Notas iniciais
Olá minhas queridas, aqui estou eu com mais um capítulo, fiquei tão feliz por ter conseguido passar a emoção que senti ao escrever o capítulo anterior, foi tão difícil conseguir descrever e expressar a emoção que todos sentiam, principalmente o desespero de Jake, seu medo de perder a esposa, nesse capítulo, o medo ainda se faze presente, a emoção o dominará quando pegar pela primeira vez seus filhos nos braços, espero conseguir novamente. Bjos e obrigada pelo carinho. NA: Esse capítulo em especial vai pra Penélope que está com seu avô no hospital, ele precisa fazer uma cirurgia pra retirada de dois Linfomas, por isso, peço a todas que a ajudem em orações pra que tudo corra bem.

Os outros vendo que Jake saía ensandecido, correram cada um para seus carros, Edward com Bella, Emmet e Rose, Sam, Jasper e Seth. Billy, precisava dar explicações ao delegado, depois iria para o hospital.

–Bom Marcus, você viu e ouviu meu filho, minha nora não está nada bem, ele não sairá do lado dela, nem os três conseguiram segurá-lo.

–Tudo bem Billy, as circunstâncias são delicadas, não sou insensível, além do mais, sei que ele estará no hospital.

–Assim que ele tiver condições entrará em contato, prometo.

Billy, Ephraim, Charlie e Carlisle foram para o hospital. Leah, Claire, Emily e Alice ficaram pra dispensar e pagar os funcionários que haviam sido contratados pra servir e para ajudar na festa, logo depois, foram para o hospital, já que as demais mulheres já haviam ido.

***

Jake estacionou o carro de qualquer jeito e desceu correndo, Nessie já estava sendo levada, duas enfermeiras pegaram os bebês dos braços de Sarah e Rachel, os dois choravam muito, provavelmente sentindo fome, Sarah sentia seu coração se apertar de pena dos netos, da nora e de seu filho.

Tinha muito medo de que Nessie não aguentasse tudo aquilo, a família não seria mais a mesma se ela os abandonasse, mesmo tendo as crianças, mas seu filho se anularia, sabia que Jake entraria numa depressão profunda se ficasse sem a esposa.

–Mamãe, porque eles estão chorando tanto? O que há de errado com meus filhos? – Ele quis saber.

A expressão dele era de tristeza profunda, nunca haviam visto Jake daquele jeito, o brilho de seus olhos havia se apagado, ele parecia um zumbi, movendo-se, agindo, como um autômato, sem vontade própria.

–Eles devem estar com fome filho, ainda não mamaram, desde que nasceram não tiveram nenhum contato com a mãe, até algumas horas eles estavam protegidos dentro do útero dela, de repente, se viram em um mundo estranho, eles são recém-nascidos, mas eles sentem tudo, ouviam a voz da mãe a todo momento, a toda hora, a sua voz, agora, não tiveram nem ao menos o prazer de mamar do leite da mãe.

Conforme as palavras de sua mãe penetravam em seu cérebro, Jake se deu conta da dura realidade que os assolava. E se Nessie não resistisse? Como cuidaria de seus filhos sem ela ao seu lado? Como suportaria a dor de perde-la se já não estava suportando mais tanta dor que estava sentindo, era como se fosse algo físico, não era apenas seu coração que estava dilacerado, era como se uma parte sua estivesse sendo arrancada e ele não pudesse fazer nada pra impedir.

Ele caiu sentado em dos bancos, os braços sobre os joelhos, a cabeça abaixada, seus filhos que acabaram de nascer sentiam falta da mãe, os pobrezinhos nem tiveram o prazer de sentir o calor, cheiro, o amor da mãe, nem ao menos puderam mamar nela. Um choro sentido fazia seu corpo convulsionar, ela tinha que ficar boa, eles precisavam dela, ele precisava, necessitava dela.

Sarah se condoeu por ver o sofrimento dele, abraçou-o tentando confortá-lo, mas, sabia que apenas boas notícias, referentes a Nessie teria tal poder. Os outros chegaram ao hospital e ao verem Jake naquele choro sofrido, as quatro mulheres também com lágrimas escorrendo por seus rostos, imaginaram o pior, uma pergunta muda fora formulada, mas, graças a Deus não era nada do que pensaram.

Passaram-se longos quarenta minutos, dos quais Jake ainda se encontrava na mesmo posição, quando doutor Soares veio com notícias de Nessie e dos bebês.

–Jacob, quer ver seus filhos? – Ele quis saber.

Jake levantou a cabeça devagar, só aí se deu conta de que ainda não havia segurado seus bebês em seus braços, ele devia ao menos isso a Nessie, ela gostaria de saber quando acordasse, que ele tinha estado com os filhos, que os segurara em seu colo, que vira o rostinho deles de perto.

Levantou-se devagar, seu corpo parecia pesar toneladas, fez um pedido silencioso para sua mãe que pegou em sua mão e o acompanhou até o berçário.

–Como eles estão Soares? – Sarah foi quem perguntou.

Jake sentia um nó em sua garganta, que estava difícil de desatar.

–Eles estão saudáveis Sarah, o garotão pesou 3.800 Kg, mediu 51 cm, a princesinha pesou 3.200 Kg e mediu 45 cm, eles são grandes para a idade gestacional, foram realizados alguns exames mais importantes e administradas as primeiras vacinas. Os dois mamaram bem, sugam com força, ambos mantém boa sucção e isso é muito importante, dado que nasceram antes do tempo. – Soares explicou.

–E Nessie doutor, tem notícias da minha mulher? – Ele conseguiu perguntar.

–Nessie se mantém estável Jake, não houve nenhuma alteração em seu quadro, sinto muito. Carmen fez todos os procedimentos pós parto nela, logo, ela será encaminhada para um quarto, achamos melhor mantê-la em um quarto com todo o essencial, monitores cardíacos, o ventilador mecânico, do que deixa-la na UTI, até porque, sabemos que você ficará com ela, assim, poderemos deixar os bebês no mesmo quarto, com a presença de vocês três, ela se sentirá melhor, nós a manteremos em coma induzido até que seu corpo esteja recuperado, será melhor pra ela, acredite.

Ele ouviu as explicações e se fechou no mesmo mutismo em que estava anteriormente, Sarah e Soares apenas se entreolharam.

Chegaram ao berçário e os dois fizeram toda a higienização pra poder entrar, as enfermeiras vestiram-nos com aventais esterilizados, os bebês foram trazidos, haviam tomado banho, uma delas entregou o menino para Jake segurar que o pegou com cuidado, com todo o carinho ele trouxe o rostinho do filho até encostar em seu próprio rosto, as lágrimas desciam de seus olhos.

–Meu bebê, eu prometo que logo você e sua irmãzinha estarão no colo da mamãe, logo poderão se saciar do leite dela, ela vai ficar tão feliz por conhece-los, por amamentá-los, ela os ama tanto meu amor, não pode imaginar como ela sonhou com vocês dois, como ela os desejou, eu também os amo de todo o meu coração, farei de tudo pra que sejam felizes, pra protege-los.

Ele aspirou o cheirinho que se desprendia do corpinho do filho, alí, naquele momento, com seu filho nos braços, Jake jurou que não permitiria que a mãe os abandonasse, faria tudo o que fosse humanamente possível pra que ela voltasse pra eles. Depositando um beijo na bochecha do seu garotão, ele entregou-o a enfermeira.

Acolhendo em seus braços sua garotinha, sua princesinha, ela era encantadora, os olhos do mesmo tom dos olhos de Nessie. A emoção dele foi ainda maior, porque ele via na filha como ela era parecida com a mãe.

–Oi minha princesa, você se parece tanto com sua mãe, tão linda quanto ela, vou ter muito trabalho pra afastar os gaviões que ficarão rodeando você, ainda bem que tem seu irmão pra ajudar o papai. Olha mamãe, ela não é parecida com Nessie? Os mesmos olhos, os cabelos. O papai ama muito vocês meu amorzinho, minha princesinha. Vamos esperar a mamãe voltar pra escolher seus nomes.

A voz dele ao falar com os filhos, era baixinha, suave, era incrível ver como um homem podia ter tanta suavidade pra falar com os filhos, era nítido o amor que ele sentia por eles, até as enfermeiras estavam comovidas. Como fez com o menino, ele fez com a pequena, aspirou seu delicioso cheiro de bebê e depositou um beijo em sua bochecha.

–Tchau minha pequena, o papai agora vai ver como está a mamãe, logo vocês estarão com a gente, prometo. Amo vocês meus filhos!

Eles saíram do berçário e voltaram para a sala de espera do hospital, mais uma hora se passara até que Carmen veio busca-los para entrarem no quarto que haviam reservado para Nessie.

As meninas lembraram de trazer roupas para ela, Jake, os bebês e também para Sarah, imaginando que seria ela a primeira a permanecer no hospital com Jake, já que com certeza ele só sairia dali, no dia em que Nessie voltasse pra casa com os filhos.

–Bom, gente, ela está no quarto, os bebês estão junto, Jacob, você poderá ficar com eles e uma mulher também poderá acompanhar, por esse motivo preferimos meio que transformar uma das suítes de luxo do hospital em uma mini UTI, a situação é delicada e achamos por bem fazer assim.

–Obrigada Carmen, não imagina como ficamos agradecidos por esse gesto. – Esperanza agradeceu.

–Como ela está doutora? – Charlie perguntou.

–Ela está do mesmo jeito, não piorou, mas também não melhorou. – A doutora explicou. – Mantemos ela sedada porque será o melhor para a recuperação do corpo dela, agora, tudo o que temos a fazer é esperar, ela continuará intubada, amanhã à tarde faremos nova avaliação do quadro dela.

–E o fato dela permanecer na mesma é bom? – Quis saber Billy.

–Olha, não é bom, mas também não é de todo ruim, o que importa é que ela se mantém estável, que seus sinais vitais estão estáveis, não temos como avaliar, o jeito é esperarmos, não há o que fazer.

–Onde ela está doutora? Eu quero ver minha esposa, quero ficar logo com ela.

–Claro, podem me acompanhar, como ela não está na UTI, vou permitir que entrem todos.

Assim, todos acompanharam Carmen até o quarto onde ela estava. Jake estava com o coração aos pulos de ansiedade, queria vê-la logo, necessitava estar junto a ela, sabia que de uma maneira ou outra ela saberia que ele estava ao seu lado e isso era o que lhe importava.