Três Anos
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A dor pulsante de meu peito
Calor eterno de gelo
Garra infecta de sofrimento
Alimento lúgubre de minha alma, desprezo
De deuses, jogado a terra
Caio
Sem esperança, porém, de levantar.
Asas negras, corvo branco
Doce alma, jovem, pranto
Sou eu assim tão desprezível ser
Que aos outros permite aparecer
Em minha mente e dizer-me o que fazer?
Odeio esse fraco eu que sucumbe
Perante o fraco ardor de almas baixas
Mas o que faço?
Oh, minha Senhora, o que faço?
Pois em jovem peito bate meu amor
Trancado sozinho, oh, que terror
Daqueles dedos fúnebres do tempo vejo
O mártir eterno da minha solidão
E eterna dor de sede pulsante por seu beijo
Desfaleço, caio em escuridão
Por que? Por que fizestes o tempo, Senhora?
Por que deixai que seu filho maldito me atacasse,
Me matasse, me esquartejasse,
Jogasse meu coração ao chão e o pisoteasse?
Ah, que dor que sinto no buraco deixado
Por meu amor que me fora arrancado
Tão súbita e cruelmente
Por atroz inimigo, o desprezível tempo
E agora nada tenho,
A não ser a dor e um buraco no peito.
Ela é jovem demais
Ah, minha Senhora, ela é jovem demais.
Por que, formosa Dama, fizeste dela tão jovem?
Por que dera-lhe a graça da beleza,
O sorriso mais belo que já vi?
Por que permitiu que meu coração arrasado
Ergue-se das cinzas e amasse novamente?
Não tem pena de mim?
Seu fiel discípulo, dedicado criado
A tanto maltratado pela solidão.
Não tem pena de mim?
Desfaleço em pranto
Com ódio a crescer no peito
E urro
Urro de raiva, de dor, de sofrimento
E caio de joelhos diante do tempo
Três anos
Três anos que me arrependi de ter vivido.
Notas finais
Essa é uma pequena poesia que escrevi depois de um momento de frustração em que descobri que a garota que eu estava interessado é jovem demais (3 anos de diferença). Embora possa parecer pouco, em minha condição atual é uma diferença grande. Como podem ver, é um motivo bobo, sem grande importância, mas me inspirou a escrever esse poema, e quis compartilhar aqui com vocês.
Caso goste, comente o que achou ^^
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