Três Príncipes, Três Princesas
34 Lua de Mel- Parte I
Notas iniciais
Edward
A meia noite, em ponto, o jato taxiava na pista de pouso do pequeno aeroporto. A viagem fora tranquila e sem maiores problemas. O único contratempo era a demora e a dificuldade em se chegar.
Tivemos que fazer duas paradas para reabastecer. E levando em consideração de que, todas as vezes que acordei, Bella estava entretida em um livro de medicina, pra variar, julgo que minha esposa não tenha nem cochilado.
Ela devia estar exausta.
Preciso me lembrar de omitir essa informação, quando for agradecer a meu sogro pelo empréstimo do avião, ou é bem capaz dele comprar um avião maior, com tanques maiores, que não precisem pousar para reabastecer. Charlie faria qualquer coisa para facilitar a vida de Bella, assim como eu, a partir de agora.
— Onde estamos?
Perguntou ela, enquanto guardava o livro na bolsa e observava atentamente pela janela.
Eu teria que dar um sumiço “naquele atrapalhador oficial de lua de mel”.
— Estamos em Nadi nas ilhas Fiji, no entanto não ficaremos aqui, seguiremos mais meia hora de carro até o porto Danarau e depois mais meia hora de lancha até Catamaran, que será nosso destino final. Agora não dá pra te explicar o porquê desse local ter sido o escolhido, mas amanhã de manhã, ao olhar a paisagem, todas as suas perguntas serão respondidas.
— Em que lugar do mapa fica esse lugar?
— Estamos perto da Nova Zelândia e da Austrália. As Ilhas Fiji são um arquipélago de umas trezentas ilhotas e ilhas maiores. A maioria não é habitada e preserva uma natureza intocada. Porém as maiores usam do turismo e das belezas naturais como maiores fonte de renda. E é para uma dessas que iremos.
Expliquei pacientemente, apesar de muitíssimo inteligente ela não era obrigada a saber de cor, a localização de cada lugar da terra.
— Certo.
Disse apreensiva e logo após permaneceu em silêncio por alguns instantes. A mão dela se mantinha firme na minha. Eu já havia percebido que Bella ficava toda tensa nos pousos e decolagens.
Minha gatinha, tinha medo de voar.
Ainda bem que eu sempre estaria com ela nesses momentos, a partir de agora.
— Hum! Muito sol e praia. Bem diferente do frio e umidade de Forkian.
Coincidentemente, ela voltou a falar, quando o avião parava.
— Foi o que eu pensei. Apesar de imaginar que você conheça lugares lindíssimos com essas paisagens.
— Alguns. Gosto, especialmente, do Brasil. Eu não era muito de viajar de férias, os estudos não deixavam. Então, só me sobravam as vagens oficiais, quando era obrigada a participar. Porém, no Brasil eu fazia questão de ir. Lá eu escolhia um lugar menos movimentado, colocava um chapéu e uns óculos escuros, e pronto. Passava batida. Ninguém me reconhecia e eu podia tomar um sol, tranquila.
Fiz uma nota mental de leva-la ao Brasil logo, logo. Bella ficaria fascinada com a ilha de Esme. Se bem que, duvido que haja algum lugar em que ela passe despercebida agora. Depois de toda badalação do casamento e dos frequentes atos de amor ao povo, Bella se tornara a “queridinha” de Forkian e Angelus.
Minha esposa que não havia lido os jornais ainda.
— Alteza, foi um prazer voar com vocês. Despedimos-nos agora, no entanto, o senhor tem todos os nossos contatos, se precisar de qualquer coisa, antes do tempo pré- determinado e só nos informar.
O comandante bateu continência e se posicionou ao fim da escada, juntamente ao copiloto a as duas aeromoças que nos serviram.
— O prazer foi nosso.
Terminei de descer e estendi a mão para que Bella firmasse. Ela carregava a bolsa e um casaco. A pequena valise dela e minha jaqueta se mantinham comigo.
— Princesa, me perdoe pelas turbulências. E como é praxe, fiquei sabendo que você não conseguiu dormir, nem relaxar?
O “você” e a intimidade com que ele sorriu e se mostrou conhecê-la me incomodaram e ...
Ah! Edward, pare! Não vá por esse caminho. O homem poderia ser pai dela. Bella é gentil com todo mundo. Eu tinha que botar isso em minha cabeça.
Acho que o cansaço estava me deixando insano e fora de controle.
— Não se preocupe, comandante. Você sempre faz o seu melhor. Vão descansar agora, vocês merecem.
Cumprimentamos a todos e nos afastamos para o carro que nos esperava a beira da pista.
Minha mão sempre entrelaçada a dela.
— Só mais uma hora, amor.
Entramos no banco traseiro. Sam se sentou ao lado do motorista e Zafrina ao lado de Bella. Stephan estava no carro da frente.
Saldei o motorista e lhe confirmei, em inglês, nosso destino.
— Está tudo bem, Edward. Eu estou bem.
Sem argumentar, me recostei ao banco e deixei que a conversa entre ela e a segurança se estendesse. Bella aproveitaria os últimos instantes de interrupções, porque dentro de poucos minutos, ela seria somente minha.
Esse era uma das minhas exigências ao aceitar trazer seguranças, ninguém se aproximaria de nós.
Seríamos somente Bella e eu.
Chegamos ao porto e instantes depois já velejávamos rumo ao horizonte negro e aparentemente sem fim.
Nos acomodamos num sofá bem perto da cabine e longe d’água, estava escuro e Bella parecia mais apavorada ainda.
— Tudo bem?
Perguntei ao notar como ela se encolhia junto a meu corpo. Seu aperto em meu braço não era normal.
— Sim. Só acho que sou mais adepta a terra firme. Podemos vir de carro da próxima vez?
— Prometo pensar numa solução para isso. Creio que Angelus ou Forkian tenham verbas de sobra para algumas estradas e túneis subterrâneos.
Sorri para ela e a puxei para mais perto. A segurei firme junto ao peito, eu não queria que ela sentisse medo.
— Tem alguma razão em especial para que não goste de voar ou velejar?
— Não. Só não me sinto a vontade em lugares pequenos, abafados e que me impeçam de ir e vir.
— Claustrofobia?
— Meio que isso. Sinto falta de ar e um aperto no peito, inexplicáveis. Quando estou acompanhada me entretenho e nem sinto, agora quando estou sozinha, é impossível. Só tomando um remédio bem forte que me faça dormir a viajem inteira. O interessante é que eu não era assim. Eu não tinha medo de nada. Mas, alguma coisa séria aconteceu, quando eu era pequena, que despertou inúmeros medos e inseguranças em mim. Eu sei disso. Eu sinto.
Empertiguei-me e a olhei intensamente. Como é que é?
— O que sua família diz sobre isso?
— Nada.
Ela deu de ombros, se recostou mais em mim e encarou o horizonte. Era perceptível que esse assunto a incomodava.
— Eles insistem em dizer que nada aconteceu. Que sempre fui uma criança medrosa e insegura. Mas, eu sei que não é verdade, que eles mentem, ou pelo menos omitem alguma coisa. Tem uma informação faltando, porém minha mente a bloqueou e mesmo que eu force não consigo me lembrar. Mas, eu vou conseguir. Uma hora eu irei me lembrar.
Eu não duvidava disso. A determinação que vi em seus olhos, era que alguém que corria atrás do que queria. E conseguia.
Continuei puxando assunto e a enrolando com histórias dos passeios que meus irmãos e eu fizemos quando criança, o intuito era aliviar o clima e mudar o foco da conversa. Porém, registrei aquela informação, eu já havia notado que algo de obscuro rondava o passado dos Swan’s, eu nó não imaginava que envolvia minha princesa.
E, por Deus, que eu descobriria. E ai de quem quer que fossem, os culpados por tanto mal causados a ela. Isso não ficaria em vão. Bella carregava até hoje as marcas do tal acontecido. E isso merecia castigo.
— Emmett deve ter sido um irmão e tanto.
— Ah! Ele foi. Na verdade, continua sendo. Você não imagina que semana passada ele...
Voltei minha atenção para ela e quando menos percebemos já estávamos atracando.
— Princesa...
Stephan a segurou pela mão e a ajudou a descer.
— Nossa! È lindo demais aqui. Tão iluminado, tão vivo. Parece até cena de filme de romance água com açúcar.
Ela havia gostado já da primeira vista.
Desci, também com a ajuda de Stephan, e parei ao seu lado para admirar o mesmo que ela admirava.
A vista era incrível. Um dos lugares mais lindos que já conheci e visitei.
— Que bom que gostou, isso é muito importante para mim. Esse lugar é espetacular e eu queria dividir essa visão com você. Espere só até a gente entrar.
— Espetacular! Essa é a palavra. Mal posso esperar para conhecê-lo e desbravá-lo por inteiro.
Querendo sanar a curiosidade dela agarrei sua mão e a guiei até a entrada do resort.
Uma equipe já nos esperava e corria para pegar as malas que os seguranças desciam do barco.
— Boa noite, altezas. É um prazer recebê-los em nosso hotel e nossa ilha. Vocês podem seguir nosso carregador até o bangalô principal. A documentação já foi registrada on line e amanhã, quando estiverem mais descansados, revisaremos as questões burocráticas.
Agradeci e presteza deles e garanti que no outro dia voltaria o mais rápido possível.
— Nós ficaremos em um bangalô? Eles parecem chegar tão perto d’água. É seguro?.
Os olhos dela brilhavam por antecipação.
— Totalmente seguro. Eu queria te levar para algum lugar, onde pudéssemos desfrutar da companhia um do outro somente. Porém, não poderia, nunca, jamais, te privar do conforto a qual está acostumada e merece. Por isso, nos hospedaremos aqui no “Likuliku Lagoon Resort”.
— Optou por ele por ser bem discreto e distante?
Creio que ela conseguia ler as minhas intenções por trás das entrelinhas.
— Também. Aqui, eles têm, como você bem observou, bangalôs excepcionais, que quase tocam a água. Teremos um pedaço de areia só para nós, e assim a privacidade que merecemos. Porém, com um serviço de quarto e uma estrutura de restaurantes, lanchonetes e danceterias invejáveis. O conforto que merecemos.
— Você já esteve aqui. Como não percebi isso antes?
— Sim, já conheço esse lugar.. Quando éramos mais novos, papai nos trouxe a Nova Zelândia, em uma viajem de negócios, e quando já estávamos entediados e frustrados, um dos filhos de um cônsul, amigo de Carlisle nos trouxe para cá. E, confesso, foi “amor a primeira vista”. Eu me encantei com a amabilidade com que fui recebido, e por onde passei. Tem um restaurante na vila dos pesquisadores, a vila de Navua em que fazem o melhor ensopado de peixe do mundo. Te levarei lá. E você poderá ver e comprar várias coisas artesanais que as mulheres produzem.
— Por aqui. Vamos?
Apontei para a pequena passarela de madeira que ligava o resort aos bangalôs.
— É bonito, mas não parece tão seguro.
— Não seja medrosa, meu bem. Dê-me a mão.
Peguei sua mão e fui guiando-a pelo caminho estreito. Nosso quarto seria o mais distante.
— Stephan ficará no resort. O terraço do quarto dele tem uma visão ampla de toda essa área.
Olhei para trás e mostrei a ela o lugar em que meu amigo se hospedaria.
“Filho de uma mãe” sortudo. Onde que ele encontraria um emprego que o levasse a um lugar desses? E o cara ainda reclama do salário.
— Zafrina e Sam, se despedem de nós aqui.
Parei no lugar onde a passarela se dividia em três.
— Zafrina ficará no bangalô da esquerda e Sam no da direita. E nós seguiremos um pouco mais adiante. A partir desse ponto, somente pessoas do hotel, devidamente autorizadas e identificadas, poderão seguir adiante. Estaremos afastados e sozinhos, porém perto o bastante para que ninguém passe despercebido de nossos amigos.
— Edward, acho que isso já beira a exagero.
Eu também achava, porém, nunca arriscaria a vida dela. E segundo as últimas informações do serviço de inteligência conjunta de Angelus e Forkian, Bella, Alice e Rosálie eram os alvos mais fáceis e frágeis de nosso reino.
— É só precaução e exigência de mamãe e papai. Não se preocupe com isso. A deixarei você tão ocupada que nem perceberá que eles estão por aí. Agora venha. Vamos entrar.
A puxei para dentro encerrando o assunto. Eu não deixaria que aquela preocupação nos seguisse até ali. Nós estávamos seguros e aproveitaríamos, ao máximo, nossa lua de mel.
Bella
Edward abriu a porta e antes que eu pudesse dar algum passo, fui pega, outra vez, no colo. Aquilo já estava virando rotina.
— Temos que manter as tradições, esposa.
— Mas, aqui não é nossa casa. E além do mais, nós já passamos por esse ritual ontem à noite.
Gargalhei alto para ele e acariciei seu cabelo.
— Eu sei, porém nunca desperdiçarei a chance de surpreendê-la e pegá-la nos braços. Agora, seja uma boa garota, e espere só um minuto, princesa.
Ele me colocou sobre meus pés e se virou para o “pobre do carregador” que sem graça, pelo nosso rompante de demonstração de carinho, havia abaixado a cabeça e ruborizado.
Aproveitei para inspecionar. O bangalô era quase que um quarto, só um pouco menor e mais aconchegante. O atrativo principal, era a vista. O mar reinava de todas as direções. Enormes vidraças e uma porta, também de vidro, davam para uma grande varanda onde uma mesa havia sido colocada. Ela convidava a uma refeição lá fora. Também se via espreguiçadeiras brancas e aconchegantes por toda parte. Uma bonita escada de madeira nos levava a nossa faixa, particular, de areia e mar.
— O que achou?
Antes de respondê-lo ainda contemplei a cama negra de dossel, com suas colunas grossas e cortinas brancas esvoaçantes. E também a bela e majestosa banheira que ficava a três degraus acima do piso principal, bem de frente para a vidraça baixa e no meio do quarto.
Imagens de nós dois ali, a luz de velas, me vieram à mente. Era uma ideia tentadora e fácil de virar realidade.
— É tudo tão lindo, Edward. Desenhado, planejado. A intimidade, o aconchego. Se sua intenção era me surpreender...Obrigado, amor. Tenho certeza de que passaremos bons e belos momentos aqui.
Ele parou de carregar as bagagens para o closet e me encarou profundamente. Eu podia sentir o clima mudando. Os olhos inundados de desejo e vontade de estar mais perto. Contudo, ele não se rendia. Sempre pensando em mim primeiro.
— Quer tomar um banho enquanto termino aqui e antes de dormirmos?
Ele estava mesmo pensando em dormir.
Eram, provavelmente, umas duas da manhã, e sei que não estávamos em nossas melhores condições físicas, porém, que autocontrole era aquele que o fazia recuar?
Uma pontinha de insegurança ameaçou surgir.
— Acho que um banho seria bom.
Os olhos deles se voltaram para a banheira e de repente, ficaram mais abrasadores ainda. Nossa imaginação criando mil e uma histórias que eu trataria de realizar. Porém, não hoje.
— Só um minuto e eu preparo algo bem relaxante para você.
Não! Eu não queria a demora. Eu não aguentaria tanto tempo. Eu precisava mostrar a ele que queria aprender, que seria capaz de ser o que Edward precisa e ansiava que eu fosse.
Mas, e a coragem? E o medo dele interpretar de forma errada? E se me achasse uma vadia sem causa?
— Ah! Eu... Estava pensando no chuveiro mesmo. Você sabe..., mais rápido e depois eu...
Atrapalhei-me e tropecei nas palavras.
— Tudo bem, Bella. Tudo será feito do jeito que você quiser.
Ele sorria ao me dizer aquilo, no entanto, eu também já o conhecia, ele mal disfarçava a decepção. De amanhã a banheira não passaria.
— Me perdoe. É que já está tarde e eu pensei que você...
— Ei! Tudo bem, princesa. Não precisa se justificar tanto assim. É somente um banho.
Constrangida com minha timidez e falta de jeito e confiança, baixei a cabeça e senti o rubor tomar conta da face.
Sentido minha inquietação, Edward largou a bagagem e logo estava de frente para mim, infiltrando as mãos em meus cabelos e forçando minha cabeça para cima.
— É nossa lua de mel, Bella. Você pode qualquer coisa. Vá para o chuveiro e me espere. Daqui a pouco me juntarei a você.
As mãos dele vieram para meu rosto e sua boca foi de encontro a minhas temporãs e testa.
— Me ajude?
— Hum...
Gemeu ele, quando deslizei as mãos por suas costas, dentro da camiseta. Os músculos rígidos eram um convite ao aperto. O banho que ficasse para mais tarde.
— Claro que ajudo. Do que você precisa, meu anjo? É só dizer e será feito.
A voz cadenciada e doce, soprava o hálito quente, bem perto de minha orelha, me causando calafrios deliciosos.
E que Deus me ajudasse, porque era agora ou nunca.
— Eu preciso de você. Só você. Faça-me sua, Edward. Ensina-me a ser o que você precisa. Ensina-me como faz.
— Bella, você não precisa aprender nada, princesa. Eu nunca tive com ninguém o que tenho com você. Só o amor faz isso, princesa. E amor, eu só tenho por você. Não torture essa cabecinha com inseguranças tolas.
Apertei minha boca na dele o impedindo de falar. Eu queria que ele guiasse.
O beijei com sofreguidão e puxei seus cabelos insanamente. O provocando, o excitando.
Levei minha língua até lugares inalcançáveis e fiz malabarismos.
Edward gemeu loucamente e então entendeu o que eu queria.
As mãos fortes vieram para minha blusa e a puxaram para cima, a arrancando de mim. Olhos nos olhos. O desejo emanava. Aprendendo, fiz o mesmo com a camiseta dele.
— Suas mãozinhas são quentes como brasa. Elas têm um poder enorme sobre meu corpo e isso é mérito seu. Só meu, meu amor.
Aproveitei que ele se distanciou para tirar os sapatos, Edward me imitou.
Logo estávamos grudados outra vez. A boca buscando com força e vontade tudo que o corpo exigia.
— Relaxe. Relaxe e sinta. Como somos prefeitos juntos. Um feito, inteiramente, para o outro.
Logo ele desabotoava minha calça e a descia por minhas pernas. A cada parte exposta a boca quente e exploradora deixava um traço de beijos molhados e mordidas sem pudor.
— Levante o pé, princesa.
Levantei um pé após o outro para que ele retirasse de vez a peça.
Assim que ele terminou segui o ritmo, desabotoei sua calça, desci o zíper e logo deslizei meus dedos para baixo, para que ela saísse de vez dali.
Eu tremia. Mas, disfarçava. Como ele, e impulsionada por uma vontade louca de dar para receber, levei a boca e beijeis suas cochas e pernas.
Edward gostou. Os gemidos dele, tenho certeza, foram mais altos que os meus. Isso era bom, não era?
— O pé, amor.
Meio desnorteado, ele deu dois passos para o lado e logo a calça já não estava mais em nosso caminho.
— Venha aqui, Bella.
Voltei para perto e logo fui dominada pela presença forte. Edward emanava poder e desejo.
— Somos um casal, princesa. Não existem meias palavras, vergonha ou qualquer coisa entre nós. Somos e podemos tudo, desde que estejamos de acordo e dentro dos limites do respeito.
Os dedos ágeis, já abriam meu sutiã. As palavras, sussurradas, estavam bem próximas de meus ouvidos, me acariciando e impedindo que me envergonhasse.
— Não se sinta pressionada nem constrangida. Eu amo você. Desejo você e com o tempo encontraremos a sintonia perfeita. Somente deixe-se dominar pelo que eu sinto e seu corpo falará por si. Assim como o meu fala e clama pelo seu.
Para comprovar o ponto, Edward acariciou meus seios com carinho e ao mesmo tempo com força. Gemi alto dessa vez.
Mas, ele queria mais, muito mais dessa vez. Por isso, sem pudor e me olhando nos olhos, se ajoelhou a minha frente.
Os dedos presos nos elásticos de minha calcinha a puxando para baixo.
— Uma linda visão aqui.
Afastei-me enquanto ele jogava a peça para o lado. Porém, sem que eu processasse o que se seguiria e para minha surpresa e deleite, ele me puxou de volta e levou a boca a minha intimidade.
Beijava, mordia, chupava, doava, sugava, amava.
Eu sentia, murmurava. Ele não se rendia. Não me dava o que eu queria. Somente beijava, mordia e tocava, o clitóris já estava inchado. Eu já estava encharcada de desejo. Ele queria mais.
— Edward.
Clamei. Tentando que ele me desse o alívio. Segurei em sua cabeça. Minhas pernas estavam bambas.
— Amor...
— Tudo que você quiser, princesa. Eu quero você. Desejo você loucamente, Bella.
Ele levou os dedos até minha entrada e penetrou devagar e sem dar a chance para que eu sentisse, o incomodo, sua boca voltou a tortura de antes. E logo eu já me esquecia da pequena dor. Eu só queria o alívio.
— Edward.
Choraminguei mais alto.
— Venha, princesa. Para mim. Somente para mim.
E eu fui.
Tremores fortes me atingiram e eu me senti fechando em volta de seus dedos. Aquilo era a melhor sensação do mundo.
Rapidamente, ele se levantou e me abraçou. A boca veio para a minha, aumentando ainda mais, o doce efeito do orgasmo.
— Isso Bella. Se entregue. Não se permita temer. Somos um só e queremos as mesmas coisas. Deixe-me te mostrar.
Saciada e bobamente feliz, me afastei.
Os olhos verdes, estavam intensos, a pupila dilata. Agora eu entendia e conseguiria. Ele me ajudaria. Ele estava disposto e ansiando por aquilo.
— Venha, amor.
Sem reserva e avaliando cada uma de minhas reações, ele caminhou até a cama e se deitou. O segui de perto. Era agora, a minha vez.
— Eu sou seu, princesa. Todo seu. Faça o quiser desse seu súdito.
Para me deixar mais confiante, Edward se acomodou nos travesseiros e fechou os olhos. Era daquilo que eu precisava.
Aproveitei a deixa e, devagar, beijei sua boca e me sentei por cima dele, apreciando seus resmungos e sentindo como ele havia gostado da minha iniciativa..
Eu estava molhada e louca para dar a ele o que já havia recebido.
— Você é lindo, carinho. Muito lindo.
Abri mais as pernas, e me esfreguei na grande ereção, automaticamente, ele impulsionou o corpo para cima, em busca de mais atrito.
Destemidamente, abaixei a cabeça e levei a boca até seu peito lhe presenteando com mordidas leves e maliciosas.
— Vai, princesa. Liberte-me. Eu quero essas suas mãozinhas em mim, pela primeira vez.
Sentindo que ele estava mesmo me guiando, baixei sua sunga. Ele forçou o corpo para cima, me ajudando a tirá-la por completo.
Quase tive um AVC nesse instante.
Minha respiração falhou.
É claro, que eu já o havia visto sem roupas, porém, estava escuro. E agora o ver tão livre e todo desejoso de mim, me deixava orgulhosa e com a libido em alta.
— Toque-me, Bella. Tudo isso é por você e para você.
Sentei por cima das pernas dele e, exigindo que a timidez não voltasse, levei minhas mãos até o pênis grosso, grande e quente.
Ah Deus!
Eu não sabia o que fazer.
— Isso, princesa. Deixe-se dominar pelas ações. Feche os olhos. Eu sou seu. Só seu.
Fechei os olhos e fiz o que ele disse. A mente nublando, quando a mão passou a aperta-lo, conduzi-lo, acariciá-lo, esfregá-lo.
— Assim, bem assim. Delicioso. Muito bom, peincesa.
E de repente eu estava quente, de novo. E queria mais, muito mais. Abaixei-me, com ímpeto, eu iria prová-lo.
Porém ele me parou.
— Ah não, princesa. Agora não. Eu estou perto, muito perto. E não quero terminar em sua boca, não hoje. Venha aqui, por favor. Nós teremos muito tempo para isso ainda.
Edward estendeu as mãos em minha direção.
Arrastei meu corpo por cima do dele e me posicionei onde nós dois queríamos.
— Devagar, princesa. Bem devagar. Não queremos que se machuque.
Com ajuda das mãos dele, me posicionei por sobre o membro excitado.
Logo, senti a leve queimação. Eu estava molhada e bem lubrificada, mas ainda assim, ele era demais para minha inexperiência.
— Edward.
Gemi, clamando sua ajuda.
E logo ela veio.
Edward me segurou pelo quadril e forçou meu corpo para frente. Deitei sobre ele.
— Me beije. Beije-me agora. Esqueça tudo. Pense somente em nós dois. Eu quero você. Você me quer. É isso que importa, meu amor.
O beijei e de imediato senti o que ele queria. Eu o desejava. Forcei meu corpo mais para baixo e forcei de novo e de novo.
Uma de suas mãos vieram para meus seio, me estimulando, me instigando.
— Ah!!!
Gememos juntos. Completamente preenchidos e unidos.
— Mexa-se, amor. Bem devagar e gostoso. Eu não vou aguentar muito mais. Você me suga inteiro, princesa.
O balançar começou de leve e bem calmo, porém não era mais o suficiente e logo me vi o beijando com vontade e me apressando em busca do tão delicioso atrito.
Para cima e para baixo. Para rente e para trás. Para cima e para baixo. Para frente e para trás.
Desejo forte e primitivo.
— Ah, Bella. Eu vou... Eu vou.... Não aguento mais, princesa. Venha comigo, por favor.
Insano e louco por se liberar, ele trouxe os dedos para nossa junção. Bem em cima do meu clitóris necessitado e passou a esfregá-lo com sofreguidão.
— Ah, Edward!
Eu também já não suportava mais. As ondas estavam vindo, com tudo. Exatamente como o barulho do mar, lá fora.
— Isso, princesa. Venha para mim. Todinha para mim.
E como mágica e bem melhor que da primeira vez, chegamos ao nosso limite juntos.
Gritando, se entregando e fazendo juras de amor eterno.
Eu havia conseguido. Edward me ensinara e guiara.
Eu o amava e o desejava. Assim como ele me amava e me desejava.
Meu marido havia feito à dor se transformar em prazer e agora que eu conhecera aquela maravilha, duvido que conseguiria viver sem.
Edward Cullen me tinha por completo agora.
Eu estava perdida!
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