Nessie estava para seu quarto quando encontrou Bella no meio das escadas.

-Então Nessie, pronta pra sairmos?

-Sim, só vou pegar minha bolsa e já desço.

-Eu vou te esperar na sala.

-Tudo bem.

Bella percebeu que a nova amiga estava triste, mas não disse nada, se ela quisesse se abriria mais tarde, Bella era da opinião que não se deve se intrometer nos problemas das pessoas, apenas claro se a própria pessoa pedir uma opinião ou vir desabafar.

Em seu quarto, Nessie sentou-se alguns minutos na cama pra acalmar um pouco os batimentos acelerados de seu coração, no dia seguinte muito provavelmente teria a resposta que esperava, ela saberia se estava ou não grávida, era pra ser o primeiro dia de seus ciclo menstrual, pedia a Deus para que não estivesse grávida, não agora. Claro que adoraria ter filhos, mas somente quando estivesse bem, com a saúde em ordem e de preferência depois de formada.

Sentia que seu coração se normalizava, respirou fundo e foi até o espelho dar uma última checada no visual, vestia uma calça preta social, uma botinha de cano curto e uma blusa de seda vermelha com um casaco curto também preto, estava lindíssima, prendeu os cabelos em um coque frouxo, porém, elegante e pegando a bolsa desceu ao encontro de Bella.

-Vamos Bella?

-Sim, vamos.

Quando as duas saíam pela porta, Seth desceu correndo.

-Nessie, espera.

-Oi Seth, achei que você estava no colégio já.

-Não, hoje eu não vou, por isso, vou servir de motorista para as duas damas.

Anunciou ele brincando, fazendo-as rir.

-Perfeito, então vamos lá.

-Você pegou a relação das faculdades Nessie?

Quis saber Bella.

-Sim, estão comigo, são apenas três que eu agendei a entrevista. (NA: Apenas no Brasil, precisamos passar pelo processo infernal do Vestibular).

Foram nas duas primeiras, mas não gostaram muito delas, mas gostaram imensamente da terceira, que era a Universidad Autonoma de Madrid, torceram pra que conseguissem passar na entrevista. Fizeram a matrícula e voltaram pra casa felizes da vida, finalmente iriam começar a realizar seus sonhos.

Londres – casa dos Cullens.

Charlie e Carlisle se preparavam para viajar para Madri, o detetive que contratara havia descoberto sobre sua filha, não onde ela estava, mas descobrira que ela havia sido criada em um orfanato, Renné a entregara porque não estava bem. Charlie se sentia culpado, mesmo não tendo culpa diretamente, mas ficava imaginando que se não fosse pelo acidente, eles poderiam estar casados, teriam criado a filha juntos, soubera que ela dera o nome de Renesmee.

Mas, o melhor ainda era que o detetive descobrira que Renné também estava em Madri atrás da filha, por esse motivo ele resolvera ir atrás dela, precisava esclarecer tudo o que havia acontecido com ele. Desde que acordara não conseguia tirá-la da cabeça, amava-a ainda e queria tentar recomeçar, o tempo não voltaria atrás, mas eles poderiam viver o presente e tentar ter um futuro juntos.

Seu maior medo era que ela tivesse se casado com outro, que tivesse refeito sua vida sem ele, mesmo assim ele iria atrás da filha, queria conhecê-la, saber como ela era, quais eram seus sonhos, explicar a ela que seu pai não a abandonara por livre vontade, mas, sim por causa das ironias da vida.

Imaginava-a parecida com Renné, olhos, verdes, cabelos cacheados, personalidade intensa, Deus, como sentia necessidade de conhecer a filha, de abraçá-la e ver com os próprios olhos como ela estava, se era feliz, se era amada, se sua infância não havia sido difícil.

Carlisle quis acompanhá-lo porque achou que ainda era cedo pra uma viagem tão emocionante assim, cancelou suas consultas, suas cirurgias e foi junto com o irmão, torcia pra que tudo desse certo, pra que ele conseguisse encontrar a filha, ele precisava disso, precisava acalmar sua consciência.

Madri – Renné e Esme.

Renné achava que irmã Suplícios estava enganando-a, seria possível, por Deus, ela era uma religiosa, será que não sentia compaixão por seu sofrimento, será que ela não via que falava a verdade? Que tudo o que mais queria era saber da filha, vê-la, explicar a ela tudo o que acontecera e quem sabe conseguir seu perdão e com ele a oportunidade de abraçá-la.

-Esme, eu acho que irmã Suplícios me engabelou novamente.

-Porque diz isso Renné?

-Mais uma vez, ela saiu pela tangente, não me respondeu quando eu perguntei se ela já conseguiu entrar em contato com a família que acolheu Renesmee.

-Ela não deve ter conseguido ainda.

-Não, não sei, algo me diz que ela sabe sim. Que ela ganhar tempo, ou me testar.

-Será? Mas o que ela ganharia com isso?

-De repente ela quer saber se eu falo a verdade.

-Será que ela tem dúvida de que você seja a mãe dela?

-Não é isso, acho que ela está tentando proteger minha filha de mim.

-Pode ser, eu ouvi a irmã Amparo disser que Renesmee era muito querida por todas as irmãs e pelas crianças também.

-Meu Deus, tudo o que eu mais desejo é ver minha menina, é encontrá-la ter uma única oportunidade de conversar com ela, de conhecê-la.

-Calma, você vai conseguir, não vamos desanimar logo agora.

-Quem disse que eu estou desanimando? Não, eu só quero que tudo se esclareça logo.

-Renné, você tem que deixar a ansiedade de lado e se preparar para o que possa acontecer quando a encontrar, ela poderá não ser tão receptiva.

-Eu sei disso, juro que já pensei em todas as possibilidades, mas enquanto eu não a encontrar pessoalmente não vou desistir.

-Então, vamos esperar e ver no que dá, vamos conseguir encontrá-la, já chegamos tão longe.

-Assim espero minha irmã, assim espero.

Mansão Black:

Nessie, Bella e Seth chegaram na hora do almoço. Nessie sentou-se à mesa e sentiu a falta de Jake, estava tão acostumada a tê-lo sentado ao seu lado.

-Então meninas, como foi?

Quis saber Sam.

-Estamos matriculadas.

Respondeu Nessie.

-Parabéns minhas queridas. Fico feliz por vocês.

Parabenizou dona Esperanza.

-E quando começam?

Quis saber Sarah.

-Ainda vai demorar um pouco porque estamos no final do semestre.

-E sua cirurgia Nessie?

Perguntou Esperanza.

-Bom, se tudo der certo, será depois da formatura de Jake.

-Isso se não vier um Jakezinho por aí não é?

Brincou Leah, fazendo todos rirem.