Totalmente demais 2
20 Capítulo 19
Notas iniciais
Eu e Max íamos abrir um buraco no meio da sala naquele ritmo.
— Será que eles se separaram mesmo?
— Aposto que ela trocou o Rafael por outro no primeiro mês de viagem.
— Não não Max, lembra que o Charles mostrou o postal deles na Índia? Foi há o que? Seis meses.
— Gente...
— E se ela matou o Rafael?
— Jamaica!!
— Ué, vocês dois estão especulando aí a horas, queria ajudar.
— Ela matou ele Lu pra ficar com o boy magia gostosão! — Max subiu em cima da mesinha de centro.
— Max desce daí essa mesa é nova! — Fernando puxou ele em vão.
— Precisamos investigar isso melhor! E se o gostosão lindo de morrer e ela forem amantes e eles mataram o fotógrafo hepático, sumindo com o corpo! Depois picotaram o corpo e enviaram um pedaço diferente pra cada lugar do planeta!
— Ou o namoro acabou e cada um seguiu seu caminho. E nossa vocês estão assistindo muito CSI. Vamos focar na arrumação do ap galera?
— Vocês atrapalharam tudo nos obrigando a voltar! Poderiamos ter solucionado o crime! Eu ia aparecer no jornal nacional lindo e loiro com o Bonner!
— Vocês são a nova dupla investigativa da CIA ou o que? — Fernando abriu uma caixa — minha mãe vai vir na próxima semana pessoal, a casa precisa parecer normal ou o toc dela vai fazer a coitada cair dura.
— Então vamos lá arrumar tudo pois eu preciso parecer prendado pra sogrinha — Max rodopiou — descobrimos onde o corpo foi desovado depois.
— Parem com isso! — tremi e olhei pra janela. Os dois haviam desaparecido e nenhum sinal deles ou de Rafael. Permaneci pensativa por mais uns segundos até Max ligar o som no último volume e ele e Jamaica me distrairem completamente com uma dança maluca.
A investigação esperaria um pouco.
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— Vocês perderam o almoço meninos devem estar famintos! — Lili e Eusébia colocavam os pratos enquanto nós nos divertiamos com a adoração do Felipinho pelo Cassinho. Ele bateu os olhos no bicho e desde então tentava ir até ele o que ninguém deixava, não por receio do bicho machuca-lo e sim pelo bem da sanidade da Lili.
— É perderam um excelente almoço, salada com file de frango sem tempero nem gordura. Tinha água também, ou um suco nojento de laranja com cenoura — meu pai suspirou — Quero uma feijoada e uma caipirinha!
— Vai ficar querendo Germano! E nem pense que quando voltarmos as coisas vão ser diferentes, já avisei que vai praticar exercicios e trabalhar menos. Eu e os meninos vamos diminuir seu trabalho o máximo que pudermos! — Lili apontou para Jonatas e Fabinho que concordaram com um positivo.
— E assim eu vou fazer o que?
— Se dedicar a uma vida natural pai — Fabinho indicou.
— Estou velho demais pra virar hippie.
— Você podia arranjar um hobby sogrinho! O que acha de estilista de porcos? sabia que não existem muitas opções pra porcos? Roupas e produtos estéticos?
— Porque será não é? — zombei levantando o bebê que tentava engatinhar até o porco que estava milagrosamente comportado deitado aos pés do Fabinho. Era engraçado porque o bicho reconhecia as pessoas, seguindo seus favoritos Cassandra e Fabinho por todo lugar.
— Eu acho injustissimo, já que o Cassinho precisa de um enxoval de bebê. Eu já pedi a ajuda do paizinho pra ele patrocinar uma linha exclusiva para porquinhos.
— Para de gastar o dinheiro do nosso pai com tanta porcaria Sandra! — Débora jogou uma almofada nela que revidou e em segundos as duas estavam de pé prestes a iniciar uma guerra de almofadas.
— Chega de brigar vocês duas — Charles falou, só que ele parecia alheio olhando o celular. Estava assim já a uma meia hora, demonstrando preocupação.
— Tudo bem Charles? — perguntei sabendo que não devia me intrometer, só que parecia realmente sério.
— Ahn? Ah sim, estou bem. São só algumas preocupações.
— Voltando ao assunto que importa! O sogrinho podia virar defensor dos direitos dos porquinhos! Nós podemos viajar o país pra defender aqueles que são cruelmente assassinados todos os dias!
— Eu posso comer aqueles que a gente não salvar? — ele pareceu salivar por um instante.
— Chega dessa conversa de loucos — Lili implorou, vamos jantar.
Nos sentamos na mesa e Euzébia colocou uma lasanha enorme a nossa frente. Cassandra se apressou a pegar um pedaço e dar para o porco. Isso não faz mal? Meu pai pegou um prato e lili retirou da mão dele.
— O seu já está servido — ela colocou uma tigela com um caldo grosso dentro.
Ele olhou do prato pra Lili umas cinco vezes.
— Sopa de abóbora com beterraba.
Ele pegou a tigela e pôs no chão perto do porco que cheirou e saiu correndo.
— O Cassinho não gostou da gororoba sogrinho!
— Não podemos culpa-lo — ele puxou a travessa com a lasanha pegando uma porção grande e comendo ali mesmo — agora sim!
Ouvi um barulho lá fora.
— Larga isso Germano! — Lili puxou a travessa e ele puxou de volta.
— Só um pedacinho — ele puxou a travessa pra si e Fabinho se levantou pra ajudar a mãe.
— Ei, vocês ouviram isso?
— É o som do meu estômago sendo torturado — ele olhou raivoso pra Fabinho que tomou a lasanha dele e colocou perto de mim.
Estava distraída e não percebi que Felipinho que estava no meu colo colocou a mãozinha dentro, pegando o que conseguia e enfiando com tudo na boca.
— Puxou ao pai — Jonatas caçoou.
Ouvi alguma coisa sendo derrubada novamente.
— Sério ninguém ouviu? — me levantei segurando firme meu irmão no colo. Ele havia pego mais um pedaço da lasanha nesse tempo e jogou no chão pro porco que se apressou em abocanhar.
— Agora eu ouvi — Jonatas levantou em um pulo e correu pra janela abrindo a cortina.
— Ai minha santa kim! É a bruxa! A bruxa fantasma zumbi veio terminar o serviço!
— Deve ser um rato, aqui tem aos montes — meu pai aproveitou a distração da Lili e puxou a travessa pra si novamente — Vocês se assustam com tudo!
— Ou vai ver é o Jason! Ele sempre aparece nos filmes pra fazer sua chacina! Seremos atacados! — Jonatas e meu pai bateram as mãos divertidos.
— NÃOOOOOOOO — Cassandra e o porco começaram a correr ao redor da mesa.
— Para com isso Jonatas, você viu a confusão que deu da última vez — ralhei com ele.
— Quem vai lá pra ver? — Débora perguntou.
— Porque alguém deveria ir até lá? Vamos ficar aqui e nos esconder em baixo da cama — Cassandra pegou o porco e Felipinho esticou os braços querendo ir com eles.
— Eu vou lá — Jonatas levantou ouvimos um barulho de vidro quebrando.
— É O JASON! SÓ PODE SER O JASON! Cassandra gritou e saiu correndo em direção ao quarto seguida por uma igualmente assustada Débora.
Charles e Jonatas se entreolharam e foram em direção a porta abrindo-a. Entreguei o bebê pra Euzébia já que Lili e meu pai disputavam a posse da lasanha e fui verificar com eles o que era.
— É um rato? — saí e tinha algumas caixas derrubadas e sacos revirados.
— Não sei — Jonatas me olhou — Não tem nada aqui.
— Mas seja lá quem fez a bagunça era bem maior — Charles mostrou o rastro de destruição que a coisa deixara.
Mordi o lábio e olhei pra Jonatas preocupada.
Afinal deveríamos nos assustar?
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