Três Mestres para uma escrava
22 A missão de Hermione – Parte I
Notas iniciais
O clima frio e chuvoso da Londres Trouxa, nesses primeiros dias de janeiro, ganhava um aspecto charmoso, através do vidro do restaurante. As pessoas que caminhavam pela rua; com seus casacos, echarpes e gorros de lã, vistas do ambiente aquecido onde Hermione estava, pareciam bem mais do que um amontoado de figuras inexpressivas, apressadas pelo frio e pela chuva. Apesar de tudo isso, ela não conseguia parar de olhar mesmo era o próprio reflexo na janela de vidro, mais precisamente o reflexo que ela “pegou emprestado” de alguém. Ela estava naquele restaurante a bem mais de meia-hora, talvez 40 ou 50 minutos, a espera dos homens com quem teria de fazer contato para completar sua missão. Junto dela estava uma outra figura, parecendo bem pouco a vontade. Lúcio Malfoy olhava em volta do belo ambiente, sabendo que não pertencia ao lugar, ainda que a maioria das pessoas á sua volta, afetassem os mesmos modos aristocráticos que ele.
Hermione olhou para o homem diante dela, tendo dificuldade em perceber o significado da expressão inescrutável em seu rosto. Ela não saberia dizer se ele estava apavorado, ou apenas entediado. Ele temia pela sua vida, por ajudar o Ministério da Magia a desmontar o que restava do bando de Voldemort, ou apenas não via o tempo passar, enquanto era obrigado suportar o ambiente em que estava? O pai de seu antigo colega de escola tinha deixado de lado a sua cruzada homicida contra os que não nasceram numa família de sangue puro. Hermione, entretanto, sabia que velhos preconceitos, ainda mais quando longamente cultivados; não eram tão fáceis assim de serem deixados de lado. Ele certamente não gostava da idéia de se misturar com os Trouxas que tanto desprezava. Fora essa questão, também não fora nada fácil marcar esse encontro. Toda uma mobilização, envolvendo o Ministério da Magia e o governo Trouxa, foi necessária para criar uma situação convincente, que levasse os adeptos ainda soltos de Voldemort a sair de seus esconderijos. A presença deles naquele restaurante era o ponto culminante do plano que foi deflagrado nos dias finais do ano anterior, numa reunião no Ministério da Magia.
FLASHBACK – MINISTÉRIO DA MAGIA – 29 DE DEZEMBRO
– Isso que vocês estão propondo é muito perigoso – é um Lúcio Malfoy muito nervoso quem diz.
– É claro que é perigoso, principalmente para mim – respondeu Hermione.
– Eles não terão piedade de mim se perceberem a armadilha, senhorita Granger – Lúcio olha para Snape, como quem busca por apoio.
– Não será possível levar o plano adiante sem você, Lúcio – Snape não deu qualquer sinal de apoio, o que ficou evidente na expressão desolada de seu antigo colega de escola.
– Nós estaremos vigiando cada movimento de vocês, senhor Malfoy – foi a vez de Harry falar.
– Exatamente, não queremos que nada de ruim aconteça... com a Mione, é claro – Ron não fazia a menor questão de esconder o desprezo pelo homem diante dele.
– A preocupação do Ministério é com a segurança de todos... – Kingsley olha de modo repreensivo para Ron – ...todos os que nos ajudarem a pegar esses criminosos. Os aurores garantirão, tanto a segurança da senhorita Granger, quanto a sua, senhor Malfoy.
– Pode ficar sossegado, senhor Malfoy – disse Harry – todos nós temos plena consciência do quanto sua ajuda será fundamental para pegarmos esses desgraçados.
– A professora Granger estará com um feitiço de vigilância, Lúcio – Snape tenta acalmar o amigo – saberemos o tempo todo onde vocês estarão, e poderemos intervir a qualquer momento.
RESTAURANTE NA LONDRES TROUXA – TEMPO ATUAL
– No que está pensando, senhorita Granger? – Lúcio quebra o seu silêncio pela primeira vez.
– Você deve parar de me chamar assim – disse Hermione – de agora em diante só me chame de Mellinda Jones – Lucio sorri para ela, não era um sorriso caloroso, embora houvesse um quê de lisonja nele.
– Meus parabéns por sua perspicácia – ele disse – no que está pensando... Mellinda?
– Estou preocupada com a demora deles, embora isso seja esperado – ela dá uma discreta olhada ao redor – talvez estejam nos observando agora, provavelmente analisando se não é uma armadilha.
– Então vamos esperar que seus amigos aurores saibam agir discretamente – Lúcio responde a ela – se meus antigos colegas descobrem que se trata de uma a armadilha, nós dois estamos mortos.
– Não se preocupe com isso – Hermione continua olhando em volta do local – eles sabem muito bem o que fazer.
– É impressão minha ou você está preocupada com algo mais do que os meus antigos colegas comensais? – Lúcio tinha um ar muito desconfiado ao perguntar.
– É claro que a minha única preocupação é concluir com sucesso essa missão, senhor Malfoy – Hermione procurou manter uma expressão bem neutra ao falar, mas intimamente estava muito nervosa. Ela estava mentindo da maneira mais descarada para Lúcio Malfoy, pois naquele momento, havia sim, outra preocupação em sua mente.
FLASHBACK – HOGWARTS – 22 DE DEZEMBRO
– Então, Mione – Tonks a observava arrumando sua mala de viagem – como foi sua primeira sessão de adestramento, após ter feito a sua escolha?
– Foi... muito boa, você sabe... ele é incrível... como adestrador, sabe? – Hermione corou enormemente ao falar – vamos deixar isso para lá, Tonks.
– Tudo bem, amiga. Vamos falar então sobre a razão oficial de eu estar aqui – Tonks se senta enquanto Hermione continua arrumando a sua mala – o Ministério já fez contato com Lúcio Malfoy e o informou do seu plano. Ainda falta acertar alguns detalhes com o governo Trouxa, só depois que haverá uma reunião no Ministério da Magia para definir como tudo se dará.
– E o que Lúcio Malfoy pensa disso?
– Ele disse que considera tudo uma loucura, mas no fundo está é morrendo de medo – respondeu Tonks.
– Não se pode dizer que não haja motivos para isso – disse Hermione.
– Na reunião que teremos no Ministério poderemos acertar os detalhes finais, será no final do ano, quando quase ninguém estiver por lá – Hermione nota um pequeno sinal de preocupação da parte do Tonks.
– O que foi Tonks?
– É só um cuidado especial que estamos tendo. Precisamos evitar qualquer risco dessa missão vazar. Sempre pode haver alguém infiltrado no Ministério – ela nota o ar preocupado de Hermione – o que foi amiga?
– Estou preocupada com o meu plano contra a Rita Skeeter, não quero que ele afete a missão, afinal é importante demais pegarmos esses adeptos de Voldemort.
– Não se preocupe amiga – Tonks se levanta e toca no ombro de Hermione – eu, Harry e Ron saberemos como lidar com a situação quando chegar a hora – Hermione sorri para amiga. Uma batida na porta a faz interromper o que está fazendo e ir ver quem é.
– Allison, como vai? Entre, por favor – Allison Yaxley entra timidamente nos aposentos de sua professora de poções. Ela fica ainda mais intimidada ao se ver diante de Tonks.
– Então essa é a jovem espiã da Rita Skeeter – disse Tonks, em seu modo mais intimidador, Allison abaixa a cabeça, corando enormemente. Ela se aproxima de Hermione, sentindo-se estranhamente intimidada pela outra mulher mais velha.
– Está tudo bem Allison – disse Hermione, que se volta para Tonks – ela está do nosso lado agora, Tonks.
– Isso é verdade, Allison? – Tonks olha com muito interesse para a jovem sonserina – você está mesmo do nosso lado, ou continua espionando secretamente para a Skeeter?
– Desculpe senhora eu juro que não... – Tonks a faz se calar, colocando dois de seus dedos nos lábios dela.
– Não estou interessada em suas desculpas garota – Tonks se aproxima dela, Allison recua, intimidada, mas não faz nada para tirar os dedos de Tonks dos seus lábios – tudo isso por causa de um garoto que você achou estar tendo algo com a Mione, mas na verdade estava namorando outra aluna.
– Eu não sabia que o Jeffrey e a Helena estavam namorando – Hermione olhava espantada enquanto Allison respondia, a voz dela saindo um pouco diferente por conta dos dedos de Tonks, ainda em seus lábios.
– Eu vi os dois pombinhos juntos, antes de vir para cá. Você não era a garota certa para ele, minha cara – Tonks disse, retirando os dedos dos lábios dela – ele claramente quer uma companheira para ficar do seu lado, não alguém para segui-lo docilmente por aí, justamente aquilo que você está buscando numa pessoa, não é?
– Do... do que a senhora está falando? – a voz de Allison saindo quase sussurrada.
– Eu posso até estar enganada, mas duvido que esteja – Tonks olha para a jovem estudante à sua frente – olhando para você eu diria que é do tipo de pessoa que precisa de alguém que lhe ensine, que proteja você... que a mantenha... sob controle – Tonks e Allison se olham por alguns instantes, até que a primeira quebra o silêncio – mas o que importa agora é saber se você vai realmente nos ajudar a acabar com a perseguição da Skeeter contra a Hermione – Tonks se aproxima anda mais, acariciando o cabelo dela – você vai nos ajudar nisso, não é, Allison.
– Sim senhora, eu vou, tudo o que eu quero é acabar com tudo isso, eu juro – responde Allison, incapaz de fugir do olhar de Tonks.
– Boa menina, agora seja bem obediente e trate de sentar ali – Tonks sorri, ao mesmo tempo em que aponta para o sofá. Allison a obedece. Tonks volta a sua atenção para uma espantada Hermione – o que foi?
– Aham, bem... eu... – Hermione olha de Tonks para Allison, esta sentada, a cabeça abaixada – nada não, deixa para lá – ela volta a arrumar sua mala.
LONDRES TROUXA – TEMPO ATUAL
– Algum motivo para esse sorriso... Mellinda? – Lúcio Malfoy pergunta.
– Nada não, senhor Malfoy... é... só uma lembrança – Hermione responde, deixando de lado suas indagações sobre o que esperar do que se iniciou nos seus aposentos entre Tonks e Allison – me dê licença, por favor, eu vou ao... banheiro... aham...retocar a maquiagem.
Hermione chegou no banheiro. Ao ver que estava sozinha, tratou de tomar mais um gole da sua poção Polisuco, garantindo assim, mais tempo para sua transformação. O acordo entre o Ministério da Magia e o Primeiro-Ministro Trouxa, garantiu a oportunidade dela pegar os cabelos de uma mulher que fazia parte do alto escalão do governo Trouxa. Ela se olhou no espelho, ainda um pouco espantada por se ver como uma mulher na faixa dos quarenta anos de idade, cabelos louros, além das feições duras de uma experiente burocrata. Hermione tinha plena consciência dos riscos que estava correndo, pois sabia o que poderia lhe acontecer se os Comensais da Morte restantes descobrissem a armadilha que fora preparada para pegá-los. As terríveis lembranças que ela ainda tinha dos momentos tenebrosos que passou na Mansão Malfoy, principalmente nas mãos de Belatrix Lestrange, lhe davam uma idéia de como seria.
Ela tratou de afastar essas lembranças enquanto se olha no espelho. Hermione sentiu muita dificuldade em resistir a tentação de verificar se a mudança de aparência apagou as marcas em seu corpo, obtidos na sessão de adestramento, três noites antes. Desde que escolhera o Mestre que terminaria o seu adestramento que ela esperava o grande momento, quando seria anunciado que ela estava pronta para escolher aquele a quem entregaria sua submissão. Ela sabe, em seu íntimo, que isso irá acontecer na próxima sessão de adestramento, que ocorrerá logo após ela pôr fim a essa missão. Havia, no entanto, outra preocupação em sua mente: o seu outro plano, um que já estava transcorrendo naquele mesmo momento.
FLASHBACK – DE MEIA HORA A CINQUENTA MINUTOS ANTES
Rita Skeeter mal acreditava na própria sorte. Depois de fotografar Hermione Granger tomando a sua poção Polisuco naquele beco da Londres Trouxa, agora teve também a oportunidade de tirar outras fotos, agora com ela em sua nova aparência, ao lado de ninguém menos do que Lúcio Malfoy. Ela praticamente salivava com a oportunidade de uma matéria bombástica que estava bem perto de fazer. Agora só precisava segui-los para saber onde era o “ninho de amor” do casal. Ela não imaginava que a informação dada por Allison Yaxley poderia ser tão quente. Quando ela contou que Hermione Granger e Lúcio Malfoy tinham marcado de se encontrar no dia 06 de janeiro, na Londres Trouxa, ela ficou em duvida se poderia acreditar. Foi uma dificuldade enorme convencer o seu editor a deixar espaço na primeira página, mas agora via que estava diante do que pode vir a ser a melhor reportagem de sua carreira.
Ela seguiu Hermione, vendo-a entrar no restaurante, tirando as fotos do momento em que ela se encontrou com Lúcio Malfoy. Eles estavam ali há pouco mais de cinco minutos e Rita notou que mal conversaram, toque físico então, nem por um momento ocorreu. Ela estranhou esse comportamento dos dois, ambos parecendo esperar a chegada de alguém. Isso só serviu para aguçar ainda mais a curiosidade dela. Rita decidiu que esperaria o tempo que fosse necessário. Um barulho próximo a ela, no entanto, chamou sua atenção. Rita conhecia esse barulho, era o som de uma aparatação. Ela se virou para olhar e ficou apavorada ao se ver de frente para um Comensal da Morte. Este veio caminhando lentamente em sua direção, aumentando ainda mais a sua sensação de pânico. Um outro som de aparatação chama a atenção dos dois. Rita e o Comensal se viram para o lado onde ouviram o som e ambos dão de cara com ninguém menos do que Harry Potter. O Comensal saca sua varinha contra ele, mas Potter é mais rápido.
– Estupefaça – o feitiço saído da varinha de Harry joga o Comensal de encontro a uma parede, deixando-o inconsciente. Harry volta sua atenção para Rita Skeeter – o que faz aqui, Rita?
– Harry Potter – Rita diz em voz alta, dando-lhe o que ela imagina ser o seu melhor sorriso – é tão bom encontrá-lo outra vez.
– Posso lhe garantir que o prazer não é recíproco – diz Harry – e você não disse o que está fazendo aqui. Ainda mais junto a um Comensal que eu venho perseguindo a dias.
– O que você quer dizer com isso? Eu não tenho nada com esse sujeito – ela disse, apontando para Comensal caído.
– Você vai ter de explicar isso no Ministério, Rita – Harry conjuga cordas para amarrar o Comensal, ao mesmo tempo em que pega no braço de Rita Skeeter. No mesmo instante, os três desaparecem do beco.
RESTAURANTE NA LONDRES TROUXA – TEMPO ATUAL
– A minha experiência sempre me disse que as mulheres costumam demorar mais no banheiro – diz Malfoy, ao ver Hermione sentando em seu lugar.
– Você sabe porque eu tive de ir até lá – retrucou Hermione.
– É eu sei, e isso me preocupa demais – Lucio Malfoy inclina seu corpo para se aproximar de Hermione – os Comensais vão querer conferir se você não está sob o efeito de uma poção Polisuco, o que faremos se não der tempo para completar a missão antes que o efeito passe?
– Tudo dará certo senhor Malfoy – Hermione diz a ele, embora a sua atenção estivesse focada para a porta de entrada do restaurante.
– Eu não sei como pode ter tanta certe...
– Quieto Malfoy – Hermione o repreende – eles chegaram.
Lúcio Malfoy tem sua atenção chamada para os três homens que tinham acabado de entrar no restaurante. Estavam vestidos em roupas Trouxas, mas era evidente, pela extravagância dos trajes, a falta de combinação entre cores e tecidos, que não havia dificuldade em perceber que se tratavam de bruxos. Os três homens são interpelados pelo atendente do restaurante e estes apontam para mesa onde Lúcio e Hermione estão. Os três se encaminham até ela. Seus passos quase que marciais tornam ainda mais difícil disfarçar sua verdadeira condição de qualquer um que conheça a existência da magia. Eles param diante da mesa de Lúcio e Hermione.
– Como vai Lúcio? – uma dos homens diz, olhando de imediato para Hermione – essa é a pessoa de quem você falou?
– O nome dela é Mellinda Jones. Ela é... hum... é um aborto – disse Lúcio, Hermione finge constrangimento, abaixando a cabeça – eu... hum... conheço a irmã dela, que é uma bruxa de verdade.
– Você quer dizer que é amante da irmã desse aborto, não é? – o sorriso presunçoso dele não deixava dúvida sobre o que pensava – amante de uma sangue-ruim que, por sua vez, é irmã de um aborto. Você já teve um gosto mais apurado Lúcio.
– Você pretende ficar com essa conversa mole de sangue-puro ou veio fazer negócio? – Hermione intervém – caso contrário eu irei embora.
– Você não vai a lugar nenhum aborto – disse outro homem – nós iremos negociar, mas não aqui.
– Onde nós iremos? – pergunta Lúcio.
– Vocês saberão quando chegarmos lá – respondeu o terceiro homem – vamos logo, não há tempo a perder – Hermione, Lúcio e os três Comensais disfarçados saem do restaurante, logo depois de Hermione pagar a conta. Eles atravessam a rua e chegam a um beco deserto. Hermione tira um celular de sua bolsa.
– O que é isso? – o homem que parecia ser o líder do trio pergunta.
– Chama-se telefone celular – respondeu Hermione, o celular na mão esquerda, enquanto a mão direita está enfiada num dos bolsos da calça – embora eu prefira chamá-lo de “Meu seguro de vida”. Acabei de mandar uma mensagem para uma outra pessoa, que nem está em Londres. Eu não sei onde ela está, mas se eu não mandar uma resposta a cada meia-hora, essa pessoa tem instruções para considerar que vocês me mataram, e contar, tanto ao governo Trouxa, quanto ao Ministério da Magia, o que está acontecendo aqui.
– Que brincadeira é essa, Lúcio? – um dos homens quase grita, chamando a atenção de alguns passantes na rua.
– Eu não sei do que ela está falando, e modere a sua voz – Lúcio olha para a rua temeroso.
– Vocês são Comensais da Morte, odeiam, Trouxas, sangues-ruins, mestiços, abortos e traidores do sangue – disse Hermione – acham que eu não sei que vocês estão planejando me matar assim que eu der o que desejam?
– Ora sua... – um dos bruxos ameaça Hermione, o bruxo que parecia liderá-los o contém.
– Está tudo bem, vamos manter a calma – disse – você nos dá o que queremos e nós lhe damos o que você quer – ele tira uma sacola do bolso do casaco, este havia sido ampliado magicamente, pois a sacola se mostra bem grande ao ser retirada – veja com seus próprios olhos – Hermione olha na sacola e a vê cheia de moedas de ouro – será tudo seu se nos der o que queremos.
– Então acho que temos um acordo – disse Hermione. Ela tenta pegar a sacola, mas o bruxo a enfia de novo em seu bolso ampliado magicamente.
– Vamos a um lugar onde você nos dará todas as indicações necessárias para conseguirmos o que queremos, mas antes precisamos tomar certas precauções.
– O que você quer dizer? – disse Lúcio.
– Nós vamos verificar se vocês não estão com algum feitiço de vigilância – disse o bruxo, ele e seus dois companheiros sacando suas varinhas e apontando para Lúcio e Hermione – é melhor que nenhum de vocês dois estejam com um feitiço assim, ou ambos irão morrer aqui mesmo.
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