Totalmente Seu...

163 Vida novamente...


Notas iniciais
Meninas, sei que eu havia dito que postaria ontem, mas, acabou não dando, fui assistir o jogo na casa da minha sogra falado nisso, que sufoco hein!!! Caraca, meu coraçãozinho é forte. Espero que apreciem esse capítulo feito pra vocês, especialmente para a minha querida leitora Penélope que fez uma linda recomendação. Obrigada amiga. Também agradecendo ao número de reviews dos capítulos anteriores, espero que continuem a comentar. Valeu!!! Bora ler!!!

Nessie recebeu a visita de Alec, Paolo, Clarinha e Victória, as duas amigas ficaram muito emocionadas por se reencontrarem depois de tantos anos.

–Nossa Renesmee, que linda que você ficou. – Elogiou Clarinha mirando-a de cima a baixo.

–Ah, Clarinha, bondade sua, você também está linda. Mas agora me conte tudo, como foi sua vida depois que sua tia a levou? Ah, pode me chamar de Nessie também, assim como todos fazem.

–Então, se lembra que eu não queria ir com ela? Pois é, eu fiz de tudo pra que ela enjoasse de mim e me mandasse de volta para o orfanato, mas, parecia que por mais que eu fosse uma verdadeira peste, ela apenas me batia, me batia muito, mas não me mandou de volta, quando eu estava com quinze anos saí de casa, antes, porém, eu descobri que ela recebia uma boa pensão do meu pai verdadeiro, pra cuidar de mim.

–Quer dizer que seu pai estava vivo?

–Não, ele já havia morrido, tinha outra família, tenho meus irmãos que até nos damos bem, inclusive foi a mãe deles, minha madrasta quem me contou tudo, na verdade era pra eu ter ficado com minha madrasta e meus irmãos, mas minha tia tinha raiva deles por que meu pai deixou minha mãe pra ficar com a Manuela minha madrasta.

–Que história amiga, então, depois que você fugiu de casa foi morar com sua madrasta?

–Sim, aí então eu fui muito bem tratada, mas o caso é que Manuela já estava muito doente, ela tinha uma grave doença degenerativa nos ossos, aí, ela acabou morrendo também, meu irmãos se casaram, tem sua famílias e então, um belo dia enquanto eu andava no centro de Madri, o Alec me encontrou e me fez a proposta pra ir embora com ele, eu aceitei e aqui estou.

–Nossa, incrível, mas eu fico feliz pelo fato de Alec tê-la encontrado e agora você está bem novamente.

–Sim, é verdade, mas e você? O Alec me contou alguma coisa da sua história, seu esposo quando esteve lá com a gente também falou um pouco, mas eu fiquei muito preocupada com tudo o que lhe aconteceu, o Alec ficou abalado quando a viu no hospital, também ficou preocupado com o Jacob.

–É, foi muito difícil, meu parto acabou se complicando no final, mas agora, está tudo bem graças a Deus.

Nessie contou a ela tudo, desde o começo quando fora morar na mansão, quando conheceu Jake, de como eles se apaixonaram, etc. e tal. Clarinha ficou muito emocionada com todo o relato da amiga e também muito feliz por ver como Nessie era bem tratada naquela família.

Sarah e Claire trouxeram os bebês para que Clarinha, Paolo e Victória os conhecesse, já que Alec vira-os no hospital.

–Meu Deus Nessie, ela é a sua cara, ele a cara do Jake. – Exclamou Paolo.

–Eu ainda me lembro de quando você chegou desse tamanhinho no orfanato. — Disse Alec.

–Tia Nessie, eu vou poder cuidar dela?

–Claro minha linda, com certeza.

–Ela parece uma bonequinha. – Comentou Victória.

–Não é meu anjo? – Concordou Alec pegando a pequena Esmeralda no colo, enquanto Alejandro estava no colo de Clarinha.

Paolo aproveitou pra tirar várias fotos.

–Ei Nessie o que acha de fazermos um book de vocês quatro? Você, o Jake e os bebês?

–Eu acho uma ideia maravilhosa! – Aceitou Nessie.

–Vai ficar lindo! – Apoiou Sarah.

–Poderíamos fazer assim, a cada três meses eu venho e monto um novo álbum, o que acha?

–Perfeito!

Estavam tomando o lanche da tarde quando Jake chegou, ele cumprimentou os amigos, Clarinha e a pequena Vic que sempre que o via, queria ir em seu colo um pouquinho pelo menos, Jake a pegou e a levou pra ver Thor, que pulava em volta deles fazendo a garotinha rir a valer e Jake a imaginar que logo seria seus filhos que estariam rindo das estripulias do cachorro.

Logo eles voltaram pra dentro e Jake a sentou entre Alec e Paolo.

–Então, já escolheram quem será os padrinhos dos bebês? – Quis saber Alec.

–Ainda não, mas, estou tendo umas ideias aqui, mas antes de me pronunciar, tenho que discuti-las com meu marido aqui, não é amor?

–Você é quem sabe minha querida. O que você decidir pra mim estará perfeito.

–Isso que é amor. – Elogiou Paolo fazendo-os rir. – Nessie você não tem ideia do quanto esse homem sentiu sua falta quando esteve em nossa casa, tudo o que ele fazia era falar em você. – Ele entregou.

Jake apenas sorriu concordando.

–É verdade Nessie, pode ficar tranquila, esse amor vai durar pra eternidade. – Garantiu Alec.

Nessie olhou encantada para o marido dando-lhe um selinho nos lábios.

–Jake, nós estávamos aqui com a ideia de fazer um book dos bebês junto com vocês é claro, com fotos dos outros membros da família, o que acha? Dei a ideia de vir pra cá a cada três meses pra fotografá-los.

–Acho que ficaria muito legal, assim, iríamos ter uma boa base do crescimento deles. Mas não vai ficar ruim você se deslocar pra cá a cada três meses? Sei lá poderíamos nos revezar também, ir pra Itália vez ou outra, o que acha amor?

–Acho uma ideia magnífica, sou louca pra conhecer a Itália e depois das fotos que vi em seu celular, fiquei mais louca ainda.

–Então fechou, fica combinado assim, nos revezaremos. – Decidiu Jake, beijando-lhe o rosto.

***

Na primeira noite dos bebês em casa, as mulheres se dividiram nos cuidados, pra não sobrecarregar Nessie e Jake. Nessie porque tinha que descansar pra poder se recuperar bem, Jake porque todos os dias que passara no hospital não dormira direito, ele também estava exausto. Nessie só era acordada na hora de amamentar.

Nas próximas noites, Jake levantava sempre que ouvia um deles chorar e antes que alguém fosse chamar Nessie ele já ia ver quem era e trazia pra que ela amamentasse, depois, trazia o outro, geralmente Alejandro era o primeiro a acordar e já abria o berreiro, como sempre, sem paciência pra esperar.

Jake apenas sorria ao ver a fome com que o filho mamava.

–Dói quando ele suga assim desse jeito?

Ele perguntou uma dessas vezes.

–Um pouco, ele suga muito forte, mas não é muito doloroso. Esmeralda é menos afoita.

–Eu nem acredito que vocês estão em casa. Sabe, eu estive pensado em uma coisa que acho que você irá gostar.

–Então me diga.

–Atrás da mansão tem um espaço enorme que está abandonado, quer dizer, abandonado, abandonado não, mas é um ótimo espaço que não está sendo usado, eu pensei em falar com o abuelo pra gente construir nossa casa usando esse espaço, o que acha? Assim, ficamos perto da família, afinal, com os bebês seria bom nos mantermos perto, não quero que eles cresçam apenas com babá cuidando.

–Eu adorei a ideia, se o abuelo concordar, por mim, está mais que aprovado.

No dia seguinte Jake conversou com seu avó e seu pai, ambos concordaram e ele contratou um engenheiro pra fazer a planta da casa que ele queria, claro que com a concordância de Nessie, afinal, ela seria a maior interessada.

O mês seguinte fora de muito trabalho. Nessie se recuperou totalmente, Consuelo viera e cuidava muito bem dos pequenos que estavam enormes, Nessie voltaria para a faculdade. Beatriz ficara muito chateada quando fora dispensara, mas Nessie não se arrependera, Consuelo era um amor de pessoa, ela cuidava não apenas dos bebês, mas também do jovem casal.

***

O último dia do resguardo de Nessie chegara, Jake já havia combinado com sua mãe pra que ela cuidasse dos bebês pra que ele e Nessie pudessem comemorar. Ele estava ansioso pra poder finalmente tê-la para si, estava morto de saudade de amá-la, de sentir o corpo dela junto ao seu.

Nessie também estava ansiosa, saudosa do corpo másculo de seu marido, de sentir as maravilhosas sensações que ele despertava em seu corpo, que por sinal, com a ajuda de Bree e dos pilates que praticava, já estava perfeitamente em forma.

Todas as vezes que Jake a via nua, ficava louco de desejo, claro que ela o ajudava a se satisfazer, mas o que ele queria era sentir a deliciosa sensação de estar dentro dela, de leva-la ao delírio.

–Amor, deixe bastante leite para eles porque não voltaremos essa noite. – Ele pediu abraçando-a por trás.

–Hum, pelo menos pode me dizer onde iremos?

–Sim, claro, iremos para o nosso apartamento, eu preparei uma pequena surpresa pra você.

–Uma surpresa?

–Sim, eu estou louco pra ficarmos sozinhos. – Ele sussurrou em seu ouvido fazendo-a se arrepiar.

–Eu também estou, meu amor, eu também estou. – Ela respondeu com uma voz que já revelava a intensidade de seu desejo.

Virando-a de frente para si, Jake tomou seu rosto com ambas a mãos beijando-a com paixão intensa, suas mãos desceram pelo corpo dela que estava com curvas ainda mais enlouquecedoras, sentindo-a, apertando-a contra si, deixando-a sentir a sua fome por ela.

–Amor, se continuar assim, não sairemos daqui. – Ela disse com voz fraca.

Ele sorriu malicioso.

–Claro, então, vamos descer pra que você esgote o leite pra eles.

–Eu já esgotei um bom tanto, mas vou esgotar mais um pouco, já deixei no freezer, Consuelo já está a par, sua mãe também, então, essa noite poderemos aproveitar.

–Sim, minha pequena, essa noite será apenas nossa, afinal nós merecemos não é?

–Com certeza merecemos meu amor.

E assim, depois que Nessie esgotou mais um tanto de leite, que na verdade já tinha o suficiente para uma semana, mas como era a primeira vez que ficariam longe dos filhos, ela não quisera facilitar, principalmente porque eles também ficariam longe dos pais e poderiam sentir a falta dos dois.

Saíram não sem antes fazer um monte de recomendações, inclusive de ligar para eles se os bebês chorassem muito.

–Vão tranquilos, se for preciso eu ligarei, se for realmente preciso, afinal, eu acho que me lembro como cuidar de crianças.

Sarah riu dos dois.

Jake e Nessie chegaram ao apartamento e ela percebeu que estava tudo limpo, tudo organizado, não ia ali antes de se casar, depois fora para lua-de-mel, aí houve todo o problema com Nahuel e ela não saíra sozinha, depois fora seu internamento e o resguardo período no qual se dedicara a cuidar dos filhos e se recuperar totalmente, ficar bem para poder curtir esse momento único com seu marido.

Jake ainda não tivera a conversa com ela sobre fazer ou não a vasectomia, era uma conversa que teriam que ter quando estivessem sozinhos, sem a possibilidade de serem interrompidos.

–Nossa amor, está lindo! – Ela exclamou.

O apartamento estava todo florido, na mesa de jantar, lugar para dois com um candelabro no meio, velas perfumadas exalavam um perfume suave no ambiente.

–Francesca veio pra cá mais cedo e fez nosso jantar, está no micro-ondas, mas não é nada elaborado, é apenas uma lasanha a bolognesa.

–Bom, adoro, você sabe. – Ela respondeu.

–Eu sei tudo sobre você meu amor, conheço-a como a palma da minha mão. – Ele disse sorrindo convencido.

–Pouco convencido você, não? – Ela zombou também sorrindo.

–Porém, você sempre consegue me surpreender. – Ele complementou arqueando as sobrancelhas.

–Ah, sim, agora eu gostei. – Ela riu.

–Vamos minha querida, sente-se, que hoje eu vou servi-la. – Ele pediu, puxando a cadeira pra que ela se sentasse.

–Uau! Que bela proposta! – Ela declarou.

–Esteja ciente de que essa noite, a servirei de todas as maneiras. – Ele propôs malicioso.

Ela sentiu sua pele arder de vontade, de expectativa em sentir o toque quente dele sobre si, tocando-a em todo seu corpo. Jake percebeu os olhos dela escurecerem antevendo o que viria, engoliu em seco, tanto tempo que não possuía o corpo delicioso de sua esposa, estava doido de vontade de afundar-se dentro de sua quentura.

–Ness, não imagina como estou sedento de você, meu amor, tenho certeza de que a fome que sinto de possuir seu corpo é muito maior que a fome física. – Ele revelou com voz rouca.

–Eu sinto a mesma fome de você, meu amor. O que acha pra deixarmos para matarmos a outra fome depois de estarmos saciados um do outro?

–Acho a proposta tentadora, só que tem um pequeno erro na sua colocação, eu nunca, ficarei saciado de você.

Ele a puxou para si, ensandecido de desejo, tomou-lhe a boca em um beijo devorador, onde demonstrava toda a fome que sentia dela, sem abandonar sua boca ele a ergueu nos braços levando-a para o quarto, que estava exatamente como ele havia preparado, os lençóis vermelhos de cetim, um enorme buquê de flores no criado mudo, pétalas enfeitando a cama e mais velas aromáticas.

Depositou-a no meio da cama, afastando-se o suficiente para apreciá-la, nunca se cansaria de admirar sua beleza.

–Você é linda, meu anjo, linda!

–Você também é lindo, meu Jake, meu marido, eu te amo tanto!

–Eu a amo de um jeito, minha Nessie, de uma maneira que nem sei explicar, amo tudo em você, estava com saudades de tê-la assim, pronta pra mim, cheia de desejo, totalmente entregue em meus braços.

A boca dele desceu para o decote dela, afastando a abertura do vestido que ela usava, sem muita paciência ele a despiu, deixando-a inteiramente nua.

–Amo seu corpo, está com mais curvas ainda, a maternidade de deixou ainda mais bela, ainda mais sensual, estou louco pra mamar nesses seios apetitosos. – Ele revelou.

Caiu de boca e tomando seu mamilo esquerdo, sugando, lambendo, torturando-a, fazendo-a gemer. Como sentira falta de ouvir o gemido de prazer dela.

Nessie o despia com mãos ansiosas, queria sentir a pele dele contra a sua, ele a deixou só para poder tirar sua calça e cueca, seus olhos passeavam pelo corpo dela, eles tremiam em expectativa. Ele a tomou nos braços.

Boca, língua, mãos e pernas se enroscavam, tudo era usado como instrumentos de prazer, a saudade que sentiam um do corpo do outro, do prazer que somente um poderia proporcionar ao outro era latente, doloroso.

Tocando-a em seu ponto de prazer ele a sentiu estremecer, sua umidade quase o fez perder totalmente a sanidade, mas procurou se controlar, afinal, queria prolongar ao máximo o prazer de seus corpos.

–Tão molhada, tão pronta pra mim, como sempre.

Ele desceu com a boca por seu corpo, sua língua deixando um rastro de fogo por sua pele, o gosto dela o enlouquecia ainda mais, chegou até sua intimidade, tocando-a com maestria, ela gemia deliciada com o beijo íntimo, sensual e erótico, seu corpo estremecia antevendo a explosão final, enquanto ele sugava seu montículo, Nessie gritou ao chegar ao seu primeiro orgasmo da noite.

Jake subiu ainda depositando pequenos beijos pela pele acetinada, abrindo-lhe as pernas se posicionou para penetra-la, engoliu em seco ao encostar seu membro rijo na entrada quente e úmida dela, com cuidado, devagar, ele a penetrou, arrancando gemidos altos deles dois.

–Ah, caralho Nessie, como você está apertada meu amor, deliciosamente apertada.

Sem mais se controlar ele começou a estocar forte, indo cada vez mais fundo dentro dela, ela arranhava suas costas puxando-o mais para si.

–Ai Jake, meu amor, que delícia, vem, mais rápido, me tome mais rápido meu amor.

Ele atendeu seu pedido, indo mais rápido, afundando-se com vontade, ensandecido, ambos estavam enlouquecidos, perdidos na névoa do prazer, querendo cada vez mais, despertando um desejo insano um no outro.

–Jake, não posso mais, vai, amor, rápido.

–Vem comigo meu anjo, agora meu amor.

Sem dizer mais nada, apenas gemidos escapavam por suas gargantas, abandonaram-se ao prazer deixando-se dominar pelo orgasmo magnífico que os arrebatou, fazendo-os gritarem juntos.

Exaustos, os corações aos pulos, as respirações aceleradas, caíram um ao lado outro, Jake a puxou para seus braços, um sorriso de satisfação tomou conta de seus lábios.

–Deus! Como senti falta disso. – Ele exclamou!

De repente, ele sentiu lágrimas encherem seus olhos, correra um enorme risco de perde-la, de nunca mais sentir ela assim, entregue em seus braços.

–Amor, o que foi? – Ela perguntou tocando-o carinhosa no rosto.

–Ah, meu amor, eu me dei conta de que por muito pouco eu não a perdi para sempre, Nessie, eu não teria suportado perde-la, não vivo sem você meu anjo. Não tê-la mais em meus braços teria sido a morte em vida pra mim.

–Calma meu querido, eu estou aqui, nunca mais sairei do seu lado, nunca irei abandona-lo por vontade própria pelo menos. – Ela prometeu também com lágrimas nos olhos. – Quero viver ao seu lado por muitos e muitos anos ainda.

–Minha pequena, eu a amo tanto, mais tanto. – Ele soluçou, depositando um beijo em sua testa. – Quero senti-la assim sobre meu corpo por muitos e muitos anos ainda, mesmo depois que estejamos bem velhinhos, ainda vou querer ficar assim com você.

–Eu também meu amor, também o amo com loucura e foi esse amor que me fez sobreviver, para estar aqui, em seus braços, pra sentir seus beijos, seu toque, suas carícias, ouvir sua voz rouca e sensual me dizer o quanto me ama.

Ele sorriu por entre as lágrimas, tomando-lhe o rosto com uma das mãos, ele trouxe-o de encontro ao seu, beijando-a com amor, logo, eles estavam perdidos na luxúria, no mar de desejo que os assolava como uma onda, entregues, loucamente insanos, procurando a sensação de abandono do prazer total.