Totalmente Seu...
148 Continuação...
Notas iniciais
Jake tentava ganhar tempo, Nessie estava muito perto de Nahuel, seu coração parecia querer saltar pela boca, suas mãos suavam, gostaria de saber como ele fizera pra conseguir entrar na festa sem que os seguranças se dessem conta.
–Numa coisa eu tenho que parabeniza-lo Nahuel, você conseguiu enganar todos os seguranças, me diga, como fez?
–É, eu tive sorte, o caminhão do buffet parou no portão pra identificação e eu testei as portas traseiras, estavam abertas e eu aproveitei, ninguém me viu, até agora.
–É, foi realmente muito esperto.
Jake se aproximava aos pouquinhos, tentando ganhar terreno, ganhar tempo.
–Olha Nahuel, eu sei que você é um homem inteligente, eu tenho que reconhecer isso, mas, será que é tão bom no braço como é com uma arma na mão? Você se garante com a arma, mas ganharia de mim no mano a mano? Ganharia de mim em uma luta corporal? Não, pode deixar eu respondo, você sabe que não ganha, eu luto muito bem e você já teve provas disso, principalmente se for pra proteger a mulher que amo.
–Balela, você me pegou desprevenido daquela vez.
Com isso, Jake chegou mais perto de Nessie que percebeu o que ele queria e foi se afastando aos poucos, chegando mais perto do marido, estava com muito medo, afinal, Nahuel estava armado, mas confiava em Jake, sabia que se ele tivesse a chance de entrar em uma luta corporal com Nahuel, ganharia, agora, era rezar pra que Nahuel entrasse no jogo que Jake fazia e aceitasse lutar com ele.
–Então, prove, olha, eu ainda deixo que você dê o primeiro soco, só pra que não diga que eu o peguei desprevenido, se você ganhar de mim, eu o deixarei ir embora sem chamar a polícia, mas, se você perder, terá que me prometer que nos deixará em paz. O que me diz?
–Ok, eu aceito, mas se eu ganhar, Nessie vem comigo e eu matarei você, depois que seus filhos nascerem, também morrerão, não vou querê-los.
Jake sentiu um ódio mortal dominá-lo, mas precisava se controlar, se fosse movido pela raiva mais do que pela razão, colocaria-os em um grande risco.
–Tudo bem Nahuel, se você ganhar de meu marido, eu aceito ir com você, desde que o deixe vivo, depois que meus filhos nascerem eles ficarão com o pai.
Nessie respondeu conseguindo ficar atrás de Jake, ele passou a mão por sua cintura, sussurrando baixinho.
–Assim que puder, chame meu pai e meus irmãos.
Ela apertou a cintura dele em um gesto de compreensão.
–Então Nahuel, aceita minha proposta? Deixará meu marido em paz?
–Isso nunca Renesmee, ele não poderá ficar vivo, do contrário, sei que roubará você de mim novamente.
–Meu Deus! Ele está completamente louco Jake, toma cuidado meu amor. – Ela sussurrou baixinho às costas dele.
–Tudo bem, amor, não se preocupe comigo, só quero que você fique segura.
–Eu aceito, com as minhas condições.
–Tá, tá bom Nahuel, tem minha palavra, se ganhar de mim em uma luta corporal, poderá me matar.
Tudo o que Jake queria era que ele largasse a arma, sabia que conseguiria ganhar dele em uma luta. Nessie ao ouvir o que Jake falara, começara a chorar discretamente, para que nem Jeke, muito menos Nahuel percebessem que chorava, Jake porque ficaria preocupado com ela mais do que já estava e Nahuel, porque não queria demonstrar a ele o medo que sentia.
Nahuel colocou a arma no chão, Nessie ficou de olho pra ver onde ele a colocara, se algo desse errado, ela mesma mataria Nahuel, nunca permitiria que ele fizesse algo contra o homem de sua vida, o pai de seus filhos, o seu amor, não suportaria viver sem seu marido.
Jake também seguira com os olhos os movimentos de seu inimigo, não podia deixar passar nada, não podia correr nenhum risco, deixaria que ele lhe desse o primeiro soco, afinal havia dado sua palavra, mas seria apenas um, de maneira nenhuma permitiria que ele levasse vantagem. Com delicadeza, empurrou Nessie para longe de seu corpo, não queria que ela fosse atingida.
Encarando-se os dois se avaliavam, Nahuel, pensando em uma maneira de acabar com a vida do homem que odiava, ele ainda poderia usar o punhal que trazia escondido por dentro da meia, teria que achar um jeito de pegá-lo e cravar no coração do almofadinha.
Jake avaliava a melhor maneira de acabar com aquilo de uma vez, mesmo que tivesse que matar o desgraçado, faria sem pestanejar se fosse necessário. Nunca permitiria que Nessie ficasse à mercê daquele louco.
–Nessie, amor, vai pra dentro. – Jake pediu.
–Negativo, ela fica.
–Ainda não ganhou nada, não tem o direito de determinar coisa alguma em relação a minha mulher.
–Mas ela não será sua por muito tempo.
Ter que ficar ouvindo essas sandices e manter a calma era demais para Jake que nunca teve muita paciência. Sua vontade era acabar com aquilo logo de uma vez, mas, o fato é que ele não era o único envolvido, tinha medo das consequências que um ato errado seu, poderia trazer para Nessie.
Jake se aproximou de Nahuel, as mãos na cintura, tentava passar uma confiança que na verdade não tinha, não por ele, mas por Nessie, sabia que ela deveria estar apavorada com tudo aquilo e que ela não sairia de perto dele.
–Vamos Nahuel, estou esperando, ou será que está com medo de me enfrentar?
–Eu não tenho medo de nada.
–Sei, com uma arma na mão sei que não tem medo, agora, prove-me que pode me vencer na mão limpa.
Jake tentava provoca-lo pra que ele desse o primeiro passo, o último resquício de paciência que ainda mantinha estava se esvaindo, estava a ponto de partir pra cima do imbecil sem dó, sem ao menos dar-lhe nenhuma chance, mas havia dado sua palavra.
Nahuel veio pra cima de Jake e desferiu o primeiro soco, no entanto, foi o único, depois disso, Jake deu-lhe uma rasteira derrubando-o com tudo no chão, indo pra cima com toda a força e vontade, sem dó, Jake o socou com raiva, o ódio o cegava e coordenava seus movimentos.
Nessie vendo o entrevero dos dois, se afastou dando a volta e indo para o lugar onde Nahuel deixara a arma no chão. Não sabia o motivo, mas algo a incentivava a fazer isso, era quase como um mantra em sua mente, quase não conseguia enxergar o que acontecia, apenas sabia que precisava pegar a tal arma, os batimentos de seu coração estavam muito rápidos, sua respiração acelerada além do normal, uma dor intensa se alojara em sua pélvis, uma pressão forte na barriga, era involuntário, como se a força empurrasse pra baixo, era tão forte que ela colocou uma das mãos na barriga, respirando fundo.
Abaixou-se com muita dificuldade e pegou a arma escondendo-a. A dor se alojara também nas costas, puxou o ar devagar e soltou aos poucos, a dor pareceu passar, sentiu-se aliviada, deveria ser pelo estresse, pelo nervosismo.
Jake continuava a socar Nahuel. Era incrível como todos estavam focados no portão da propriedade, claro, ninguém imaginava que Nahuel fosse utilizar da estratégia que havia utilizado, com certeza ele deveria ter ficado cuidando, à espreita, só esperando a oportunidade, que surgiu quando o caminhão parou para que os seguranças fizessem a identificação, ele fora esperto e rápido.
Ninguém imaginava o que acontecia naquele local do jardim, a música alta abafava qualquer som que viesse de fora, sem contar, que todos estavam se divertindo.
Nessie viu Jake se levantar, Nahuel parecia estar desacordado.
–Nessie, tudo bem meu amor? – Ele quis saber se aproximando dela.
Antes que pudesse responder, ela viu Nahuel erguer uma das pernas e pegar algo, pensou que pudesse ser outra arma, ele se levantou meio cambaleante e por trás de Jake ergueu a mão que segurava o punhal pronto pra cravar nas costas de seu oponente.
Nessie deu um grito e ergueu a arma apontando por trás de Jake, com os olhos fechados ela apertou o gatilho, nunca na vida havia chegado perto de uma arma, nem sabia que a arma precisava estar destravada e engatilhada, esses detalhes ela desconhecia, a sorte era que Nahuel estava tão convicto de matar Jake que a deixara pronta. Nessie sentiu um impulso em seu braço, como se fosse um soco, soltou a arma ao lado de seu corpo.
Jake se assustou ao ver que Nessie caia de joelhos pela pressão em seu peito, o medo que sentiu, a força que fez pra segurar a respiração, todo o estresse causado pela situação absurda que enfrentavam, o fato de ter atirado em alguém, mesmo que não tivesse coragem de olhar pra ver se havia acertado ou não a fizeram sucumbir.
–Nessie!- Jake gritou preocupado.
–Ele, ele ia acertá-lo Jake, ele ia acertá-lo.
Sem entender, Jake olhou pra trás, nem havia se dado conta de que havia sido ela a atirar pensou que o tiro havia vindo de Nahuel, arregalou os olhos ao vê-lo no chão. Porém, foi socorrer sua mulher primeiro.
–Tudo bem meu anjo, acho que nem acertou, me dá a arma, meu amor.
–Ele ia acertá-lo, eu não podia deixar, eu não podia deixar ele te tirar de mim. – Ela explicava com voz fraca.
–Eu sei minha querida, eu entendo, juro, agora, me dê a arma.
–Eu, eu acho que joguei.
Jake sorriu, mesmo em meio a angústia ele sorriu, só Nessie mesmo, pra jogar fora a arma depois de dar o primeiro tiro. “Ela deve ter se assustado muito”, ele pensou!
–Jake, veja se eu acertei, por favor!
Jake foi só por desencargo de consciência, mas duvidava de que ela o tivesse acertado, porém, teve uma surpresa quando se abaixou ao lado do corpo de Nahuel.
Nessie o acertara no meio da testa, ele estava morto, os olhos arregalados, Jake sentiu o ar de seus pulmões serem tragados, respirou fundo e fechou os olhos do homem que os atormentara tanto.
Como iria dizer a ela? Como Nessie reagiria ao saber que tirara a vida de outra pessoa? Na hora do desespero ela fizera, claro que agira por instinto, ele teria feito a mesma coisa, mas a realidade era outra, ele aguentaria o tranco, o fato de saber que tirara a vida de uma pessoa que os ameaçava, não o afetaria tanto, mas... e ela?
–Então Jake? – Ela perguntou.
–É Nessie, amor, está tudo bem minha pequena. – Ele tentava escolher as palavras pra falar com ela.
Levantando-se, olhou o morto mais uma vez e voltou para o lado dela, pegando em suas mãos, ajudou-a a se levantar, mais uma vez a mesma dor forte na barriga a fizera se arcar.
Logo, ouviram conversas se aproximando, reconheceu as vozes de seu pai, de Charlie e de Carlisle que se aproximavam.
–Amor, o que foi? Está passando mal? – Ele quis saber preocupado, apoiando o corpo dela.
–Não foi nada, só uma pontada forte na barriga, acho que esse estresse todo está dando resultado.
Já era a segunda dor forte que sentia, estava começando a achar que eram contrações, mas não podia ser, afinal, não era época de seus filhos nascerem, então lembrou que doutora Carmen havia lhe falado que a partir do sétimo meses poderiam acontecer contrações falsas, principalmente se ficasse nervosa, tensa, não haveria de ser nada.
–Jake, filho! O que fazem aqui? – Perguntou Billy vendo-os.
Ainda não tinham percebido o corpo de Nahuel no chão, afinal, a luminosidade alí no local era pouca.
–Er, papai, tivemos um pequeno problema, dá uma olhada no chão, logo a sua frente. – Jake respondeu.
Os três homens olharam para onde ele indicara e se assustaram.
–Como? Jake, o que houve aqui?
–Papa, ele entrou e estava armado, me ameaçou, nós discutimos, brigamos e eu atirei nele. – Jake explicou tomando toda a culpa para si.
–Ele está morto. – Constatou Carlisle. – O tiro foi certeiro.
Nesse instante, Nessie que até então não tinha total consciência que havia mesmo acertado Nahuel, levou a mão na boca em um gemido, logo ela escorregou nos braços de Jake perdendo os sentidos.
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