Notas iniciais
E a guerra começou... Go...

A iniciação havia acabado e agora eu estava encarando a imagem que eu mais odeio: Tris beijando Quatro. Ela me encara, meu estômago embrulha. Eu realmente poderia vomitar ali. Mas a voz de Eric me tira desse momento. Eu travo o maxilar.

"Hayes, é bom você parar de pensar na Careta, logo ela será apenas mais uma marionete dentro da simulação"

"Por que eu não vou estar nessa simulação?" — eu pergunto o encarando.

"Vendo o que você fez com a sua amiga da Franqueza eu sei que você não precisa estar sob simulação para fazer o que deve ser feito" — ele disse com um sorriso sombrio em seu rosto.

Pelo menos estando fora da simulação eu poderia ajudar Tris. Era isso que eu faria. Então eu sorri de volta.

Eu iria ficar no complexo, protegendo a sala de controle. Aquilo estava parecendo uma casa abandonada, todos os outros membros haviam ido para a abnegação fazer a parte suja do plano. Na sala de controle alguns eruditos analisavam as imagens nos computadores. Parecia um filme de terror, todos os membros da Audácia pareciam zumbis e eles se preparavam para atirar naquelas pessoas, mas uma imagem me chamou atenção: Max, Eric, Tris e Quatro apontavam suas armas uns contra os outros, aquilo não parecia parte da simulação. Tris atira na perna de Eric e ela e Quatro correm, mas não por muito tempo, logo eles são pegos por alguns membros, percebo que a Careta leva sua mão ao ombro, ela também levou um tiro. Merda. Mudo meu olhar para outro computador procurando eles. Eles agora estão numa espécie de cômodo na Abnegação, Jeanine está lá, não consigo entender o que está acontecendo, não posso me aproximar mais sem levantar suspeitas. Vejo Quatro sendo arrastado para fora do cômodo em direção a um carro da Erudição, Jeanine vem junto. Tris também é levada, mas em outra direção, a pé.

Eu sei que preciso fazer alguma coisa, mas nada me vem a mente. Passo minha mão que não esta segurando a arma pelo cabelo, eu estava frustrado, me sentindo de mãos atadas.

Olhei mais uma vez para os monitores. Eu acho que perdi algo porque a cena que eu vejo é surreal, minha Careta estava correndo ao lado de uma mulher da abnegação e as duas seguravam armas, atirando em qualquer um que atravessasse seus caminhos.

A mulher é atingida tentando proteger Tris, o erudito aproxima a imagem e eu reconheço a mulher, eu a vi no dia de visitas, é a mãe dela e ela estava morta.

Ouço passos se aproximando e fico em alerta, volto para o meu posto próximo a porta, vejo Jeanine Mathews se aproximar com alguns soldados Audácia, Quatro é carregado logo atrás ele parece inconsciente.

"Arranjem mais soro, vamos ver até qual quantidade um divergente é imune" — ela disse assim que entrou na sala de controle.

Logo seus lacaios eruditos haviam trazido o que ela queria inclusive uma cadeira de simulação para verificar as condições clinicas da cobaia, essas eram suas palavras.

Eu estava me sentindo sufocado ali e quando olhei as imagens nas telas do controle não consegui mais enxergar Tris em nenhuma delas, aonde será que ela havia se metido.

Sai dali, agora eles tinham outros soldados pra fazer esse trabalho, então eu iria atrás da minha garota.

Mas antes que eu saísse do complexo eu fui abordado, senti a parede rochosa contra meu rosto quando alguém me empurrou com uma arma.

"Vire-se devagar" — e aquela voz fez uma alegria borbulhar em mim, minha Careta estava ali bem a minha frente e viva.

"Tris" — todo meu alivio transbordava de mim, ela me encarou confusa.

"Por que você não está na simulação?" — sua voz estava irritada e cansada. Eu não sei como eu estaria se tivesse visto minha mãe morrer na minha frente.

"Porque eu sou mais esperto que você e por acaso eles achavam que eu seria melhor acordado do que como um zumbi" — eu respondi ironicamente — "o que você faz aqui?"

"Eu preciso desligar o programa que esta controlando os membros da Audácia e já que você está aqui você vai me ajudar" — ela disse e eu podia sentir a raiva que emanava dela.

"E se eu não quiser?" — eu pergunte só para provoca-la, era um prazer fazer isso, mesmo numa situação tão tensa.

"Eu atiro em você" — ela respondeu simplesmente.

"Você não faria isso" — eu desafiei e logo senti o ardido da bala em meu braço — "Mas que droga Careta"

"Vamos ou vou ter que atirar em alguma outra parte sua que fara mais falta?" — ela ameaçou e eu a segui, sabia que aquilo tinha sido por causa do bilhete.

"Espera" — eu disse e ela me encarou — "Você esta sozinha?" — eu tinha que saber antes de fazer o que eu pretendia.

"Não, meu pai, Marcus e meu irmão estão me esperando no outro corredor"

"Certo, antes de avançarmos eu preciso fazer algo"

"O que? As pessoas estão matando e morrendo o que você quer fazer agora?"

"Isso" — então com o braço bom eu a puxei pra mim e colei meus lábios aos dela, podia ser a ultima vez que eu faria isso, então eu tinha que aproveitar a oportunidade. Ela resistiu de inicio, mas logo uma de suas mãos de prenderam ao meu cabelo me puxando pra ela, nossas línguas brigavam por espaço, mas nós dois ganhávamos ali, mas precisamos respirar e salvar nossa cidade de uma louca psicótica — "Eu senti falta disso"

"Certo, vamos logo, a cada instante perdido alguém morre e outro soldado se torna um assassino" — ela disse já indo em direção ao corredor onde encontramos seu pai, seu irmão e Marcus que encarava o local onde Tris havia atirado.

"Precisava mesmo atirar nele?" — Marcus disse parecendo horrorizado.

"Era só assim para ele nos ajudar. Ou você sabe onde fica a sala de controle?" — o homem não respondeu — "Foi isso que imaginei. Peter me mostre aonde é a sala de controle"

"Tudo bem"

Eu fui a frente indicando o caminho, alguns soldados zumbis apareciam e nós tínhamos que atirar neles, acho que haviam mais soldados do que eu me lembrava, porque em certo momento todos nós tivemos que atirar ou seriamos atingidos, no próximo corredor o pai de Tris foi a frente e o pior aconteceu, ele conseguiu atirar em todos os soldados no nosso caminho, mas foi alvejado no processo.

Tris encarou seu irmão e Marcus.

"Fique com Caleb" — foi o que ela disse, nós seguimos silenciosamente até a sala de controle.

"É aqui" — eu indiquei

"Você vem comigo" — eu a encarei ela achava que eu iria deixa-la entrar lá sozinha? — "Você pode me dizer o que eu vou encontrar lá?"

"Uh, você pode não gostar disso, mas Quatro esta sob o soro de simulação, eles aumentaram a dose exponencialmente" — seus olhos cresceram e eu continuei — "E também tem vários computadores"

"Isso vai ser complicado"

"Sim, mas vamos fazer o que tiver que ser feito"

Notas finais
Ei ei pessoas... Ainda estão vivos? Passem em My Memory... Beijinhos... Ps: Comentem, recomendem, favoritem... Me façam feliz