Três Canecas
1 Capítulo único
Câncer abriu os olhos pela clara luz que adentrava a janela aberta do quarto. Olhou para o lado esquerdo da vasta cama de lençol rosa e pode perceber Peixes dormindo calmamente sobre o seu ombro, sua respiração era calma e seu rabo de cavalo estava todo emaranhado. Movendo a cabeça para a direita viu então Touro ocupando o outro ombro roncando baixo... Ambas estavam dormindo abraçadas em si... Dormiu com as namoradas de novo...
Logo reconheceu que se tratava do quarto da taurina... Era comum elas se amontoarem ali já que a cama de Touro era maior. Câncer tentou sair do meio das duas sem acordá-las, mas basicamente não conseguia se mexer por estar enroscada pelos braços e pernas das namoradas. Não que achasse isso ruim, adorava receber mimo e carinho das duas, mas queria trazer café da manhã na cama para elas e era difícil fazer surpresa para elas assim.
Não demorou a entrar no modo de desistência e se levantar sem tanto cuidado, acabando por acordar a pisciana que tinha o sono mais leve. Peixes se espreguiçou e esticou o braço para pegar na mão da canceriana.
—Fica mais um pouco mor...
—Como vocês conseguem tanta disposição para dormir? – Indagou a canceriana sorrindo. Se aproximou de Peixes e deu um selinho na mesma – Vou fazer o café da manhã. Quer que eu traga para vocês?
—Hum... Não precisa, linda. A gente desce daqui a pouco...
Um ronco mais alto foi ouvido e ambas riram baixo.
—Tem certeza? – Câncer perguntou novamente, vendo que a taurina estava em um sono pesado.
—Tenho sim. Eu acordo ela – Afirmou a pisciana que se aconchegava na conchinha de Touro para cochilar mais uns minutos. Câncer mando um beijo no ar e se retirou do quarto.
Câncer adorava fazer biscoitos no café da manhã. Se entretia fazendo a massa e pensando em formatos fofinhos para os biscoitos. Conchinhas? Peixes adorava, mas era difícil... Touro não se importava com o formato e sim com o sabor. Por fim decidiu fazer ursinhos. Quando colocou-os no forno logo viu Peixes adentrar a cozinha saltitante e Touro logo atrás bocejando. Câncer logo se aproximou da taurina e lhe deu um selinho de bom dia.
—Vocês sabem mesmo como me acordar hein – Disse a taurina sorridente.
—Vocês? – Câncer sorriu e olhou para Peixes que estava levemente rubra, logo se voltando a Touro e percebendo uma nova marca de chupão no pescoço da maior – Ohh então estão fazendo coisas sem mim? Que rude – Disse em tom de brincadeira, já sabendo que resultaria em Touro vindo até si e lhe puxando firmemente pela cintura, logo roubando um beijo quente e lento da loira. Peixes se limitou a ver a ver ambas se beijando, a língua safada da taurina guiando a canceriana de forma envolvente, as mordiscadas, os chupões... Logo terminaram e viram a pisciana babando, fazendo Câncer ficar toda envergonhada e se apressar até o forno para ver os biscoitos.
—Você não perde tempo hein Touro? – Indagou a peixinha sorridente.
—E você estava louca para participar, não é? – A taurina pegou o queixo de Peixes carinhosamente a vendo focar o olhar em si, e logo após levar a mão a nadega esquerda da pisciana que soltou um gemido fraco.
—Se eu fizesse, coisas indecentes aconteceriam nessa cozinha...
—Meninas, vocês sabem que eu amo vocês... Mas estamos na cozinha, alguém pode acordar – Alerta a canceriana preocupada.
—A Touro que é uma safada, Cân – Peixes virou as costas e foi em direção a mesa sentando-se. Touro foi sorridente até o armário e pegou três canecas.
Câncer levou a forma de biscoitos para a mesa e suspirou pelo calor do forno... Logo ouviu uns risinhos vindos da taurina e encarou a forma de biscoitos...
—A-ahh meu deus...
Câncer atingiu um novo nível de vermelhidão logo que percebeu o formato fálico tido pelos biscoitos, isso somado a taurina rindo não ajudava.
—Depois eu que sou a safada de nós três!
—N-não! Isso não foi proposital... Eram pra ser ursinhos...
—Está tudo bem Cân! – Afirmou Touro – O que importa é o sabor, e que você fez com muito amor!
—Rimou – Comentou Peixes –Não fique assim Câncer! Ficaram adoráveis! – Disse já experimentando um – Hum... Que piroquinhas deliciosas!
—O-obrigada...
A loira pegou um biscoito e o encarou... Só agora percebeu que a forma estava torta... Mas suas amadas não pareciam ligar. Comeu.
—Hey, vocês não estão afim de sair hoje? – Sugeriu Touro – Hoje é domingo...
—Poderíamos ir a um parque de diversões! – Disse Peixes empolgada.
—Eu gostaria de ir a um lugar calmo como uma praça – Comenta Câncer com um singelo sorriso no rosto.
—Eu prefiro shoppings – Completa Touro – Tem várias lojas legais, sem contar a praça de alimentação – Diz lambendo os lábios.
—Nós podíamos fazer tudo! – Sugere Peixes animada, recebendo um olhar curioso das namoradas – Primeiro vamos ao parque de diversões que é o mais animado! Depois vamos ao shopping e aproveitamos para comer alguma coisa. Depois que estivermos mais cansadas aproveitamos a calmaria de uma praça!
—Eu acho que é uma boa idéia! – Touro sorri.
—Vocês adoram um dia cheio né? – Comenta Câncer. Geralmente preferiria fazer algo em casa, mas era bom sair e dar uma volta com as amadas – Eu aceito a proposta! Mas antes, vamos terminar o café da manhã!
Após terminarem de comer, se dirigiram aos seus aposentos para decidir que roupa colocariam. Touro sempre terminava primeiro. Não que não fosse vaidosa, mas sempre que pensava em sair já sabia que roupa usaria. Logo que pôs os pés para fora do quarto encontrou Peixes no corredor.
— Está pronta já mozão? – Indagou Touro.
— Estou sim! Demorei a decidir entre essa blusa amarela ou uma rosa...
— Gostei! Amarelo realça suas barbatanas lindas – Respondeu acariciando levemente a sua bochecha até chegar a sua orelha úmida, recebendo em troca um olhar apaixonado da menor – Vamos ver como está a Cân? Ela é sempre quem demora mais, ai você já se troca ali.
—Claro!
Ambas se dirigiram a quarta porta do lugar e entraram sem cerimônia. Câncer levou um susto, pois estava apenas em trajes íntimos e achou que pudesse ser qualquer pessoa, logo suspirando aliviada.
—Meninas! Não me assustem assim... Achei que fosse a Áries ou a Gêmeos...
—Elas entram assim no seu quarto? – Perguntou Touro.
—Elas são doidas, entram assim no quarto de todas! – Respondeu Câncer, arrancando uma risada boba da pisciana – Meninas, qual desses vestidos me deixa menos gorda? – Indagou com um vestido amarelo e um branco em mãos.
—Você fica linda em qualquer um deles Câncer! – Respondeu Peixes. Não conseguia nem escolher a própria roupa...
—Ainda prefiro você sem nenhuma roupa – Disse Touro sorridente, fazendo a canceriana ficar vermelha de vergonha, com direito a Peixes babando por achar Câncer uma tímida fofa.
—Não fale coisas obscenas assim, Touro! – Câncer falou levemente encolhida.
-Não fique assim Cân – Disse Peixes, se aproximando e beijando a bochecha da loira – Pode usar o branco... Você parece uma noiva, fica muito fofa!
-Ainda quero saber quando vai ser o nosso casamento! – Respondeu a canceriana. Era difícil manter a baixa auto-estima com aquelas duas! Tratou de se vestir e deixou Peixes pentear seus longos e ondulados cabelos, para então finalmente partirem...
Câncer e Peixes gostavam de caminhar, sentir a brisa e o cheiro do ar... Mas a preguiçosa taurina preferia mil vezes um uber. Era difícil convencê-la do contrario pois era bastante teimosa, mas finalmente decidiram pegar carona quando Touro disse que ficaria mais disposta se não se cansasse andando. Ao chegarem ao parque de diverções Peixes corria animada por todo lado, não sabia por onde começava, queria ir em todos os brinquedos de uma vez só.
-Peixes se acalme! – Chamou a taurina – Nós sabemos que está animada mas só podemos ir a um lugar de cada vez – Sorriu.
-Eu sei, mas são tantos brinquedos divertidos... Câncer, escolhe o primeiro!
-Ahn? Eu? – Câncer as encarou confusa... Nem estava tão empolgada, portanto preferia que elas escolhessem já que iriam se divertir mais. Afinal, Câncer conseguia se sentir feliz só em ver as amadas felizes.
-Sim! Eu escolhi o lugar, Touro escolheu como viemos, é a sua vez de escolher algo!
-Ahh eu já estou satisfeita em ir à praça mais tarde – Sorriu.
Peixes fez uma carinha pidona e Touro um biquinho.
-Tudo bem... Vamos no... — A loira olhava a todos os lados... Só tinham brinquedos violentos que giravam e te botavam de ponta cabeça... Sentiu seu estomago revirar só de pensar – Que tal o carrossel?
-Carrossel?
-Vamos!
Peixes pegou na mão da canceriana e correu em direção ao brinquedo. Touro as seguiu com um pouco de moleza nas pernas... Não gostava muito de correr... A fila era pequena, então logo foi a vez delas. Câncer montou em um unicórnio com certa dificuldade por ser baixinha, Touro escolheu uma lhama e Peixes um cisnei. Peixes alternava entre encarar ambas as namoradas olhando para trás com uma carinha apaixonadinha. Câncer estava tranqüila por ser um brinquedo calmo, aspirava o ar puro deliciada, e Touro se segurava na barra recostando a sua cabeça com os olhos fechados... O embalo do sobe e desce dos animais a deixava com sono.
Quando desceram do brinquedo decidiram que era a vez de Touro escolher. A mesma bocejou umas três vezes e se espreguiçou umas quatro antes de olhas para os lados e pensar em um legal para ir...
-Tourinho você é uma preguiçosa muito fofa! – Comentou Peixes, indo até ela e a abraçando por trás, repousando a cabeça em seu ombro.
-Eu só preciso de algo mais... Agitado pra me acordar... Vamos na montanha russa?
-M-montanha russa? – As pernas de Câncer começaram a tremer...
-Oba! Adoro montanha russa! – Respondeu a pisciana já arrastando Touro em direção ao mesmo. Câncer apenas as seguiu... Elas pareciam tão animadas...
Diferente do carrossel, a montanha russa tinha uma fila enorme. Ficaram cerca de meia hora esperando a sua vez. Quando finalmente chegou, Peixes e touro escolheram um dos assentos mais da frente e Câncer sentou logo atrás das duas, já que os assentos formavam pares. Logo que o brinquedo começou a se mover a loira já sentiu o seu coração bater mais forte, seus braços e pernas tremelicavam agitadamente. Touro e Peixes por estarem no banco da frente e animadas acabaram por não perceber...
-M-meninas – Chamou Câncer – Eu quero descer! – Diz já sem agüentar o medo.
-O que? – Touro se vira para trás, vendo a menor pálida – Câncer você está bem?
Foi quando o brinquedo começou a descer a rampa em alta velocidade... Touro e Peixes mal conseguiram aproveitar preocupadas com a namorada... Cada curva, cada descida faziam o estômago da loira se embrulhar mais... Foram os três minutos mais torturantes da sua vida... Quando o mesmo finalmente estacionou novamente no ponto de partida Câncer desceu com as pernas bambas e acabou caindo no chão pela pressão baixa. Touro correu na direção da amada e a pegou no colo, se afastando do brinquedo apavorada.
-Onde tem uma enfermaria aqui? – Indagou Peixes que as acompanhava também assustada.
-Apenas... Me levem ao banheiro – Pediu Câncer. Touro Prontamente correu para o toalete que não ficava muito longe. A pressão da canceriana já havia voltado ao normal, a taurina a colocou no chão e ela foi até uma das cabines, deixando a porta escancarada mesmo, levantou o tampo do vaso e vomitou. Peixes correu para perto dela, segurando o seu cabelo para não sujar. Quando terminou, Câncer foi a pia lavar a sua boca.
-Porquê você não disse que estava com medo? – Indagou a taurina com o tom mais calmo que pode.
-É que vocês estavam tão animadas... Eu... Me desculpa...
-Você não tem que pedir desculpas... Tem que se importar consigo mesma também...
-Nós é que te devemos desculpas Cân – Disse Peixes – Não prestamos atenção em como você estava...
-Bem... Já passou meninas – Disse Câncer já mais calma – Peixes, é a sua vez de escolher!
Touro a encarou ainda preocupada, mas antes que pudesse fazer algo, Peixes deu uns pulinhos animada.
-Já sei onde nós vamos!
Como já era esperado, Peixes pegou nas mãos das duas e foi animada até onde queria. Touro e Câncer inclinaram a cabeça ao ver a pequena barraca com brindes como ursos de pelúcia e balões com o formato de alguns animais fofinhos. Tratava-se de um jogo de alvo com argolas. Tinha-se que acertar os pinos que estavam presos na mesa inclinada. Peixes olhou-as sorrindo e comprou um passe. Eram três tentativas de acertar.
Primeiro foi Câncer que acertou um pino perto do alvo central, a segunda foi Touro que acabou jogando muito longe e não acertou nenhum pino. A ultima foi a pisciana que acertou o segundo pino mais próximo do centro, dando o direito de escolher um premio grande. Escolheu um coelho branco e fofinho, deu-lhe um abraço apertado e em seguida entregou a canceriana.
-Para você, amor!
-Para mim? – Câncer olhou para a taurina confusa e então se voltou a Peixes – Mas você que acertou o alvo...
-Mas eu quero dá-lo a você!
-M-mas e a Touro?
-Acho que você merece meu chuchu – Completou a taurina que lhe abraçou por trás. Peixes com o coelho junto a abraçou pela frente e ambas deram um beijo em suas bochechas.
Câncer levemente rubra, sorriu... Abraçou a Peixes que estava em sua frente e quando ambas lhe soltaram pegou o coelhinho.
-Obrigada meninas... Vou cuidar dele com todo amor que tenho por vocês!
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Logo decidiram que já era hora de ir ao shopping, lugar escolhido pela taurina. Como era próximo do parque de diversões acabaram por ir a pé mesmo. Chegando lá, trataram de se dirigir a praça de alimentação, com direito a pisciana maravilhada com algumas roupas que via nas vitrines ou mesmo se lamentando por não ter mais idade para entrar no brinquedo com escorregador do local. Era difícil conter a animação quase infantil da pisciana, sempre saia dando uns pulinhos à frente das namoradas que a acompanhavam tentando conter o seu animo para que pudessem aproveitar o passeio com mais calma.
Quando chegaram a praça de alimentação foi a vez da taurina não conseguir ser contida. Nunca sabia se optava por um hambúrguer com batatas fritas, pastel de frango com catupiry ou um bufe básico com feijão caipira e brócolis cozinhado. Isso que a mesma já pensava na sobremesa... Sorvete? Chocolate? Marshmallos?
Câncer cobria os olhos e soltava um riso fraco... Era sempre assim! Peixes não conseguia conter os risos... Logo as três finalmente decidiram que comeriam pastel e se dirigiram a fila. Claro que Touro ainda tinha que filosofar se compraria dois pastéis dos sabores que queria ou se guardava um pouco do dinheiro para outros fins...
Quando finalmente conseguiram os pedidos se acomodaram em uma mesa circular pequena. Touro e Câncer se deliciavam com calma e Peixes se distraia em meio a sua imaginação fértil. Tanto que acabou derramando do recheio na sua roupa... Câncer ficou afobada já procurando os lenços umedecidos que tinha trazido, Touro por sua vez se preocupou em não deixar o recheio cair no chão, pegava com a mão mesmo e levava a sua boca sorridente. Peixes só conseguia rir da situação, logo Câncer se aproximou com os lencinhos passando sobre e área atingida, mas não conseguiu evitar que uma mancha se formasse na blusa... Suspirou...
Peixes parecia não se importar, já queria comprar umas roupinhas novas, mas mudou de idéia ao passarem pelo cinema.
—Oba! Já quero pipoca! – Anunciou Touro.
—Por favor sem filmes de tiros ou de terror como da ultima vez – Pediu Câncer.
—Gente, ta dando Moana, vamos ver? – Indagou a pisciana ansiosa, logo recebendo acenos positivos das namoradas.
O próximo passo foi comprar os ingressos e a pipoca. As três decidiram que seria bom já irem se acomodando na sala espaçosa em que se passaria o filme, escolheram um lugar centralizado e Peixes sentou-se entre Touro e Câncer, levantando os descansos de braços para que as três pudessem ficar abraçadinhas. Câncer se aconchegava no ombro de Peixes chorando a cada momento de tensão, a mesma retribuía com afeto e carinho, seja segurando suas mãos ou beijando a sua testa. Touro por sua vez dormiu no meio do filme e se encontrava nesse momento babando no ombro da pisciana agarradinha em seu braço.
Depois que o filme acabou o complicado foi acordar a taurina. Ela se espreguiçava e bocejava preguiçosamente e sem a mínima pressa... Peixes e Câncer alternavam entre se olhar e olhar a namorada... Touro era uma dengosa nata.
Quando finalmente Touro conseguiu se mexer e levantar, as três resolveram ir logo para o parque que era ali pertinho. Era um lugar bastante calmo e florido, no centro tinha uma fonte de água que Câncer amava... Sempre lhe trazia tranqüilidade! Perto podia-se ver algumas mesas de concreto e pessoas passeando com seus animais de estimação... Peixes sempre parava para fazer carinho em alguns deles, e consequentemente, fazer amizade com os donos também. Touro amava o odor campestre do local. Gostava de cheirar as flores, mas sempre acabava dando gritos quando aparecia uma abelha inocente por perto. Câncer sorria de leve e acariciava o seu couro cabeludo para que se acalmasse, recebendo um abraço caloroso em troca. Logo Peixes se juntou no abraço também... Câncer e Peixes beijavam as bochechas da taurina para que se sentisse mais a vontade... Touro sempre ficava babona com as caricias das duas.
Logo elas se acomodaram em um banco charmoso para admirar o por do sol. Câncer e Peixes se recostavam nos ombros da taurina que segurava a mão de ambas...
-Eu amo vocês duas – Comentou Touro, admirando os tons de amarelo, laranja e roxo que o céu tomava...
-Eu também amo vocês – Câncer levantou a cabeça e olhou para as duas.
-To com medo de ser repetitiva – Disse Peixes...
-Ahh não fala assim meu sushizinho – Completou Touro lhe roubando um selinho.
-Sushi? –Peixes indagou confusa.
-Sim! Fofa, pequena e uma delicia quando a gente come! – Explicou, tirando riso de ambas – E a Câncer é um chuchuzinho!
-Eu não acho chuchu bom não... — Touro e Peixes lhe encararam com um bico – Não é?
-Você não! Você é uma delícia! – Afirmou a taurina, e Peixes acenou com a cabeça confirmando.
-Ai vocês...
Câncer ficou rubra, não sabia se sentia vergonha ou ficava lisonjeada... Logo Peixes levantou e foi até a canceriana, pegando em suas bochechas e as acariciando suavemente, selando os seus lábios nos dela em um beijo calmo. Touro sorriu, pegou o celular no bolso e tirou uma foto das duas naquele momento carinhoso, então o guardou novamente e pegou nas mãos das duas. Poucos segundos depois Peixes deixou a boca ofegante da canceriana e selou os lábios da taurina. Câncer sorriu.
Eram um casal diferente, muitas vezes incompreendido pela maioria das pessoas. Mas elas jamais deixariam que isso atrapalhasse a felicidade delas...
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