Três Mestres para uma escrava

28 O Mestre de Hermione – Parte III


Notas iniciais
Continuando a sessão na Comunidade BDSM, entre Hermione e seu Mestre Snape. Espero que estejam realmente gostando. A sessão em si, termina neste capítulo, mas tem algumas surpresinhas no final, inclusive o desenvolvimento de um plot que teve início lá no capítulo 16 e que terá sua conclusão no último capítulo. Boa leitura a todos.

COMUNIDADE BDSM – TEMPO ATUAL

Os gritos de dor ecoaram fortes pelo salão, perfeitamente audíveis para todos os presentes. Eram sons especialmente agonizantes, indicando, sem qualquer duvida, o grande sofrimento que estava sendo imposto à jovem algemada no palco. Hermione sentia seu corpo como em carne viva, a sensação de que sua pele parecia estar sendo arrancada dela. A décima sexta e a décima sétima chicotada a atingiram em cada lado de seus quadris. Não havia duvida sobre a habilidade do escravo com o instrumento, pois ele foi capaz de usar o chicote de modo a que a parte extrema deste ficasse solta no ar, bem próximo de sua boceta. A simples possibilidade de ser atingida ali foi suficiente para deixá-la apavorada, além de, para o seu extremo embaraço, incrivelmente excitada. Hermione sentiu suas pernas se dobrando, quase moles, quando a décima oitava e a décima nona chicotada a atingiu, na parte de trás de cada uma das coxas.

– Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Oh Merlin, por favor Mestre, por favor.

– Por favor o que, escrava? – a voz dele tinha um tom cruel ao pronunciar a última palavra – diga o que você quer.

– Mande-o parar, por favor – ela implora, a voz chorosa refletindo o sofrimento estampado no rosto.

– Você quer que ele pare? É isso mesmo que você quer, escrava? – ele começa a caminhar, subindo a rampa e chegando até ela no palco. Hermione sente a mão dele agarrando com força o seu maxilar, virando o seu rosto para encará-lo de frente – diga a palavra de segurança e todo o sofrimento acaba.

– Por favor, Mestre, por favor – ela continua implorando, suas lágrimas rolando pelo rosto.

– Diga a palavra de segurança, ou aceite o fato de que você é apenas carne para o meu chicote, escrava. Essa é a única escolha que eu lhe dou.

Ela tentou implorar novamente, mas se calou diante da expressão impiedosa no rosto dele. Os olhos dela continuavam suplicantes, mas Hermione sabia que nada disso adiantaria. Naquele instante ela não conseguia entender como ele podia ser tão cruel, implacável e impiedoso num momento como este, e tão terno em outros. Mas quem ela queira enganar? Hermione sabia que era justamente essa dicotomia nele que ela mais amava. As escolhas dadas por seu Mestre eram as únicas que ela tinha. Hermione sabia que tinha de optar por uma delas, ali, diante de todas as pessoas que os assistiam, e que também estavam ansiosas para saber qual decisão ela ia tomar. Tudo o que ela pensava naquele momento, no entanto, era na primeira noite deles como Mestre e escrava, num momento específico, de fato, onde o homem diante dela teve uma atitude muito diferente da atual.

FLASHBACK – HOGWARTS – 42 DIAS ATRÁS

Eles se olharam durante quase um minuto, ela deitada na cama e ele em pé, próximo a ela. De repente seu Mestre senta-se na cama, tirando suas botas de couro de dragão, junto com as meias. As vestes escuras que tanto o destacava dos outros, são tiradas em seguida. Ele fica de pé e se vira para ela, que não consegue resistir a vontade de rir ao ver a cueca samba-canção; ela nunca imaginaria um bruxo vestindo isso. Hermione temia que ele se ofendesse com a sua risada, mas ele riu também. Ela parou de rir ao notar as cicatrizes e queimaduras, em boa parte de seus braços, na barriga e pernas, imaginou o que veria nas costas. Uma enorme vontade de beijar cada uma daquelas marcas tomou conta dela. Hermione fez menção de se levantar para fazer isso, mas um gesto silencioso dele fez com que permanecesse deitada. Ela viu quando seu Mestre retirou a última peça de roupa; era primeira vez que o estava vendo totalmente nu diante dela.

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Severus Snape a viu deitada na cama, um deleite indescritível para seus olhos. Ela era dele, sua escrava, por uma escolha dela. Era uma honra a qual ele desejava demais ser merecedor. Foi uma boa decisão ficar de costas para ela ao começar a se despir, ela não viu a tensão em seu rosto enquanto tirava suas botas e meias, junto com suas vestes negras. Os receios tinham de ser enfrentados e ele se pôs de pé, de frente para ela. Teve um segundo de desconforto ao vê-la rir, mas não conseguiu deixar de fazer o mesmo ao se ver apenas com uma roupa de baixo típica dos Trouxas. Sabia que ela tinha reparado em suas cicatrizes e queimaduras quando parou de rir, mas o que viu no rosto dela não foi repugnância, mas uma onda de ternura que o atingiu em cheio, além de uma certa excitação. Sentiu muita lisonja por isso, mas a manteve deitada com um gesto, quando ela fez menção de se levantar.

Ele subiu na cama lentamente, apreciando a visão do corpo nu dela, os lábios entreabertos, os bicos dos seios duros, a respiração acelerada, fazendo os seios subirem e descerem, o ventre liso, até sua visão focar na abertura entre as pernas. Suas narinas sentiam o cheiro de excitação, sua boca descendo até o ponto desejado, sua língua abrindo caminho por entre a carne úmida, os sons dos gemidos dela chegando aos seus ouvidos. Ele sentiu as mãos dela em seus cabelos, agarrando-os com força. Ele a chupou com vontade, dois dedos penetrando-a fundo enquanto sua língua trabalhava o seu clitóris. Os dedos dele continuaram em sua boceta enquanto ele subia pelo ventre, até chegar aos seios. Sua boca trabalhou o seio direito primeiro, depois o esquerdo, os bicos duríssimos foram mordidos com força, arrancando gritos de dor e prazer dela. Seus dedos saíram da boceta dela, mas apenas para guiar seu pênis até lá.

Ele fez questão de olhar para o rosto de sua escrava enquanto a penetrava. Seu membro estocando fundo dentro dela, entrando fácil, tão excitada ela estava. Sentir-se dentro dela era tão maravilhoso, queria nunca mais ter de sair. Os gritos deles enchem o quarto, seus corpos balançando num ritmo cada vez mais intenso, refletindo o que ambos estavam sentindo naquele momento. As pernas dela enlaçam a cintura dele, querendo empurrá-lo o mais fundo possível. As mãos dela em suas costas, Hermione finalmente sentindo as marcas que indicavam as queimaduras e cicatrizes que ele devia ter ali. Uma nova onda de ternura e desejo por aquele homem toma conta dela, fazendo com que ela o quisesse mais fundo ainda dentro do seu corpo. O orgasmo os atinge com toda a força, ele desaba sobre o corpo dela, que recebe o seu peso com muita alegria, ambos saciados e felizes, suas respirações desacelerando aos poucos. Seus olhos se encontram, seus rostos colados um no outro, seus lábios se tocam lentamente, até que o beijo acontece, intenso, arrebatador, como na noite da sessão de adestramento em que estiveram juntos.

COMUNIDADE BDSM – TEMPO ATUAL

Tudo o que ela via naquele salão era o homem à sua frente, nada importava ali além dele. Toda a dor que sentia em seu corpo não se comparava ao desamparo que estava sentindo, e que agora ela entendia não ter razão de ser. Tudo o que eles viveram juntos nas últimas semanas deveria impedi-la de sentir esse desamparo. Ela se perguntava como poderia ter duvidado, ainda que por um segundo, que ele sempre estaria lá por ela, que sempre a manteria segura, estando sozinhos, ou ali, diante daquela multidão que os assistia. Ter essa certeza de volta inundou Hermione de alegria, mas ela também se sentiu envergonhada por duvidar dele, duvidar daquele que escolhera para ser o seu Mestre. Ela sabia porque o escolhera, sabia que ele sempre a desafiaria, forçaria seus limites, tornando-a melhor do que ela própria imaginaria que pudesse ser. Acima de tudo, sabia que ele sempre a protegeria, sempre a manteria segura. Hermione olha fixamente para o homem diante de si, pouco lhe importava a multidão no salão, o escravo que a chicoteava, tudo o que importava era ele.

– Me perdoe, Mestre, por favor, me perdoe – ela disse isso em alto e bom som, sua voz ecoando pelo salão – eu pertenço ao senhor, meu corpo é sua propriedade, é carne para o seu chicote. Faça comigo o que for do seu agrado – ele dá um breve sorriso ao ouvi-la, não é o mesmo sorriso que ela já viu quando estão a sós, há algo de cruel nele, mas não há medo nela ao ver aquele sorriso, apenas felicidade e orgulho, por se mostrar merecedora dele.

A vigésima e a vigésima primeira chicotada a atingiram nos mesmos locais que as duas chicotadas anteriores. Suas pernas voltaram a se dobrar. Ela gritou de dor, mas havia também um ligeiro sorriso em seus lábios agora. Buscando forças onde não sabia que tinha, ela firmou suas pernas novamente. Hermione respirou fundo, seu corpo estava firme e ereto, inclinou sua cabeça para trás, enquanto cerrou os dentes e fechou os olhos, esperando novas chicotadas; mas estas não vieram. Os segundos se passaram e a nova onda de dor não veio. Ela abriu os olhos e viu o escravo se posicionando diante dela, procurando uma boa posição, preparando o chicote para cair de novo em cima dela, mas agora na parte da frente de seu corpo.

Pela primeira vez Hermione se permitiu reparar no escravo que a estava chicoteando. Ele era um homem bem alto, os músculos do seu braço bem pronunciados, o corpo praticamente todo a mostra, era bem constituído. Uma máscara cobria quase todo o seu rosto, só o que ela podia ver eram os lábios grossos, o nariz fino e os olhos de um azul bem profundo. Ela devia estar apavorada em ser chicoteada daquela maneira, mas todo e qualquer medo desapareceu ao ver que seu Mestre estava junto ao homem que ia lha dar as chicotadas. Ela abriu bem as pernas, expôs bem a boceta, empinou os seios, os olhos bem abertos, encarando bem de frente o homem que a chicoteava. Hermione ofereceu o seu corpo para o couro que a marcaria, pois esse era o desejo do seu Mestre. Em meio a toda a dor que sentia, ela estava pronta para satisfazer as vontades dele; pronta para encher de orgulho, o homem que escolhera para entregar sua submissão.

A vigésima segunda chicotada a atingiu na parte da frente de sua coxa direita. Ela inclinou a cabeça para trás e soltou um grito lancinante de dor. A vigésima terceira chicotada veio direto na coxa esquerda, um novo grito dela enchendo o salão. Ela pôde ver, por uma das múltiplas imagens dela sendo exibidas pelo salão, que o golpe não se limitou às coxas, atingindo também uma parte da virilha, tanto no lado esquerdo como no lado direito. Sua boceta não foi atingida, mas o chicote chegou perto em ambas as vezes. Ela viu seu Mestre se aproximando dela, agarrando seu cabelo com força, mantendo sua cabeça inclinada para trás.

– Diga bem alto o que você é – ele ordenou. Em meio a muita dor, ela pôde sorrir, antes de falar.

– Eu sou carne para o seu chicote, Mestre – ela fez questão de gritar, queria que o mundo inteiro pudesse ouvir – eu sou carne para o seu chicote – a vigésima quarta chicotada voltou a atingi-la na parte da frente da coxa direita, a vigésima quinta em sua coxa esquerda – Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Eu sou carne para o seu chicote, Mestre – ela chora de dor e sorri ao mesmo tempo, enquanto recita o seu novo mantra – eu sou carne para o seu chicote.

Ela esperou por novas chicotadas, mas estas não vieram. O escravo se retirou do palco e Hermione ouviu uma grande salva de palmas. Seus olhos embaçados de lágrimas viram todos os Mestres do salão de pé, os escravos permaneciam silenciosos em seus lugares. Os aplausos ainda continuavam, enquanto Hermione via seu Mestre libertá-la das algemas, amparando-a para que não caísse bruscamente ao ser ver livre. Ela deslizou encostada ao corpo dele, até ficar ajoelhada, indiferente às palmas que ainda ouvia, até que estas acabaram. Ela viu seu Mestre recuar um passo. Sabendo o que fazer, Hermione se jogou aos pés dele, beijando-lhe as botas de couro de dragão, acostumada que já estava, com o gosto delas em sua boca.

Ela ficou prostrada aos pés dele durante mais de um minuto, ficaria assim a noite toda, o tempo que seu Mestre julgasse necessário, mas ele agarrou o colar em seu pescoço, prendendo a corrente na argola. Hermione se pôs de quatro, seguindo-o como a sua cadela, cheia de orgulho e felicidade por estar nessa condição, ainda mais diante de todas as pessoas presentes. Eles desceram a rampa que dava para o corredor, passando pelas mesas. Muitos Mestres cumprimentavam Snape pelo espetáculo da noite, enquanto seguiam em direção à saída. Com sua cabeça totalmente voltada para o chão, tudo o que ela podia fazer era ouvir os elogios que seu Mestre recebia, sobre a escrava tão bem domesticada que ele tinha. A porta se fechou atrás deles enquanto um grande sorriso iluminava o rosto de Hermione.

Ela foi conduzida de quatro por seu Mestre, os olhos sempre voltados para o chão, ambos caminhando em silêncio até chegarem ao mesmo quarto onde ela tinha esperado por ele. Havia uma chaminé lá, e Hermione viu quando um pouco de Pó de Flú foi jogado nela. Seu Mestre disse um nome que ela não conseguiu entender direito, algo parecido com “cabana”. Ela nunca gostou desse tipo de transporte, mas nem por um segundo passou por sua cabeça contestar seu Mestre por usá-lo para tirá-los dali. Ambos estavam prontos para entrar na lareira quando uma voz chamou a atenção dos dois.

– Um momento, Mestre Severus – disse alguém junto á porta de entrada. Hermione se manteve em sua posição, mas teve uma sensação ruim ao ouvir aquela voz.

– O que deseja senhor?

Hermione ouviu seu Mestre se virar e perguntar. A curiosidade a dominava, mas ela manteve seus olhos votados para o chão. Apesar de toda a curiosidade, ela se mantinha de costas para o dono da voz que ouvira, o corpo ainda voltado para a lareira de onde já deveriam ter partido. Sabia que não deveria se mexer, que tinha de manter a atual posição, mesmo tendo consciência de que sua boceta estava totalmente exposta para o dono da voz que ouvira. Essa exposição a estava incomodando agora, de um jeito que não acontecera em nenhum dos momentos que passou no salão principal. Ainda assim, ela se manteve firme em sua posição, do jeito que era apropriado para a cadela de seu Mestre.

– O senhor tem uma escrava extraordinária consigo – Hermione estremeceu ao ouvir uma segunda voz, pois isso não deixou dúvida para ela que eram os dois Mestres que vira no palco, os mesmos que tinham causado uma péssima impressão nela – nós gostaríamos de fazer uma oferta bem generosa por ela.

Um silêncio envolvido em certa tensão tomou conta do ambiente, após a oferta feita. Hermione ansiava por saber qual seria a resposta de seu Mestre para a proposta. Contudo, o que mais a angustiava era não poder se virar para encarar os dois Mestres que a fizeram. Ela nem mesmo podia levantar seus olhos, ainda voltados para o chão, não sem uma ordem do homem que escolhera para entregar sua submissão. Esse era mais um momento em que precisava confiar nele para resolver a situação, mesmo tendo a angustiante sensação que nada daquilo poderia acabar bem. Seu Mestre ficou em silêncio, por um tempo que para ela pareceu eterno, até que Hermione finalmente ouviu sua voz.

– Que atitude minha nesta noite, passou aos senhores a impressão de que eu estaria interessado em compartilhar o corpo de minha escrava, meus caros? – a voz dele era calma e pausada, nada indicava, aparentemente, que estivesse irritado com a proposta, mas algo muito sutil no tom dela indicava o contrário para Hermione.

– Nenhuma em específico – disse o Mestre que fizera a primeira abordagem, Hermione sentindo instintivamente que ele estava no comando da dupla – nós apenas nos interessamos pela sua escrava – ele fez uma ligeira pausa antes de concluir – e nós costumamos ter tudo o que nos interessa, não é mesmo Clarence?

– Com certeza, Jean-Luc – respondeu o outro Mestre.

– Não dessa vez – respondeu Snape, dessa vez Hermione notou claramente um tom mais perigoso em sua voz – não tenho o menor interesse em compartilhar o corpo de minha escrava, não esta noite pelo menos, e certamente não com dois Mestres que são capazes de fazer tal proposta de uma maneira tão inapropriada, como a que os senhores acabaram de fazer.

O silêncio voltou a dominar o ambiente, mesmo sem poder ver, Hermione sabia que os três Mestres trocavam olhares, estudando-se. Uma parte dela, aquela que fica sublimada sempre que entrega sua submissão ao seu Mestre, ameaça irromper com toda a força. Hermione sente seu corpo tenso, sua respiração acelerada, mas não de uma maneira prazerosa. O que ela sentia era raiva. Queria por demais dar uma lição nos dois homens que se dispunham a agir de maneira tão desrespeitosa, não com ela, mas com o seu Mestre. Ela sabia que poderia haver esse tipo de proposta esta noite, mas sabia também que havia todo um protocolo a ser seguido para que fosse feita. Da maneira que estava ocorrendo, estava muito claro que esses dois Mestres não estavam dispostos a ouvir um não como resposta.

– Eu imagino que o senhor assinou um contrato que o proíbe de compartilhar o corpo de sua escrava – disse o homem, que Hermione já sabia se chamar Jean-Luc, o tom sarcástico muito audível na voz, reforçado pelos sons de puro deboche, vindos do Mestre que ela sabia agora se chamar Clarence – eu não entendo um Mestre que se submete a isso.

– É desse jeito que os senhores querem me convencer a compartilhar minha escrava? – Snape disse a eles, a voz recuperando o tom mais calmo de antes, embora Hermione ainda pudesse detectar o sutil tom de perigo nela – acham mesmo que essa provocação de pátio de colégio me convenceria a compartilhar minha escrava com os senhores? – ele agarra o cabelo de Hermione, colocando-a de joelhos na frente dele. Ela está de frente para os dois Mestres agora, os olhos não deixando a menor duvida do quanto a repugna a idéia de ser entregue àqueles homens – talvez até funcionasse, se eu me importasse minimamente com a opinião dos senhores.

– Olhe só para ela Jean-Luc – o outro Mestre disse, olhando luxuriosamente para Hermione, praticamente ignorando Snape – ela parece muito rebelde, seria um prazer incrível quebrar essa rebeldia ne... – a frase não foi concluída, pois o Mestre chamado Clarence foi arremessado contra a parede por um feitiço de Snape. O outro Mestre saca sua varinha de imediato.

– Você parece ser o mentor desse idiota – Snape se dirige ao Mestre chamado Jean-Luc, as varinhas de ambos apontadas um para o outro – deveria tê-lo ensinado que é uma atitude profundamente desrespeitosa se dirigir a uma escrava diretamente sem a anuência do Mestre dela.

– Admito que Clarence pode ser um tolo em alguns momentos, mas eu tendo a concordar com o que ele disse sob a sua escrava – disse Jean-Luc – de qualquer forma eu ainda insisto na nossa proposta sobre ela.

– Ou o que? – disse Snape, um sorriso perigoso surgindo em seus lábios – porque a minha resposta para a proposta de vocês é um claro e rotundo não. O que o senhor pretende fazer em relação a isso? Eu estou realmente muito curioso para saber.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Agora é só mais um capítulo antes do epílogo, que eu ainda estou terminando, deve ficar pronto até o fim da próxima semana.