Três Mestres para uma escrava
29 O Mestre de Hermione – Parte IV
Notas iniciais
Hermione permanecia de joelhos, olhando o quadro diante de si. Ela estava apreensiva com o que poderia acontecer, embora não estivesse com medo. Seu Mestre apontava a varinha para o Mestre chamado Jean-Luc. O outro Mestre estava caído junto à parede, ainda inconsciente. A tensão no ar era evidente, mas ela via a frieza de seu Mestre diante da situação, sua calma e confiança passando para ela, que se sentia absolutamente segura de como tudo aquilo ia acabar. O barulho de passos chamando a atenção de todos, e Hermione sente-se ainda melhor quando vê as pessoas que acabaram de chegar.
– O que está acontecendo aqui? – Sirius é o primeiro a perguntar.
– Um assunto pessoal – respondeu Jean-Luc – não creio que os senhores devam se meter.
– Não existem “assuntos pessoais” dentro desta Comunidade, senhor – foi Remus quem falou dessa vez – tudo o que acontece aqui dentro diz respeito aos seus administradores. Por sinal, o senhor está apontando a sua varinha para um deles.
– Creio que é o caso de diminuir as tensões por aqui – disse Tonks, que com um feitiço silencioso conseguiu desarmar Jean-Luc, sua varinha indo parar nas mãos da Auror, junto com a varinha do ainda inconsciente Clarence. Ela se volta para a Snape, com este guardando sua varinha – agora que tal resolvermos essa questão com calma.
– Eu e meu colega apenas fizemos um simples proposta de compartilharmos o corpo da escrava de Mestre Snape – Jean-Luc tratou de dar um tom mais tranqüilo ao seu tom de voz – eu creio que ele reagiu de maneira exagerada à proposta que fizemos.
– Os senhores foram informados das regras dessa Comunidade quando solicitaram o direito de freqüentá-la – disse Sirius – esse tipo de proposta requer um protocolo que deveria ser seguido, mas não foi.
– Ora vamos, isso é uma bobagem – respondeu Jean-Luc.
– Não senhor, não é – Remus tinha um tom mais perigoso que o habitual em sua voz – os senhores claramente não tem condições de continuar freqüentando a nossa Comunidade. Creio que devem se retirar agora, e não voltar mais.
– Mas antes de irem é importante lembrar que os senhores fizeram um voto Perpétuo sobre guardar segredos a respeito de tudo, e de todos, que os senhores viram aqui – disse Tonks, deixando subentendido as conseqüências de não se respeitar esse voto – saiam agora, por favor – ela faz com que Clarence recupere a consciência, ele e Jean-Luc saindo contrariados, sendo acompanhados por Remus.
– Vamos precisar de um cuidado maior agora que tanta gente está solicitando freqüentar a nossa Comunidade – Sirius estava se dirigindo a Snape – mas creio que está tudo bem agora – ele se volta para Tonks – será que agora podemos voltar àquele assunto envolvendo a sua nova escrava?
– Mais tarde conversaremos sobre Allison – disse Tonks, que se despede silenciosamente de Snape, ignorando Hermione, como era apropriado naquele momento; Sirius fez o mesmo antes de sair.
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O local em que chegaram era de fato, uma cabana. Hermione sentiu o cheiro de rusticidade no aroma das paredes de madeira, no assoalho coberto por um grosso tapete, que parecia ser de pele de urso. Ele a conduziu para a área central do cômodo e retirou a corrente da argola em seu colar. Um gesto discreto indicou a ela para ficar de joelhos, o que fez de imediato. A cabeça continuava abaixada, seus olhos permaneciam sem encará-lo, mas já lhe permitia entender onde estava. O mobiliário era bem simples. A cabana era composta por três divisões, um quarto, um banheiro e uma enorme sala, que era onde estavam, funcionando também como cozinha. Ele seguiu até o banheiro. Os barulhos vindo de lá a fizeram sorrir, pois sabia o que era. Ele voltou e a pegou no colo, de uma maneira bem delicada, levando-a até o banheiro. Exatamente como ela esperava, havia uma banheira lá, onde foi suavemente colocada.
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Severus Snape estava sentado numa cadeira rústica de madeira, esperando sua escrava terminar o banho, bem como sua higiene pessoal. Ele está descalço e sem camisa, apenas uma calça cobrindo o seu corpo. É nesse estado de relaxamento que a vê retornar à sala, seu corpo nu refletido à meia luz da cabana, ganhando um ar quase sobrenatural para ele. Vê-la caminhando na sua direção enchia seus olhos de uma mistura de sentimentos, indo de ternura à cobiça. Ela se ajoelhou graciosamente diante dele, inclinando o corpo até encostar os lábios em seus pés, beijando-os com devoção, um de cada vez. Depois disso se mantém ajoelhada, esperando sua palavra. Ele fica um bom tempo olhando para ela, apreciando o verdadeiro tesouro que tinha diante de si. Ela sorri para ele, que sente o seu coração aquecido por isso, orgulhoso de tê-la como sua escrava, honrado por ela tê-lo escolhido como seu Mestre.
– Posso lhe fazer uma pergunta, Mestre? – ele reparou no tom de voz dela, suave e humilde, quase melodioso, soando como música em seus ouvidos.
– O que quer saber? – ele respondeu.
– O senhor cogita compartilhar o meu corpo com outros Mestres?
– Jamais com aqueles dois idiotas de agora a pouco, isso com certeza – ele respondeu, para depois cair num breve silêncio, os dedos da mão direita acariciando suavemente seu rosto e cabelo – mas o fato é que você não marcou essa opção como um limite intransponível, como fez com algumas outras situações.
– Eu não tenho certeza a respeito disso, Mestre – ela evita encarar os olhos dele ao falar, mas é obrigada a fazê-lo quando Snape ergue seu queixo delicadamente.
– Não teria muita lógica qualquer objeção sua em relação a seu corpo ser partilhado por Sirius e Remus – ele disse, dois dedos da mão direita ainda mantendo seu queixo elevado.
– Eu sei Mestre – ela respondeu, enquanto encarava o silêncio dele em relação a ela.
– Eu não me importo em exibir o seu corpo nu na Comunidade – ele finalmente responde – em verdade, senti uma grande lisonja ao ver o olhar de luxúria dos outros Mestres para você.
– Eu me senti muito bem proclamando a minha submissão ao senhor na frente de todos eles, Mestre – ele sorri ao ouvi-la.
– Pode ser que um dia eu mude de idéia – ele disse – mas neste momento, eu não desejo compartilhar o seu corpo com ninguém, nem mesmo com Sirius e Remus. No momento atual, eu quero ser o único a desfrutar do seu corpo senhorita Granger, só eu e mais ninguém.
– Ele é todo seu, Mestre – ela respondeu a ele.
Snape a empurrou delicadamente até deixá-la deitada no chão atapetado. Esticou seus braços e abriu suas pernas. Uma das mãos passeou pelo seu corpo, da boca até os seios, do ventre até a boceta. Ela gemeu ao toque dele em sua abertura, ao senti-lo separar os lábios e tocar em seu clitóris. A boca dele mergulhando até o seio direito, chupando, lambendo e mordendo, os dentes cravando no mamilo e puxando até o ponto da dor. Tudo isso sendo repetido no seio esquerdo. Ele se põe de pé e começa a se despir. Ela vê quando a pouca roupa que seu Mestre está usando é despejada no chão, se permitindo a audácia de admirar o corpo nu dele.
Snape percebe a audácia de sua escrava, mas não se importa, uma certa lisonja toma conta dele de fato. Com uma das mãos ele conduz seu pênis dentro da boceta dela, tão úmida estava que o membro entrou com facilidade. Ambos gemem ao contato, os músculos vaginais dela envolvendo seu pênis, ele sentindo o calor, a umidade, mais do que tudo, sentindo o acolhimento dela. Snape se move devagar dentro de Hermione, apreciando a expressão de prazer no rosto dela, a cabeça girando de um lado a outro, ou inclinando enquanto ela solta um gemido de cheio de luxúria. Os olhos deles se cruzam e ele abruptamente pára de se movimentar. Alguns segundos se passam com ambos fixados no olhar um do outro, suas respirações aceleradas. Snape percebe uma súbita mudança no olhar de Hermione. Ela o empurra no chão atapetado, ficando por cima agora, seu olhar perdera toda a ternura e devoção habitual; era um olhar predador agora.
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A lembrança da primeira sessão com ele, ainda quando estava sendo adestrada, veio a sua mente. Talvez devesse ser uma lembrança longínqua agora, mas estava tão nítida em sua mente, como se tivesse sido ontem. Ela começou a cavalgá-lo lentamente, as mãos pousadas de modo suave em seu peitoral. Os olhos de ambos ainda fixados um no outro. Uma sensação inebriante de empoderamento toma conta de Hermione ao ver seu Mestre inerte diante dela, deixando-a assumir o controle da situação. Ela percebe que ele procura se manter indiferente aos seus movimentos, mas sorri ao constatar a inutilidade da tentativa. Sob suas mãos ela sente o coração dele bater rápido, o subir e descer de seu peitoral denunciando a respiração palpitante. Ela sente o corpo dele arqueando, a boca soltando um forte gemido, a cabeça girando de um lado a outro, tudo isso em resposta ao movimento da boceta dela sobre seu pênis.
O cavalgar de Hermione sobre o corpo de seu Mestre ganha velocidade e selvageria. As mãos não mais estão pousadas suavemente sobre o peitoral dele, em vez disso, se fecham como garras, não mais acariciando, mas arranhando. Ela o vê cerrando os dentes, arqueando o corpo, resistindo a dor. Uma das mãos desce até a barriga, produzindo arranhões por todo o caminho. Ela se inclina sobre ele e morde o peitoral onde a mão estava. É uma mordida forte, ela ouve o grito que seu Mestre não consegue mais reprimir. Ela sente uma batida forte em seu próprio coração, sua boca interrompe a mordida e seus olhos voltam a se cruzar com os de seu Mestre. Um breve momento de arrependimento e hesitação toma conta dela ao ver a expressão de dor no rosto dele, sua língua chega a lamber brevemente o local da mordida, como a tentar aliviar a dor por ela mesma causada.
Foram só alguns segundos, mas a impressão foi que mil coisas aconteceram naquele breve espaço de tempo, no breve olhar trocado entre a escrava e seu Mestre. O silêncio entre eles dizia tanta coisa. Havia mais ali do que qualquer diálogo que ela já teve com os homens que passaram pela sua vida antes, o mesmo para ele, em relação as suas mulheres anteriores. O olhar de Hermione, durante aqueles breves segundos, pareceu refletir arrependimento e culpa, por causar dor em seu Mestre. Mas a chama da selvageria logo se acendeu de novo, e sua boca voltou a mergulhar com voracidade sobre a pele pálida, suada, os dentres cravados sobre cicatrizes e queimaduras. A nova mordida foi ainda mais forte que a anterior, o grito dele foi ainda mais agoniado, dando um novo ímpeto à selvageria dela. Hermione voltou a cavalgá-lo com força. Ela estava totalmente fora de si agora, a mão direita ganhou o ar, descendo sobre seu Mestre na forma de um violento tapa em seu rosto. A mão esquerda repetiu o mesmo processo, o ar da cabana tomado pelos sons estalados.
Hermione Jane Granger sempre gostou de pensar que tudo na vida pode ser explicado, medido, calculado e controlado. A racionalidade sempre foi a única religião capaz de reter a sua fé. No entanto, sempre que pensa nos momentos em que sente uma irrefreável necessidade de controlar o seu Mestre, ela nunca consegue entender o que a leva a tal desvario. Tudo o que ela sabe naquele momento é que a sensação de controle é por demais maravilhosa. Sua mão direita corta novamente o ar, pronta para dar um novo tapa, mas dessa vez a mão de seu Mestre se fecha sobre o pulso dela, o mesmo acontecendo com o pulso de sua mão esquerda. Aquele devia ser o sinal para ela conter sua fúria, ali ela devia reconhecer que fora longe demais, mas a sua natureza selvagem, sempre contida em lógica e racionalismo, não lhe permitiu. Hermione soltou um grito primal, seu corpo se movimentou de forma enlouquecida, ela se inclinou para tentar mordê-lo novamente, mas dessa vez ele a empurrou para o chão, prendendo-a pelos pulsos, usando o peso do próprio corpo para imobilizá-la.
– Olhe para mim, olhe para mim – ele grita para sua escrava – diga a quem você pertence, diga – a reação dela é gritar, espernear e tentar morder, a selvageria em seus olhos parecendo cegá-la.
Severus Snape observava fascinado a tentativa de sua escrava em resistir a ele. Havia um ligeiro sorriso em seu rosto, toda a dor dos arranhões e mordidas devidamente esquecida diante do espetáculo proporcionado pela mulher que ele mantinha presa ao chão. Ela usou suas pernas livres para tentar chutá-lo, mas seu posicionamento tornava essas tentativas inócuas. O ligeiro sorriso desaparece do seu rosto, a face volta a ganhar um tom rígido, os olhos retornam à frieza que é o seu costume. Não que os sentimentos que levaram ao sorriso tivessem mudado, muito longe disso. Apenas era a hora de recuperar o controle. Ele vira o corpo de sua escrava de forma abrupta, sem maiores cuidados, quase com violência, deixando-a de bruços, o rosto virado para o chão atapetado. A sua mão direita dobrando um dos braços dela em suas costas, a mão esquerda segurando-lhe o cabelo, como se rédeas fossem.
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Hermione sentiu o corpo dela sendo virado de bruços. A mão esquerda dele agarrando seu cabelo com muita força, o braço sendo usado para mantê-la presa, imóvel e indefesa. A mão direita dele prendia um de seus braços junto às suas costas, a dor da imobilização sendo vocalizada por ela em gemidos doloridos. Ela sabia o que estava preste a ocorrer, sabia que poderia dificultar a ação dele, mas nada fez. Em vez disso ela fechou os olhos, respirou fundo e esperou a dor com um sorriso nos lábios. Mas a dor não veio. Ele continuou mantendo-a presa ao chão. Ela sentiu o aperto em seu braço imobilizado ficar mais forte, era mais um incômodo do que realmente dor.
– Diga o seu nome – ele torce um pouco mais o seu braço, o puxão no cabelo fazendo sua cabeça inclinar – diga a quem você pertence.
Hermione cerrou os dentes, o silêncio era o seu enfrentamento, o seu desafio. Uma nova torção no braço, um novo puxão no cabelo, não foram capazes de quebrar sua resistência. Ele sabia que precisa de sua mão direita livre, pois só havia um jeito de quebrar a resistência dela. Não soltou o braço dela, mas foi lentamente diminuindo a pressão. Manteve o braço dela sob controle, suas mãos ainda fechadas sobre o pulso dela. Pouco a pouco ele foi lendo os sinais emitidos pelo corpo dela, percebendo que a resistência diminuía, que a respiração dela se acalmava. Lentamente foi colocando o braço dela ao lado de sua cabeça, afrouxando a pressão nos pulsos, até soltá-lo de vez. Sua mão direita finalmente livre, pronta para dar a ela, a necessária lição de disciplina.
Ele não dizia mais nada, não demandava mais nada. Seu braço estava livre agora, mas Hermione sabia que a dor logo chegaria. A certeza mantendo o sorriso em seu rosto. O primeiro tapa caiu sobre a nádega direita dela, um som forte e estalado foi ouvido na cabana. O segundo tapa foi na nádega esquerda, pareceu bem mais forte, mas ela continuou cerrando os dentes, pois sua única forma de rebeldia agora era resistir ao ímpeto de gritar. O terceiro tapa foi dado com uma força que ela não tinha sentido antes, uma dor mais aguda foi experimentada por ela. O quarto tapa veio igualmente violento, quebrando de vez a sua resistência.
– Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! – ela gritou, o rosto se contorcendo de dor, ao mesmo tempo em que seu corpo experimentava uma espécie de relaxamento.
O quinto, o sexto, o sétimo e o oitavo tapa foram dados em seqüência, como se a dor vocalizada por ela não o sensibilizasse de forma alguma. O choro de Hermione vinha em ondas agora, suas lágrimas deslizando pelo rosto como cascatas salgadas. Quase meio minuto se passou antes do nono e o décimo tapa caírem sobre seu traseiro, mas agora sem muita violência, parecendo a meio caminho entre uma carícia mais forte e uma ligeira picada. As mãos dele soltaram o seu cabelo, o corpo dela foi virando de novo, mas dessa vez com delicadeza. Por alguns breves segundos ele sentiu um aperto no coração, ao ver a expressão chorosa no rosto dela. Tocou as lágrimas em seu rosto com as pontas dos dedos, levando-os até seus próprios lábios, sentindo o gosto salgado delas em sua boca. Ele se permitiu contemplá-la, a respiração se normalizando, a expressão no rosto ganhando uma nova suavidade. Os olhos de ambos estavam fixos um no outro, um silêncio cheio de significados pairando entre os dois.
– Diga o seu nome – ele ordena, sua voz num tom bem suave, ainda que imperativo.
– Meu nome é Hermione Jane Granger – ela responde, o tom de voz ainda choroso, enquanto sente a mão dele agarrando a argola em seu colar, puxando-a com um pouco de força, obrigando que ela inclinasse um pouco o pescoço.
– Qual é o significado desse colar no seu pescoço? — a voz dele ganha um tom mais incisivo.
– Ele simboliza a minha submissão ao senhor – o reconhecimento desse fato ganha um ar de culpa e arrependimento, na expressão que ela tem em seu rosto – significa que eu sou sua escrava e que o senhor é o meu Mestre – ela toma a iniciativa de erguer um de seus braços, sua mão tocando suavemente as marcas de mordidas e arranhões no peitoral de seu Mestre, passando também por suas cicatrizes e queimaduras – eu machuquei o senhor, Mestre.
– Você só fez o que eu a deixei fazer – ele respondeu – gosto quando você toma o controle, pois isso me permite ter o prazer de recuperá-lo depois – a mão dele acaricia o seu rosto – mas isso só acontecerá quando eu permitir, você entende isso, senhorita Granger?
– Sim Mestre, eu entendo – ela fecha os olhos, apreciando a mão dele acariciando o seu rosto.
– A quem você pertence, senhorita Granger? – ele perguntou, ainda acariciando o rosto dela.
– Ao senhor Mestre – ela respondeu, abrindo os olhos, uma expressão sonhadora neles – eu pertenço ao senhor.
– Quais partes de seu corpo me pertencem, senhorita Granger?
– Todas elas, Mestre. Cada centímetro do meu corpo pertence ao senhor.
Um novo silêncio paira entre eles, seus olhos fixos um no outro. Ele sorri para ela, um sorriso aberto, do tipo que ele raramente deu em toda a sua vida. Antes dela, só uma outra pessoa o vira sorrir assim, muitos anos atrás. Agora era um sorriso somente para ela, um privilégio que ninguém mais merecia. Hermione sentia uma grande leveza em sua alma, transparecendo num sorriso transbordante de alegria, orgulho e felicidade. Era verdade o que ela havia dito, cada centímetro do corpo dela pertencia a Severus Tobias Snape, aquele a quem havia escolhido para ser o seu Mestre. Dizer isso, contudo, não bastava, ela sabia que os gestos deviam se seguir às palavras. Ela se vira de costas para ele, se pondo de quatro. Tudo o que ela desejava era que seu Mestre tomasse a posse completa de seu corpo, da única parte que ele não havia desfrutado nesta noite, da parte que ele começou a desfrutar na mesma noite em que ela lhe oferecera a sua submissão.
FLASHBACK – HOGWARTS – 42 DIAS ATRÁS
O beijo foi longo, ao mesmo tempo cheio de ternura, intensidade, com lentidão e luxúria. Seus corpos ainda estavam unidos, os olhares presos um ao outro depois de quebrarem o contato entre suas bocas. Ele voltou a se movimentar dentro dela, lentamente, ouvindo os seus gemidos, baixos, entrecortados pela respiração falha e acelerada, sentindo o batimento rápido do seu coração junto ao seu peitoral. Ela era dele, gemia por ele, se submetia a ele, era sua escrava. Saber disso lhe dava uma sensação de orgulho e felicidade que não imaginava poder sentir nessa altura de sua vida. O orgasmo veio para os dois ao mesmo tempo, ela vocalizando o seu prazer com um grito estrangulado, a cabeça inclinada, o corpo se rendendo ao sentimento. Snape sentiu-se privilegiado por poder assistir a tudo isso. Era maravilhoso ver o corpo dela cair num estado de completo relaxamento, os olhos dela com uma expressão sonhadora, o rosto sereno e tranqüilo, de alguém que atingiu a completa liberdade na submissão.
Nunca foi tão difícil para ele, quebrar o contato com alguém antes. Retirar o seu pênis da boceta dela foi torturante; perder o aconchego daquele lugar quente, úmido e acolhedor o deixou triste, desconsolado. Seu corpo desabou ao lado do corpo dela, ouvindo sua respiração, agora bem leve. Um pouco mais de um minuto de relaxamento foi tudo o que ele precisou. Voltou a olhar para ela, a mesma expressão sonhadora no rosto, ela não estava ali, mas num local todo seu. Hermione estava completamente alheia a tudo, totalmente exposta e indefesa, mas ela sabia que não precisava se preocupar. Ele era o seu Mestre, o senhor da sua dor e do seu prazer, mas era também aquele que estava ali para lhe dar toda a segurança que ela precisava, toda a proteção que lhe era devida. Olhar para ela, em seu estado de completa liberdade na submissão, era um deleite indescritível. Saber que fora ele que a levara a esse estado lhe dava uma sensação que era uma mistura de orgulho, felicidade e poder.
Severus Snape perdeu a noção do tempo enquanto olhava para a jovem mulher deitada na mesma cama que ele. Ele apreciava, fascinado, tomado até por uma certa inveja, a visão dela, totalmente alheia a tudo, completamente entregue ao seu êxtase. Os olhos abriam e fechavam regularmente, mas mesmo quando abertos, não parecia que ela estivesse vendo nada à sua volta. O relaxamento em seu corpo era total, a respiração era suave, refletida no subir e descer de seus seios. Ela dava suspiros ocasionais, a cabeça rolava lentamente de um lado a outro, um sorriso luminoso surgia em seus lábios de vez em quando. A boca vez por outra se abria, mas o som de suas palavras era praticamente inaudível, a única que ele discerniu, em meio aos sussurros, foi “Mestre”. Um imenso sorriso de contentamento toma conta de seu rosto ao ouvi-la falar dele. Após algum tempo ele decide que é hora de levantar e ir ao banheiro. Um longo banho, seguido de sua higiene pessoal é tudo o que ele precisa agora, antes de voltar a ter com ela novamente.
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Hermione não fazia idéia de quanto tempo ficara naquele estado de completo alheamento, apenas mergulhada em êxtase e prazer. Somente aos poucos que voltou a se dar conta de onde estava. Seus olhos voltando a enxergar para além da bruma de contentamento em que estavam mergulhados. Ela o viu saindo do banheiro, apenas uma toalha em volta do corpo, o odor de banho tomado assaltando suas narinas. Sorriu para ele. O viu parado próximo da cama, olhando fixamente para ela, mas sem nada dizer, apenas olhava. Hermione sabia o que fazer. Ela se levanta, seu corpo ainda sentindo os efeitos de tudo o que havia vivido, ela não tinha idéia de quanto tempo atrás. Sentia-se, lânguida, feliz, saciada, mas a visão dele, ali na sua frente, despertava nela novas necessidades. A maior de todas era se prostrar diante dele, demonstrar toda a sua devoção, sua entrega e submissão. Ajoelhou-se, olhando-o de baixo para cima, sem qualquer sentido de desafio, nada além do reconhecimento de seu domínio sobre ela, da sua submissão absoluta a ele. Ela se inclinou para beijá-lo, o gosto do couro de dragão de suas botas substituído pelo odor de sabão e loção de banho de seus pés.
Ela sente seus cabelos agarrados com força. Com a sua mão esquerda ele a força a ficar de joelhos, a mão direita arranca a toalha, revelando seu membro bem duro. Ela vê o frasco na mão dele, que lhe entrega de imediato. Sua mão esquerda aumenta o aperto no seu cabelo, fazendo com que ela tenha de inclinar mais a cabeça. Hermione abre o frasco e passa a poção em suas mãos, antes destas envolverem o pênis dele, da raiz até a cabeça. A poção cobrindo cada centímetro. A mão que prende o seu cabelo a força a ficar de quatro, ela sente a poção sendo passada em seu ânus, os dedos dele entrando e saindo, girando e circulando, espalhando todo o conteúdo. Ela sabe o que irá acontecer, já tinha vivido essa experiência durante o seu adestramento, mas ainda assim, havia um leve tremor em seu corpo.
– Diga a palavra de segurança se não quiser, eu só pararei diante dela – ele disse – qualquer outra coisa que você disser, serão lamúrias inúteis em meus ouvidos.
Ela mal teve tempo para processar o que ele disse e sentiu a cabeça do pênis forçando a entrada no seu ânus. A dor inicial foi pouco mais do que uma pontada, doendo mais a maneira como ele puxava o seu cabelo com a mão esquerda, a direita segurando sua cintura. Ele retirou o pênis, apenas para enfiá-lo de novo, agora numa estocada mais forte, entrando bem mais do que apenas a cabeça. Ela soltou um grunhido, a boca cerrada, os dentes colados uns nos outros, uma maravilhosa sensação de alívio quando ele retirou o pênis outra vez. Hermione esperou uma nova estocada, mas em vez disso, a mão direita deixou sua cintura e começou a trabalhar sua boceta. Os dedos tocando em toda a extensão, um deles em seu clitóris. Ela gemeu, a cabeça abaixou ate o chão, o corpo tremeu, relaxou, ela se viu baixando a guarda, mergulhando naquela sensação de prazer, até que uma nova estocada, ainda mais forte que a anterior, a lembrou em que situação estava.
– Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Oh Merlin! Merlin! Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Doía muito. Hermione sentiu o pênis dele entrando inteiro no seu ânus, entrou sem qualquer cuidado, sem nenhuma suavidade, machucando muito, como se nenhuma poção tivesse sido passada no pênis dele e no ânus dela. Ela gritou bem alto, o som ressoando pelos aposentos de seu Mestre. Era como se seu corpo tremesse a ponto de quebrar ao meio. Sentiu quando ele agarrou seu cabelo com ainda mais força, forçando sua cabeça mais uma vez, como se quisesse arrancá-la do seu pescoço. Os grunhidos selvagens dele se somando aos gritos dela, ambos os sons se misturando. As estocadas dele eram cada vez mais fortes, iam cada vez mais fundo. A mão direita dele volta a tocar sua boceta, a suavidade do toque contrastando enormemente com a fúria das estocadas em seu ânus.
Os gritos dela deixam de ser apenas de dor, o prazer se mistura a ela, torna-se uma coisa só. Hermione sorria em meio ao choro de dor, seu orgasmo se insinuava em meio aos gritos, o corpo balançando, ela se sentindo mole, lânguida, trêmula e quebradiça. Ele a estocava bem fundo em seu ânus, doía, machucava. Ela pedia por mais, enquanto sorria e chorava, gemia e gritava, o prazer vindo em ondas. Seu Mestre estava sendo brutal, mas ela não se importava, pois era dele, pertencia a ele, era sua escrava. Os grunhidos dele soando como música em seus ouvidos, sua perda momentânea de controle, tudo isso a enchia de felicidade e orgulho, pois só nesses momentos ele era assim. Apenas com ela, seu Mestre se permitia abrir mão do seu controle, deixar de lado toda a pose e formalidade, se perder no desvario e na selvageria.
Os corpos de ambos desabam no chão acarpetado. Hermione sentindo o corpo dela sendo esmagado pelo peso de seu Mestre sobre si. O pênis dele continuava em seu ânus, inchado, pronto para explodir um gozo que se espalha dentro dela. Era uma sensação incrível. As mãos deles estão entrelaçadas, ela sente a boca dele em sua orelha, beijando-a, mordendo-a, dizendo-lhe palavras de desejo, ternura e acalento. Dizendo o quão honrado, orgulhoso e feliz ele se sentia pelo privilégio de ter sido escolhido para ser o seu Mestre. Hermione saboreou cada uma daquelas palavras, gravou-as em sua mente. Tudo o que seu Mestre lhe dissera naquele momento era como um distintivo de honra, um tesouro de valor incalculável para ela, algo para ser guardado, até o fim de seus dias.
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