Três Mestres para uma escrava

26 O Mestre de Hermione – Parte I


Notas iniciais
Finalmente o capítulo onde será revelado quem a Hermione escolheu para ser o seu Mestre. Este será o primeiro dos quatro capítulos que mostrarão como será o relacionamento dos dois daqui por diante. Espero que apreciem.

Era difícil descrever toda a gama de sentimentos que dominava Hermione Jane Granger naquele momento. Havia medo, ansiedade, excitação, curiosidade e felicidade. Tudo isso e um pouco mais faziam dela um poço de expectativas. A sala onde se encontrava era de tamanho médio, pouco maior do que a sala dos seus aposentos em Hogwarts. A decoração era simples, nada que lembrasse um calabouço, ainda assim, não deixando duvida sobre que local era aquele. Ela estava ajoelhada, de frente para a porta dos aposentos onde se encontrava, na Comunidade onde teve sua iniciação no estilo de vida BDSM, numa determinada noite, muitos meses atrás. Em poucos instantes seu Mestre entraria pela porta e a conduziria ao palco principal, onde um grande número de pessoas a esperava. Hermione seria exibida em público, pela primeira vez, na sua condição de escrava, pelo Mestre que havia escolhido para entregar sua submissão. O único temor verdadeiro que ela sentia era não se mostrar suficientemente digna dele, de não ser capaz de deixá-lo orgulhoso dela, diante de todos os que estiverem presentes naquele salão.

A porta abriu diante dela e seu Mestre entrou. Hermione sorriu diante da visão dele, tão imponente, completamente senhor de si, olhando-a de cima para baixo, como era apropriado a um Mestre, em relação a sua escrava. Ele nada disse enquanto fechava a porta do quarto, nem quando se aproximou da jovem mulher ajoelhada à sua frente. Sobre a pele, Hermione vestia apenas o colar de submissão, o mesmo que ela havia entregado ao homem que se tornara o seu Mestre. Eles já haviam conversado sobre aquele momento. Ter o seu corpo compartilhado com outro Mestre ainda estava fora de cogitação, talvez fosse um limite que nunca seria ultrapassado. Ser exibida em público como a escrava dele, por sua vez, foi algo a que os dois conseguiram chegar num consenso; um limite que ela finalmente se dispôs a superar. O silêncio entre eles continuava, mas isso não era falta de comunicação, pois ambos cada vez mais se entendiam sem precisar de muitas palavras.

As mãos dele tocam o seu rosto e cabelo. A suavidade com que ele fazia isso nunca deixaria de surpreendê-la, sempre a deixando desarmada, encantada, totalmente entregue ao seu domínio. Dois dedos da mão direita levantam seu queixo, a outra mão ainda alisando o seu cabelo. A cabeça dela inclinando para o alto, fazendo com que seus olhares se cruzassem. Ela continuava sorrindo para ele, ambos ainda em silêncio, até que ele sorri também. Era um sorriso discreto, algo melancólico, um ligeiro ar de tristeza refletido nos olhos. Era um sorriso típico de alguém não muito afeito a demonstrar sentimentos, talvez porque sua história de vida não lhe tivesse permitido muitas oportunidades para isso. O fato é que ele se acostumou a sublimar seus sentimentos; muitas vezes foi o que salvou sua vida.

Hermione sentia-se emocionada com aquele sorriso, pois sabia que era só para ela. Era um sorriso que aparecia apenas nos momentos em que estavam a sós, algo que pertencia somente a ela, do mesmo jeito que ela pertencia somente a ele. Todo o medo, receio ou temor desapareceu de dentro dela. Aquele sorriso era tudo o que ela precisava. A emoção que sentiu ao vê-lo foi suficiente para que ela se percebesse, de uma maneira avassaladora, definitiva, o quanto queria exibir sua submissão àquele homem, para o máximo de pessoas possíveis. Ele retirou uma corrente de seu bolso e a prendeu na argola em seu colar. Era o sinal que ela precisa para se colocar de quatro diante do seu Mestre. Hermione Jane Granger era a cadela dele. Ela estava cheia de orgulho por poder exibir essa condição, pronta para assumi-la diante das pessoas que os esperavam.

Ela abaixou completamente a cabeça, seus olhos totalmente voltados para o chão. A porta foi aberta e o puxão da corrente a fez se movimentar, andando um pouco atrás dele, seguindo pelos corredores em direção ao local onde seria apresentada, para todos os presentes na Comunidade BDSM. A ida do quarto onde estava, até o local onde se encontrava uma porta fechada, demorou pouco mais de um minuto. Seu Mestre não tinha a menor pressa, conduzindo-a com a maior tranqüilidade. A cabeça dela continuava abaixada, não podendo ver o que ele estava fazendo, mas pôde ouvi-lo dar uma batida na porta, Hermione sabia que era um sinal para que esta abrisse, que do outro lado estaria o salão principal da Comunidade. Não havia a menor dúvida que um grande número de pessoas, muitas delas sendo conhecidos seus, estariam lá, a espera deles. Era mais um passo que ela dava em sua nova vida, esta tendo começado numa determinada noite, ainda em Hogwarts. A mente dela viajou até aquele momento, enquanto esperava a porta abrir.

FLASHBACK – HOGWARTS – 42 DIAS ATRÁS

Hermione caminhava pelos corredores de Hogwarts com o coração aos saltos. Ela temia ser encontrada por alguém; talvez algum colega professor, ou então Filch; quem sabe algum aluno violando o horário, do mesmo jeito que ela, Harry e Ron tanto fizeram em seus tempos de estudante. Ela não encontrou ninguém. Após uma caminhada que lhe pareceu mais longa que o normal, acabou chegando até a porta dos aposentos do homem que havia escolhido para ser o seu Mestre. Estava trêmula ao bater na porta, a espera até que esta abrisse parecendo uma eternidade. Estava erguendo o braço para bater de novo quando a porta finalmente abriu. Ele nada disse, apenas abrindo passagem para a entrada dela. Hermione não teve tempo de falar nada, assim que entrou na sala lhe foi indicado o papel em cima da mesa. Era a cópia dele do contrato de submissão. Não era preciso qualquer palavra. Ela assinou o contrato após uma breve leitura, eram os mesmos termos do documento que ela tinha assinado em seus aposentos. Ele rapidamente pegou a sua cópia e guardou em seu baú, utilizando um feitiço, provavelmente o mesmo utilizado por Hermione, para mantê-lo seguro.

O homem que ela havia escolhido para ser o seu Mestre se colocou diante dela. A expressão em seu rosto era inescrutável, a frieza em seus olhos a deixava assustada e excitada ao mesmo tempo. Ela sabia o que era para ser feito. Um último segundo de hesitação antes de seguir o caminho que ela escolhera. Hermione Jane Granger ajoelhou-se diante dele. O contrato já fora assinado. Tudo o que ela precisava agora era oferecer sua submissão a ele. O colar em suas mãos trêmulas nunca lhe parecera tão lindo. Ela temia não dizer as palavras de maneira correta, temia que ele a recusasse por um motivo qualquer. Sentia-se uma garotinha tola diante daquele homem, implorando para ele aceitá-la como sua escrava, para que aceitasse ser o seu Mestre. Seus olhares se cruzavam agora, ela ergue o colar com suas mãos, humildemente oferecendo-o a ele, antes de começar a falar.

– Meu nome é Hermione Jane Granger – ela começou, utilizando um tom de voz, o mais humilde possível – eu venho humildemente oferecer-lhe a minha submissão, Severus Tobias Snape. Por favor, Senhor, aceite esse colar, coloque-o no meu pescoço, aceite ser o meu Mestre. Por favor, Senhor, faça de mim a sua escrava.

Ela permaneceu com o colar erguido na direção dele. A espera parecendo eterna para Hermione. Nos poucos segundos que se seguiram ao seu oferecimento, inúmeras conjecturas passaram por sua cabeça. E se ele recusasse? Talvez estivesse arrependido, talvez, a exemplo de Luna, ele achasse que ela não era apropriada para tê-lo como seu Mestre. Todas essas conjecturas a deixavam assustada, temerosa. Os olhos frios dele sobre ela, a expressão em seu rosto, em nada indicando que ele fora tocado por sua declaração, pelo seu oferecimento. Ela começava a sucumbir ao desespero quando as mãos dele agarraram o colar, sem pressa, retirando-o calmamente das mãos dela. Os lábios dele se movem, formando um sorriso, e Hermione vê uma mudança em seu rosto, uma suavidade em suas feições que ela não vira antes, refletindo no olhar, que já não era mais frio, ao contrário, parecia emocionado. Ele fechou o colar suavemente, em volta do pescoço dela. Hermione o sentiu fixando-se em sua pele, fazendo seu corpo tremer de emoção.

– Levante-se e vá até o espelho para ver como ficou – ele ordenou, os efeitos daquele ritual já se fazendo perceber aos ouvidos de Hermione, pois o som de sua voz ganhou uma conotação ainda mais imperiosa do já tinha antes.

Ela obedeceu a ordem dele. Levantou-se rapidamente e se olhou no espelho. O colar estava lá, a frase escrita na parte da frente magicamente completada, agora que ele aceitara a submissão dela: “Propriedade de Severus Tobias Snape”. Era o que estava escrito no colar. Ela sorriu ao ler, repetindo mentalmente várias vezes a frase, como um mantra, quase como se fosse uma oração. Ela não o fez para se convencer de que era verdade, não precisava disso, mas porque era delicioso ouvir essa frase em seu pensamento, assim como seria delicioso ouvi-la em seus lábios. Hermione se virou para ele, esperando a sua ordem, esperando ele decidir o que fará com sua escrava daqui por diante. Sem dizer qualquer palavra, ele faz um gesto discreto em direção às suas roupas. Ela não precisa ouvir nada, pois sabia muito bem o que fazer.

Em pouco tempo as vestimentas estavam no chão. Ela está nua diante dele agora. Diante do seu Mestre. Ele continua sem nada dizer, apenas olhando o corpo nu dela, ali em pé. Os minutos se passam e o silêncio permanece. A inércia que se estabeleceu deixa Hermione angustiada. Snape rompe essa inércia de repente, se dirigindo até a porta. Ele pega sua varinha e faz um feitiço silencioso. Hermione não duvida que ele está garantindo a total privacidade dos dois. Apesar de sua ansiedade, ela nada diz também, apenas esperando uma ordem dele. Snape volta sua atenção novamente para ela. O rosto recuperou a habitual rigidez, o olhar frio como de hábito, até mesmo com aquele quê de crueldade que ela já viu em alguns momentos.

– Incline-se sobre a mesa – a voz tinha um tom sem qualquer emoção. Ela o obedeceu sem demora, enquanto o viu abrir uma gaveta, tirando dali um cinto de couro, fazendo questão de esticá-lo bem diante dela. Hermione tremeu com a consciência do que ia ocorrer.

O primeiro golpe do cinto foi na sua nádega esquerda. Ela gritou ao sentir a carne ardendo. O segundo golpe foi na nádega direita, mais forte que o primeiro, o grito dela sendo mais alto. O terceiro golpe veio contra suas costas, fazendo rolar as primeiras lágrimas. O quarto e o quinto golpe completaram as três marcas paralelas em suas costas, a vermelhidão nelas contrastando com a brancura da pele. O sexto, o sétimo e o oitavo golpe voltaram a atingir suas nádegas, os dois primeiros revezando de uma para outra, o último dado de um ângulo que atingiu a ambas. Hermione chorava intensamente, as lágrimas inundando o seu rosto. A dor era imensa, mas a excitação também, sua boceta tremendamente úmida como prova. De sua boca saíram muitos gritos, com ela orgulhosa em constatar que não pensou, nem mesmo por um segundo, em dizer a palavra de segurança. O nono e o décimo golpe atingiram cada uma de suas pernas, deixando duas marcas bem vermelhas na parte de trás de suas coxas. Era o início de uma noite que ela sabia, continuaria lembrando pelos dias que se seguiriam.

COMUNIDADE BDSM – TEMPO ATUAL

A porta abriu, permitindo que a cacofonia de sons, presentes no ambiente atrás dela, chegasse até os ouvidos de Hermione. Os olhos dela ainda estavam voltados para o chão, ela na sua posição de quatro, vendo seu Mestre caminhando à sua frente, sabendo que teria de ir com ele. Ela o seguiu, ouvindo o murmúrio que a passagem de ambos causava. Não viu nenhum rosto enquanto caminhava de quatro pelo corredor que levava até o palco. Tudo o que via de sua posição eram as pernas das pessoas, sentadas em mesas circulares. Isso os distinguia dos escravos, sentados no chão, em volta das mesas. Seus ouvidos, no entanto, ouviam claramente os elogios ao seu corpo, ao seu comportamento submisso, bem como os cumprimentos ao seu Mestre, pela escrava que possuía.

Eles chegaram até um palco, ligeiramente acima de onde estavam as mesas. Isso permitiu que ela pudesse visualizar todo o salão, bem como os que estavam presentes. O local estava lotado e Hermione sentia uma grande expectativa no ar. Algumas das pessoas presentes, tantos os Mestres como os escravos, ela reconheceu. Seus dois outros adestradores estavam lá. Tonks e seus escravos ocupavam uma mesa, ao lado da mesa onde estavam Sirius e Remus. Allison também estava lá, aquela também era sua primeira noite na Comunidade, o colar em seu pescoço, única parte coberta de seu belíssimo corpo, deixando claro que ela já tinha oferecido sua submissão a Tonks. Blaise estava na mesma mesa ocupada por Sirius e Remus, com Luna ajoelhada ao lado dele, junto ao chão, com mais duas escravas, cada uma ao lado de seus antigos adestradores.

Os outros, tanto Mestres como escravos, ela não conhecia, embora dois deles, sentados juntos numa mesa, tenham chamado sua atenção, não de uma maneia agradável. Eles tinham um olhar que a incomodou, mas ela decidiu que o melhor era ignorá-los. Sua atenção voltou-se para aqueles que ela conhecia. Hermione notou uma discreta conversação entre Sirius e Tonks, os olhares de ambos se voltando brevemente para Allison. Esta permanecia em sua posição submissa, a cabeça ligeiramente voltada para baixo, um ar levemente corado em seu rosto, mas a excitação no resto do corpo bem visível também.

A corrente que a conduzia é tirada de seu colar; é o sinal para que ela se coloque de joelhos, as pernas bem espaçadas, como tão bem lhe foi ensinado em todas aquelas sessões. Sua boceta úmida e inchada estava exposta a todas aquelas pessoas, mais precisamente aos Mestres que estavam presentes. Ela podia vê-los apreciando-a, bem como todo o seu corpo nu. Hermione sentiu seu rosto corar, um embaraço que não ocorria mais quando estava a sós com seu Mestre, mas que ali, exposta a toda aquela gente, voltou a tomar conta dela. O toque delicado em seu queixo a faz trocar olhares com seu Mestre. O olhar sobre ela é frio e dominante. Hermione estremece, e sorri. Ela ama estar sob esse olhar.

– Fique de pé e diga o seu nome. Diga bem alto, para que todos os que estão aqui presentes possam ouvir – ele ordena – diga também quem eu sou para você – Hermione se alegra com essa ordem, pelo prazer e orgulho de mais uma vez ter oportunidade para chamá-lo de “Mestre”, agora em público, pela primeira vez. Impossível para ela não lembrar do primeiro momento em que o fez, na primeira noite deles como Mestre e escrava.

FLASHBACK – HOGWARTS – 42 DIAS ATRÁS

A iluminação noturna dos aposentos dava ao corpo nu diante dele uma aparência magnífica. Ele apreciava a visão da boceta úmida e inchada, toda exposta pela posição do corpo dela, dobrado sobre a mesa. O contraste da brancura da pele, tomada por marcas avermelhadas, tudo isso o deixou extasiado. Saber que aquele corpo lhe pertencia, que a mulher ainda dobrada sobre sua mesa de trabalho era sua escrava, trazia a ele uma felicidade que nunca imaginou ser merecedor. O choro dela era como música em seus ouvidos. Ele sabia, a visão da boceta dela não deixando duvidas, que ela estava feliz e excitada com a surra que levou. Aproximou-se lentamente dela, os dedos da mão direita em suas costas. O toque tão leve, mas que provocava um visível tremor naquele corpo adorável. Ele deslizou os dedos lentamente até chegar na fenda entre as nádegas. O tremor se tornando mais forte, junto com os suspiros que tomaram o lugar do choro, quando ele roçou de leve o buraco do ânus, o dedo indicador entrando bem devagar, até a metade. Hermione sentiu o dedo em seu ânus, entrando, saindo, rodando, girando, entrando até o fim. Os outros dedos deslizando até a boceta. O choro dando lugar aos gemidos de prazer.

Os minutos se passaram enquanto ele tocava sua boceta e ânus. Seus dedos entrando e saindo de ambos. Os gemidos dela cada vez mais fortes. Ele se agacha até ficar de frente para abertura dela. O cheiro da excitação de Hermione inundava suas narinas, deixando sua boca cheia d’água. O toque da sua língua na boceta dela a faz tremer mais ainda, gemer cada vez mais alto. Ele sente o gosto da excitação de sua escrava na boca. Nada que tenha provado antes lhe pareceu tão delicioso naquele momento, sentia-se um deus, desfrutando sua ambrosia. Após pouco mais de um minuto, ele se levanta, um sorriso tomando conta de seu rosto ao ouvir o choro frustrado dela. Sua mão esquerda agarra o cabelo de Hermione, puxando-a com certa força, fazendo-a cair ajoelhada diante dele. A mão direita puxando a argola em seu colar com um pouco de força, provocando nela uma leve sensação de estar sufocando.

– Diga qual o significado desse colar em seu pescoço – ela sorriu ao ouvir sua ordem.

– Ele é o símbolo da minha submissão, Senhor, significa que eu sou sua escrava e que o senhor é o meu... – ela afirma orgulhosa, abrindo um largo sorriso antes de completar – o senhor é o meu Mestre.

COMUNIDADE BDSM – TEMPO ATUAL

– Meu nome é Hermione Jane Granger – ela diz em alto e bom som, sua voz soando bem audível através da excelente acústica do lugar, enquanto encarava a multidão à sua frente, o orgulho estampado em seu rosto – eu declaro diante de todos os presentes que Severus Tobias Snape é o meu Mestre, e que eu tenho muito orgulho de ser a sua escrava.

A mão esquerda dele pousa suavemente em seu ombro, uma leva pressão faz com que se ajoelhe novamente. Os dedos da mão direita deslizam pelo seu rosto. Ela fecha os olhos, enlevada pela suavidade deste toque. A mesma mão que podia ser tão brutal com ela, que já lhe causou dor e prazer na mesma intensidade, agora era apenas seda em seu rosto. O silêncio no salão indicava a ela o quanto todos os presentes pareciam impressionados com a visão do casal em cima do palco; a entrega absoluta de Hermione, o visível orgulho, no rosto de Snape. Os dedos dele deixam o rosto dela, fazendo-a abrir os olhos. Ele recua um passo, ela sabe o que fazer. Hermione inclina seu corpo para baixo, o rosto tocando suas botas de couro de dragão, beijando-as uma de cada vez, deixando claro para todos os presentes a quem ela pertencia. Aquela também não era a primeira vez que estava prostrada aos pés de seu Mestre.

FLASHBACK – HOGWARTS – 42 DIAS ATRÁS

Hermione tinha perdido a noção do tempo em que ficara prostrada aos pés dele, beijando devotadamente as suas botas. Foram vários minutos com certeza, mas ela não se importava. Ficaria a noite toda assim, se esse fosse o desejo dele, o desejo de seu Mestre. Mestre. Ela repetiu essa palavra sem parar. Uma vez a cada beijo, amava o som dela em sua boca. Amava mais ainda poder dizê-la olhando direto para ele, o que ela fazia entre um beijo e outro em suas botas. A mão esquerda dele a pega pelo queixo, colocando-a de joelhos. A outra mão desabotoando sua calça, colocando o membro dele, já incrivelmente rígido, para fora. Hermione sabia o que fazer, sua boca engolfando a cabeça do pênis, lambendo e chupando com calma, sentindo o gosto salgado. A língua passando por todo o comprimento, da raiz até a cabeça. Ela respirou fundo antes de engolir o membro dele, até este desaparecer na sua boca.

Severus Snape sempre foi um homem orgulhoso de sua capacidade em saber controlar suas emoções, de jamais se deixar dominar por elas. Em todos esses anos como Mestre ele treinou muitas submissas, além de ter tido várias escravas à sua disposição. O que ele nunca quis até então foi ter uma escrava que fosse só sua, pois evitava qualquer tipo de ligação mais profunda. Hermione Jane Granger quebrou essa sua regra. Hoje ele tem consciência de que a quis como sua escrava desde o dia em que Tonks os procurou, a ele, Remus e Sirius, para falar sobre o desejo dela em ser uma submissa em treinamento. Seu corpo tremia enquanto a boca dela engolia todo o seu pênis. Ela ensaia tirá-lo lentamente, mas não o faz. Ainda tinha a cabeça dentro de sua boca quando voltou a engoli-lo totalmente. Mas ao mesmo tempo em que engole e chupa, ela também começa a morder.

Snape agarra a mesa com uma das mãos, pois sente suas pernas trêmulas. Uma nova mordida de Hermione em seu pênis, seguido de sua língua trabalhando nele o faz tremer ainda mais. Não chega a ser uma mordida tão forte, mas ainda é capaz de lhe gerar alguma dor, além daquele temor freudiano que todo homem tem dentro de si; o de ser castrado por uma mulher agressiva. Ele fecha os olhos e geme, sentindo que estava perdendo o controle sobre si mesmo. Severus Snape reúne suas forças e agarra o cabelo de sua escrava, puxando-o com força, obrigando-a a deixar seu pênis livre. Os olhares de ambos se cruzam e Snape vê uma leve rebeldia refletida no olhar dela. Um sorriso perigoso surge em seus lábios, é o sorriso de um Mestre, pronto para corrigir sua escrava.

Hermione é colocada de quatro. Ela grita quando sente Snape enfiando seu pênis na boceta dela sem qualquer cuidado. Não há qualquer delicadeza no ato dele. A sala sendo tomada pelos sons dos gemidos de ambos, e pelos gritos de dor e prazer dela, enquanto ele estocava fundo, rápido, duro e brutal, o máximo que podia. Um intenso orgasmo atinge os dois, seus corpos desabando no chão frio, ele por cima dela, esmagando-a. Tudo o que ele queria era ficar ali para sempre, por cima dela, dentro dela, mas ele sabe que não pode. Tornando-se senhor de suas vontades, Snape faz um enorme esforço, e consegue sair de dentro dela, seu corpo desabando no chão ao lado. Ele contempla o teto de seus aposentos, ainda impressionado com o fato de Hermione Granger ser tão capaz de tirá-lo do seu controle.

COMUNIDADE BDSM – TEMPO ATUAL

A lembrança daquela noite, de como ela esteve perto de tirá-lo do controle de suas emoções, perturbava um pouco a mente de Snape, enquanto contemplava sua escrava beijando-lhe as botas. Ele podia sentir a inveja dos outros Mestres que assistiam ao espetáculo que sua escrava lhes proporcionava, sorrindo intimamente. Snape agarrou o cabelo dela, pondo-a de joelhos. Ele sabia qual seria sua primeira atitude e fez um sinal para uma escrava que estava a serviço da Comunidade naquela noite. Ela trouxe uma palmatória, entregando-a para Snape. Hermione se colocou de quatro, o rosto virado para o salão, vendo todos os presentes olhando de volta para ela, incluindo os dois Mestres que ela não conhecia, e que continuavam a lhe causar uma impressão ruim. Ela os esquece rapidamente quando o primeiro golpe com a palmatória atingiu sua nádega direita, o segundo vindo em seguida, na sua nádega esquerda. Foram dois golpes bem fortes. Ela sentiu bastante dor, mas se manteve firme.

– Agradeça os golpes que eu lhe dei – ele ordenou.

– Obrigada pelos golpes que o senhor me deu, Mestre – ela fez como ele mandou.

– Diga bem alto qual é o seu nome – ele deu o terceiro golpe enquanto ditava a nova ordem. Dessa vez ela não conteve o grito.

– Aaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Meu nome é Hermione Jane Granger – ela praticamente gritou, a voz misturada com o choro de dor.

– Diga quem é o seu Mestre – o quarto golpe da palmatória foi ainda mais forte do que os outros.

– Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! O senhor é o meu Mestre, o senhor é o meu Mestre – ela praticamente grita, mas acaba sorrindo em meio a dor, adorando o som das palavras que saiam de sua boca.

– Diga o nome do seu Mestre, diga bem alto para que ninguém aqui tenha duvida sobre isso – o quinto e o sexto golpe da palmatória foram dados em sucessão, com ele empregando o máximo de força no instrumento.

– Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Oh Merlin! O nome do meu Mestre é Severus Tobias Snape – ela grita o mais alto que pode, as lágrimas caindo por seu rosto, a sensação da dor estampada dele, ainda que contrastando com o sorriso em seus lábios, mesmo após levar o sétimo golpe com a palmatória – Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

– Está tudo bem, escrava, está tudo bem – ele acaricia o rosto banhado em lágrimas dela, aquele toque suave que sempre a deixava encantada – estou muito orgulhoso de você.

– Obrigada Mestre, muito obrigada – ela se põe de joelhos, beijando devotadamente, a mesma mão que tinha acabado de bater nela com a palmatória. Toda essa humildade e gratidão que ela demonstrava, apenas despertava em Snape fortes sentimentos, tal como ele lembrava na primeira noite deles.

FLASHBACK – HOGWARTS – 42 DIAS ATRÁS

Ele se levantou depois de algum tempo e foi em direção ao banheiro. Lá dentro encheu uma bacia com água, misturando-a com uma poção. Havia também uma toalha, que Snape deixou úmida, usando-a para fazer sua higiene pós-sexo. Assim que se limpou, ele voltou à sala, onde Hermione continuava na mesma posição. Os olhos estavam fechados, havia um sorriso no rosto, junto com uma expressão sonhadora, como se ela estivesse em outro lugar. Sua respiração era calma e relaxada, junto com o corpo. Nada que já vira antes em sua vida lhe pareceu mais lindo do que essa visão dela. Snape fez a higiene pós-sexo de sua escrava, esta não fazendo qualquer movimento enquanto isso, até vê-lo se levantar, abrindo os olhos para vê-lo apreciando a visão do seu corpo.

– Ponha-se de joelhos, senhorita Granger – ele ordenou. Ela o obedeceu de imediato, enquanto ele voltou a desabotoar a calça, expondo novamente o seu membro – dessa vez eu não quero você mordendo-o, ouviu bem? Seja uma boa menina.

– Sim Mestre – ela disse, começando a tocar o membro com sua língua; engolindo primeiro a cabeça e depois o restante do pênis. Ela o chupou com toda a delicadeza, até ele gozar, recebendo, parte no rosto e parte em sua boca, o resultado do prazer dele.

– Oh! Minha garotinha tola, minha garotinha tola – ele disse, enquanto lhe acariciava o rosto e o cabelo. Não havia em sua voz, nada além de um tom cheio de ternura, fazendo-a sorrir emocionada – você é a minha garotinha tola, não é senhorita Granger?

– Sim Mestre, eu sou – ela disse, um grande sorriso em seus lábios – eu sou a mulher mais feliz do mundo, porque eu sou a sua garotinha tola – ela abraça as pernas de seu Mestre, feliz e orgulhosa por sua escolha, sentindo-se segura e amada, esperando que assim fosse, daquela noite para todo o sempre.

Notas finais
E aí, o que acharam da escolha dela? Continuaremos a mostrar como será esse relacionamento no próximo capítulo. Domingo que vem tem mais. Até lá.