Três Mestres para uma escrava
16 Hogsmead
Notas iniciais
O natal estava a apenas algumas semanas de chegar e aquele era o último final de semana livre que os alunos de Hogwarts tinham em Hogsmead, antes daquele feriado tão aguardado, marcando um pequeno recesso nas aulas. Os professores e funcionários também estavam aproveitando essa folga na principal taverna do povoado bruxo. Hermione estava numa mesa com Pomona Sprout, Filius Flitwick, Hagrid, Sirius e Remus. Só havia adultos ali, então o Firewhisky dividia o espaço com a cerveja amanteigada; ambas as bebidas correndo solta. Ela só bebeu dois copos de Firewhisky e já se sentia um pouco alta, pois nunca fora muito forte para essa bebida. À volta deles, tinham vários grupos de alunos, do terceiro ano para cima, conversando e se divertindo, alguns deles bebendo o que parecia ser cerveja amanteigada, junto com uma suspeita mistura.
– Quais são os seus planos para o natal, Hermione? – perguntou Pomona.
– Nada de mais, apenas matar as saudades dos meus pais. Eu não os vejo desde antes de embarcar para Hogwarts – Hermione tomou outro gole de cerveja amanteigada logo após responder.
– Minha querida, longe de mim dizer que não veja seus pais, mas você deveria ter outras preocupações nesse pequeno período de férias – disse Pomona – um namorado não seria nada demais.
– E quem disse que ela não tem algum Trouxa saudoso esperando por ela, Pomona – interveio Sirius – espere um pouco, esse é o seu caso.
– Não tem graça, Sirius – Pomona tentava parecer irritada, mas o sorriso acabou por traí-la.
– Está tudo bem, Pomona – Hermione inclinou-se um pouco mais para responder à amiga – prometo a você que minha vida não será apenas trabalho e estudos.
– Fico feliz de ouvir isso, querida – Pomona meio que fez um brinde com seu copo de cerveja amanteigada, ao responder para sua jovem amiga.
Hermione limitou-se a sorrir para sua colega. Podia compreender muito bem o interesse de Pomona por sua vida pessoal. Pessoas como ela, com um casamento longo, e aparentemente muito feliz, apesar das longas ausências dela por conta de seu trabalho em Hogwarts, tinham tendência a querer o mesmo para suas amigas mais jovens, e ainda solteiras. O problema era explicar que nem todas as mulheres tinham esse mesmo objetivo na vida. Hermione sabia, em seu íntimo, que não tinha a menor vocação para lidar com as responsabilidades e os compromissos de um casamento, menos ainda para os da maternidade. O que ela queria era continuar dando suas aulas, fazer suas pesquisas, se preparando para seus planos futuros numa universidade Trouxa. O prazer e a companhia de outra pessoa, ficando reservados para os momentos como os que ocorreram na Sala Precisa, com Remus e Snape. A nova sessão, que dessa vez seria, é claro, com Sirius, ainda não fora marcada.
Porém, nas últimas semanas, além de suas aulas e pesquisas, ela teve de dividir sua atenção para outras questões em sua vida. Uma delas era lidar com o assédio de Vitor, agora por cartas. Hermione ainda respondeu a primeira delas, deixando claro mais uma vez que o relacionamento deles estava definitivamente acabado, que era para ele esquecê-la de vez. Outras cartas, porém, vieram depois dessa, mas agora Hermione nem se dava ao trabalho de abri-las, muito menos de responder. Outra questão que dominava seus pensamentos era a contínua perseguição de Rita Skeeter. Depois da nota de Snape, desmentindo a reportagem dela sobre o suposto comportamento inapropriado de Hermione com um aluno, ela voltou a atacar com novas mentiras. Hermione tinha consciência de que a jornalista do Profeta Diário continuava utilizando o seu espião em Hogwarts, e decidiu que era necessário acabar de vez com as ações dela.
Mas não era só Rita Skeeter e Vitor Krum que ocupavam os pensamentos de Hermione. Nas últimas semanas, ela vinha observando, com especial atenção, a maneira como os três homens, que se dispuseram a adestrá-la, vinham lidando com ela. Fora da Sala Precisa, eles só tratavam dos assuntos relativos ao seu adestramento através de mensagens que eram entregues por corujas, elas chegando sempre à noite, em seus aposentos. Era uma série de instruções a serem seguidas quando ela estivesse sozinha. Hermione devia seguir essas instruções de maneira rigorosa, e depois mandar uma mensagem com um relatório sobre tudo o que sentira enquanto fazia o que lhe fora mandado. Até onde sabia, eram os três Mestres que elaboravam essas instruções, juntos. Hermione tinha consciência de que, após a sessão com Sirius, precisaria dar uma resposta definitiva sobre quem conduziria o seu adestramento a partir dali. Era uma escolha difícil, mas teria de ser tomada por ela.
Tirando as sessões, e as mensagens por coruja, nenhum dos três tocava em qualquer assunto relativo ao BDSM no dia-a-dia na escola. O tratamento dado a ela era totalmente profissional, além das demonstrações habituais de amizade, mais de Sirius e Remus, que eram bem efusivos nesse ponto, principalmente o primeiro. Snape mantinha-se com sua seca polidez, da mesma forma que fazia com todos, ainda que ela notasse uma leve mudança nas suas atitudes, depois da última sessão. Essas sutilezas, entretanto, em nada influenciava o seu papel como diretor da escola. Tal situação era evidente, principalmente nas cobranças que fazia sobre o trabalho dos funcionários, Hermione incluída junto com todos.
– Quem era aquela senhora distinta que veio conversar contigo naquele dia, Sirius? – perguntou Hagrid; todos, incluindo Hermione, ficaram atentos para a resposta.
– Alguém que parece ter vindo do mundo dos mortos para me atormentar – respondeu Sirius; a face até então divertida, ganhando um ar carrancudo.
– Como assim? – agora era Flitwick quem ficara curioso em saber
– Uma tia minha que eu achava que tinha morrido, irmã do meu pai – respondeu – o nome dela é Cassiopéia. Tinha se casado com um cara e ido morar na Bulgária, mas agora voltou depois que ficou viúva. Provavelmente ela deve ter sugado lentamente a vida do infeliz, como a vampira que eu sempre achei que fosse.
– Sirius e suas maravilhosas descrições a respeito das características da parentada Black – disse Remus.
– Você imagina que ela nem mesmo adotou o sobrenome do infeliz, continuou se apresentando como Cassiopéia Black.
– O que ela queria, afinal – agora até Hermione estava curiosa.
– Apenas tomar o lugar da minha nenhum pouco saudosa mãe, e me atormentar sobre a necessidade de dar continuidade ao “nobre” sobrenome dos Black – o som da gargalhada de Remus chamou a atenção de todos após Sirius falar.
– Ela está querendo amarrar você com alguém? Ela não sabe com que tipo de sobrinho está lidando? – argumentou Remus.
– O pior é que ela insiste que eu me case com uma bruxa de sangue puro qualquer. Vocês acreditam que ela decidiu dar uma festa para me apresentar ao que ela chama de “fina flor” da sociedade bruxa?
– Nós vamos a essa festa, não é? Você tem que nos arranjar convites para essa festa – Hagrid foi bem efusivo nesse ponto.
– Não vai haver festa nenhuma, Hagrid – respondeu Sirius.
– É claro que vai haver festa, Sirius – disse Remus – se essa sua tia tiver um pouco que seja da sua mãe, pode contar que teremos festa sim, e ai de você se não comparecer. Mais um motivo, aliás, para ter seus amigos por perto.
– Veja só quem apareceu – a voz de Sirius soando bem forte, meio que querendo tirar a atenção sobre si, ao ver Tonks aproximar-se da mesa onde eles estavam.
– Eu precisava aproveitar a folga do meu maridinho – ela disse, sentando-se no colo de Remus e o beijando na frente de todos.
– Arrumem um quarto para matar as saudades de vocês – disse Sirius.
– Cala a boca, Black – disse Tonks.
– Não ligue para ele, querida, só está irritado porque em breve terá de se casar – Remus responde voltando a beijar sua esposa. Depois do novo beijo, Tonks volta sua atenção para Hermione.
– Como vai Mione?
Hermione corou ante o cumprimento de Tonks. Era a primeira vez que as duas se encontravam desde a sessão com Remus. Ela certamente tinha consciência de tudo o que aconteceu naquela noite. No entanto, não se via qualquer sinal de ciúme ou hostilidade na atitude dela, o que não impedia Hermione de se sentir muito embaraçada ao encontrar-se diante da esposa de Remus. Apesar do embaraço ser visível, ela tentou controlar o seu constrangimento. Por nada no mundo Hermione queria estragar a reunião agradável que estavam tendo até então, ainda mais por conta de questões que muitos ali não entenderiam.
– Eu estou ótima, Tonks, obrigada por perguntar – ela tentou dar um máximo de naturalidade a sua voz, mas algo nela traiu seu embaraço.
– Algum problema, querida? – Flitwick notou.
– Provavelmente ela está pensando na última notinha venenosa da Skeeter – disse Sirius.
– Pelo amor de Merlin – disse Pomona – eu tenho certeza de que Tonks não acreditou em qualquer palavra do que aquela Harpia escreveu, não é Tonks?
– É claro que não, Pomona – ela põe sua mão sobre a de Hermione – deixe disso querida, não vamos deixar a cretina da Skeeter estragar esse momento.
– Obrigada Tonks – disse Hermione.
– Agora que tal alguém me pôr a par sobre o futuro casamento do Sirius – disse Tonks, provocando uma gargalhada geral na mesa.
O retorno do clima de gozação sobre a atual situação de Sirius permitiu que Hermione pudesse pensar sobre alguns de seus problemas. A nova nota venenosa de Rita Skeeter, por exemplo, era sobre um possível envolvimento de Hermione com um professor de Hogwarts. Nenhum nome fora citado na reportagem, mas ficou claro, por conta de alguns detalhes deixados nas entrelinhas, que ela estava falando de Remus, principalmente pela insinuação de que este professor podia ser casado. Rita Skeeter utilizou justamente a informação de que Remus fora encontrado fora de seus aposentos, bem tarde da noite, por Filch, este certamente atrás de alguns alunos. Fora justamente a noite da sessão deles na Sala Precisa.
Todos o que leram a reportagem não tinham dúvidas de que Rita Skeeter tinha um espião na escola, mas isso era o de menos para Hermione. Ela sabia que aquela mulher horrível não descansaria enquanto não cavasse um grande escândalo que a envolvesse. O problema é que ela tinha uma grande possibilidade de conseguir isso se as suas ações não fossem detidas. Hermione já tinha uma idéia de como fazer isso, mas faltava uma oportunidade se apresentar para que o plano que tinha em mente se concretizasse de uma vez. A única coisa positiva da nota de Skeeter foi desviar a atenção de Pomona, e dos outros, sobre a verdadeira razão do constrangimento de Hermione com Tonks. Essa era uma questão que ambas teriam de resolver logo.
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Para qualquer um que estivesse por perto, seria apenas a visão de uma bela adolescente, caminhando solitária pelos arredores de Hogsmead. Os longos cabelos loiros por baixo de um gorro de lã, levemente presos por um laço em forma de borboleta, e um cachecol. Uma grande sensação de medo tomava conta dela, mas o tremor em seu corpo também era o sinal de que o frio do inverno já vinha se mostrando bem pronunciado. Os primeiros sinais de neve já podendo ser vistos por todo o local. Apertou o seu casaco mais ainda junto ao corpo. O símbolo na parte de trás a denunciava como estudante de Hogwarts, mas não determinava a casa a qual pertencia, pois o seu uniforme da Sonserina estava bem escondido por baixo.
O local era relativamente isolado, exatamente por conta disso fora indicado para o encontro que havia sido marcado. A pessoa que pediu, ordenou o encontro para ser mais exato, já estava esperando por ela. Era uma mulher mais velha. Ela usava uma capa bem longa e um capuz, com um cachecol e óculos escuros completando a indumentária, que escondia todo o seu corpo, principalmente o rosto. Não era o frio que levou a escolha da vestimenta, mas o desejo de permanecer incógnita. Allison Yaxley olhou para a mulher diante dela com um misto de medo e repulsa, tudo ao mesmo tempo. Estava muito arrependida por ter se envolvido com ela, mas agora se encontrava numa situação que tornava impossível ter faltado a esse encontro.
– Pensei que você fosse desistir do nosso encontro, queridinha – Rita Skeeter olhou para a jovem diante dela com um sorriso cínico no rosto.
– Eu só vim porque não tive escolha – Allison respondeu.
– Deixe de bobagem garota, todos temos escolhas – Rita respondeu – você teve a escolha de se vingar da sua professora quando me passou todas as informações sobre as saídas noturnas dela para eu fazer a minha reportagem.
– Eu achava que ela estava com o Jeffrey – Allison retrucou – nunca imaginei que ele estivesse com a sonsa da Helena Sinclair. E eu também não tenho nada a ver com seus problemas com a professora Granger.
– Pois você passou a ter depois de me dar todas aquelas informações – Rita Skeeter agarrou o braço da garota com força – essa última informação sobre a saída noturna do lobisomem foi de grande ajuda por sinal. Você vai me ajudar a encontrar um podre muito grande contra aquela ordinária de sangue-ruim.
– Do que você está falando? – Allison tentava se desvencilhar da mulher diante dela – não tem podre nenhum. A professora Granger é uma pessoa muito correta.
– Virou fã dela agora, é? Pois querendo ou não, você vai me ajudar a destruir a reputação daquela desgraçada de sangue-ruim.
– Eu não quero mais fazer isso – disse Allison, ainda tentando se livrar de Rita Skeeter – eu só vim a esse encontro para dizer que não vou mais espionar para você.
– E quem te disse que você tem alguma opção de desistir do nosso acordo? Se você não me ajudar eu vou começar dizendo para todo mundo quem é a minha espiã em Hogwarts – um sorriso maldoso tomando conta do rosto de Rita Skeeter ao dizer isso.
– Eu... eu... ninguém vai acreditar em você – Allison não tinha muita segurança na voz ao dizer isso.
– Pode apostar que vão acreditar quando eu disser isso, garota. Você pode até ser expulsa de Hogwarts por ter me ajudado com aquelas informações – ela soltou o braço de Allison para acender um cigarro – isso sem falar que eu posso dar um tempo na Granger e começar a cavar algum podre da sua família – ela deu uma longa baforada com seu cigarro e depois riu ao dizer isso, um riso sem alegria, de pura crueldade – eu tenho certeza de que não vou ter dificuldade em conseguir isso.
– O que você quer de mim? – Allison disse entre lágrimas.
– Nada demais, apenas que você continue vigiando a Granger – Rita fazia questão de dar suas baforadas no rosto da adolescente diante de si ao falar – essas saídas noturnas dela não me enganam. Eu sinto cheiro de algo bem interessante aí – ela tira um objeto de sua bolsa e entrega a Allison.
– O que é isso?
– Você é retardada, garota? É uma câmera – disse Rita – eu quero que você me consiga uma foto da sangue-ruim com o lobisomem, mas tem de ser fora do horário normal.
– Não tem como eu conseguir isso – havia desespero na voz de Allison ao falar.
– É claro que tem, não precisa flagrar a ambos na cama, uma foto simples deles juntos já é suficiente – ela joga o cigarro fora antes de voltar a falar – o fundamental é que essa foto com eles dois seja tirada fora do horário normal da escola. Pode ir agora, mas não se esqueça de que não é uma boa idéia falhar comigo.
Allison caminhava com o coração pesado, depois do seu encontro com Rita Skeeter. Nunca devia ter se metido com aquela mulher. Sabia agora que estava no meio de um fogo cruzado, numa guerra onde ela poderia ser a vítima involuntária. Ela tinha consciência de que Hermione Granger não ia deixar barato o que estava acontecendo. Preferiu não voltar para Hogsmead. Evitar seus amigos era o melhor a fazer naquele momento, pois estes iam perceber logo o seu estado e ela não saberia explicar para eles o que estava acontecendo. O melhor era voltar a Hogwarts e fazer o que tinha sido combinado. Sabia que estava metida num jogo arriscado, mas não tinha muito a fazer, além de seguir o que lhe fora instruído, esperando pelo melhor no final das contas.
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O ambiente no Três Vassouras continuava festivo. O constrangimento inicial com Hermione e Tonks já tendo sido superado, ou ao menos deixado de lado naquele momento. A conversa seguia muito divertida, quase toda girando sobre um possível casamento de Sirius, e a festa onde sua tia o apresentaria a futuras pretendentes. Hermione e Tonks trocaram alguns olhares significativos; ambas tinham se entendido silenciosamente sobre deixarem a questão entre elas para ser resolvida depois. A jovem professora de poções sabia que a amizade delas era maior do que qualquer convenção social, e que poderiam resolver essa questão com uma boa conversa. A descontração seguia o ritmo da cerveja amanteigada, e do Firewhisky que era consumido. Foi no momento em que Hagrid divertia a todos, contando um de seus casos nas aulas de Trato de Criaturas Mágicas, que um aluno chegou timidamente até a mesa onde todos estavam, entregando um bilhete para Hermione, dizendo que era do diretor Snape.
– Porque o diretor não veio até a nossa mesa diretamente? – perguntou Pomona.
– Será que tem algo a ver com a conversa dele com o Ministro da Magia? – Hagrid falou, já com a voz meio atrapalhada pelo excesso de cerveja amanteigada e Firewhisky.
– Kingsley estava em Hogwarts? – pergunta Sirius
– Ele chegou pouco depois que vocês vieram para cá – disse Hagrid – eu estava saindo para encontrá-los quando o vi chegando.
– Não consigo imaginar o que o Ministro da Magia ia querer comigo – disse Hermione.
– Você quer que um de nós vá com você, Hermione?
– Não Pomona, imagine se vou querer atrapalhar a folga de algum de vocês – Hermione disse, já se levantando – mais tarde nos falamos.
Ela teve alguma dificuldade em se desvencilhar das pessoas, para sair do Três Vassouras, tão lotado estava o espaço. Sentir o ar puro de Hogsmead, um povoado bruxo que parecia o pedaço de uma Inglaterra do século XVIII ou XIX, perdida no mundo atual, ajudou Hermione a dissipar um pouco os efeitos das bebidas que tomou, principalmente o Firewhisky. Ela podia aparatar dali até os portões de Hogwarts, mas sempre gostou de caminhar e decidiu que andar até lá seria a melhor forma de completar sua desintoxicação. Já tinha quase saído dos limites da cidade quando sentiu um puxão forte em seu braço, seu corpo sendo encostado bruscamente na parede de uma casa de madeira. O susto que tomou, ao ver Vitor Krum diante de si, dissipou totalmente os efeitos das bebidas que havia tomado.
– Acho que finalmente teremos a chance de conversar, Hermione.
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