Três Mestres para uma escrava
10 A primeira sessão na Sala Precisa – Parte I
Notas iniciais
Hermione caminhava pelos corredores do sétimo andar com o coração aos saltos. Ela não era mais aluna, não era como se professores fossem proibidos de circular pela escola depois de certo horário. No entanto, o medo de encontrar alguém era muito palpável, não havia duvida que o seu nervosismo incitaria a desconfiança de qualquer um que a encontrasse àquela hora. O medo, entretanto, não a impediu de seguir em frente, e Hermione chegou ao local onde era a entrada da Sala Precisa. As lembranças do tempo da Armada Dumbledore vindo à sua mente de imediato. A parede logo se abriu diante dela, como se a esperasse desde sempre.
Ela não vestia nada especial. Não havia qualquer instrução nesse sentido na lacônica carta que recebeu, nada além de que não poderia chegar atrasada. Acabou indo com a sua vestimenta normal de dar aulas. Neste dia, um vestido longo e florido, com cores suaves, cobrindo-a do pescoço, a partir de um discreto decote, até as suas canelas. O vestuário era completado por um fino sobretudo de cor branca. Tudo para esconder suas formas, de adolescentes que já não precisavam de mais do que uma professora de 21 anos para dar vazão a pensamentos estimulados por hormônios em ebulição. A sala estava iluminada apenas por velas. O tom relativamente escuro enfatizava ainda mais o seu nervosismo; da mesma forma que a sua excitação era enfatizada pela umidade que ela já sentia em sua calcinha.
O lugar não estava do jeito que sua imaginação tinha definido. Nada que lembrasse uma câmara de tortura. Nenhum chicote a vista, ou qualquer outro dos instrumentos que a fizeram gritar de dor e prazer em sua iniciação na Comunidade BDSM. A decoração era bem simples, com destaque para uma grande cama no canto esquerdo da sala. Em cima da mesma ela viu quatro cordas, ligadas que estavam a tiras de couro acolchoado, feitas para prender pulsos e canelas. Foi a primeira visão que lhe deu uma idéia do que viria a ocorrer naquela noite. Um leve som a fez virar seus olhos para o canto direito da sala. Foi então que ela o viu. Ele estava sentado numa cadeira, bem semelhante as que ela tinha visto na comunidade BDSM. Dirigiu-se até ele, parando diante da figura sentada, muito incerta do que deveria fazer. Ela então abaixou a cabeça, os olhos fixos nos pés dele. “Os sapatos estão gastos”, ela pensou, já sabendo o que daria a ele no natal. Nada era dito, embora percebesse um olhar fixo sobre seu corpo. Decidiu tomar a iniciativa de falar.
– Eu estou aqui como me foi ordenado, Senhor – Hermione procurou falar com um tom que fosse o mais humilde possível.
– Você foi pontual – Remus disse – isso é um bom começo Hermione.
– Obrigada, Senhor – era estranho se dirigir a ele dessa forma, depois de quase um mês de convivência em Hogwarts, mas ela procurou dar o máximo de naturalidade a sua postura servil.
– Dispa-se – ele disse isso, ao mesmo tempo em que se levantava bruscamente. Hermione sentiu uma pontada de medo e recuou um passo. Por um momento ela lembrou-se da noite em que ele se transformara em lobisomem – você ouviu o que eu disse Hermione? Dispa-se ou vá embora.
Ela queria encontrar aquele olhar que lhe passava segurança e levantou os olhos brevemente. O olhar não estava lá. Ela voltou a baixar os olhos, fechando-os brevemente, antes de começar a se despir. “Ele já me viu nua antes”. Ela tentou acalmar-se com esse pensamento. Naquela noite, contudo, ele estava junto com a esposa, além de Sirius e Snape. Lembrar-se disso não ajudou muito, pois agora estavam ali, sozinhos, e ela teria de lidar com isso. Em situações como essa Hermione sempre apelou para a sua racionalidade, seu pensamento lógico. Ele era Remus Lupin, não importa em qual situação estivessem, ele nunca faria nada de mal contra ela. Hermione se aferrou a esse pensamento enquanto tirava o seu fino sobretudo, jogando-a no chão. Ela começou a desabotoar o vestido logo depois, e este caiu feito uma cascata d’água pelo seu corpo.
Ela só estava de calcinha, sutiã e sapatos agora. A calcinha deveria ser a última peça a ser tirada, mas ela estava em dúvida se tirava o sutiã, ou os sapatos primeiro. Remus acabou resolvendo esse pequeno impasse ao se abaixar diante dela. Ele não estava se ajoelhando. Mestres não se ajoelham, ainda mais perante uma submissa em treinamento. Hermione o viu agachado diante de si. Ele pegou o seu pé direito e delicadamente lhe tirou o sapato, depois fez o mesmo com o pé esquerdo. Ela o viu se levantar lentamente, as pontas dos dedos roçando suavemente o lado externo de suas pernas, depois os quadris e costelas, até chegar em seu rosto, que foi delicadamente elevado. Estavam olhando um nos olhos do outro agora.
– Você confia em mim Hermione? – a pergunta dele exigia uma resposta.
– Eu... sim Senhor, eu... eu confio – ela respondeu.
– Confiança é tudo na relação entre um Mestre e sua escrava – ele disse – um Mestre que não tem a confiança absoluta de sua escrava, fracassou como Mestre. Uma escrava que não consegue confiar de modo absoluto em seu Mestre, jamais atingirá a completa liberdade na submissão – o olhar que lhe passava toda a segurança do mundo tinha voltado e Hermione suspirou frustrada quando Remus quebrou o contato entre os dois ao voltar a sentar-se – continue a despir-se – ele ordenou, já devidamente sentado diante dela.
Sentindo-se muito mais segura e à vontade, Hermione terminou de se despir, primeiro o sutiã, depois a já bem úmida calcinha. Agora ela estava totalmente nua diante do homem à sua frente. Agradeceu mentalmente pela penumbra da sala esconder o seu rosto, muito corado ao perceber os olhos dele apreciando a visão do seu corpo nu. Lembrou-se daquela noite, quando acordou no chão, depois de ser espancada por ele e pelos outros Mestres, depois de ser levada ao mundo maravilhoso dos orgasmos múltiplos por um vibrador enfeitiçado. Certamente ele deve ter apreciado bastante, bem como os outros Mestres presentes, a sua nudez, durante o tempo em que esteve inconsciente. Procurou fixar o seu olhar nos pés dele. “Sapatos novos como presente de natal, está decidido”, ela pensou. Ao mesmo tempo, não conseguiu evitar a curiosidade de verificar se ele estava tendo uma ereção. Os lábios se inclinaram num sorriso presunçoso ao notar que sim.
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Remus Lupim levou um bom tempo apreciando a nudez da jovem à sua frente. Apesar da penumbra ele percebeu o quanto ela estava corada. Era um corpo adorável. Uma mistura perfeita de simetria, juventude, relativa inexperiência, timidez e sensualidade. Tudo isso dava a ela um ar ainda mais desejável. Até mesmo a beleza comum, facilmente encontrável em qualquer lugar, fazia dela uma criatura especial. Ele percebia os medos e pudores dela. Estavam ali, presentes em pequenos detalhes. Além do embaraço presente no rosto, também era possível notar o corpo agitado por pequenos tremores, a maneira como suas mãos se mexiam, traindo o desejo de se cobrir, os cílios piscando de maneira apressada. Mas, junto com o pudor, havia também a excitação. Os bicos dos seios estavam duros e bem empinados. A pequena abertura, toda exposta pela ausência de pêlos, estava úmida e inchada, no meio de suas penas.
Tirar todo o medo e pudor dela, ter a chance de levá-la ao estado da completa liberdade na submissão, isso era algo que ele apreciaria muito ter a oportunidade de conseguir. No entanto, sabia que tanto ele, quanto Sirius e Snape, teriam de lidar com ela com todo o cuidado. Eles sabiam que se tratava de um “diamante” valiosíssimo o que tinham nas mãos; um “diamante” que precisava ser “lapidado”, com extrema precisão. Por conta disso, desde a noite em que decidiram aceitá-la como uma submissa em treinamento, muitos debates ocorreram entre ele, Sirius e Snape, sobre a melhor forma de lidar com o adestramento de Hermione Granger. Esses debates continuaram durante todo o período em que os quatros estiveram em Hogwarts. Foi consenso entre os três Mestres que deveriam esperar um bom tempo antes de iniciarem as sessões. Hermione precisava se estabelecer como professora da escola antes disso. Era necessário que a relação profissional dela com os três, bem como com os alunos e demais profissionais de Hogwarts, ficasse bem consolidada, antes das sessões começarem. Era um cuidado necessário para evitar que as respectivas situações se misturassem de maneira inoportuna.
– Senhor eu... posso fazer uma pergunta? – Hermione manteve os olhos abaixados ao falar e Remus assentiu silenciosamente – porque demorou tanto para eu ser chamada para a minha primeira sessão?
– Era o tempo necessário para estabelecer certos limites Hermione – respondeu Remus – eu, você e Sirius somos professores em Hogwarts, enquanto o Severus é diretor. É preciso ter em mente que, fora dessa sala, você será tratado por nós do mesmo jeito que tratamos Pomona, Filius ou qualquer outro funcionário da escola.
– Eu entendo Senhor, obrigada por me explicar.
– Ótimo, agora vá até a cama e deite-se nela – ela fez como ordenado, ao mesmo tempo em que lhe permitia uma visão privilegiada dela por trás. Hermione já estava deitada quando Remus sentou-se na cama junto a ela.
– Esse será um exercício de confiança Hermione – ele dizia isso enquanto acariciava o rosto dela – uma escrava deve ter confiança absoluta no seu Mestre. E por confiança significa aceitar se colocar totalmente a mercê dele. Saber que estará completamente segura em suas mãos. Você está pronta para aprender a ter esse nível de confiança Hermione?
Essa era uma pergunta que Hermione estava insegura de responder. Como confiar tanto assim numa pessoa? Se colocar totalmente a mercê era um desafio. Ela confiava em Remus, mas será que seria capaz de ir tão longe nessa confiança? Ela tinha medo. Os velhos pudores, e as convenções que lhe foram incutidas ao longo de toda a sua vida, diziam para sair dali imediatamente, mas ela era tão curiosa. Ela queria explorar seus limites, saber o que se escondia dentro de si, pois entendia com certeza que não era a jovem de mentalidade conservadora que seus pais haviam criado. Nunca tivera sonhos românticos de finais felizes com um príncipe encantado, ou com uma família feliz a qual se dedicar. Então o que ela tinha? Quais eram os seus verdadeiros sonhos? Ela sabia que não queria uma vida dedicada exclusivamente ao trabalho e estudos. Ela queria ter todo o prazer que seu corpo pudesse desfrutar também. Ela sabia, no seu íntimo, que aquele era o caminho que queria seguir.
– Eu não sei senhor, mas... mas eu quero muito descobrir – ela respondeu.
– Boa menina – Remus disse.
Ele acariciou o rosto dela, mas logo depois agarrou sua mão direita e a prendeu numa das tiras de couro que estava presa a uma corda. Hermione viu com um misto de medo e excitação ele utilizar a corda presa a tira, para amarrar o seu braço num suporte da cama. Ele se levantou rapidamente e no instante seguinte, estava fazendo o mesmo com sua perna direita. Hermione já sabia o que esperar e em menos de um minuto estava totalmente amarrada na cama. Braços e pernas presos e estirados, em forma de X. Ela estava nua, e totalmente exposta, corando violentamente ao notar o quanto ele estava apreciando a umidade, cada vez maior, bem no meio das suas pernas.
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Remus Lupim não tinha mais como disfarçar a fascinação que estava sentindo ao olhar o corpo nu de Hermione Granger amarrado naquela cama. Ele podia sentir a mistura de medo, embaraço e excitação vindo dela. Nesta hora ele sentia-se grato pela maldição que o afetava desde a infância. Seus sentidos de lobo, principalmente o olfato, não o deixavam ser enganado. O odor da excitação dela impregnava suas narinas. Ele andou lentamente até ela e sentou-se na cama. A máscara tirada de seu bolso foi suavemente depositada junto ao vale entre os seios. Estes nem muito grandes, ou pequenos demais, como já tinha dito Sirius, do tamanho perfeito para o corpo dela.
– Você me deu uma grande prova de confiança ao me deixar imobilizá-la nesta cama Hermione – disse Remus.
– Eu confio no Senhor – ela respondeu.
– Pois eu quero um pouco mais de sua confiança – Remus pegou a máscara que tinha deixado no corpo dela – você sabia que a falta de visão faz com os outros sentidos do corpo humano fiquem mais aguçados? Eu quero que você tenha a chance de experimentar isso – ela balança a cabeça, em silencioso consentimento. Remus coloca a máscara em seu rosto.
A escuridão tomou conta do mundo de Hermione Granger quando Remus cobriu seus olhos com a máscara. Ela sentiu a movimentação na cama, indicando que ele havia se levantado. Vários minutos se passaram e agora o mundo dela eram os sons que tentava apreender, nas trevas em que estava mergulhada agora. Ela não sabia o que ia acontecer, a espera tornava tudo ainda mais difícil, e incrivelmente excitante. Foi então que ela sentiu uma leve sensação de queimadura no corpo, na altura de seu ventre. Eram pingos de vela, ela identificou. Eles foram subindo, passando pelo vale entre seus seios, até sentir uma gota caindo no seu mamilo direito. Os minutos se passaram e ela perdeu a conta de quantas gotas caíram sobre seu corpo, em volta dos seios, junto ao umbigo. Uma agonia particular foi sentida quando uma gota caiu em sua virilha direita. O medo aumentou ao sentir o calor da vela bem próximo de sua boceta. As gotas caiam por todos os lados em volta dela, o calor da vela muito próximo.
Ela sentiu a ponta de um dedo roçando suavemente a racha no meio de suas pernas. Era um toque quase imperceptível, mas que fazia o seu corpo se mexer como se atingido por um choque elétrico. Ele quebrou o toque, fazendo-a suspirar em frustração, mas logo voltou a fazê-lo. Agora era a mão dele que passeava suavemente por sua boceta, nunca tocando com força, ao contrário, era o toque mais suave que já tinha sentido ali, e como a enlouquecia. Ela queria mais, queria duro e selvagem, pois era assim que estava acostumada a gozar quando era tocada por Vitor. Foi sendo tocada de maneira intensa, com língua e dedos, que tivera seus únicos, e pobres orgasmos, com Ron. Ela queria mais e não resistiu a tentação de vocalizar esse desejo.
– Para com isso, porra – ela gritou – enfia logo tudo em mim – A resposta não foi o que ela esperava. De início a mão se recolheu, ela esperava que ele estivesse se despindo e fosse cair direto em cima dela, em vez disso levou um forte tapa, no mesmo local que estava sendo tão suavemente acariciado segundos antes – Aaaaaaaaaiiiiiiiiii!
– Isso não são bons modos Hermione – ele disse calmamente – peça desculpas – ela nada disse, parecia que estava em choque com o que acontecera e Remus não teve dúvida em dar mais um tapa, dessa vez com mais força, seguido de um tom mais imperativo na voz, ao mesmo tempo em que a ouvia gritar novamente – peça desculpas agora.
– Aaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Me desculpe, me desculpe, me desculpe – outro tapa foi dado, a vermelhidão no meio das pernas misturada com a umidade dela – aaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiii!
– Me desculpe o que, Hermione?
– Me desculpe Senhor, me desculpe, me desculpe – lágrimas apareciam por baixo da máscara agora, descendo pelo rosto – me desculpe, me desculpe – A mesma mão que lhe dera os tapas voltou a acariciar o mesmo local que tinha sido espancado. A mesma suavidade que fazia o corpo de Hermione se contorcer cada vez mais, até um dedo indicador finalmente penetrá-la – Ooooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhh! Outros dois dedos entraram logo depois. Toda a dor de antes foi esquecida e a jovem amarrada na cama teve o seu primeiro orgasmo da noite.
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Hermione sentia-se lânguida e mole após esse primeiro orgasmo. O corpo relaxado, como se flutuasse. Sentia falta dos dedos de Remus dentro dela, a sentimento de abandono somente abrandado pelas sensações que ainda corriam dentro de si. A escuridão em que estava mergulhada enfatizava ainda mais a agonia da espera. A expectativa do que ia acontecer. Um novo tapa ou uma carícia? Ela não sabia o que esperar o que só aumentava a excitação que a dominava. Era difícil ter uma noção de tempo, mas já tinham passado vários minutos desde que ele a tocara pela última vez. A espera, no entanto, terminou quando uma sensação gelada tomou conta de seu seio direito. Era uma pedra de gelo que ele deslizou até rodear o bico duríssimo. A boca dele veio logo depois, chupando, lambendo e mordendo delicadamente. Outra sensação gelada, agora no seio esquerdo, o mesmo processo se repetindo com a boca dele. A pedra de gelo descendo pelo corpo dela, o ventre sendo envolvido até chegar ao umbigo. Ele demorou-se ali, e também utilizou sua boca. Ela estava numa nuvem de prazer, mas ainda conseguia raciocinar um pouco, sabia onde essa pedra de gelo acabaria chegando.
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Remus estava maravilhado com as respostas que conseguia de Hermione. Mesmo a sua atitude imprópria foi um avanço importante, pois lhe permitiu corrigi-la sem demora. E como ela aprendia rápido. Mas porque ele devia estar surpreso? Ela era Hermione Granger. Impossível não lembrar da estudante inteligente, estudiosa, ávida por aprender, da época de Hogwarts. Só que agora estava ali, diante dele, uma mulher maravilhosa de 21 anos, em vez da pré-adolescente que conhecera. Suas narinas estavam cada vez mais intoxicadas pelo cheiro da excitação dela. Os seios tinham um gosto maravilhoso, mas ele não podia esperar mesmo era a oportunidade de provar a sua boceta, sentir o gosto de sua excitação. Tudo a seu tempo, entretanto. Ele conduziu a pedra de gelo pela barriga dela, o umbigo foi mais um ponto de parada. O objetivo final, no entanto, estava mais abaixo. Ele passou um bom tempo torturando-a com a expectativa, contornando a racha entre suas pernas, até finalmente passar o que restava da pedra de gelo nela. Os sons que ela fazia eram música em seus ouvidos. A pedra de gelo praticamente derretida, o líquido resultante misturado aos sucos da excitação de Hermione. Sua boca salivava, ele tinha que prová-la.
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Hermione sentia como se estivesse morrendo. Seu corpo se contorcia, as costas arqueavam e a cabeça se movimentava de um lado a outro. Ela forçou os seus braços numa tola tentativa de se libertar das amarras. O seu desejo era agarrar a cabeça de Remus, empurrá-la o mais fundo possível em sua boceta. Estava urrando de prazer agora. Já tinha recebido sexo oral antes, é claro. Ron gostava de fazer isso com ela. Vitor não, embora adorasse que ela fizesse com ele. No entanto, nenhuma de suas experiências com os dois antigos namorados se comparava com o que estava vivendo ali. Os dedos e a língua de Remus a tocavam como numa sinfonia, com seu corpo respondendo como um instrumento musical na mão de um artista muito talentoso. Ela gritava e gemia, pedia por mais, queria mais. De repente o contato foi desfeito e ela sentiu-se roubada, seu corpo ainda flutuando numa onda de prazer. Mais de um minuto se passou e ela o queria de volta, faria qualquer coisa que ele quisesse para tê-lo de volta.
– Por favor, por favor, por favor – ela implorava.
– Por favor o que, Hermione? Diga-me o que você quer – Remus deu várias tapas no rosto nela, sempre alternando o lado em que batia. Eram tapas bem leves, dados com os dedos fechados, em vez da mão inteira. Ele não tinha qualquer intenção de machucá-la, era apenas uma demonstração de autoridade – diga o que você quer – a voz dele era imperiosa, exigindo uma resposta.
– Me fode, por favor, me fode – Remus sorriu ao ouvi-la implorar.
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Remus sentiu uma onda de auto-satisfação consigo mesmo ao ouvir Hermione Granger implorar para que ele a fodesse. Só mesmo uma disciplina extremamente rígida de sua parte para não cair em cima dela com toda a força. Em vez disso ele calmamente abriu os botões de sua calça, posicionando seu membro junto à abertura dela. Ele penetrou-a sem qualquer dificuldade, tão úmida ela estava. Agora eram ambos que gemiam, os corpos unidos. Ela nada poderia fazer além de recebê-lo dentro dela, os pulsos doendo das tentativas de se libertar. Remus estocava o mais fundo que podia, sentindo as paredes vaginais de Hermione envolvendo o seu pênis. Ela era tão quente e apertada quanto ele imaginava. A sensação de estirá-la era incrível. Fazê-la gritar de prazer o deixava feliz e orgulhoso. O orgasmo veio forte para ambos e ele caiu sobre o corpo dela, esmagando-a contra a cama.
Remus ficou algum tempo sobre Hermione, até ouvir os primeiros sinais de incômodo com o peso dele. Novamente foi sua disciplina que o fez ser capaz de quebrar o contato com aquele corpo maravilhoso, retirar o seu membro daquele lugar tão gostoso, quente e agradável. Ele ouviu o suspiro de frustração dela com a quebra do contato. Um sorriso presunçoso formou-se em seus lábios. Ainda bem que ela estava vendada, não podendo ver os efeitos que suas reações geravam nele. Ele caminhou até um local onde uma bancada com toalhas limpas e uma bacia d’água já estava a disposição. Remus fez a necessária higiene pós-sexo e depois foi até Hermione para realizar o mesmo processo com ela.
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Hermione sentiu um pano úmido em suas partes íntimas e entendeu o que Remus estava fazendo, agradecendo a ele por isso. Após isso ela ficou um bom tempo na expectativa de novo contato. Durante a espera ela aproveitou as sensações pós-orgasmos. Sentia seu corpo vibrando em pequenas ondas internas, as sensações deixando-a num grande estado de relaxamento. Será que ele estava apreciando isso. Ela não se importava. Deixou-se levar pelas sensações, um sorriso de imensa satisfação em seus lábios, suspirando suavemente a cada onda de satisfação que seu corpo emitia pela experiência que tinha vivido. Foi então que uma leve pontada de dor atingiu seus dois seios ao mesmo tempo.
– Aaaaiiiiiii! – foi uma dor bem leve, uma pontada mesmo.
Ela reconheceu o instrumento, um chicote com várias tiras finas de couro, costumavam chamar de “Gato de nove caudas”. Novos golpes atingiram seus seios. Não eram muito fortes; apenas o suficiente para provocar algumas pontadas de dor. Isso mudou quando a ponta de uma das tiras atingiu em cheio o mamilo esquerdo e doeu um pouco mais forte dessa vez. Vários golpes foram dados em seqüência, sempre alternando o ângulo em que seus seios eram atingidos. Depois ele começou a deslizar o chicote pelo corpo dela, arrastando-o levemente pelo seu ventre, até chegar ao ponto no meio de suas pernas. Ficou um bom tempo ali, quase lhe fazendo cócegas, embora a expectativa de uma chicotada em sua boceta a fizesse temer e desejar ao mesmo tempo. E o golpe veio, mais forte que os golpes desferidos contra os seus seios. Uma onda de dor e pavor tomou conta dela quando uma das pontas do chicote atingiu o seu clitóris.
– Aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Por favor, por favor, não faça isso, por favor – a resposta dele foi um novo golpe, no mesmo lugar, embora com as tiras atingindo mais as partes do corpo dela em volta de sua boceta – aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Mais de um minuto se passou sem que nada mais acontecesse. A expectativa de novo golpe era quase uma agonia. A sensação de estar a mercê dele nunca foi tão opressora. O dedo indicador passou sobre a sua abertura e o embaraço de Hermione tornou-se inevitável, ao vê-lo constatar o quanto ela estava úmida de novo. Seguiu-se mais um minuto em que o contato foi quebrado, de silêncio total. Ela estava desesperada com a expectativa do que ia acontecer. Os sentido apurados pela falta de visão conseguiu distinguir os passos dele se aproximando. Sentiu um movimento na cama, indicando que ele tinha sentado. A mão direita dele pousou sobre o seu seio esquerdo e logo depois ela sentiu uma mordida bem forte no mamilo. O mesmo processo se deu no mamilo do seio direito. Ela sentiu a mordida dos grampos com força, uma dor que ficou ainda mais pronunciada quando ele puxou a corrente que os ligava.
– Aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Oh Merlin! Por favor, Senhor eu... – uma nova puxada na corrente não a deixou terminar de falar – aaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
– Respire fundo Hermione, aceite essa dor, abrace-a, renda-se a ela.
A máscara não impediu as lágrimas de descerem abundantes pelo seu rosto. A dor era imensa, mas ela não tinha como negar também que estava muito excitada. Ele certamente estava apreciando isso. “Filho da puta”, ela pensou. Não que estivesse realmente com raiva dele. Sentiu um novo movimento na cama, indicando que ele se levantara. Mais alguns minutos se passaram sem que nada acontecesse. Apenas ela se acostumando com a mordida dos grampos. Procurou controlar sua respiração, fazer o que ele disse. Hermione abraçou a dor, rendeu-se a ela. Uma nova sensação tomou conta de si. A dor ainda era forte, mas o prazer ao senti-la crescia cada vez mais, como uma onda deslizando pelo seu corpo. Hermione estava apreciando a mordida em seus seios. Ela não era estranha a isso. Vitor também costumava deixar as marcas de seus dentes em seus seios, nos momentos de maior selvageria. Ela afastou esse pensamento rápido. Concentrou-se no que estava vivendo naquele momento, que era muito mais do que a aceitação da relação abusiva da qual se afastara. Ela estava soltando pequenos suspiros agora, a dor se tornando parte de uma experiência toda nova para ela.
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Ele a via se acostumando aos poucos com a dor dos grampos em seus seios, fazendo dela parte de sua experiência com novas sensações de prazer. Era um passo importante para Hermione. Em suas discussões com Snape e Sirius, todos os três tinham em mente que ela tenderia a comparar tudo o que estava vivendo com eles com seus relacionamentos anteriores. O incidente com Vitor Krum na estação tinha chegado aos ouvidos deles. Somado às informações obtidas através de Tonks, ficava muito claro para os três Mestres o tipo de relação que ela deve ter vivido com o sujeito. Tudo isso só tornava mais necessário o cuidado no seu adestramento. Era preciso garantir que ela entendesse claramente a diferença, entre uma autêntica e saudável relação BDSM, e o relacionamento abusivo que ela teve com Vitor Krum. Para isso, no entanto, seria preciso forçar alguns limites.
Era impossível não admirar o corpo dela diante de si, mas Remus sabia que havia um trabalho importante a fazer. Ela já estava a alguns minutos naquela situação. Era visível que estava atingindo um estágio de relaxamento, rendendo-se a dor, fazendo dela parte do seu prazer. Eram raro uma submissa em treinamento atingir esse estágio numa primeira sessão. Isso só confirmava o que Tonks enfatizou naquela noite. Ela era mesmo uma aquisição extraordinária para a Comunidade deles. Mas não era hora de pensar nisso, pois já havia esperado tempo o suficiente. Remus já estava com o chicote de equitação em suas mãos. Era hora de Hermione provar mais um pouco de dor, hora de forçar mais um pouco os limites dela.
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O golpe no seio esquerdo caiu sobre ela quando já vinha se encontrando num estagio de grande relaxamento. A dor dos grampos era parte do seu prazer agora, a excitava, fazia com ansiasse pela sua continuidade, até não agüentar mais. Ela queria muito saber até onde o seu corpo poderia resistir a essa dor, até não ter outra escolha além de mandá-la para os braços da inconsciência. A chicotada, entretanto, quebrou esse estado de aceitação. Seu corpo arqueou violentamente com essa nova sensação de dor. Outro golpe veio de imediato, agora no seio direito. Novas lágrimas desceram através da máscara. A dor precisava ser vocalizada.
– Aaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! – mais dois golpes, sempre alternando os seios, vieram – aaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Oh Merlin! Por favor, por favor, pára, por favor.
– Por favor o que, Hermione? – ele indagou, a voz sempre imperiosa nesses momentos.
– Por favor, Senhor, pára, por favor – ela implorou, praticamente murmurando. Remus, no entanto, foi capaz de perceber que o tom de voz traía o seu verdadeiro desejo. Dois novos golpes vieram, agora nas partes internas de suas coxas, em ambos os casos, bem próxima à virilha – aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Um pavor instantâneo tomou conta de Hermione. Os dois novos golpes foram tão perto de sua boceta. Ser atingida ali por aquele chicote era algo que ela não acreditava que ele faria com ela, mas a simples possibilidade já era suficiente para que a mistura de pavor e excitação a deixasse louca. Mais um minuto de espera pelo que poderia vir, e ela sentiu o dedo dele tocando-a em sua abertura. Um toque tão suave, quase como se não tocasse de verdade, apenas a ponta do dedo, lentamente passando, roçando a carne úmida. A boca dele veio logo depois, o corpo dela arqueou, ela deu um gemido estrangulado, suspirou, pediu por mais, queria mais, queria o pênis dele também. Hermione implorou pelo pênis dele. Em vez disso, a língua e os dedos se afastaram; ela suspirou em frustração até sentir as mãos dele soltando suas pernas e depois vindo fazer o mesmo com os braços. Ela estava livre agora, mas seu corpo estava tão maleável à vontade dele; Remus não teve a menor dificuldade em virá-la de bruços. Uma mão agarrou-lhe os cabelos enquanto com a outra lhe deu um tapa bem forte no traseiro, em sua nádega esquerda, seguido de outro, na nádega direita.
– Aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiii! – foi um grito estranho, quase um falsete. Deveria expressar dor, mas era evidente que ela gostou de ter apanhado ali, fora assim que ela descobriu sua verdadeira natureza de submissa.
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Remus achou graça no grito dela e tratou de lhe dar novos tapas, sempre alternando o lado do traseiro onde batia. Ele a ouviu pedindo por mais, implorando para apanhar mais. Remus atendeu a sua vontade até que ele próprio estava com sua mão doendo de tanto bater nela. A mesma mão com que tinha batido pousou suavemente no seu traseiro da cor de leite, agora com um forte tom avermelhado. A outra mão mantendo os seus cabelos firmemente presos, tal qual um arreio, forçando a cabeça dela para cima. A mão que acariciava o traseiro dela o fazia suavemente até abrir a fenda entre as nádegas e deixar à mostra o buraquinho. O dedo indicador tocou levemente a entrada do ânus. Ele sentiu o corpo dela retesar fortemente. As pernas se mexeram, ela tentou forçar os braços para cima, mas foi detida pelo peso do corpo dele, utilizando o braço cuja mão segurava seus cabelos para mantê-la deitada na cama.
Remus sentiu-a resistindo por menos de um minuto, até notar que ela estava se rendendo a situação. Hermione parou de forçar os braços para cima, as pernas se acalmaram, a cabeça mergulhou no lençol de algodão, provavelmente mordendo-o, as mãos estavam como que arranhando a cama. Ele enfiou o indicador no ânus dela, forçando-o através do buraquinho, entrando e saindo com cuidado. O corpo dela estava praticamente imóvel agora, mas ele conseguia perceber aqueles pequenos sinais que não o deixavam se enganar. Enfiou um segundo dedo no ânus dela, praticamente adivinhando o que viria a seguir.
– Não, por favor, não – o grito dela não deixava qualquer margem para dúvida agora, era um grito de pavor – Fênix! Fênix! Fênix! Fênix!
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