Notas iniciais
Nota da autora: Cap totalmente louco e voltado pra comédia. espero que gostem kkkkkk Ps. como tem muito ponto de vista diferente vou colocando o nome de quem está narrando pra vocês não bugarem rs Boa leitura ♥

Charles

Havia momentos em que eu precisava ficar alguns minutos encarando ela pra tentar descobrir se ela era real.
Meu pai costumava me dizer que cada garota no mundo tem uma característica que a tornava única, um tesouro valioso. Uma qualidade mágica.
Débora era repleta delas.
Ela era doce e gentil e algo muito peculiar sobre ela era sua capacidade de amar incondicionalmente. A irmã dela por exemplo. Ela poderia cometer todo tipo de atrocidade que de alguma forma no final Débora estaria amparando-a. Ela também estava sempre disposta a ajudar os outros, cuidando dos filhos da Gilda pra que ela e Hugo tivessem momentos a sós. Levando cobertores para os moradores de rua junto com o Riscado. Se você lhe pedisse um dedo, ela seria capaz de dar as duas mãos. E o sorriso dela...era capaz de me quebrar em vários pedaços. Não existia nada igual.

Eu a amava. Era um sentimento avassalador, indescritível. Então sim eu ficava observando minha namorada como um idiota. Porque poderiam passar anos, décadas e eu jamais iria merecê-la.

— Por que você está me olhando sem piscar tem uns bons quinze minutos Charles? É o meu cabelo não é? A Sandra disse que estava parecendo uma vassoura e..

Eu bufei. E sorri. E levei uma mão até seus cachos, deslizando os dedos pelas mechas.

— Nada do que a sua irmã fala merece ser levado em consideração. Você está linda. E essa é a resposta para sua pergunta aliás.

— Que pergunta? — Ela pareceu se distrair por um momento com meu toque. Ah se estivéssemos sozinhos. Ela veria o que é distração.

— Você. Você é linda demais e eu não tenho culpa. Fico enfeitiçado olhando pra você.

Ela corou em um tom de vermelho vivo me fazendo esquecer por um momento que realmente estávamos rodeados de dezenas de pessoas e eu toquei em sua cintura trazendo-a mais pra perto de mim. Iniciei um beijo suave...

— Isso é muito romântico Romeu, só que temos uma festa aqui se não se importa.

Olhei para o Riscado que tentava pendurar novamente a faixa de boas vindas que caíra após Cassandra subir em cima da mesa pra discursar sobre sua capa de revista. Ela acabou se desequilibrando claro, e se não tivesse se segurado na faixa...e rasgado a mesma teria se machucado. Por sorte Fabinho a segurou. Agora estavam reorganizando tudo porque o Hugo avisou que em meia hora chegariam. E esse tempo provavelmente tinha passado. Eu só...me distraí.

— Um dia — eu sussurrei ao seu ouvido — vou me esquecer que existe um mundo e uma vida ao meu redor. Vou pegar você pra mim e me perder por aí Débora. Eu só preciso de você mesmo.

Seus olhos adquiriram um brilho e eu quase mandei Riscado e a maldita faixa ao inferno mas os gritos de Wesley e Jeniffer me chamaram a atenção.

— Eles chegaram — Cassandra saltitou e colocou as mãos sobre os ombros de Débora chacoalhando-a e a trazendo de volta a realidade.

— Acho que não é hoje que vamos nos perder.

— Não. Mas algum dia.

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Eliza

Descemos do carro e imediatamente os irmãos do Jonatas o cercaram. Cassandra veio pulando até mim seguida por uma vermelha Débora.

— É tão bom ver você — ela rodeou os braços ao meu redor me abraçando — você está linda!

— Você também. Mas porque está corada? Está doente?

Ela me respondeu corando em um tom ainda mais vermelho.

— Cunhadinha!!

— Você — eu sorri para a criatura que meu irmão escolheu amar — tem comido muita lagosta?

Ela me respondeu que não e começou a falar que saiu na capa da Totalmente Demais. Rolei os olhos, isso duraria pra sempre.

Cumprimentei a todos e a música recomeçou. Lili e meu pai se aproximaram de mim com um alegre bebê que olhou pra mim sorrindo radiante e estendendo os bracinhos me reconhecendo.

Eu cresci sozinha.

Sozinha

Ninguém deveria viver sozinho.

Eu tive uma mãe. Que me amou e cuidou de mim. Só que ela também me faltou em tantos momentos. Ela me deixou em certas ocasiões. Ela não me escolheu.

Eu tive dois irmãos que amei mais que tudo. Só que eles eram apenas crianças. Eu cuidei deles e não eles de mim.

À noite antes de ir dormir, podia escutar as batidas do meu coração na escuridão vazia.

Os ecos da minha mente.

O medo que me cercou.

Eu era sozinha.

Terrivelmente sozinha.

Eu não tinha uma família.

Agora tinha um irmão da minha idade disposto a me proteger.

Uma madrasta carinhosa disposta a me ouvir.

Um futuro padrasto que parecia ter o coração mais bondoso da face da terra.

E duas quase irmãs, sendo uma minha futura cunhada. Uma a pessoa mais amorosa e gentil e a outra...bom o que importa é ter saúde.

Tinha meu pai, o pai com que eu sonhei, que eu chamava nos meus sonhos pedindo pra me salvar.

Tinha o irmãozinho mais lindo do universo.

E tinha o Jonatas que mesmo separado de mim agora, cercado por sua própria família me buscava com os olhos sorrindo como se eu fosse o motivo do planeta continuar a girar.

Eu tinha a família mais linda

E jamais ficaria sozinha novamente.

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— Pelo amor de Deus! Da santa Kim Kardashian! O que você pensa que vai fazer?

— Eu não! Ele!

— Ele é só um bebê!

— Menina você nunca bateu bem do juízo mas tem limites.

— Florisval não fala assim com ela! Cassandra ele está certo, maluquices tem limites!

— Fabinho não deixa não deixa não deixa!

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Lili

Felipe acabou se tornando o centro das atenções. Talvez por que Eliza se recusava a deixá-lo carregando-o por todo lugar. Não me permiti ter ciúmes porque era impossível não amar alguém que olhasse com tanta adoração pro meu filho.

Quando descobri quem ela era tentei odiá-la. Sei que era egoísta e imaturo, mas ela era a realização da traição do Germano. Mas ali estava. A garota tão bonita, tão sensível, tão amorosa. Irmã do meu filho. E um pedaço do Germano. Como eu poderia odiá-la se ela era parte dele?

— Tudo bem? O que você está tanto pensando aí?

Ele entrelaçou sua mão na minha descansando seu queixo sob meu ombro.

— Você tem uma filha linda.

Eu o senti suspirar.

— Também sinto falta dela.

— O que? Ah. Sim eu também. Sinto falta da Sofia, mais não estava pensando nela. Estava pensando na Eliza mesmo. Ela tem muito de você. Você acha que é o Jonatas que se parece a você. Mas não. Ela tem o seu carisma, a sua energia. Ela tem o seu sorriso.

Ele sorriu e buscou a filha com os olhos, ela brincando com os três irmãozinhos feliz da vida.

— Eu estou feliz por ela estar de volta. Pelo Felipe poder ter com ela o tempo que o Fabinho não teve.

— E eu tenho a melhor esposa do mundo sim?

— Se você está dizendo — sorri tocando nossos lábios, nos colando o máximo o possível ali na frente de todo mundo.

Fabinho se aproximou da gente, sentou-se e começou a bater a cabeça na mesa em que estávamos.

— O que foi? — Germano questionou.

— Cassandra — ele disse e eu cheguei a olhar pra cima esperando que alguma coisa arremessada por ela voasse em nossa direção.

— O que ela fez agora? — Germano parecia quase divertido como se ela fosse algum espetáculo de circo.

A cena que se materializou na minha frente provou que ela era.

— O que.. — eu comecei.

— Mas... — Germano continuou.

— Isso...

— Ele não é lindo gente?

Eliza escolheu esse momento pra aparecer com um Felipinho animado.

— O Felipinho é tão esperto gente! Acho que logo ele vai estar andan...que diacho é isso Cassandra?!

— O Florisval ia matá-lo. O Fabinho comprou ele pra mim.

Viramos-nos automaticamente para o Fabinho que parecia considerar a hipótese de se matar com o garfo a sua frente.

— Mas isso é.. — Eliza continuou

— É um porco — Hugo apareceu com o mesmo olhar estarrecido.

— Paizinho você sabia que iam matar ele? Lá atrás onde estão fazendo o churrasco!

— Na verdade— o namorado da Débora veio até nós com um sorriso divertido no rosto — aquele homem estava vendendo esse leitãozinho. O Florival disse que não iria comprar porque ninguém aqui conseguiria matar ele. O homem disse que matava pra gente e as meninas — ele olhou pra Débora — se assustaram um pouco.

— Tão indefeso coitadinho — Débora concluiu.

— Isso é... — Germano iniciou incerto— isso é muito bonito meninas parabéns. Agora...posso perguntar assim sem ofender porque você esta carregando ele como um bebê Cassandra?

— Ele é um bebê, meu bebê orfãozinho. Sei bem o que é não ter mãe — ela estava ninando o porco — vou ficar com ele!

— O que?!! — Hugo se desesperou.

— Paizinho ele precisa de uma mãe e de um pai! Eu e o Fabinho acabamos de nos mudar! Somos praticamente recém casados! Agora temos um filho!

Germano começou a rir e Felipinho ao ver a risada do pai bateu palmas alegre rindo também.

— Puxa parabéns— Eliza disse tentando disfarçar as risadas abafadas.

— Então sogrinha, quer conhecer o seu neto?

— Eu não tenho um neto porco!!

— Sogrinha esse é o seu único neto. E sabe acho que ele tem os seus olhos. Olha que bonitinho — ela colocou o porco no meu colo e ele começou a comer o meu cabelo.

EU VOU TER UM DERRAME!!

EU VOU TER UM DERRAME!!

EU VOU TER UM DERRAME!!

— Ele ia se chamar Fábio, só que quando um filho tem o nome do pai fica sendo chamado de Júnior daí ia ficar Fábio Júnior e todo mundo ia pensar que ele é irmão do Fiuk. Então ele vai se chamar Cassinho. Diz oi pra vovó Cassinho.

O porco grunhiu.

Eliza, Germano e Charles dispararam em risadas.

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Jonatas

— Meu irmão é um campeão paraolímpico, minha irmã gravou um cd. Só fiquei fora um ano mesmo?

— Eu sou a mãe mais sortuda e orgulhosa do mundo!! — minha mãe me apertou de volta em seus braços tentando me segurar como se eu tivesse dois anos.

— Ar dona Rosângela!! Ar!

Eliza e Florisval se juntaram a nós com dois enormes sorrisos no rosto.

— Que houve? — minha mãe perguntou.

— Eu tenho um sobrinho porco — a ruivinha disse e ela e Florisval recomeçaram a rir.

— Oi? — eu olhei pra minha mãe e meus irmãos e eles pareciam tão perdidos quanto eu.

— Um porco e ele comeu o cabelo da Lili! E o Felipinho está encantado por ele!! E o Hugo está falando pra minha mãe que é avô!!

— Eu ainda não entendi a piada, mas tenho certeza que deve ser muito boa vocês dois estão quase roxos de tanto rir.

— Eu nunca fui tão feliz na minha vida! — ela se jogou em meus braços.

— Um porco fez ela mais feliz do que você — Florisval recomeçou a gargalhar e eu o fuzilei com os olhos ainda que estivesse perdido na piada.

Eliza, no entanto parecia alheia ao que ele falara e me olhava os olhos irradiando alegria.

— Eu estou tão feliz que poderia gritar agora!! Eu te amo!!

Dito isso ela me beijou. Não um beijo calmo. Foi bem...intenso na verdade. Não que eu não estivesse gostando, mais estávamos rodeados de gente e ela parecia ter se esquecido.

— Que pouca vergonha! — dona Jacira mãe da Janaína nos trouxe de volta a realidade. Meus irmãos olhavam travessos pra mim e Florisval parecia ter uma piada pronta pra ser falada. Foi minha mãe que tomou a frente.

— Pouca vergonha por quê? É a namorada do meu filho! Pouca vergonha é você cuidando da vida dos outros!

— Mãe! — Wesley e Janaína falaram juntos.

— Isso é uma sem vergonhice mesmo! Mau exemplo pra minha filha.

— Mau exemplo é você atazanando a vida da menina! Eles são jovens tem mais é que viver! Cuida você da sua vida!

— Isso mesmo Ro — a situação era bizarra demais, Maristela se juntando a minha mãe, as duas antes rivais agora amigas inseparáveis. Montanha parecia aflito já que Maristela estava grávida de sete meses, a barriga enorme sendo balançada— Ela cuida da vida de todo mundo! Devia se preocupar era em tirar as teias de aranha de debaixo das saias!!

— Pelo amor de Deus Maristela — Montanha gritou.

— Tá vendo Janaína, é por isso que eu não gosto quando você se junta com essa gente!

— Quando meu filho ganhou medalha de bronze você espalhou pra rua inteira que ele namorava sua filha!! — minha mãe parecia prestes a quicar enraivecida pela calçada.

— Olha gente! — Cassandra apareceu com alguma coisa enrolada no cobertor do bebê e eu pensei ser o Felipe — esse é o Cassinho.

Uma cabeça de porco saiu dos panos grunhindo.

Eliza e Florisval recomeçaram a gargalhar e as outras três chocadas esqueceram a briga.

—Atenção todo mundo! Eu queria..ai que nervoso — Hugo chamou a atenção de todos a mão que segurava um microfone tremendo. Débora tentou acalmar o pai e Cassandra correu até ele carregando o porco ''um porco'' nos braços.

— Eu só queria dizer que estou muito feliz que minha enteada Eliza e o Jonatas voltaram. Vocês fizeram muita falta. Lembro quando eu te vi pela primeira vez Eliza.

— Uma mendiga na porta do paizinho — Cassandra puxou o microfone gritando e o porco se agitou gritando também.

—Cala a boca Sandra! — Débora também gritou se dando conta que todos estavam observando e gemeu em desgosto, com Charles a abraçando por trás.

— Então eu estava dizendo...o que eu ia dizendo? — ele gaguejou nervoso — cadê a Gilda? — o porco berrava — ah. eu ganhei um neto.

Florisval tremia de tanto rir.

— O nome dele é Cassinho — Cassandra pegou o microfone e Débora voou pra cima da irmã pra pegar de volta. As duas iniciaram uma corrida em círculos em volta do Hugo com um porco choramingando no colo da Cassandra.

— E eu que achei que já tivesse visto de tudo nessa vida — minha mãe falou.

— Isso é obra de Satanás — dona Jacira concluiu.

— Jonatas depois eu quero falar com você — Wesley sussurrou e eu tentei dar atenção, mas a cena a minha frente me impedia de tirar os olhos

—Eu só queria...obrigado filha — ele disse quando Débora lhe devolveu o microfone.

— Comprem a minha revista! — Cassandra berrou por cima dos dois e Débora tentou voar em cima dela, Charles a impedindo.

Olhei pro meu lado. Eliza parecia radiante com a cena.

— Eu bem — Hugo continuou — ah olha é a Gilda— minha sogra se aproximou com os filhos e Hugo ficou parado olhando e rindo pra ela sem dizer nada tudo em silêncio.

O porco grunhiu.

— Ah é eu...eu nunca imaginei que ao te conhecer Eliza que nossas vidas estariam entrelaçadas. Hoje minha filha namora com seu irmão e você faria parte da família de qualquer jeito. Só que a Gilda apareceu — ele sorriu envergonhado — e ela trouxe de volta alegria, cor, luz e amor pra minha vida. Eu te amo Gilda!

O porco grunhiu.

— Eu te pedi em casamento há alguns meses na festa de natal. Mesmo assim eu soube que você esperaria o retorno da Eliza. Agora na frente de todos De todos eu reforço o pedido. Casa comigo?

Ela tinha lágrimas nos olhos e apenas acenou que sim os dois se abraçando e trocando um discreto beijo. Todos aplaudiram. Cassandra aproveitou que Fabinho se aproximou e colocou o porco nos seus braços e ele ficou congelado sem saber como agir e o porco esperneando e gritando. Ela pulou em cima de Hugo e Gilda abraçando os dois seguida por Débora e Eliza. Fiquei tão preso a cena que nem percebi que ela tinha ido pra lá.

— Você deveria ir pra lá filho — minha mãe falou.

— O que?

— Eles são sua família também agora.

Olhei pra ela que sorria calmamente.

— Eles são sua família, assim como nós somos da Eliza — o tom dela era carinhoso. Uma emoção cresceu dentro de mim.

— Eu sou a única que tá vendo um porco? — minha irmã perguntava encarando Fabinho desesperado com o porco no colo que parecia estar comendo sua camisa.

Éramos uma família nada convencional pelo visto.

Notas finais
Então gente não me levem a sério huahauhuahuaha eu escrevi tanto drama ultimamente e quando eu escrevo sobre a Cassandra eu me empolgo hauahuahuhau espero que tenham gostado ♥ Sempre quis ter um porco sabia? kkkkkkkkkkkkkkkk Até no máximo segunda feira tem capítulo. Talvez antes, depende de vocês. Gostaram? Não se esqueçam de comentar e eu posto rapidinho ^_^ beijos amores ♥