Toys

2 Conhecer?


Notas iniciais
Toshiya POV, mãs, será o único, provavelmente. x_x Não consigo fazer a visão do Toshiya.

Já era sexta-feira. Fazia uma semana desde que comecei a trabalhar ali. O trabalho não era difícil, pelo contrário, nada que saísse da realidade que eu já havia trabalhado antes. Diferente das outras empresas, tinha uma sala só para mim. Lá eu poderia fazer o que quiser e não iria me distrair com tanta facilidade. Meus colegas também eram ótimos. Todos me trataram bem, apesar de alguns olhares que recebi e eu não consegui compreende-los, mas não me interessaram.

Durante aquela semana pude almoçar com o meu chefe duas vezes. Não sei se ele realmente tinha tempo de almoçar comigo ou se ele fazia isso porque eu era novo na empresa. Kyo era bastante calado, mas todas as vezes que ele falava rendia uma boa conversa. Não o conhecia bem, isto é, não o conhecia de forma alguma. Apenas sabia que ele era meu chefe, mas eu estava muito ansioso para almoçar novamente com ele. Todo aquele jeito misterioso certamente ganhava a minha atenção.

Estes eram os pensamentos vagos que passavam pela minha cabeça enquanto fazia o meu trabalho. Era muito para os primeiros dias, mas eu gostava de ter o que fazer. Eram mais ou menos onze da manhã. Parei para fazer um alongamento, ficar na mesma posição por muito tempo me fazia mal.

A porta da minha sala se abriu, eu estava de pé, com os braços esticados. Com o movimento a camisa que eu usava subiu bastante, deixando minha barriga de fora. Tentei me recompor o mais rápido possível, mas um dos meus colegas me viu naquele estado. Riu antes de falar.

- O chefe quer vê-lo na sala dele. E cuidado, não fique se mostrando assim, principalmente se você não sabe quem pode entrar na sua sala. Pode ser o chefe. — Ele saiu da sala ainda rindo, menos em comparação à hora que entrou na sala.

Eu não entendi bem o aviso dele. Será que o chefe não gostava que ficassem mostrando o corpo daquela forma? Mas eu só fazia aquilo dentro da minha sala... Sozinho, mais ninguém veria. Perdi parte do meu tempo pensando naquilo, até que percebi que tinha de ir na sala dele.

- Pode entrar. — Foi o que eu ouvi quando bati na porta. Não demorei muito para obedecer, logo estava encostado na porta fechada. — Hoje quer almoçar comigo? — Não consegui conter o sorriso, mesmo que ele tivesse pedido para que eu não o mostrasse. Tampei a boca com as mãos e apenas afirmei com a cabeça.

- Ótimo! — Ele olhou no relógio e se levantou. Não prestei muita atenção nas suas ações e esperei se aproximar. — Está na hora, certo? — Eu afirmei e nós saímos.

Adotamos uma conversa animada até o restaurante que sempre comíamos. A conversa foi mudando, até que eu já não me lembrava o porque de estar contando sobre minha vida. Não que eu me importasse em falar aquilo para ele, mas era um pouco diferente.

Após o almoço ele sugeriu que eu fosse repassar a semana na sala dele. Não vi problema e aceitei. Passar a tarde trabalhando com ele foi muito bom.Ele não aparentava ser meu chefe. Só não ficava espantando com esse tratamento porque todo o ambiente daquela empresa era assim, todos se tratavam como amigos e não como simples pessoas que trabalhavam no mesmo lugar.

- Está tarde... — O tempo tinha passado rápido naquela tarde. Só me dei conta de que horas eram quando o ouvi falar a respeito. — Eu estava pensando... Faz uma semana que você está conosco e você fez tudo que lhe deram para fazer. E fez bem feito. Você me falou sobre sua busca por emprego... Me veio a cabeça que deveríamos comemorar. — Me surpreendi com a proposta dele. Achei estranho aquela atitude. Inúmeras perguntas vieram na minha cabeça e a que mais se repetia era “será que isso é somente comigo?”

- Comemorar? Como assim? — Acabei ficando nervoso e pisquei seguidas vezes. Tentei observá-lo para entender melhor o que era aquilo, mas foi inútil. Seu jeito inexpressivo, até mesmo quando falava, escondia o que se passava na cabeça dele.

-Tem uma espécie de bar aqui perto. Eu pagaria a nossa entrada já que não recebeu ainda. Fora que vários dos nossos colegas foram para lá. — Ainda achava aquela situação bastante estranha. Mesmo que ele dissesse que outros colegas nossos estariam lá.

Todos os meus pensamentos foram embora no instante que eu vi a expressão dele. Fora a primeira vez que ele expressara algo. Não o conhecia bem, mas sabia que aquela expressão pedinte não se repetiria tão cedo. Deixei um longo suspiro escapar.

- O pessoal vai mesmo? Se estiver me enganando eu vou ficar chateado.- Formei um bico, só por provocação. Ele sorriu. Aquele sorriso conseguiu me animar. Pensei em sorrir também, mas lembrei do pedido que ele havia feito e me contive.

-Por que eu mentiria? — O olhar dele me fez acreditar em todas as suas palavras — Além do mais, qual o problema da gente sair? Você gosta de mim e fica envergonhado na minha presença? — Ele deixou um riso escapar. Senti meu rosto ficar vermelho. Não havia entendido bem o sentido da frase, mas aquilo me fez respirar mais fundo e pensar a respeito.

- Er... Não tem problema algum. Só achei estranho o fato de ter me chamado para sair assim... Não trabalho aqui há tanto tempo e isso nunca aconteceu. Não tão rápido. — Já estávamos guardando as coisas para sairmos.

A sala estava uma verdadeira anarquia. Não sei como repassar o que havia feito durante a semana poderia fazer tanta bagunça.

- Você já ficou tempo suficiente em um trabalho para poder dizer isso? — Naquele momento eu parei tudo que estava fazendo. Fixei meu olhar nele. Acho que ele percebeu que estava sendo observado e também parou. Nunca pensei que ele fosse me dizer aquilo.

O silêncio se instalou na sala. Dei uma respirada funda e voltei a arrumar as coisas, agora com um pouco mais de pressa. Me distrai o suficiente para não perceber quando ele se aproximou de mim e me parou.

- Ei... Não quis ofende-lo, foi só uma brincadeira, me desculpe. — Meu olhar ficou fixo nele. Acho que por nunca ter ficado tão próximo assim dele eu me senti diferente. Um calor subiu pelo meu corpo e minhas mãos começaram a suar. Fiquei sem palavras, mesmo com aquela atitude não pensei que ele se desculparia.

Acabei esquecendo a brincadeira e o desculpei. Depois disso acho que o tempo passou mais depressa, porque quando me dei por mim nós já estávamos do lado de fora do prédio onde trabalhávamos. Me indignava com a facilidade que eu tinha de ser influenciado.

- Cigarro? — Ele disse enquanto colocava um cigarro na boca e o acendia. Aceitei o cigarro. A caminhada até o local que ele havia falado foi divertida.

Notas finais
A carol que betou também. Eu perdi o caderno com o capitulo três então vai demorar um pouquinho pra sair LDJASÇJDASLÇKJDAS *apanha*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.