Towers
4 Bad Dreams.
Notas iniciais
Emily.
"- Bom dia, mamãe!
– Bom dia, meu amor... — abri lentamente os olhos, começando a encarar um pequeno rosto angelical, de cabelos loiros e pequenos olhos castanhos. Suas bochechas eram coradas, e seu sorriso era espontâneo e feliz.
– Tenho uma surpresa pla você, mamãe — disse ela, desajeitada com suas próprias palavras. — Vem! — ela saiu da cama, correndo.
De repente, eu já estava junto com Amber de mãos dadas, sentada em uma árvore, onde poderia ver uma paisagem linda. Um campo florido, com diversos tipos de flores, da margarida a rosa. Um pequeno lago, no qual podia-se ver algumas folhas caindo sobre as águas.
– Amber, por que estamos aqui? — olhei para minha filha. Porém ela não estava lá. Um adolescente segurava minha mão.
Seu rosto trazia uma mensagem de tristeza e cansaço. Não havia brilho em seus olhos, apenas lágrimas e mais lágrimas. Cabelos bagunçados e a pele era pálida, e gelada como um cadáver, o que me fez soltá-las.
– Onde está meu pai? — a garota perguntou.
– Me perdoe, o que você quis dizer?
– Onde está o meu pai? — lágrimas de ódio e tristeza caíam, contornando suas bochechas. Fiz questão de secá-las, a mesma pegou minha mão antes de eu secá-las. — Por que você mentiu para mim?
Ao perceber, a garota triste e rude, era Amber.
– Amber? — perguntei, tentando encará-la diretamente nos seus olhos. — Filha...
– Você não é minha mãe! — gritou e se afastou o mais rápido possível, não deixando de olhar para mim. — Minha mãe não mentiria sobre meu pai... Não me faria distante dele...
Um vento forte veio e levou Amber junto, me fazendo gritar e chorar. Ajoelhei-me no chão, tentando saber o que era isso, por que... Seria tudo isso um sonho? Onde iria chegar?
Olhei para os lados, e via uma garota sentada e encolhida, parecia que chorava. Me levantei, devagar e caminhei até a garota, me sentando ao seu lado.
– Você está bem? — perguntei. A garota levantou lentamente seu rosto e me encarou, chorando. Era Callie. O que ela fazia aqui? Por que chorava? — Callie? Você está...
– Por que você mentiu? Por que foi esconder... — me interrompeu. Inspirava e expirava, tentando engolir o choro. — Por que... Por que ele fez isso...
– Ele quem?
– Por que tudo tem que ser assim? Por que tinha que acontecer isso comigo? — ignorou a pergunta. — Por que... — olhou para o céu, que antes estava azul, ficou cinzento e nublado.
– Callie... — coloquei a mão em seu ombro.
Ela olhou-me e simplesmente sorriu fraca.
– Cuidado... — suspirou. — Nem tudo pode ser um conto de fadas... Não confie no que te digo... No que Toby te diz... No que ele te diz...
– Ele quem? O que você quer dizer com isso?
– Você não é uma torre... — e ela sumiu. Me fazendo ficar sozinha e me perguntando o que aconteceu."
Levantei da cama, suada e assustada. Mais um sonho estranho me atormentava. Em um mês, ando tendo esses sonhos. Nunca cheguei a entendê-los...
Poderia estar querendo me dizer algo, mas oras o que iria acontecer? Sua vida estava perfeita e calma! Isso pode ser só uma bobeira!
Ou pode estar querendo dizer algo? Balancei a cabeça, tentando esquecer outro assustador sonho e me encaminhei até o banheiro. Tirei toda minha roupa, entrei no box, e uma água morna caiu em mim, me deixando calma e esquecida dos problemas.
Ao acabar, peguei minha toalha e me enrolei-a. Saí do banheiro, indo até o guarda roupa. Vesti-me, penteie os cabelos e passei uma maquiagem leve. O meu dia começou.
Fui ao quarto de Amber, acordando a pequena e levando-a até a sala, assistindo tv enquanto preparava um achocolatado para a mesma. Entreguei o copinho dela, e me deitei no sofá, observando minha filha.
A porta se abriu, e Callie apareceu ali. Sua maquiagem estava borrada, e seu vestido estava um pouco bagunçado. A mesma não se aguentava em pé e não conseguia andar em seus saltos.
– Onde você estava? — questionei, minha irmã me olhou assustada e cambaleando. Veio perto de mim, e sentou-se no chão, perto de Amber que assistia seu desenho.
– Fora... — bocejou.
– Você estava até agora na festa?
– Não... — bocejou mais uma vez, enquanto tirava os saltos. — Passei a noite na casa do Danny.
– Parece que vocês estão indo bem mesmo... — sorri.
– Pois é... Mas ele ainda não me pediu em namoro, você acha que vai dar certo? — encarou-me.
– Depende... Você dormiu onde na casa dele?
– Na cama dele. — disse e me assustei. — Calma! — riu. — Eu não dormi com ele, ele dormiu no sofá. Eu pedia para dormir no sofá, porém ele não deixou, como o sono me dominava, aceitei... E a cama dele é bem confortável na verdade.
– Ele tá na sua... — gargalhei. — Ele tá MUITO na sua.
– Isso é bom ou ruim? — riu nervosamente e suspirou.
– Você gosta mesmo dele? — sentei-me ao seu lado.
– Sim... Eu acho... Não sei. — estava indecisa. — Eu estou tão confusa...
– Olha, eu tive uma ideia... Que tal você chamar para ele vir aqui? Ele pode vir com quem quiser. Ao mesmo tempo posso conhecê-lo, porque é estranho vocês estarem saindo por um mês e eu não ter o conhecido. — ri. — Topa?
– Tudo bem! Vou ligar para ele. — levantou-se com o celular em suas mãos.
– Vai dormir!
– Depois dessa, não durmo mais. — riu e foi para seu quarto.
Previ que hoje seria um longo dia.
XXX
O dia se passou rapidamente. Callie havia ligado para Danny, ao invés de vierem para nossa casa, a gente iria para a casa de Danny, que dividia com seu tio.
Eu e Callie já estávamos completamente arrumadas, faltando só Amber, no qual eu arrumava e Toby, que se auto convidou. Eu não iria levar Amber, porém a pequena implorou para ir junto, e na verdade, quase não a levava em jantares, porque normalmente eram de negócios, mas esse não era. Então eu poderia ficar tranquila.
Finalmente terminei de arrumar Amber, que estava com um vestido floral e sapatilhas douradas. Seu cabelo estava preso por uma pequena coroa de flores, que só deixava seu cabelo mais bonito.
Eu usava um vestido vermelho, não muito curto, mas não muito longo. Meus cabelos estavam soltos e usava saltos pretos. Calli já estava mais simples, usava um vestido acima dos joelhos, com detalhes de laços. Usava botas pequenas e seus cabelos estavam soltos. Já Toby, usava uma camisa social com um blazer em cima, calça jeans e tênis vans vermelhos. No qual, eu tinha inveja desses vans, porque eu sempre quis o vermelho.
Saímos do prédio, cumprimentando o porteiro, que elogiou todos e desejou uma boa noite. Coloquei Amber na cadeirinha e logo sentei na frente. Toby iria dirigir, e Callie estava logo atrás com Amber, mexendo no celular.
– Está fazendo o que Callie? — arqueei a sobrancelha.
– Mandando um sms para Danny, apenas avisando que estamos saindo. — sorriu. Não pude deixar de sorrir também. Ela estava completamente apaixonada por ele.
– Olha Callie, você sabe se Danny tem algum amigo? — intrometeu-se Toby.
– Eu não vou pedir para que ele passe o número dos amigos dele para mim! Você vai assustá-los!
– Ah qual é, Callie! Você me deve uma!
– Por que eu te devo uma?!
– Não sei! Por algum motivo! — bufou, prestando atenção na rua.
– Deixa ela em paz, Toby... — suspirei.
– Eu não fiz nada! — assustou-se. — Eu faria alguma coisa se eu perguntasse o que ela fez ontem com Danny... — sorriu.
– Cala a boca!
– Por que isso? — perguntei, em dúvida.
– Nada... — disse Callie, nervosa.
– Eu te explico depois. Temos crianças no carro. — falou Toby, segurando a risada.
– Eu. Te. Odeio.
– Eu sei.
O percurso não foi tão demorado, conversamos sobre assuntos diversos, até sobre os peguetes de Toby, o que não me assustou nada, porque convenhamos Toby é estranho. MUITO estranho.
Ao chegar, Callie saiu rapidamente do carro, sem se importar se já tínhamos estacionado ou não. Ela estava literalmente ansiosa. Espero que tudo dê certo.
Kendall.
– Como assim Emily está vindo aqui?! — gritei, nervoso.
– Se acalma, cara. Ela só veio aqui por causa da Callie. — Logan disse, calmo. — Não vai acontecer nada. E olha, você já tem que falar com ela, né?
– Não posso!
– Por que?
– Porque... Eu simplesmente não consigo. — respirei fundo, me jogando no sofá. — Eu fui um idiota com ela.
– Você foi! Isso foi o passado! — Logan bufou. — Essa é sua chance cara! Você pode revê-la e finalmente conhecer sua filha!
– Espera ela vai trazer...
– Acredito que sim. Isso não é um jantar de negócios.
– Não acredito! — me levantei. — Cara, o que eu faço?
– Você vai se arrumar, bem rápido. Porque elas já devem estar chegando. E depois, você vai conversar com Emily. Vocês vão se entender! — mandou Logan.
– Ok... — corri para o quarto, tentando me arrumar o mais rápido possível.
Procurei alguma camisa e um blazer no guarda-roupa de Logan. A calça e os sapatos não eram problema. Escovei os dentes, e dei uma rápida penteado no cabelo.
– Como estou? — entrei na sala.
– Lindo! — disse Danny, de um jeito gay. Logan riu e o acompanhei.
– Você está preparado, cara? — Logan me olhou e eu respirei fundo.
– Sim. Esse dia ia chegar né. — admiti. A campainha tocou, e todos trocamos olhares. Danny correu até a porta.
E lá estava ela. Emily estava na minha frente.
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