Três Mestres para uma escrava
6 Quatro Mestres e seus segredos
Notas iniciais
Hermione Granger jazia inconsciente no chão. Ela estava nua, exposta e indefesa. O rosto ainda úmido das lágrimas que derramou, mas a respiração suave e os lábios formando um meio sorrido, indicavam uma serena tranqüilidade. De fato, o que se via nela era uma visível expressão de felicidade, que, apenas aparentemente, contrastava com as diversas marcas de espancamento em seu corpo. Naquela noite, Hermione havia sido submetida, por sua livre e espontânea vontade, a uma iniciação no estilo de vida BDSM. Quatro pessoas, três homens e uma mulher, encontravam-se diante dela, formando um círculo à sua volta. Todos estão tranquilos a respeito de seu estado e o debate em questão é sobre o que fazer quando ela recuperasse a consciência.
— Olha só para vocês três – disse Tonks – parecem garotos orgulhosos após ganharem uma aposta. Uma aposta envolvendo uma certa garota, é claro.
— Temos muitos motivos para estarmos orgulhosos, Tonks – responde Sirius.
— Eu disse a vocês que ia funcionar, não disse? – Remus parecia especialmente feliz consigo mesmo.
— Francamente Remus – Tonks diz a ele – eu esperaria que essa ideia viesse do Sirius e não de você.
— Quando você nos contou que Hermione queria se iniciar no BDSM – responde Remus – eu não tive dúvida de que ela era a pessoa mais indicada em quem fazer esse experimento.
— Estamos perdendo nosso tempo com essa conversa fútil – Snape intervém – precisamos logo tomar uma decisão sobre o que fazer quando a Senhorita Granger acordar.
— E que dúvida pode haver Severus – Sirius responde a ele – afinal, quando foi que qualquer um de nós teve em mãos uma aspirante a submissa tão promissora?
— Eu creio que a questão é esperar ela escolher qual de nós irá treiná-la daqui por diante – afirma Remus.
— Eu não sei se ela ainda poderá dar uma resposta sobre isso – diz Tonks – cada um de vocês parece afetá-la de uma maneira diferente no que se refere ao treinamento.
— Do que você está falando Nynfadora? – Snape fazia questão de chama-la assim, pois sabia o quanto ela detestava.
— Eu diria que ela precisará de uma sessão de treinamento particular com cada um de vocês; isso antes de poder tomar uma decisão sobre quem irá adestrá-la – responde Tonks, procurando não cair na provocação.
— Você só pode estar brincando – Snape faz a sua melhor expressão de desprezo – porque você acha que essa garotinha tola merece algum tipo de tratamento privilegiado da nossa parte?
— Francamente Severus – Tonks não disfarçou o tom irônico de sua voz – Hermione está inconsciente, ela não pode ouvi-lo. Você não precisa fingir mais que não a considera uma aquisição extraordinária para nossa Comunidade.
— Ela tem razão Severus – disse Remus – temos de fazer de tudo para que o adestramento dela fique sobre nossa responsabilidade.
— Não há razão para você ficar de dissimulação para o restante de nós – Tonks volta a se dirigir a Snape – você sabe muito bem o que formar uma escrava como Hermione Granger poderia fazer pelo prestígio de nossa Comunidade – ela olha em volta, encarando cada um dos outros Mestres – e é claro que o Mestre que ela vier a escolher precisa ser um dos nossos. Eu não consigo imaginar qualquer um de vocês três admitindo uma situação diferente.
Sirius agachou-se para apreciar mais de perto o corpo inconsciente de Hermione. Era um olhar de cobiça e desejo. Ele já tivera muitas escravas em sua vida como Mestre. Sirius Black descobriu muito cedo essa característica nele, desde o seu tempo de estudante em Hogwarts. Olhando Hermione agora, ele via que não era apenas a questão da beleza física. Contando apenas com esse aspecto, ele pode dizer que já teve escravas mais bonitas que a jovem desmaiada à sua frente. Mas se Hermione tinha uma beleza que ele chamaria de comum, havia algo mais nela, algo que transcendia a mera aparência física. O impacto de ver aquela menina que conheceu em Hogwarts transformar-se numa mulher certamente o afetou, mas não era apenas isso. Ele a viu crescer, conhecia sua força de caráter, sua coragem, sua extrema inteligência, sua generosidade. Agora estava conhecendo esse outro lado dela. A idéia de levá-la a completa liberdade na submissão o enchia de desejo. Ele realmente a queria como sua escrava.
— Eu nunca fui de ficar muito tempo com uma escrava – ele disse – mas com certeza me imagino fazendo uma exceção com ela.
Remus também se agachou. Nunca havia pensado em Hermione dessa forma. Ela tinha apenas 13 anos quando a conheceu. Até algumas horas atrás, era essa visão de uma jovem e inteligente estudante, ávida por conhecimento, que ainda estava em sua cabeça. No entanto, ao vê-la ali, apreciando a sua serena nudez, depois de tudo o que acontecera à pouco, se deu conta do quanto mudou totalmente sua perspectiva.
— Você não acharia estranho eu tê-la como minha escrava? – Remus perguntou a Tonks – afinal vocês são amigas fora do mundo BDSM – antes de ouvir uma resposta de sua esposa, foi a voz de Snape, e seu característico sarcasmo, que chamou a sua atenção.
— Eu sou capaz de apostar que ela adoraria compartilhá-la com você. Certamente para dá-la de presente a um de seus meninos.
Enquanto diz isso, Snape também se agacha para melhor contemplar a jovem inconsciente diante de si. Os três Mestres não conseguem disfarçar a luxuriosa cobiça. Tonks se agachou também, agora eram os quatro agachados em volta de Hermione. Snape olhou para Tonks, mal disfarçando sua irritação por ela estar tão certa a seu respeito. Uma vida inteira disfarçando seus verdadeiros sentimentos, sendo capaz de enganar ninguém menos do que Voldemort, fez com que ele desenvolvesse essa característica de apreciar o fato de quase ninguém ser capaz de adivinhar o que ia dentro de si. Dumbledore, e Lílian antes dele, eram os únicos que pareciam ser capazes disso. Tonks, no entanto, não teve dificuldade em perceber a sua fascinação por essa garotinha tola à sua frente.
As lembranças dos tempos de Hogwarts vinham a sua mente. Um travo amargo em seus pensamentos, ao recordar as muitas vezes em que a tratou mal nas aulas, principalmente diante dos alunos da Sonserina. Era parte de um jogo que precisava ser feito. Nada disso, é claro, diminuía a frustração que sentia, ao não poder demonstrar o quanto era gratificante ensinar para alguém tão ávido para aprender, e com tanto talento. Ouvir de Tonks sobre a vocação dela para o estilo de vida BDSM, foi uma revelação. Ter a chance de ensinar-lhe algo sem as amarras do tempo da escola significava muito para ele. No entanto, a idéia de que Tonks tivesse percebido isso lhe era muito irritante, mais até do que perceber que não conseguia devolver essa irritação de volta para ela.
— É claro que eu iria querer compartilhá-la com ele, Severus. E sim, eu a daria para os meus meninos. E porque dá-la a apenas um deles? Porque não aos dois? Eles têm se comportado muito bem, tão bonzinhos e obedientes, com certeza fazem por merecer uma recompensa maravilhosa como essa – disse Tonks, apontando para o corpo de Hermione. Ela e Remus trocaram um olhar cheio de cumplicidade – além do mais, não seria a primeira vez que faríamos isso, não é querido?
— Com certeza meu amor – Remus respondeu sorrindo.
— Se for mesmo o caso de uma sessão particular com cada um de nós, isso terá de ser feito em Hogwarts – disse Sirius – na Sala Precisa para ser mais exato.
— Utilizar as dependências de Hogwarts para nosso beneficio próprio? – Snape parecia indignado.
— Qual o problema Severus? – Remus perguntou – que eu saiba você utilizou as dependências da Sala Precisa para adestrar Luna Lovegood.
— Naquela época eu era apenas um professor – Snape retrucou – hoje eu tenho outras responsabilidades como diretor da escola.
— Eu e Remus somos apenas professores – disse Sirius – deixe de bobagem Severus – Sirius se levantou e os outros fizeram o mesmo, mas todos ainda continuavam em volta de Hermione.
— Pode ser que toda essa conversa seja inútil – disse Snape – ela pode acordar e escolher logo um de nós, ou pode muito bem não querer nenhum de nós para adestrá-la.
— Isso não acontecerá Severus – Tonks assegurou com firmeza – eu acompanhei toda a sessão, observei as reações dela com cada um de vocês. É como se vocês três juntos fosse o Mestre perfeito que Hermione precisa para ser devidamente adestrada.
— Nós podemos adestrá-la – disse Sirius – qualquer um de nós pode fazer dela uma escrava maravilhosa.
— Temos que tomar cuidado com o que desejamos – Snape disse – é preciso ter em mente aqui que não se trata do que nós queremos, mas do que a Senhorita Granger precisa para se tornar a escrava que ela pode ser.
— Severus tem razão – concordou Remus – antes de qualquer outra coisa, nós, como Mestres, temos um dever com Hermione. Isso significa que precisamos ter certeza se somos realmente o que ela precisa. Ela pode muito bem querer ser adestrada por alguém próximo de sua idade.
— Eu duvido – garantiu Tonks – vocês são o que ela precisa. Eu não tenho a menor dúvida em relação a isso. Mas concordo que devemos ter cuidado, na verdade fico feliz por vocês terem isso em mente. Por outro lado, seria realmente uma pena se não pudermos aproveitar uma oportunidade de ouro como essa.
— O que quer dizer com isso, Tonks?
— Ora Severus! Olhe você mesmo. Olhem todos vocês – ela fez um gesto com as mãos, como a mostrar Hermione para todos – olhem para ela. Hermione Granger. A heroína de guerra. Aquela que praticamente sozinha, manteve Harry Potter vivo, nos primeiros e mais tenebrosos momentos em que Voldemort e seus lacaios estiveram no poder. Uma das melhores estudantes que já passaram pela milenar história de Hogwarts. A Garota de Ouro da Grifinória. Pensem no impacto que seria a notícia de alguém como ela sendo adestrada como escrava em nossa Comunidade. Escolhendo um entre nós como seu Mestre.
— Tonks tem razão. Eu já consigo ver um monte de Mestres vindo de todos os lugares para vê-la em ação – disse Sirius – eles farão fila por uma possível oportunidade de compartilhar esse corpinho de-li-ci-o-so, com o futuro Mestre dela.
Hermione continuava desacordada diante deles. Todos ficaram em silêncio por um bom tempo, ponderando sobre o que fora dito. Coube a Snape romper o silêncio e dar a palavra final.
— Que seja então – ele disse – assim que ela acordar daremos início de verdade ao seu adestramento. Ela será devidamente instruída. Deveremos propor que escolha um de nós para adestrá-la, mas caso ela continue indecisa, Tonks, não um de nós, deverá propor uma sessão particular com cada um para que ela possa escolher qual é o mais adequado para terminar o seu adestramento – ele olha para Sirius e Remus antes de concluir – e se tivermos sorte, um de nós três será o futuro Mestre dela.
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