Três Mestres para uma escrava

21 A terceira sessão na Sala Precisa – Parte III


Notas iniciais
A conclusão da sessão entre Hermione e Sirius. No final do capítulo, um momento que muitos esperavam, embora a resposta desta questão ainda demore um pouco a vir, pois no próximo capítulo teremos o início de uma missão perigosa, cujos eventos tiveram início no capítulo 17. Aproveitem a leitura.

– Eu... eu... eu não sei se estou pronta para fazer isso, Senhor – a expressão preocupada de Hermione se refletia na aflição contida em sua voz.

– A hora de tirar qualquer dúvida sobre se está pronta ou não para o sexo anal, é agora, minha cara – Sirius se levanta, enfatizando claramente a posição de cada um naquele momento. Ele de pé, enfatizando a sua condição de dominante, contemplando do alto a submissa ajoelhada diante dele.

– É... tão... tão grande, Senhor – o olhar dela para o pênis de Sirius é de espanto, excitação e temor — vai doer muito, Senhor.

– Sim Hermione. Com certeza vai doer muito, não há como evitar isso – afirmou Sirius.

– É verdade mesmo que uma submissa desistiu do BDSM quando viu o tamanho do seu pênis?

– Sim Hermione, é verdade – ele exibia um meio sorriso ao dizer isso, mas Hermione sentiu um certo tom de frustração em sua voz – as poucos submissas e escravas que se dispuseram a levá-lo por trás não foram capazes de resistir muito. Algumas já diziam a palavra de segurança assim que a cabeça entrava, as mais resistentes nunca conseguiram ir além da metade dele.

– O Senhor quer mesmo fazer isso? – ela sentiu-se tola logo após ter feito a pergunta.

– É você quem tem de decidir se quer fazer isso, Hermione – a expressão de Sirius era bem séria ao falar – se este não for o seu desejo, você pode usar a palavra de segurança, como é o seu direito.

– Eu não quero dizer a palavra de segurança, Senhor.

Hermione tinha um tom de voz suplicante ao falar, seus olhos brilhavam, incapazes de deixar de encarar o membro do homem diante de quem estava ajoelhada. Medo e excitação eram sentimentos que se misturavam dentro de si. Ela se sentia desafiada, ao mesmo tempo em que estava tão curiosa. Sirius se mantinha parado diante dela, a expressão no seu rosto era totalmente inescrutável, mas a visão do pênis não deixando duvida em Hermione, do quanto ele estava excitado com a possibilidade. Ela imaginava se os três Mestres não tinham combinado tudo para que ela chegasse a esse momento, após todas as sessões anteriores, onde praticamente todos os outros limites dela já haviam sido ultrapassados.

Ela sabia muito bem o quanto seria extremamente difícil, e doloroso, fazer isso. Suas dúvidas, porém, nada tinham a ver com o que desejava. A idéia de aceitar que seu futuro Mestre compartilhasse o seu corpo com outro Mestre, lhe parecia distante, talvez fosse mesmo um limite intransponível, mas o sexo anal era algo que ela queria muito tentar. Ela só estava na duvida sobre a sensatez da primeira tentativa ser com Sirius. Depois de pensar bem, de fato, ela concluiu que não era nada sensato; o que a deixou com ainda mais vontade de fazer isso, contra todo o bom senso que ela sempre teve. “O bom senso que se dane”, ela pensou, pois se a Hermione, em seu cotidiano, era uma mulher sensata, ponderada e racional, era no BDSM que ela dava vazão a um outro lado seu.

Ela estava tremendo de medo e excitação, mas era tão curiosa. Fechou seus olhos por alguns segundos, para abri-los logo depois, e deitar-se de bruços, esticando os braços para além da cabeça, o rosto colado ao chão. Logo sentiu as mãos dele em seu corpo, a mão esquerda segurando forte o seu cabelo, a mão direita descendo por suas costas, lentamente, chegando até o traseiro. Os dedos atravessando a fenda entre as nádegas, se insinuando por baixo, chegando até a boceta. O toque foi breve e a mão deixou o seu corpo. Hermione sorriu ao sentir a mão esquerda dele apertando ainda mais o seu cabelo, forçando sua cabeça a ficar inclinada. Ela sabia o que ia acontecer, sorrindo ao se dar conta disso.

O primeiro tapa veio rápido, na nádega direita, a dor sendo recebida com alegria, praticamente como uma carícia. O segundo tapa foi na nádega esquerda, a força empregada foi bem maior, mas um sorriso de prazer se seguiu ao grito dela. O mesmo se deu no terceiro e quarto tapa, com Sirius sempre revezando a nádega onde batia nela. O quinto tapa veio com mais força do que qualquer outro antes, o sexto a atingiu da mesma forma. O som do sétimo tapa lhe pareceu diferente; ela não sabia se ele bateu como menos força ou se mudou o ângulo do golpe. Para ela não importava, pois adorou cada um deles. O oitavo tapa foi especialmente violento, mas além da dor, ela também sentiu vontade de agradecê-lo por isso. Em meio ás lágrimas, ela implorou para apanhar mais. Em resposta ao seu pedido ele deu o nono e o décimo tapa. Hermione continuou implorando para apanhar mais e veio do décimo primeiro, o décimo segundo, o décimo terceiro, o décimo quarto e o décimo quinto tapa; cada um mais forte que o outro. Ela gritou com muita força, chorou de dor e depois sorriu.

– Agradeça por ter apanhado – ele disse, um tom bem imperioso na voz, enquanto puxava seu cabelo com ainda mais força.

– Obrigada, Meu Senhor, obrigada por me bater – ela agradeceu, a voz embargada pelo choro, o rosto banhado em lágrimas, mas um enorme sorriso nos lábios.

Hermione sentiu quando ele levantou-se, mas não ficou preocupada, pois sabia que ele logo voltaria. Fechou os olhos, mas o sorriso permaneceu no rosto. Era como se estivesse num sonho. Não demorou nada e sentiu uma das mãos dele acariciando o seu traseiro, uma sensação gostosa de dor no ato. O buraco do ânus sendo tocado pelos dedos da outra mão, dois deles penetrando-o. A sensação úmida do lubrificante sendo espalhado por dentro. Não foi o membro de Sirius que entrou depois, mas um plug anal, o maior até então. O incômodo logo se desfez, pois agora ela sentia o cuidado dele. A penetração foi lenta e segura, dando tempo aos músculos dela de se acostumar com o objeto. A mão esquerda dele enfiava o plug no ânus dela, entrando e saindo, entrando e saindo. A mão direita passando por baixo do corpo, tocando em sua boceta. Hermione se sentindo embalada por ambas as sensações de prazer, seus olhos ainda fechados, a sensação de estar num sonho cada vez mais intensa.

Sirius trabalhou o plug no ânus dela durante alguns minutos, sem pressa, com cuidado, alargando o buraco. Os gemidos dela bem fortes, quase como gritos de dor, misturados ao prazer que ele lhe dava, ao manipular sua boceta com a outra mão. Ela estava inclinada agora, os joelhos sustentando o corpo, o rosto no chão, os olhos ainda fechados. Sirius retirou o plug do ânus dela e a posicionou de quatro. O membro dele também encharcado com lubrificante, tudo para facilitar a penetração. A cabeça do pênis forçou a entrada, mas o buraco, mesmo alargado pelo plug, não era grande o suficiente para não causar dor durante a penetração. O tremor do corpo dela se fez forte agora, as mãos agarrando o chão, quase como se quisesse rasgá-lo.

– Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Oh Merlin! Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Aaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Merlin, Merlin, como dói. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! – ela gritava alto, sem pudor – Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

– Respire fundo, respire fundo – ela fez como ele mandou – isso minha linda, isso mesmo – Sirius disse, sentindo o aperto dos músculos do ânus dela quando a cabeça do membro entrou – calma minha linda, calma, calma – ele moveu o pênis com todo o cuidado, os movimentos bem lentos, enquanto avançava dentro dela.

A dor era lancinante. Ela sentia que estava sendo rasgada por dentro. Os seus gritos ressoavam pela sala toda, pois ela precisava deixar muito claro o que estava sentindo, talvez ingenuamente acreditando que vocalizar a dor poderia diminuí-la. Ela o sentia avançar dentro de si, o pênis dele parecendo mais imenso do que nunca. As lágrimas descendo abundantes pelo seu rosto. A mão esquerda dele agarrando com força o seu cabelo, forçando-a a inclinar sua cabeça para trás. A mão direita estava em sua boceta, tocando seu clitóris, tentando conciliar dor e prazer nela. Hermione sentiu seu corpo mole e trêmulo, como se fosse quebrar ao meio. Ela ouvia os grunhidos de Sirius, a sensação de prazer selvagem que homens devem sentir nessa situação, temendo que ele não fosse capaz de resistir às suas vontades, se a palavra de segurança fosse dita. O pênis dele avançou um pouco mais, ela virou a cabeça para tentar ver quanto já tinha entrado, ficando horrorizada ao perceber que não tinha sido nem a metade.

Sirius percebeu o horror nos olhos dela e fez um movimento de retirada do pênis. Tratou de fazê-lo do modo mais suave possível. Apenas a cabeça ainda estava dentro quando ele resolveu que era hora de forçar um pouco mais e empurrou o seu membro com força dentro dela. O grito de Hermione o deixou um pouco assustado, esperando ouvir a palavra de segurança a qualquer momento. Mas ela não disse. Seu corpo desabando diante dele, obrigando-o a acompanhá-la até o chão. Seus corpos estavam colados ao chão agora, ele por cima dela, forçando um pouco mais a entrada. Não estava indiferente aos seus gritos de dor, mas ela se mantinha firme em não dizer a palavra de segurança, e ele tentou compensar tudo isso, tocando novamente em sua boceta. Aos poucos começou a sentir que os gritos dela já não eram apenas de dor, pois já vinham acompanhados de gemidos, ao mesmo tempo em que ela pedia por mais.

Uma sensação de grande felicidade tomava conta de Sirius. Normalmente esse era o ponto em que ele já estava acostumado a ouvir a palavra de segurança, mas com Hermione ele estava chegando ao momento em que ambos estavam entregues ao prazer mais selvagem. Ele levantou seu corpo, forçando-a também a ficar de quatro. A mão esquerda voltou a agarrar o cabelo dela com força. Hermione gritava de dor e prazer, enquanto era forçada a inclinar a cabeça. Sirius retirou o pênis parcialmente, apenas para dar uma nova estocada, refez o movimento mais de uma vez, em cada um deles indo mais fundo dentro dela. Uma alegria selvagem tomava conta dele, tudo isso ao perceber que seu membro estava quase todo dentro dela. Sirius pôde constatar, extasiado, que dentre as poucas mulheres que se dispuseram a ter sexo anal com ele, nenhuma jamais havia permitido que seu pênis fosse tão fundo quanto Hermione.

Muitos homens no lugar dele já teriam se entregado ao desvario mais selvagem, mas Sirius Black era um autêntico Mestre, jamais um escravo de suas vontades. Ter seu pênis tão fundo no ânus de uma mulher era uma sensação incrível, mas ele jamais perderia o controle de suas vontades por isso. Mesmo vivendo um momento de grande êxtase, ele ainda estava atento aos sinais da submissa sob os seus cuidados. Foi justamente essa atenção que lhe permitiu sentir a mudança sutil nas reações de Hermione, quando ele avançou um pouco mais, tão perto de enterrar seu pênis todo dentro dela. O grito dela ganhou um tom diferente dessa vez, verdadeiramente agonizante. Ele sabia o que estava por vir, sabia que devia estar preparado, pois ela tinha chegado ao seu limite.

– Fênix, Fênix, Oh Merlin! Merlin! Fênix – ela gritou em desespero.

Sirius Black nunca sentiu tanta dificuldade em ser um Mestre como naquele momento. Faltava tão pouco para ter todo o seu pênis dentro dela, mas agora tudo o que podia fazer era cumprir o seu dever, mostrar-se soberano sobre suas vontades, se retirando dela. O fez da maneira mais delicada e suave possível, uma sensação maravilhosa, apesar de tudo, sentir o seu pênis saindo lentamente de dentro dela. O corpo de Hermione desabou no chão, assim que o membro dele saiu totalmente. Sirius tratou de recuperar o fôlego, enquanto ouvia o choro estrangulado dela, o corpo em posição fetal, tremendo bastante, o rosto escondido pelos braços.

– Está tudo bem, Hermione, está tudo bem – ele acaricia o cabelo dela – olhe para mim, vamos, olhe para mim – ela o faz lentamente. Sirius vê o pedido de desculpas nos olhos dela, tratando de se antecipar – você não tem nada do que se desculpar, Hermione, você foi mais maravilhosa do que qualquer submissa em treinamento, ou qualquer escrava que eu já tive antes – ela sorri em meio às lágrimas, ao ouvi-lo dizer isso – seja quem for o Mestre que você escolher, será um desgraçado com muita, muita, muita sorte.

– Obrigada, Meu Senhor – ela disse com a voz embargada, mas com um grande sorriso em seu rosto agora.

– A sessão está encerrada, mas você não precisa ir embora agora. Há algo que eu quero fazer por você ainda.

Sirius a pegou no colo com toda a delicadeza. Hermione sentiu-se feliz e segura nos braços dele, sabia que não havia nada a fazer além de se deixar conduzir para onde ele quisesse levá-la. Ela viu uma banheira surgir diante deles, com Sirius depositando-a nela com todo o cuidado. A água já estava morna, envolvendo seu corpo como um agradável cobertor. Sentiu que todas as suas dores estavam sendo suavizadas. Ele a banhou com todo o carinho, tal como Remus fez na sua primeira sessão. O banho durou um bom tempo até Sirius fazê-la se levantar, enxugando-a com uma toalha muito macia. Ele a pegou no colo novamente e a banheira desapareceu, surgindo uma cama em seu lugar, com Sirius a depositando nela.

– Agora feche os olhos e descanse um pouco – ele disse, mais uma vez com um tom de voz imperioso, mas também com um sorriso muito caloroso no rosto. Ela o obedeceu sem demora, logo mergulhando num sono sem sonhos, de tão cansada que estava.

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Hermione não sabia quanto tempo dormiu, talvez tenham sido horas, mas quando ela abriu os olhos, ainda sentia em seu corpo, os efeitos de tudo o que acontecera. Não tinha noção de quanto tempo ficara dormindo, mas ao vislumbrar as três figuras próximas a ela, o susto a fez se levantar rápido. A reação durou apenas uns poucos segundos, uma vez que logo reconheceu os três homens à sua frente. Remus Lupin, Severus Snape e Sirius Black estavam parados diante dela. Desde a noite de sua iniciação que não via os três Mestres juntos. Tudo o que aprendera nas três sessões veio de imediato em sua mente e ela ajoelhou-se diante deles, tratando de beijar os pés de cada um, em sinal de reverência, humildade e respeito.

– Olhe só para ela – Snape procurava manter uma expressão fria em seu rosto, fazendo de tudo para não demonstrar a emoção que sentia por ver Hermione beijando-lhe os pés – quem poderia imaginar que a garotinha tola que veio até nós naquela noite poderia chegar tão longe.

– Eu nunca tive dúvida de que ela conseguiria – agora era Remus quem sorria com a visão da jovem submissa abaixo dele, quase podendo sentir-lhe os lábios, através de seus sapatos.

– Você sempre foi um otimista incurável, Remus – Sirius procurou afetar os seus habituais modos sarcásticos, mas ele mesmo não estava imune a visão de uma Hermione devotada a seus pés – mas admito que em se tratando de Hermione Granger, não chega a ser algo tão absurdo pensar assim.

– Chega de perder tempo – Snape agarra o cabelo de Hermione sem maiores cuidados, forçando-a a ficar de joelhos novamente – a hora de tomar uma decisão chegou, Senhorita Granger.

– Severus tem razão, Hermione – disse Remus, para uma Hermione que tinha uma expressão de dúvida em seu rosto.

– O que eles querem dizer, Hermione, é que as sessões particulares com cada um de nós terminaram – Sirius olhou bem nos olhos dela antes de concluir – chegou a hora de você decidir de vez, quem irá concluir o seu adestramento.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Domingo que vem tem mais.