Notas iniciais
Ufa, consegui mais um capítulo, esse foi bem tenso, chorei um monte ao escrever, mas, amanhã tem mais, kkk. Será que Nessie vai acordar logo? Será que já no próximo capítulo? esperamos que sim né?

Nessie saiu da sedação na tarde do terceiro dia de internamento, porém, passara-se uma semana e nada dela acordar. Os médicos estavam preocupados, ela fora examinada por um Neurologista que pediu um exame de Eletroencefalograma pra poder constatar sua atividade cerebral, o que constou que estava tudo bem, doutora Carmen estava com medo de que ela houvesse entrado em coma pra valer, do tipo que o paciente parece estar em um sono profundo, porém, que não pode ser acordado.

O Neurologista achava que era apenas coisa de tempo mesmo, as drogas utilizadas nela pra mantê-la sedada haviam sido em uma dosagem alta, as vezes os pacientes levavam mais tempo pra acordar mesmo.

Jake estava cada dia mais angustiado, ele tentava demonstrar força e confiança pra sua família e quando conversava com Nessie, ele continuava a falar com ela, tinha plena certeza de que ela o compreendia pois sempre que falava sobre os filhos, escorriam lágrimas por seus olhos.

Tudo o que ele queria era ter sua mulher de volta e uma vez ou outra ele quase perdeu as esperanças e nessas ocasiões ele se trancara no banheiro e chorara baixinho. As mulheres da família continuavam a se revezar pra lhe fazer companhia e ajudá-lo com os bebês, os coitadinhos não acostumavam a mamar no copinho, muitas vezes eles choravam, até que foi ofertado uma chuquinha, que eles aceitaram ainda com restrição.

Sarah estava com muita pena do filho, ele se dedicava de corpo e alma aos seus três amores, como ele falava. Muitas vezes se negando a receber ajuda pra cuidar até mesmo de Nessie, chegou mesmo a dar banho nela.

Uma manhã, Sarah e Alice saíram passear com os bebês pelo hospital, leva-los pra tomar um pouco do sol da manhã. Duas enfermeiras vieram pra dar o banho dela e ele pediu a elas que o deixassem ao menos daquela vez cuidar da esposa.

–É só o que eu peço, por favor!

–Olha senhor Black, não é o usual, na verdade, nunca vimos um marido e um pai tão dedicado quanto o senhor, na maioria das vezes os maridos só veem na hora da visita, ou quanto muito ficam pouco tempo com suas esposas, mas o senhor está no hospital desde que a senhora chegou sem se afastar nenhum momento. Na verdade, em todos os meus anos na enfermagem nunca tinha visto isto. – Uma delas disse, o elogiando pela dedicação.

–Eu já vi até mesmo muitos pais que tiveram seus filhos internados na uti – neo natal, abandonar as mães por elas precisarem ficar acompanhando seus bebês, acontece muito isso, por isso nos surpreendemos com o senhor. – Complementou a outra.

–Bom, ela é a mulher que eu escolhi pra viver todos os dias da minha vida ao seu lado, ela e meus filhos são tudo pra mim, por isso eu peço que me deixem ao menos dessa vez dar seu banho.

–Tudo bem, vamos deixar tudo o necessário para o senhor, mas, se precisar de ajuda, basta apertar a campainha que viremos.

–Obrigado, não sabem como isso é importante pra mim, se eu precisar, prometo que chamarei.

–Só pedimos, pra que nos chame quando terminar, precisamos monitorá-la adequadamente.

–Eu chamarei.

Elas então, o deixaram sozinho. Ele se dedicou a dar-lhe banho e a massagear seu corpo como via as enfermeiras fazerem, Bree, que vinha todas as tardes pra fazer a fisioterapia nela, também lhe ensinara alguns métodos. Ele a banhou, a secou, passou creme hidratante por todo o corpo dela pra proteger a pele de feridas.

Depois de terminado, ele chamou a enfermeira pra monitorá-la, ela reparou que ele fizera tudo certo, agradecendo-o e o elogiando, a partir desse dia, era ele quem dava o banho nela todas as manhãs.

No finzinho da tarde desse mesmo dia, uma batida na porta o surpreendeu, já que sua família entrava direto, os médicos davam uma leve batidinha e já entravam assim como as enfermeiras. Leah que estava lhe fazendo companhia foi abrir e se surpreenderam por verem Alec parado na soleira da porta.

–Alec? – Indagou Jake surpreso.

–Olá Jake, não vou lhe perguntar se está tudo bem, porque sei que nada está bem.

Alec respondeu abraçando o amigo e depois abraçando Leah.

–Eu vim assim que soube o que aconteceu, minha tia me contou tudo o que houve, como ela está?

–Na mesma Alec, na mesma, sem alteração, a sedação foi desligada no começo da semana, mas até agora, nada dela acordar, não sei mais o que fazer meu amigo, eu estou muito preocupado, com medo de que ela não acorde, não sei, o pai dela ficou tantos anos em coma, estou começando a me desesperar.

Alec percebeu que o amigo emagrecera consideravelmente, estava abatido, seu semblante antes revelava uma felicidade que transparecia, agora, estava sem brilho, sem seu usual ar brincalhão, debochado.

–Calma Jake, ela vai acordar, os médicos não falam nada?

–Os exames realizados estão perfeitos, está tudo bem com ela, ao menos, neurologicamente.

Alec se aproximou do leito dela e depositou um beijo em sua testa.

–Oi maninha! Eu soube que meus sobrinhos nasceram e eu vim conhece-los, só acho que está na hora da Bela Adormecida acordar, não acha que já dormiu demais não? Eu vim louco pra ver esses lindos olhos verdes, sabe que adoro seus olhos não? Vamos lá vai, faz uma forcinha, seus bebês e seu marido precisam de você minha querida.

Alec também tinha os olhos marejados, mas ele viera pra dar forças ao amigo, não para deprimi-lo ainda mais.

–Então Jake, me apresente meus sobrinhos, eu já soube que temos uma linda princesinha que é a cara da mãe e um garotão forte parecido com o pai.

–Sim, eles estão no bercinho, acabaram de chegar todas as manhãs e tardes eles dão uma passeada com alguém da família, conhecem o hospital melhor que eu.

Alec se aproximou do berço onde estavam os bebês, Leah já pegava o garotinho no colo, Jake pegou sua filha e colocou nos braços do tio postiço.

–Eles são mesmo lindos! Bom, não é de se estranhar sendo uma mistura sua e de Nessie. E o leite? Como estão fazendo?

–As enfermeiras esgotam o próprio leite de Nessie, ela tem muito leite, é incrível que todas as vezes que eles começam a sentir fome os seios dela derramam leite, dá até pena de ver tanto leite desperdiçado, eles loucos pra mamarem e não poderem, nenhum deles gosta muito da tal chuquinha, até perderam um pouco de peso.

A voz de Jake ficou emocionada ao contar para o amigo tudo isso, Leah virou o rosto pra disfarçar as lágrimas, elas tentavam não demonstrar para ele que ficavam mexidas com tudo isso, pra não desanimá-lo.

–Mas, logo eles irão se fartar de mamar na mamãe, não é mesmo minha bonequinha? Olha só, eu sou seu tio Alec, quando vocês forem pra casa, o titio vai levar uma garotinha, sua priminha Victória pra conhece-los, ela está louquinha pra vê-los.

–Vic e Paolo vieram com você? – Jake perguntou.

–Sim, e Clarinha também, ela está louca pra ver a Nessie.

–Claro, quando ela quiser, Nessie ficou tão feliz quando soube que ela estava trabalhando com vocês.

Alec estendeu o outro braço pra pegar o menino, Leah o colocou em seu colo.

–Já escolheram os nomes?

–Eu escolhi Esmeralda pra ela, mas, ainda não me decidi em um nome pra ele, queria que Nessie me ajudasse a escolher.

–Bom, quer uma dica que acho que ela irá gostar?

–Sim, claro.

–Alejandro. Quando Nessie estava no orfanato assistimos ao filme do Zorro, com o Antônio Banderas e ela me disse que se um dia tivesse um filho colocaria esse nome.

–Alejandro, eu gosto! Alejandro e Esmeralda Cullen Black.

–Eles precisam ser registrados não?

–Sim, já estão me cobrando isso. O que achou Lee?

–Eu gostei primo, acho que Nessie irá gostar.

–Então, está decidido, esses serão os nomes escolhidos.

Alec ficou mais um tempo e prometeu voltar no outro dia.

Mai um tempo depois Alejandro acordou chorando de fome, mas, dessa vez nada conseguiu fazê-lo para de chorar, ele não queria de maneira nenhuma pegar a chuquinha. Jake tentou de todas as maneiras acalmá-lo falando com voz suave.

–Vamos lá meu amor, o papai sabe que você está com fome, por favor, só um pouquinho.

Era desesperador, os seios de Nessie escorriam leite e seus filhos não podiam mamar nela. Com todo carinho e paciência, Jake conseguiu acalmar o filho e fazê-lo mamar ao menos um pouco, depois de fazê-lo arrotar, colocou-o novamente no berço, ficou um tempo olhando os dois, dessa vez ele não pode esconder as lágrimas que caíam de seus olhos.

Leah percebeu que seu primo não aguentava mais aquela situação e o quando ele sentou na cadeira ao lado da cama da esposa, o abraçou, sem falar nada, apenas o confortando, Jake se agarrou a prima e se deixou levar pelo pranto.

–Eu não suporto mais Lee, quero minha mulher de volta, não aguento mais ver ela desse jeito e meus filhos chorando porque precisam da mãe, eu preciso dela.

–Ela vai acordar meu primo, você vai ver, logo, logo tudo isso vai acabar, ela está viva e isso é o que importa.

–Sim, isso é o que realmente importa e é o que me mantém vivo e com esperanças, porque do contrário não existiria mais Jacob.

–Não fale isso nem de brincadeira Jake, seus filhos precisam de você.

–De que lhes valeria um pai, triste, sem esperanças, um pai amargo, sem motivos pra sorrir, depressivo, um pai que sentiria a falta da mãe deles em todos os momentos, minutos e segundos da vida?

–Mesmo assim. Olha primo, ela vai voltar pra gente.

–É com isso que eu me apego Lee, é só com isso, mas tem momentos como esse que me dá um medo terrível.

–Eu entendo Jake, é claro que eu entendo, se nós sentimos a falta dela e nos desesperamos com toda essa situação, imagino como você não deva estar se sentindo.

Leah percebeu que Jake não estava mais suportando aquela situação, todos os dias alí, sem sair de dentro do hospital estava fazendo mal a ele, porém, nada o faria sair dali sem que Nessie acordasse antes.

–Jake, será que não seria o caso de você ir até em casa um pouco, sei lá, dormir em casa ao menos uma noite, ver o dia, quem sabe você não renovaria suas forças?

–Eu não consigo sair daqui, prometi a ela que não sairia do seu lado.

–Ela não concordaria com isso, você sabe.

–Vamos ver, amanhã eu penso nisso.

No outro dia, de tanto que Leah e Rachel insistiram, Jake acabou indo até em casa, apenas entrou, cumprimento a todos sem nenhuma alegria, foi até o quarto das crianças, tudo arrumado com carinho por Nessie e por todas as mulheres da família.

Subiu para o quarto deles e se jogou na cama, as últimas imagens passadas ali vieram à sua mente, o sofrimento pelo qual Nessie passara pra trazer ao mundo seus filhos, os momentos de amor que viveram alí, a primeira vez que a amara, tudo isso o fizeram desabar, abraçou o travesseiro dela, tentando sentir seu cheiro, mas só trazia o cheiro do amaciante usado por Elisa ao lavar a roupa.

Ele se levantou e foi até o closet, sentiu falta de alguns dos vestidos dela e gritou por sua mãe.

Sarah subiu e o encontrou de frente para a porta do closet reservado para as roupas de Nessie e já imaginou o que viria.

–Mãe, onde estão os vestidos de Nessie que estavam aqui?

–Calma filho, foram colocados pra lavar.

–Não era pra mexer nas roupas dela, era pra deixar do jeito que ela havia deixado, com o cheiro dela, eu não quero que ninguém mexa mais aqui nas coisas da minha mulher.

–Jake, filho, o que está acontecendo? Ela questionou.

Ele parou em frente ao espelho, as duas mãos apoiando.

–Nada mãe, me deixa.

Jake estava quase descontrolado, Sarah nunca vira seu filho desse jeito. De repente, ele socou o enorme espelho do closet com toda a força, deixando-o em pedaços, Sarah estremeceu.

–Jake! Jake, por favor filho, não faça isso. – Ela implorou chorando.

Ele continuava a socar tudo. Billy, seus irmãos e primos ao ouvirem o barulho vieram ver o que estava acontecendo.

–Billy, ele está descontrolado, nunca o vi desse jeito. – Sarah disse chorando. – Ele vai acabar se machucando.

Billy e os meninos tentaram contê-lo, tiveram que desprender muita força pra fazer com que ele se acalmasse. Jake se agarrou ao pai chorando até soluçar.

–Calma filho, calma. – Billy tentava tranquilizar o filho.

Entendia o seu desespero, todos aqueles dias trancado dentro do hospital, vendo sua mulher desacordada, seus filhos chorando, precisando da mãe e ele sem poder fazer nada, ele precisava desse desabafo, ele passara muito tempo sendo forte, agora era ele quem precisava de apoio, de carinho, de cuidados.

–Nós estamos aqui meu filho, sabe que sempre estaremos aqui pra vocês.

Todos estavam assustados com a reação de Jake, apesar dele ser passional e estourado, mas nunca chegara a esse extremo.

–Eu não aguento mais papa, não aguento mais, eu a quero de volta, eu preciso dela, preciso ver aqueles olhos lindos, aquele sorriso que só ela tem, ouvir a voz suave dela mesmo quando está brava, irritada, quero que ela brigue comigo, que ela reclame que eu estou sendo muito protetor, muito ciumento quero dormir com ela em meus braços, quero vê-la amamentar nossos filhos. Eu não vou suportar perde-la. — Ele desabafou soluçando.

–Você não vai, ela vai voltar pra nós, pra você, Nessie ainda vai reclamar muito do seu ciúme mano, vai rir, vai brigar, vai implicar com a gente, vai dar ordens para os seguranças. Ela vai acordar. – Disse Edward também chorando.

Não suportava ver seu irmão devastado daquele jeito, logo Jake que era sempre tão forte que era um exemplo pra eles.

–É mano, logo ela vai estar dando aquele sorriso lindo, vamos ouvir ela cantando, brincando com o Thor e com os bebês. – Completou Emmet.

Todos estavam emocionados e assustados com a reação dele. Desejavam de todo o coração que Nessie voltasse logo. Do contrário, não saberiam o que poderia acontecer a seu irmão.