bellzinha? Eu odeio fazer isso com vocês, irmã. No entanto, papai mandou te buscar. Já chegou a hora e suas malas já estão no carro.

— Tudo bem, Lice. Já estamos descendo.

Respondi sonolenta. Edward me apertou mais em seus braços.

— Ainda é cedo. Seu pai está fazendo de propósito.

Sorri para a manha dele.já se passava das duas horas da tarde.

— Hoje é Domingo, papai vai querer ir à igreja. Ele não está te punindo. Acredite quando ele quiser fazer isso, você saberá. Agora deixe de moleza e vamos lá. Quanto mais cedo encararmos isso, mais rápido o tempo passará e logo estaremos juntos outra vez.

— “O que não tem remédio, remediado está”, vamos lá.

Levantamos-nos, ajeitamos da melhor maneira possível nossas amassadas roupas e fomos ao encontro de nossas famílias.

— Olha, os “pombinhos” apareceram.

Todos, inclusive Emmett, já nos esperavam na mesma sala do rompante de hoje cedo.

— Tudo bem querida? Nós já podemos ir? Vocês se acertaram?

— Podemos sim mamãe. Edward já entendeu tudo.

— Pois bem, agora vamos logo, que quero estar em casa o quanto antes. O dia hoje foi desgastante demais, até para um rei.

Papai fez uma careta de desgosto e então passou a se despedir, no entanto Edward parou seus atos.

— Charlie, antes que vocês partam eu gostaria de pedir desculpas por hoje cedo e gostaria também de formalmente fazer um pedido.

Papai ficou vermelho e sua carranca aumentou. Me coração deu um solavanco. O que ele iria fazer?

— O que você quer agora garoto? Já não basta ter sequestrado a minha filha o dia todo? Não sem engane, isso vai ter volta.

Carlisle pigarreou em desgosto. Mamãe e Esme, pelo contrário, pareciam se divertir com a situação.

— Sabe Charlie, eu entendo suas atitudes, Bella é preciosa demais. Seu ciúme é explicado e é exatamente por ter passado esse tempo com ela, que tenho a certeza que a quero para sempre a meu lado. Por isso desejo formalmente, lhe pedir para que permita que ela seja minha namorada. Não me ajoelharei e nem lhe darei um anel agora, porque teremos o momento certo para isso, no entanto, quero que ela volte para casa consciente de meus sentimentos e de nosso futuro juntos.

— Hum! Isso está com cheiro de ciúmes e dos grandes, por sinal.

— Cale-se Alice!

Murmurei emocionada.

— Você quer mesmo esse rapaz, querida? Pense nas outras possibilidades.

Charlie provocou displicentemente.

— Sim, paizinho. Eu quero.

Não tinha no que e em quem pensar.

— Sabe rapaz, apesar de achar que você não merece meu bebê, tenho que concordar que tem coragem e iniciativa. Foi o único de seus irmãos a fazer isso, e eu o admiro por isso. Portanto, eu concedo a você a permissão para namorar Isabella. Só não ouse a magoa-la. Porque isso, eu não aceitarei, em qualquer fase que a vida de vocês estiver. Agora se despeçam e vamos logo. Eu quero estar em casa o quanto antes.

Feliz, me virei para ele.

— Cuide de meu coração.

Eu disse já nos braços de Edward. Nossas testas coladas e nossos olhos conectados.

— Vou cuidar se você cuidar do meu.

— Eu vou cuidar. Vá logo para mim.

— Eu irei, minha linda princesa. Eu irei...

Despedir-me de minhas irmãs e de Edward certamente não foi fácil. E quando descansei minha cabeça na poltrona do avião eu só tinha a certeza de que o que eu mais queria na vida era estar logo na companhia deles outra vez.

— Você está bem, amor?

Suspirei. Como dizer a ela que eu estava deixando meu coração?

— Estou mãezinha.

— Não julgue sei pai, filha. Ele precisa de você em casa por mais algum tempo. Tenha paciência com ele.

— Eu não estou julgando, mãe. Eu também preciso estar em casa.

E que esses três meses de afastamento fossem o bastante para fortalecer e certificar de que nossas decisões estavam mais do que certas.

Notas finais
E aí? Prontas para o próximo? Infelizmente, meus problemas no trabalho continuam, então o próximo só sairá no final da semana, contudo, eu confesso, ele é um dos melhores. Alguém vai sentir umas "coisinhas" nele. Ah! Nesse capítulo também teve uma informação importante. Beijocas e até breve. Comentem, por favor.