Notas iniciais
Oi gente desculpe a demora pra postar, aqui está o capítulo e leiam as notas finais ok? Boa leitura!

Era o melhor dia da minha vida!

Poderia parecer repetitivo e até cansativo repetir isso uma centena de vezes, só que eu precisava dizer aquilo para mim mesma pra ter absoluta certeza de que era real. Meus amigos e minha família toda estavam ali. Bem quase todos. Arthur acabou não aparecendo. Max me contou que ele avisou que fariam uma festa de boas vindas para nós e que ele não havia confirmado que viria. Depois Max com uma indireta bem direta jogou na minha cara que seu chefinho não viria mesmo afinal pra que ficar olhando eu e o Jonatas juntos o tempo todo?

Machucou. De verdade. Porque eu vivi feliz esses meses, e sem culpa o que poderia me classificar como a pior pessoa do mundo. Eu quebrei o coração dele. Eu só pensava que...Jojo me disse que ele estava com a Carol. De novo. Que eles estavam felizes. Até ela que não gostava da Carolina me enviava emails engraçados e carinhosos dos dias dela com seu pai, Meleca, Carol e Gabriel o filhinho que ela adotara. Eu pensei...apenas pensei que tudo estava bem. Só que nem a Jojo acabou vindo. Eu nem falei com ela esses últimos dias. Ou com o Arthur. E eu iria ter que falar com ele amanhã. O que acabou piorando meu emocional.

— Eliza você disse que trouxe presentes pra gente e até agora nada! Só fez ficar com o Felipe pra cima e pra baixo — um Carlinhos emburrado me disse em um tom acusatório.

— Não precisa ficar com ciúmes eu também te amo! E sim eu tenho presentes. Só estava esperando as coisas se acalmarem.

Quando se tem um porco correndo pela sua casa você não pode simplesmente parar e sair abrindo suas malas.

— Jonatas eu vou subir pra pegar o que eu trouxe pra Dayse e para o Carlinhos e depois eu volto está bem?

Ele concordou com a cabeça sorrindo e colocando a conversa em dia com os irmãos. Ele também parecia radiante de estar com a própria família.

— Ela é pra mim? — Dayse poderia iluminar o Rio de Janeiro inteiro com aquele brilho no olhar — é linda!

— Essa boneca é exclusiva Dayse. Sabe o que isso quer dizer? — ela fez que não confusa.

— Essa boneca, foi feita por uma designer especialista em bonecas. Ela desenha e cria bonecas. Legal não é? E ela faz uma diferente da outra, e nunca repete, elas nunca são iguais.

— Quer dizer que ninguém tem uma igual no mundo inteiro? — ela estava abismada e encantada deslizando as mãos pelos cachos da belíssima boneca que Lady Marie criou a meu pedido alguns meses atrás — eu posso chamar ela de Eliza?

— Ué pode. Mas porque quer dar meu nome pra ela?

— Porque também não existe outra igual a você no mundo inteiro — senti minha garganta apertar com a emoção se mesclando com a saudade e a apertei nos meus braços contendo as lágrimas.

— Tá mais e o meu presente? — Carlinhos bufou e eu entreguei a caixa com camisas autografadas com os jogadores famosos que ele tanto admirava. Foi um pouco difícil conseguir isso, mais Josie acabou me ajudando, enviando um de seus secretários em várias viagens depois que eu contei da obsessão do meu irmão pelo futebol. Josie. Agora eu me lembro também que foi ela que indicou as bonecas de Lady Marie. Agora eu sabia que a dor de não ter sua filha lhe tirou o prazer de comprar presentes para ela. Agora eu entendia o cuidado dela e a alegria quando eu comprava até mesmo uma simples muda de roupa pra meus irmãos. Ela perdeu tudo.

E agora estava do outro lado do mundo sozinha.

— Eliza você vai chorar? — Dayse me perguntou enquanto abraçava a boneca.

— Não eu só estou com saudades.

— Mas a gente tá aqui — Carlinhos dizia sem nem me olhar, os olhos fixos nas camisas de diversos times estrangeiros.

— É só que não é de vocês. É de uma amiga que ficou lá na França.

— E você vai voltar pra lá? — Dayse perguntou a voz denunciando um pequeno temor. Carlinhos largou as camisas e olhou pra mim também

— Não o meu lugar é aqui.

— E o lugar da sua amiga? É lá?

— Eu não sei. Acho que ela não tem um lugar há muito tempo.


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Eliza e as crianças voltaram após alguns minutos com sorrisos animados apesar de Eliza denunciar os olhos um pouco tristonhos. Eu sabia o que era. Ela sentia falta da Josephine. Eu precisaria ligar pra ela em alguns dias e pedir que ela marcasse logo sua viagem para o Brasil. Agora, porém era tudo alegria.
Doutor Germano (que segundo ele eu precisava para de chamar de doutor) e A Dona Lili foram embora com o bebê há pouco tempo. Jamaica e Lu estavam se despedindo assim como Max e o namorado. Todos os outros tinham ido embora, só restando nossa família. Wesley escolheu esse momento para chamar nossa atenção.

— Jonatas eu queria falar com você. Eu tentei durante o dia todo mais...tinha um porco comendo o bolo que a minha mãe fez com tanto carinho.

Ah sim, o Cassinho acabou causando uma série de eventos interessantes nessa tarde. Agora ele dormia de barriga pra cima no colo de Cassandra que se recusara a abrir mão dele. E como ela e o Fabinho haviam se mudado recentemente pra um apartamento no mesmo condomínio que morava o Hugo e futuramente a minha sogra, alguma coisa me dizia que aquele prédio ficaria animado...será que eram permitidos porcos?


— Isso aqui é pra você — ele me entregou um envelope — ia te dar em privado mais...ah é pra você e pra Eliza. E somos uma família!

Minha mãe acenou com a cabeça e Florisval tentou iniciar uma fala sendo cutucado por ela.

— O que é isso hein? — abri o envelope. Havia um cheque lá. Com um valor absurdamente alto — Que isso?!

— É um cheque ora — ele concluiu.

— Percebi. Mais por que...o que...

— Há algum tempo você juntou dinheiro pra comprar um carro. E eu sei que não foi fácil. Porque você sempre ajudava a mãe e a gente. Você sempre nos ajudou. E eu nunca fiz nada. Quando eu acabei nessa situação, achei que minha vida tinha acabado. E o pior ela tinha acabado comigo sendo um inútil. Mais eu encontrei um caminho. Um lugar pra mim.

— Não estou entendendo nada Wesley.

— Desculpa irmão. Você poderia ter sido egoísta ao menos uma vez e ter comprado aquele carro. Mais você não fez. Você comprou essa cadeira pra mim. Que era caríssima. Você mais uma vez fez tudo pela nossa família. Naquele dia eu jurei que um dia eu te recompensaria não importa quanto tempo levasse. Aí está.

— De onde saiu todo esse dinheiro? O que você?

— Você sabe que eu ganhei um belo patrocínio. E ganhei várias competições. Fui medalha de bronze nas paraolimpíadas e tudo. Eu tenho ganhado vários prêmios mano. Eu juntei isso...

— Pra me dar? E você acha que eu vou aceitar?!

— Ah mais você vai sim! — minha mãe interrompeu a conversa

— O que? Mãe!

— Você e a Eliza precisam começar a sua vida nova não é?

Senti Eliza prendendo a respiração ao meu lado.

— Como assim começar? Nova vida? — Dona Gilda agora se intrometia na conversa

— Silêncio gente o Cassinho está dormindo!

— Cala boca Cassandra!

— Gilda o que você acha? Esses meninos...um ano em Paris. Eles não vão voltar pra debaixo da nossa asa não! — minha mãe falava tranquilamente — e aposto que nem sabem pra onde ir! E você Jonatas? Todo o adiantamento que o doutor Germano te fez, quando você não mandava pra gente, usava pra ajudar a bancar a vida cara que tiveram lá fora! Nem tudo são flores! Sei que agora você está quase sem nada!

— Eu vou trabalhar! Acharam que eu precisava de caridade?!

— Que caridade menino! Isso é seu por direito — ela se revoltou e Wesley parecia revoltado também

— Se ele não quer aceitar, nós poderíamos...

— Não se mete Florisval! Já falamos sobre isso!

— Gente não precisa discutir — minha irmã nos cortou — olha só Jonatas, o seu futuro sogro nos ajudou muito também. Ele me ajudou na gravação do meu cd. Ele correu atrás de ajuda financeira pro Wesley. Ele ajudou a mãe com a abertura do negócio dela. Nós estamos bem. E independentes agora. Você já fez muito por nós. Agora é a nossa vez de retribuir tá legal? Tem um pouquinho de cada contribuição nossa aqui. E não vai fazer falta. Faz o que quiser com essa grana! E claro que vai trabalhar! Quando a cunhadinha me der sobrinhos é você que vai sustentá-los.

Olhei pra Eliza e ela estava incrivelmente corada. Voltei-me pra minha família e eles pareciam irredutíveis. Exceto o Florisval. Esse pegaria o cheque e sairia correndo se eu pedisse.

— Depois falamos sobre isso — guardei o cheque imaginando de que jeito eu poderia devolver depois.

— Certo agora — minha mãe chamou nossa atenção — Eu deveria ter falado isso antes do Doutor Germano e a Dona Lili terem ido, mais bem Dona Lili estava com enxaqueca — minha mãe olhou pra Cassandra — Já tivemos de tudo aqui hoje. De tudo mesmo!

— O Ataque do Porco ao bolo já está no youtube mãe — Jeniffer falou.

— Pelo amor de Deus menina! Ai ai. Vamos lá. Estou muito feliz de ter meu Jonatas de volta. Mesmo porque há um ano atrás eu quase o perdi.

A memória desagradável invadiu a minha mente. O engraçado é que o meu maior medo nessas lembranças não era morrer e sim que o desgraçado fizesse algo com a Eliza. Eu teria morrido feliz pra salvá-la.

— Quase não ficamos com você desde então meu filho. Não estou reclamando. Ou talvez eu esteja sim sou assim mesmo. Quero toda a minha família perto de mim! Todos. Isso inclui é claro você agora Eliza.

Eu não precisava olhar pra Eliza pra saber que o queixo dela estaria no chão. Um sorriso brotou nos meus lábios e eu uni minha mão na dela, nossos dedos entrelaçados e inseparáveis.

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Ele segurou minha mão e foi apenas nesse instante que eu entendi que aquilo era real mesmo. Dona Rosângela fazendo um discurso sobre família e me incluindo na equação.

— Agora essa família está bem maior. Eu e a Gilda já somos próximas — as duas sorriram cúmplices. O doutor Germano fez muito por nós e nossas crianças estão unidas como se sempre tivéssemos nos conhecido somos todos uma família agora — ela olhou pra Cassandra com uma chupeta que provavelmente ela tinha roubado do meu irmãozinho oferecendo-a ao porco — e provavelmente alguns vão acabar no hospício mais tudo bem. Eu só queria dizer que amo minha grande e louca família.

Jeniffer subiu em uma cadeira e iniciou uma cantoria. Minha mãe e dona Rosângela se abraçaram. Eu acho que nunca mais pararia de sorrir.

Até o dia seguinte.

— Filha que cara é essa? Não gostou do café? Não está tão bom quanto o de Paris?

— Claro que não mãe que bobagem.

— É por que o namorado dela não ficou aqui — Carlinhos zombou.

— O que? Ah não. Vamos nos ver já já. Achei justo com a dona Rosângela que ele passasse essa noite com eles.

— Mesmo porque vocês vão morar juntos — ela ergueu uma sobrancelha.

— Sim mãe. Você é contra? Por que como a Cassandra já está morando com o Fabinho e você vai morar com o Hugo eu realmente...

— Claro que não sou contra. E sobre aquele dinheiro que deram pro Jonatas...ele deveria aceitar.

— Isso não é comigo mãe e sim com ele. E sabe, eu tenho bastante dinheiro que ganhei esses meses.

— Esse é o problema Eliza. Você ganhou fortunas e sabe lá quanto mais vai ganhar. Ele ainda está começando e o seu pai não pode triplicar o salário dele. Ele não vai querer ser sustentado por você.

Mesmo porque isso já havia sido o motivo de tantas brigas em Paris. Porém como eu poderia dizer pra ele aceitar o dinheiro que sua família juntou com tanto custo?

— Se uma garota quisesse pagar as coisas pra mim eu não reclamaria — Carlinhos disse e nós rimos.

— Vocês vão ter tempo pra resolver isso. E sabe filha...quando eu e os meninos mudarmos aqui vai ficar vazio.

— Ahn?

— A casa — ela riu — eu e o Hugo vamos estar sempre aqui no Flor do Laço, mais a casa ficaria fechada. A Débora até pensou em se mudar pra cá, mais o Hugo já está choroso agora que a Cassandra mudou. Ainda que ela esteja apenas dois andares abaixo de nós. Eu pensei que você passaria um tempo com a gente lá, mais é claro que eu vou te ver todo dia. Você já é uma moça e tem que ter seu espaço.

— Mãe...

— Não é nada chique, mais seria um espaço pra vocês começarem. E aposto que o Jonatas gostaria da idéia. E vocês poderiam se organizar melhor.

Eu concordei. Seria perfeito. E nosso apenas nosso. Seria também no lugar onde tudo aquilo aconteceu. Mas se na França as lembranças me perseguiram elas estariam em qualquer lugar. A dor e o medo vêm do coração, de um pedaço dentro de mim inalcançável que eu não preciso derrotar e sim abraçar. A partir do momento em que eu aceitar isso posso ficar em qualquer lugar. E com ele. Sempre com meu sapo.

— Mas você não me disse por que está com essa carinha — ela assumiu uma expressão preocupada.

— Estou indo pra Excalibur.

Estou indo reencontrar com uma das pessoas que mudou a minha vida pra sempre.

Notas finais
Olá pessoinhas lindas e divas do meu coração! Tudo bem com vocês? Comigo não muito, estou muito adoentada nos últimos tempos, sabe rinite? Pois é eu tenho, e tenho asma também, tenho vários problemas respiratórios o que me ferra constantemente. Fiquei tão doente que fui parar no hospital e estou tomando antibióticos agora. Minha mãe também ficou mal ela tem uma hérnia e está na fila do sus esperando pra operar o que vai levar uma vidaaaa. Emfim, digo tudo isso porque acabei meio sem tempo pra postar aqui. Os capítulos seguintes já estão prontos e vou tentar postar todo dia essa semana. Tentar é a palavra porque nunca se sabe kkkkkkkkkk ainda assim vou fazer o possível ok? Juro de dedinho! Pink Promise!! huahauhuahua espero que gostem desse capitulo que foi postado e dos outros que virão! Teremos muitas emoções! Não me abandonem porque funciono a partir dos comentários de vocês kkkkkkkkkk beijos e tenham uma ótima semana! ♥