Totalmente Seu...
54 Capítulo 54
Jake ainda estava encostado na parede com a cabeça baixa pensando quando Embry seu amigo o encontrou.
-Jacob, cara não sabia que já tinha voltado.
-Oi Embry, tudo certo?
-Comigo tá, mas com você, não sei não, meu cê tá com uma cara!
-É eu estou meio preocupado mesmo.
-Fala aí, é verdade o que seus irmãos estão falando?
-Depende, o que eles estão falando?
-Bom eu já vou avisando que não acreditei, acho que é mais uma das piadas do Emmet e do Edward.
-Se você não falar não posso dizer se é zoação ou não.
Jake já imaginava o que era, com certeza seus irmãos já haviam espalhado sobre seu namoro.
-Eles estão dizendo que você, logo você, está apaixonado e namorando.
-Eles não mentira, não zoação ou piada, é a verdade, eu estou amando uma garota linda e encantadora e estamos namorando e é sério, eu vou me casar com ela.
-Espera! Eu ouvi isso? Você voltou doente?
-Eu nunca estive melhor em toda minha vida e muito menos tão feliz como estou agora.
-Cara, tem uma câmera por aí em algum lugar né? É uma pegadinha?
-Olha Embry, eu sei que fui um galinha, mas eu mudei cara, tô falando a verdade.
-É sério mesmo?
-Sim, é sério, pergunte ao Jasper se não acredita, mas olha só, essa é ela.
Jake mostrou a foto dela que tinha em seu celular.
-Caramba! Meu amigo, que deusa! Não é a toa que você se apaixonou.
-Ela é melhor coisa que aconteceu na minha vida.
-Ela mora em Madri?
-Sim, na casa da minha família. Depois eu te conto a história toda, imagino que todos devem estar curiosos pra saber.
-A mulherada está surtando com essa história.
-Azar, eu definitivamente estou fora do mercado, não quero saber de ninguém mais.
-Putz, eu vivi pra ouvir isso, deixa os outros saberem.
-Caraca, mas porque é tão difícil acreditar que eu tenha mudado, que eu me apaixonei de verdade?
-Deve ser porque você era o maior pegador da faculdade, quem sabe da cidade.
-Não exagera. Agora deixa eu voltar pra aula que já tem um tempo que eu saí.
-Tá legal, depois a gente se fala. Posso falar pra galera?
-Não é segredo, faço questão que todos saibam.
-Ok, fui.
-Até depois Embry.
Em Madri – Hotel onde Renné e Esme estão hospedadas:
Renné tinha acabado de sair do banho quando interfonaram da recepção avisando que havia alguém querendo falar com ela.
-Quem é?
-A pessoa não se identificou senhora.
-Eu vou descer.
-Quem era Renné?
-Não sei, tem alguém querendo falar comigo, vem junto?
-Mas quem pode ser?
-Não sei, de repente pode ser notícias da minha filha.
-Tudo bem, vamos lá pra ver.
As duas irmãs se encaminharam até a recepção, ao chegarem foram até onde a recepcionista indicou que estava a pessoa, avistaram de longe dois homens, eram parecidos entre si. Ao chegar mais perto, porém, Renné o reconheceu, mesmo tendo se passado tantos anos, ela o reconheceu no momento em que o avistara. Nunca poderia esquecer, jamais.
Charlie se virou ao ouvir passos se aproximando, sentiu um choque ao ver em sua frente a mulher que mais amara na vida. Ela quase não mudara nada, continuava tão linda como sempre fora. Será que ela entenderia? Será que o ouviria? E será que o perdoaria?
-Charlie?
Renné sussurrou baixinho.
-Não, não é possível, acho que estou vendo coisas. Esme, me diz, você está vendo dois homens alí?
-Sim, estou, dois homens muito charmosos por sinal.
-Pois então eu não estou tendo alucinações. É o Charlie.
-Qual deles?
-O de calça cinza e camisa preta.
-Nossa mana, que bom gosto, ele é maravilhoso, mas quem será o outro bonitão do seu lado?
-Não sei, mas deve ser seu irmão. O que será que ele quer? E como descobriu onde me encontrar?
-Só saberemos se perguntarmos. Fica calma, vocês dois em muita coisa pra conversar e colocar em dia muita informação, vai de leve e ouça tudo o que ele tiver pra te dizer.
Renné estava tremendo de nervosismo, claro que sonhara em encontrá-lo um dia, mas em outra situação, em outras circunstâncias. Não sabia o que dizer, o que perguntar.
Ele se aproximou devagar, com cuidado, também estava nervoso, não tinha a mínima ideia de qual seria reação dela.
-Renné.
-Oi Charlie, quanto tempo não?
-Pois é, eu nem sei por onde começar, tenho tanta coisa pra falar.
-Que tal começando do começo? Como por exemplo, explicando os motivos que o levaram a me abandonar grávida?
-Renné, calma.
Aconselhou Esme.
-Oi Charlie, eu sou Esme, irmã da Renné.
-Olá Esme, apesar de não tê-la conhecido pessoalmente eu ouvi muito falar de você.
-Acho que é melhor vocês se sentaram pra conversar.
-Sim, é o melhor, mas antes quero apresentar meu irmão Carlisle.
-Olá, Renné, Esme, é um prazer conhecê-las.
-Oi Carlisle, o prazer é nosso.
Respondeu Esme pelas duas, já que Renné ao que parecia perdera a capacidade de ser educada, Esme deu um beliscão na irmã.
-Ouça o que ele tem pra te dizer irmã, você esperou tanto por esse momento.
-Tudo bem Charlie, vamos nos sentar, eu prometo que vou ouvi-lo com atenção.
-Obrigado, você vai descobrir que eu não a abandonei por vontade própria.
Ela sentou-se no sofá de dois lugares que havia ao lado e ele sentou-se ao seu lado.
-Primeiro eu gostaria de dizer que você não mudou quase nada, continua tão linda como sempre foi.
-Isso não foi o bastante não é?
Ela respondeu irônica, mas vendo os olhos dele se entristecerem se arrependeu do comentário.
-Ok, me desculpa, eu prometi que vou ouvir o que tem pra dizer.
-Sei que tudo o que passou não deve ter sido nada fácil, mas eu não estava aqui, naquele dia que iríamos nos encontrar eu sofri um acidente quando estava indo ao seu encontro, um carro desgovernado bateu no meu, eu entrei em coma, fiquei praticamente dezenove anos dormindo, só não estou morto agora porque meu irmão não permitiu que desligassem os aparelhos que me mantinham vivo.
Renné olhou pra ele abismada, não sabia o que dizer, tantas vezes o amaldiçoara achando que ele a abandonara por covardia, porque não a amava de verdade. Enquanto ele estava em um leito de hospital em coma. Por Deus!!! A vida deles fora quase destruída por causa de um acidente, um acidente do qual ele não tivera a menor culpa.
-Meu Deus Charlie!
-Meu irmão tentou encontrá-la, mas nunca conseguiu. Só agora depois que eu acordei, contratamos um detetive pra procurá-la, ele até tentou na época, mas não sabia nada sobre você, não tinha nada, nem um indício da onde começar a procura.
-Sinto muito.
-Eu é que sinto, se não fosse por esse acidente hoje estaríamos casados e felizes com nossa filha.
-Você sabe sobre ela?
-Sim, eu sei e entendo você.
-Eu surtei na época e a dei porque queria acabar com a minha vida.
Renné e Charlie conversaram e explicaram cada qual seus motivos, enquanto Esme e Carlisle se conheciam e um informava o outro sobre o irmão em questão. Os dois combinaram de ir até ao orfanato juntos, de repente irmã Suplícios já havia conseguido contatar a família que estava com sua filha.
O que eles não imaginavam na verdade é que a filha deles não queria nem ouvir falar sobre os pais, muito menos que o homem sentado em uma das mesas no canto e observava a cena com atenção era o detetive contratado pela família que abrigava a filha perdida deles.
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