Trágico Romance
7 O portal
Um calafrio lhe percorreu a espinha como quando de costume, só que agora ele continuara lá e não queria ir embora, e por mais que ele se alongasse e refletisse coisas boas o calafrio não se dava por vencido e ali continuava no mesmo lugar, ainda assim ele começou a descer o buraco que tinha a circunferência de um bueiro com capacidade para apenas uma pessoa, e quando descia ele se apoiava com as duas mãos mas sabia que em algum momento teria de soltar e deixar seu corpo cair ao chão, fosse o que fosse que o esperasse.
Era uma queda livre e o que parecia que logo passaria se estendia e o calafrio ainda o atormentava agora com mais intensidade, alguma coisa o informava no mais profundo de sua mente que aquele local não era seguro, mas ele sabia que tinha que saber o que se encontrava no fim, era uma queda sem fim pensava James, enquanto caia e o calafrio o perturbava ele imaginava coisas terríveis no fim do "Túnel" em forma de bueiro. e de repente sem perceber ele chegara ao fim e como em um apagão súbito ele não sabia onde estava nem como chegara ali, parecia que sua mente havia apagado e ele acordado ali, mas era impossível pois ele estava acordado ainda a pouco, mas ele deixou este fato de lado quando se pôs a observar o local em que havia caído, era tudo claro, branco, Divino? Era estranho bonito atordoante, ele não sabia bem definir, havia um sofá cor gelo, quase imperceptível, um criado mudo, uma adaga acima do criado mudo como as dos servos do seu sonho, e uma TV de vasta imensidão, sem fim com imagens sendo exibidas e a cada momento passando e passando sem fim sempre coisas diferentes, tudo dividido em infinitos quadrados, haviam pessoas em cada um era estranho novamente uma porta para a direita da TV e uma para a esquerda.
Na da direita era escrito "Venha" e na da esquerda "Vá" ele ficou indeciso com qual deveria seguir mas o que mais prendia sua atenção era aquela imensa tela com a imagem de varias pessoas inclusive de pessoas que ele conhecia, sim era ela isabel e sua mãe verônica em suas ações rotineiras, que estranho pensará ele.
James resolveu escolher por instinto e seguiu pela porta escrita vá, talvez porque adorasse contradições e mistérios, quando ele abriu a porta achando que veria algo do outro lado ele apensas viu luzes misturadas em forma abstrata que mais parecia um redemoinho, era impossível de separar as cores mas algumas estavam em tom mais forte como o violeta o purpura e o azul, ele não podia ver através porque era tudo muito denso, e ele então pensou em voltar e pegar a outra porta mas algo o prendia ali era como algo atado a ele como um ser invisível que também fazia com que seu querer fosse adentrar aquela porta, então ele arriscou de leve por a perna para dentro e ele não conseguia mais retirar, logo ele por tal atração e força gravitacional deixou seu corpo se levar para dentro, no fim tudo parecia uma imensidão de cores estranhas e sempre as três cores eram mais vistosas o violeta então o mais vistoso. Ele sentia seu corpo em queda livre de novo.
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