Notas iniciais
Oi ^_^ estão gostando? =D segue o primeiro capítulo agora

Faltava pouco mais de um mês para nossa estadia em Paris chegar ao fim. Passou tão depressa que eu mal percebi. É engraçado que no início eu acreditava que sofreria com o tempo que ficaria longe das pessoas que eu amo. Agora eu já me sentia saudosa daqui, e dos amigos que eu havia feito. O tempo na realidade passou tão rápido que eu nem notei realmente. Acho que devia isso ao Jonatas. Estar aqui com ele tornava cada momento único, e viver aqui valeu ainda mais a pena do que eu imaginava.

— Por favor, todos. Vamos erguer um brinde a nossa adorável Eliza. — Josephine sorriu para mim. Ela havia me ajudado tanto desde a minha chegada, que a hora da partida tão próxima se tornava ainda mais difícil em especial por ela. — Ainda não acredito que logo iremos perdê-la. Estou começando a planejar possibilidades de trabalho irrecusáveis para ela e também para Jonatas. Vamos convencê-los a ficar, me ajudem.

Todos olharam para mim. Eu me remexi desconfortável. Não existiria oferta boa o suficiente para permanecer aqui. Três meses atrás eu e algumas modelos, viajamos até Milão para um editorial importante. O trabalho foi maravilhoso e a viagem inesquecível, tanto que eu e Jonatas aproveitamos o final de semana livre que eu ganhei em seguida para apreciarmos a chance de conhecer outro lugar incrível.

O trabalho, porém rendeu frutos e agora várias agências pelo mundo me enviavam propostas. Milão, Tóquio, Nova York, Londres, e muitos outros. Ofereciam-me coisas que eu jamais imaginei algum dia na minha vida conquistar. Tentador. E ainda assim eu dizia não. Apenas porque o meu único desejo era voltar pra casa.

— Oh minha menine! — Josephine me abraçou com os olhos marejados. — tão bela e deslumbrante. — Ela se esforçava em sua melhor demonstração de português. Eu adorava quando ela tinha esse cuidado comigo e com Jonatas. Apesar de estarmos familiarizados com o idioma, era reconfortante conversar em nossa língua natal. Ela sabia disso. — nem consigo me imaginar sem você. É extraordinária demais para perdemos o seu brilho.

— Ainda tenho algumas semanas Josie — falei com a voz chorosa — E não é um adeus de toda forma, vocês irão me visitar. Você irá, prometa.

Ela assentiu e olhou para o lado como se buscasse alguma desculpa para mudar de assunto. Acontecia sempre. Josephine é a manager da agência, e também a única que falava português conosco quando chegamos. Stellinha havia me auxiliado no começo também, até que ela e Maurice se envolveram em alguma confusão com um mafioso que nunca entendi muito bem, e precisaram fugir para o Brasil por uns tempos. Alguma dívida de jogo, Jojo me contou por telefone. Por isso Josie foi tão essencial pra mim, e acabamos nos tornando tão amigas. Com certeza partir e ficar sem ela seria ainda mais difícil, e me despedir seria impossível.

Seu português era quase perfeito, porque ela havia morado no Brasil por cinco anos. Só que ela nunca me contava muito sobre isso quando eu mencionava o assunto. E obviamente convidá-la há passar alguns dias no Brasil era uma sugestão não muito apreciada. Só não entendia o por que.

— Um sorriso para a foto ruivinha.

Eu sorri. Não porque ele me pediu, e sim porque em qualquer momento que ele aparecesse eu sorriria automaticamente. Era incrível como Jonatas conseguia trazer cor para o meu mundo mesmo nos dias cinzas.

— A foto ficou perfeita. — Ele conferia na câmera — Não que seja surpresa.

— E quando eu disser que Jonatás deverria ser fotografá ele non gostar. — Josephine falou com seu sotaque carregado. Eu ri. Seu português era bom, mas não excelente o que sempre provocava risadas.

— Fotografá eu não seria mesmo Josephine, nem aqui, nem na China! — ele disse enquanto eu disparava em risadas.

— Oh, que chatice vocês dois!! FotógrafO! SatisfeitA?
Nós rimos.

— E eu já tenho um trabalho na Bastille.

— Isso não é desculpa, você pode ser o que quiser sapo — ele me deu um sorriso — eu sou modelo, e também ajudava minha mãe no Flor do Laço servindo clientes e...

— Oh Jésus que sacrilégio! A modelo sensacional sendo garçoneté! Não quero ouvir mais.

Ela nos deixou lá e foi conversar com outro modelo. Estávamos em um coquetel em um hotel próximo de casa em uma comemoração ao aniversário de um diretor da agência. Na realidade eu já não aguentava mais a festa, e adoraria ir embora.

— Sabe ruivinha...a festa é ótima, e você está linda nesse vestido, só que será...que podemos ir embora?

— Leu meus pensamentos. Eu quero sim. Mas devemos sair escondidos, ou Josie irá nos matar.

— Ela ama você demais pra isso, só eu que vou morrer — ele me puxou pelo braço e descemos pela saída de emergência, deixando tudo e todos para trás.

Corremos pelas ruas como loucos, em uma noite fria demais para o meu gosto, com vários casais aproveitando a cidade para passear.

— Espera Jonatas! — nós paramos — esses saltos machucam pra correr e estou bagunçando meu cabelo.

Ele me encarou por um instante e me deu um sorriso avassalador que tirou meu fôlego, vindo até mim e me levantando em seus braços.

— Jonatas!! Pare!! Me coloca no chão, todo mundo está olhando!!

— Temos que ir pra casa.

— E porque? Podemos passear um pouco antes de ir.

— Porque...ele vacilou por um momento, recuperando uma expressão neutra. — Porque você está cansada oras!

Era mentira é claro. Tinha alguma outra razão, eu sabia quando ele disfarçava ou mentia, tentando me enganar. Ele era péssimo nisso. Ou eu o conhecia bem demais. Na verdade eu poderia encontrá-lo no escuro no meio de mil pessoas.

Chegamos ao nosso apartamento e ele me colocou no chão, acendendo a luz. Atirei meus sapatos longe, indo até o espelho olhar meu estado. A maquiagem até que estava intacta, o penteado porém se desfez enquanto eu corria.

— Olha só o que você fez! — comecei a rir — Josie me mataria de verdade agora se me visse assim e.. — me interrompi escutando um barulho — tem alguém aqui.

— Claro ué, nós estamos aqui.

— É sério!! Ouvi alguma coisa!

Eu tinha vivido uma situação traumática o suficiente e meus sentidos agora eram extremamente aguçados agora me permitindo ver e ouvir qualquer coisa.

— Calma Eliza eu...

Nós ouvimos um grito. Dei um pulo e me virei em direção ao barulho.

— Mas o que você....

Notas finais
Oi gente espero que estejam gostando. Josephine é uma personagem criada por mim que terá uma participação importante na história. Gostaram dela? e do cap? quem será que estava na casa de Joliza? Qualquer errinho de ortografia é só me avisarem ok? As falas da Josie estão erradas de propósito claro rs beijos e se gostaram comentem amores ♥