Notas iniciais
Gente desculpe a demora kkkkkk sério não me batam e leiam as notas finais! Prometo que não tem drama kkkkkkkkk podem ler sem medo ;) Boa leitura o/

— Como ela está pai?

— Ela está saindo do banho. Depois vai tomar um remédio e desabar. Está tudo bem meninos, de verdade.

Ele disse isso e se sentou na poltrona aparentando um enorme cansaço. A culpa me invadiu. Ele podia estar transparecendo alegria e sendo travesso, ainda assim estava se recuperando de uma cirurgia. Me senti mal por estragarmos o descanso deles.

— A gente já vai de qualquer forma — Débora iria se desculpar pela vigésima vez e eu já estava me sentindo mal por ela também — Eu nem consigo começar a dizer o quanto eu sinto doutor Germano.

— Tudo certo — a voz da Lili chamou nossa atenção — e não foi ‘’sua’’ culpa.

Acho que com isso ela deixou claro de quem ela achava culpada. Se todo o Estado Islâmico aparecesse aqui, ela ainda teria mais medo do porco e da Cassandra.

— Eu vou tomar um comprimido e dormir — ela estava com uma toalha enrolada nos cabelos — mesmo assim não podia ficar sem me despedir de vocês — ela me abraçou.

— Desculpe dona Lili — Charles e Débora falaram em uníssono.

— Anda Fabinho! Vamos embora antes que o lobisomem apareça — a voz da Cassandra ecoou lá de fora e Lili tremeu em meus braços.

— Ah...bem eu espero que vocês aproveitem os próximos dias. Nos vemos na próxima semana certo?

Saímos e Jonatas continuava agachado próximo onde tudo fora revirado. Fabinho terminava de colocar as coisas no carro e só de pensar em entrar em um carro com todo esse pessoal novamente conseguia tremer tanto quanto Lili.

— Jonatas, já está na hora de irmos — fui até onde ele estava examinando sem sequer se mover — você não saiu mais daqui.

— Olha isso Eliza — ele me mostrou novamente a mesma mancha que eu já havia olhado diversas vezes.

— Jonatas, eu já vi.

— É sangue.

— Eu sei Jonatas. Acontece que nós não podemos fazer nada.

Ele levantou e limpou a calça. Charles havia ajudado a arrumar um pouco da bagunça enquanto Fabinho arrumava nossas coisas antes que Lili cometesse um assassinato, mas Jonatas não fez nada a não ser se lamentar.

— Tem um animal solto lá fora ferido. Eu não gosto disso.

— Eu também não Jonatas, meu pai já disse que vai chamar ajuda.

Ele assentiu e caminhou cabisbaixo até o carro. A viagem estava cada vez pior.

— Até logo sogrinha — Cassandra acenou — peninha que não vai estar com a gente esses dias! Vamos escolher tudo pro casamento do paizinho.

Lili não respondeu. O porco estava desmaiado dentro do carro, parecendo inocente quanto ao rastro de caos e destruição que deixara pelo caminho.

— Pai, se comporte — Fabinho falou enquanto Jonatas caminhava pensativo ao nosso lado — mãe, tente não se estressar mais ou ele é que vai cuidar de você.

— Eu tenho idéias muito interessantes de como cuidar dela — Fabinho e eu rolamos os olhos.

— Tchau meu amor — beijei a cabecinha do meu irmão menor que também havia desabado no mundo dos sonhos e estava alheio a toda a confusão — tchau Euzébia — ela ninava o bebê e eu a abracei como podia.

— Desculpe a confusão mãe — Fabinho estava abraçado a Lili e eu abracei meu pai, vendo Jonatas atrás de nós encarando o matagal.

— Fabinho se livre daquele porco! — Lili falou direta.

— O que? Não não mãe, eu não posso! Isto é a Cassandra já se apegou a ele.

— Só a Cassandra? — meu pai disse divertido e eu ri.

— Ele não é tão mal depois que você conhece. É como um cachorrinho sabe.

— Ele ainda é filhote Fabinho, quando crescer e ficar maior que o sofá ele vai parecer com tudo menos um cachorrinho — debochei— Mas eu também não acho que a Cassandra vai aceitar isso não, e bem é o animal dela né?

Lili suspirou e voltou derrotada pra dentro de casa.

— Um porco. Um porco — ela falava sozinha e bem, talvez eu não fosse a única que necessitaria de uma psicóloga afinal.

— Me liguem quando chegarem. E não esquentem com ela. Um dia ela vai ser sócia da Cassandra na linha pra pigs — meu pai piscou.

Fabinho entrou no carro e buzinou pra Jonatas que permanecia parado. Cassandra e Débora iniciaram uma discussão lá dentro e Charles tentava conter as duas enquanto o porco roncava no lugar onde eu deveria estar sentada. Virei-me para Jonatas e ele estava se afastando em direção ao mato. O que?

— Jonatas! — corri até ele.

— Vou ver se acho ele. Ou ela. Caramba e se for fêmea e estiver prenha? Já pensou?

— Acho que é você que não está pensando — alcancei-o e meu pai estava vindo logo atrás — Da última vez que entramos nesses caminhos fechados ficamos perdidos.

— A Cassandra se perdeu. Eu marquei o caminho. A bruxa me ajuda a voltar — o empurrei com força.

— Não tem graça!

— A Eliza está certa garoto! Existem vários cães selvagens por aí. E você não conhece o caminho. Eu liguei pra polícia florestal, é mais seguro.

Ele nos ignorou e foi entrando mato a dentro.

— Espera — fui atrás e meu pai ficou nos chamando enquanto eu ouvia os gritos do Fabinho e do Charles mais distantes.

— Volta Eliza — ele parou em uma arvore e fez um risco com uma faca.

— Você e a Cassandra podiam entrar pra proteção dos animais — bufei — nunca vi tanta dedicação.

— Aquele uivo era de dor ruivinha. E aquele rastro de sangue mostrou que ele está muito ferido. A ajuda que o doutor Germano chamou só vai aparecer amanhã. Ele sabe disso. Olha — ele apontou e observando bem dava pra perceber um pingo ou outro de sangue.

— Você pretende encontrá-lo assim.

Um rosnado nos interrompeu.

— Já encontrei. Não se mexa ruivinha.

Antes que eu compreendesse isso senti algo encostando-se à minha perna e necessitei de toda a minha força de vontade pra não gritar. Olhei pra baixo e um par de olhos verdes triste me encarava.

— Tudo bem. Amigo — Jonatas se aproximava passo a passo de nós. O coitado foi pra trás assustado e deu um novo rosnado. Suas costas sangravam.

— Coitadinho — me ajoelhei e Jonatas me chamou, eu ignorando completamente — quem te deixou aqui assim?

Porque apesar de vira-lata era evidente que aquele era um cão doméstico e não o monstro selvagem que eu esperava encontrar. Era enorme e tinha uma cor de caramelo e os olhos verdes claros. Eu me arrastei mais pra frente e ele murchou acuado e ao mesmo tempo nervoso. Me lembrava...Eu.

— Você ficou aqui sozinho e com fome. E te machucaram não é mesmo?! Vamos lá, eu te entendo. Eu já fiquei sozinha.

Mas o meu sapo apareceu pra mim.

Ele me ofereceu a mão quando eu era como um cachorro de rua acuado.

E minha vida pode ter tomado vários rumos com outras pessoas depois disso. Mas se ele não tivesse me resgatado quando eu não tinha ninguém, quando eu estava ferida por dentro e com medo de tudo até de mim mesma, eu não sei se estaria aqui hoje. Agora eu sabia que cada passo que eu pude dar, foi porque ele estava lá pra mim.

— Droga Eliza, cuidado — Jonatas se desesperou quando eu estendi a mão e toquei na cabeça do cachorro. Ele fechou os olhos apreciando a demonstração de carinho que não tinha a muito tempo. Talvez nunca.

— Você é um bom menino não é? Só estava com fome e com dor, por isso assustou todo mundo. Vamos embora daqui?

Jonatas se sentou ao nosso lado e deu a mão pro cão cheirar. Ele apesar de assustado parecia extremamente dócil já que em minutos deixou que examinássemos o machucado.

— Isso aqui foi no arame eu acho. Ele pode ter ficado preso em alguma cerca. Ou alguém fez isso com ele. Muita gente abandona animais pra morrer em estado deplorável. Não tem coleira. Nunca vamos saber.

— Não podemos deixar ele aqui — falei com a garganta apertada.

— É não — ele se levantou e ficou encarando o cachorro por alguns segundos — não me morde cara. Eu quero te ajudar — ele levantou o cachorro que se assustou por um instante e depois ficou parado estudando-o — ainda bem que não nos afastamos muito. Acho que ele estava rondando aqui há dias.

Fizemos o trajeto de volta conversando com o cachorro que apesar de assustado escolheu confiar em nós e de repente eu me vi no futuro com Jonatas e uma enorme família como em meus sonhos. Crianças e gritos e também latidos animados.

— Vamos ficar com ele? — perguntei.

— Hã?

— Vamos levar ele ao veterinário. E se estiver tudo certo, vamos ficar com ele.

Jonatas riu.

— Germano só ganha netos estranhos — eu fiquei radiante por que aquilo parecia um sim, e porque pela primeira vez ele tratava meu pai sem formalidades.

— Será que a Lili vai ficar brava por trazermos mais um bicho pra família?

— O Felipinho com certeza vai adorar esse novo sobrinho.

O cachorro alheio a nossa conversa boba deitou a cabeça no braço do Jonatas e saímos do matagal com nossa família esperando por nós dois. Agora três.

Tínhamos um novo integrante na equação.

Notas finais
Gente linda que eu amo tudo bem? ^_^ tudo legalzin? Olha só, eu continuo sem computador por isso atrasei. Sinto muito muito muito! Sei que vocês não tem nada a ver com isso kkkkk mas eu tô dependendo da lan house e acabei tendo de adiar os capítulos mesmo =( Lembra que eu disse que teria surpresinha? Pois então eu vou contar pra vocês. Agora se vocês vão gostar é outra história. Duas das minhas leitoras a Paula e a Mari me deram uma idéia. Na verdade foi um pedido e eu acabei desenvolvendo uma idéia. A Paula me disse que gostou de Joliza voltar logo ao Brasil, mas gostaria de ter visto mais momentos deles em Paris, principalmente no inicio da estadia deles lá. Já a Mari queria um capítulo do Germano despertando no hospital sob o ponto de vista da Lili. curiosamente eu tinha um capítulo do Germano despertando e eu descartei. Só que era do pdv de Fabinho e Eliza rs E não tinha nada de Jonatas e Eliza em Paris, mas já escrevi vários textos sobre os dois na época da novela então prometi futuramente um cap bônus pra cada. Assim eu fiquei aqui desenvolvendo isso e acabou que eu resolvi fazer vários capítulos bônus. Eles não vão alterar em nada a história, porque sempre serão de coisas que já ocorreram na fic ou na novela =D Primeiro teremos esses 2 que eu já havia prometido as meninas, e depois eu realmente não sei. Tenho algumas idéias, mas a fic não é só minha. Também é de vocês. Então me digam o que vocês gostariam de ter? Lembrando que sou louca mas não tanto kkkkkkkk cuidado com o que vão me pedir socorro kkkkkkkkkkkk Pode ser algo sobre a fic ou até sobre a novela...eu mesma tenho um texto enorme do ponto de vista do Jonatas de quando ele conheceu a Eliza. Nunca mostrei a ninguém hahahahaha Enfim a lista de pedidos pra tia lili está aberta! Só tenham em mente de que os capítulos bônus serão um ou dois por semana dependendo de como eu puder postar e eles sempre serão curtos. Deixemos os capítulos longos para a história da fic em si que não vai ser alterada em nada. A postagem continua igual, e segunda ou terça teremos mais um novo capítulo prometo hahaha. E quarta teremos o primeiro cap bônus, olha que legal! Ele vai ser Joliza ♥ e mostra como os dois reagiram ao chegar em Paris. Gostaram? E sobre o capítulo de hoje, kkkkkkk tô tentando inserir esse cachorro desde o capítulo em que o Cassinho aparece pela primeira vez, mais alterei a história uma dezena de vezes e acabei me divertindo em colocar ele justamente nessa viagem bizarra kkkkkkk espero que tenham gostado. Sei que não tem muito no capítulo e que está curto, mas o próximo teremos muitas coisas! E agora chega, que essa nota já está maior que o capítulo kkkkkkkkkkkkkk Beijos ^_^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.