Notas iniciais
Ui, meus dedos estão duros de frio, Curitiba está congelando, tivemos até neve hoje. O pior foi na hora de tomar banho, kkk, tive que ligar o aquecedor pra poder ter coragem de tirar a roupa, estou debaixo dos cobertores.

Jake voltou para seu quarto, tomou um banho e vestiu uma calça jeans, uma regata branca e um suéter preto por cima. Foi para o quarto de Nessie e a encontrou sentada na cama falando animada no celular, quando percebeu com quem ela falava, fechou a cara em um evidente mal humor.

-Eu estou bem Alec, é sério, não se preocupe.

-Mesmo assim eu gostaria de vê-la, será que seu namorado se importaria?

-É claro que não, pode vir me ver quando quiser.

-Ótimo, eu irei no domingo pode ser? Mas levarei meu companheiro, sabe, só para o caso do seu Jacob ter ficado com muita raiva de mim.

-Eu contei a verdade a ele Alec, não se preocupe, ele sabe que você tem outros interesses.

-Se você garante.

-Sim, eu garanto, agora eu preciso desligar, vou tomar um banho e me arrumar para o jantar.

-Tudo bem se cuida pequena. Qualquer coisa já sabe, pode contar comigo.

-Eu sei disso e agradeço. Tchau Alec, um beijo.

-Um beijo linda e uma ótima noite.

Nessie desligou o celular e olhou para Jake explicando.

-A irmã Amparo contou ao Alec que eu havia cortado o meu pé e ele me ligou pra saber se estava tudo bem.

-Sei, ele vem visitá-la?

Ele perguntou um tanto frio.

-Sim, talvez no domingo, algum problema Jake?

Ela questionou estranhando a atitude dele.

-Não, está tudo bem. Ah, quer saber, eu ainda não consegui esquecer a maneira que ele a beijou, aquela visão não sai da minha cabeça Ness.

Ela se surpreendeu com a afirmação dele.

-Porque você é um bobo, eu já disse que não tem nada a ver.

Ela garantiu.

-Tá tudo bem, você me disse que ele é gay, mas ele gosta apenas de homem ou é bissexual?

Ele precisava saber.

-Jake, eu não acredito que você está com ciúme do Alec.

O que dizer? Estava sim se corroendo de ciúme não apenas por ter visto aquele beijo, mas também pela camaradagem que notara entre eles.

-Quer saber, estou sim, eu sei o que vi Ness e nenhum homem beija daquele jeito se não existe sentimento.

-Ah tá e você é expert no assunto não é mesmo?

Ela questionou irônica.

-Eu já beijei inúmeras mulheres sim, mas nunca daquele jeito e nenhuma da maneira que eu beijo você.

Ele afirmou seguro.

-Jake, você sabe que foi o primeiro homem a me beijar.

Ela o lembrou.

-Sim, eu sei disso, mas não consigo evitar de me sentir enciumado.

-Quem deveria estar morrendo de ciúme aqui deveria ser eu não é mesmo?

-Não há motivo pra você sentir ciúme.

-E existe pra que você sinta? Jake você é o primeiro em minha vida de todas as maneiras, diferente de você que já teve tantas.

-Mas nenhuma me importou como você me importa. Você não teve outra experiências Ness e se descobrir que o que sente é apenas momentâneo? E se acabar se interessando por outro?

-Eu digo o mesmo, não existe a menor possibilidade de eu me interessar por outro, eu sei muito bem o que quero pra minha vida e eu quero você.

-Eu também quero você minha pequena. Quero-a tanto, que acabo me sentindo inseguro, nunca me senti assim antes, agora que eu encontrei a mulher da minha vida, tenho medo de perdê-la.

Ele afirmou segurando seu rosto com ambas as mãos, olhando-o nos olhos ela percebeu o pânico estampado neles.

-Você não corre esse risco, não se preocupe.

Ela respondeu tocando-o com carinho no rosto, ele pegou a mão dela e levou-a aos lábios depositando um beijo quente na palma. Sua boca procurou a dela faminto e antes mesmo de perceber o que fazia, já estava sentado na cama com ela em seu colo.

-Acho bom eu ir tomar um banho.

Ela disse com voz um tanto ofegante pelo beijo que trocaram.

-Eu a espero aqui.

Ele garantiu, tirando-lhe os cabelos dos olhos.

-Ótimo, eu já volto.

-Não sairei daqui, mas antes, deixe-me ajudá-la, ficar pulando pode não ser recomendado, faz você se exercitar além do necessário.

-Eu já me acostumei Jake.

-Tudo bem, mas eu estou aqui agora e não custa nada ajudá-la a se despir.

Rindo ela permitiu que ele a ajudasse a tirar a roupa.

-Seu corpo é enlouquecedoramente lindo.

Ele afirmou quando a viu inteiramente nua na sua frente.

-Jake!

Ela gemeu o nome dele quando o sentiu mordiscar lhe um mamilo, um braço a sustentava pela cintura e a outra mão era preenchida pelo outro seio. Ele caiu de costas na cama levando-a junto segurando-a em cima de seu corpo.

-Deliciosa!

Ele exclamou deliciado. Com movimentos lentos ela introduziu as mãos por baixo do suéter dele. Explorando os músculos do tórax e abdome bem feitos. A rigidez dos músculos a excitou e a fascinou ao mesmo tempo. Seus braços se moveram com agilidade para livrá-lo da peça, tirando-o por sobre a cabeça e jogando-o descuidadamente de lado. A necessidade de tocá-lo era desesperadora.

-Adoro seu corpo!

Ela constatou maravilhada.

-E eu adoro o seu corpo.

Com um movimento sensual, ela desabotoou e abriu as calças dele, descendo por suas pernas fortes, deixando-a cair no chão juntamente com sua cueca. As mãos dele deslizaram vagarosamente pelo corpo dela, sentindo cada pedacinho de pele macia. As bocas se encontraram novamente, quentes e úmidas, uma confusão de línguas, dentes e gemidos roucos.

Com um murmúrio de prazer, ela entrelaçou braços e pernas ao redor dele. Os cabelos dela caindo por seus ombros eram uma imagem tão erótica, tão sedutora, tão sexy, ele sentiu o sangue correr mais rápido nas veias, o doce sabor dela deixava-o alucinado.

Cravando os dedos nos quadris dela com força o que provavelmente deixariam marcas, trouxe-a para si esmagando-lhe os lábios em um beijo impetuoso até fazê-la gemer de prazer. Em seguida puxou lhe os cabelos com delicadeza pra trás deixando livre seu pescoço para mordiscar e lamber ardente e voraz, desceu a boca até sugar-lhe os seios, mamando com vontade e luxúria.

Tão desesperado quanto ele por tocar, sentir, provar, deslizou a língua pelo maxilar, descendo pelo pescoço, sentindo o sabor da pele dele. Cada minuto era uma deliciosa tortura, uma emoção selvagem.

Jake sentiu os próprios músculos tremerem quando sua pele roçou a dela. Jamais desejara alguém do modo como a desejava. Todos os centímetros daquele corpo, todas as curvas, todos os tremores, todos os gemidos. O desejo o consumia, erguendo-a pelos quadris posicionou-a em cima de seu membro e a penetrou.

Gemeram enquanto ele entrava dentro da cavidade úmida e apertada dela, ela sentia-o rasgar suas carnes, mas não era dor, era uma sensação prazerosa e que lhe despertava um desejo insano de senti-lo ainda mais fundo dentro de si. Rebolando o corpo sobre o dele, incitava-o a entrar ainda mais fundo. Ele sentia a carne ao seu redor apertá-lo como um punho cerrado. Abafou na boca dela um gemido que teria saído alto e angustiado.

Quando ela gemeu, sentimentos como possessividade, impetuosidade, triunfo e ternura tomaram conta de si. Com as mãos apertando as nádegas dela, ele a incentivava a aumentar o ritmo, erguendo-a e abaixando-a de encontro ao seu corpo, ela sentiu quando os primeiros espasmos se aproximavam evoluindo em um violento orgasmo fazendo-a gemer alto. Sem se dar conta, cravou as unhas no tórax dele, arqueando as costas, deixou-se levar pelas sensações.

Jake lutou ainda contra a onda forte que se apoderava de seu corpo, queria vê-la, precisava vê-la enquanto seus corpos se contorciam pelo prazer. Nessie tinha a pele corada e úmida, os olhos fechados, os lábios trêmulos, os cabelos em uma confusão selvagem davam-lhe uma visão encantadora. Algo dentro dele clamava por liberdade, algo mais complexo e mais exigente do que simples desejo. Ele tentou conter e prolongar a sensação. Mas o nome dela lhe escapou dos lábios quando a inundou com a seiva da sua paixão.