Renesmee conhecera parte da família Black, gostara de todos e se sentira aliviada, antes disso estava apreensiva, afinal era uma intrusa, mas, o essencial era que dona Esperanza gostasse dela e isso acontecera deste o primeiro instante, ela também gostara imensamente da boa senhora, seu patrão também parecera aprovar a acompanhante de sua esposa.

Como dona Esperanza estava tirando uma sesta após o almoço, Renesmee pegara um livro e sentara-se na varanda de seu quarto para ler, apesar do vento frio de outono, ela gostava de ficar ali, sentia-se em paz. Ouviu um barulho de carro e viu quando um luxuoso Alpha Romeo entrou na propriedade e parou na entrada. Olhando viu quando desceram dele três belos rapazes e entre eles aquele que achara lindo na foto.

Jacob parou o carro e respirou o delicioso aroma que vinha do jardim, amava aquela casa, ali era o seu lar, sentiu-se observado e olhou para os lados procurando quem estaria olhando-os, não viu ninguém nas proximidades, erguendo os olhos viu a garota mais linda que já vira em toda sua vida, ficou alguns minutos parado olhando-a como um bobo, realmente seus primos não exageraram, ela era maravilhosa.

Renesmee sentiu-se perder naquele olhar, nunca vira um homem tão lindo em toda sua vida, mas não podia dar demonstrações, ele era um galinha sem vergonha segundo sua própria prima e avó, olhando-o mais uma vez, levantou-se e virou as costas entrando dentro de seu quarto fechando as janelas, deitou na cama sentindo seu coração bater descompassado.

Jacob admirou-a ainda mais quando teve um pequeno vislumbre de seu corpo quando ela se levantou, porém, sentiu-se ultrajado quando ela virou as costas e fechou as janelas na sua cara, que coisa, quem aquela garota pensava que era para tratá-lo assim? Ela simplesmente virara as costas e entrara no quarto fechando as janelas sem dar a mínima importância, nenhuma mulher nunca o tratara assim antes e não seria uma garotinha recém saída de um orfanato que o trataria.

Bufando de raiva abriu o porta-malas do carro e pegou as malas suas e de seus irmãos, Félix logo apareceu para guardar a bagagem dos patrões. Antes de entrar Jacob olhou mais uma vez na direção das janelas do quarto dela, porém, elas continuavam fechadas. Os três entraram na casa e como sabiam que nesse horário sua abuela estava descansando e seu abuelo provavelmente estaria no escritório, dirigiram-se cada um para seus quartos.

Jacob estava cansado, tirou a roupa e se dirigiu para o banheiro estava louco por um banho, apesar do frio as estradas estavam poeirentas, entrou debaixo da ducha quente e sentiu o corpo relaxar, ensaboando-se, lembrou-se novamente do rosto lindo da garota, dera pra perceber que ela era de estatura mignon, mas com um corpo de enlouquecer.

Que merda, nunca uma garota mexera com ele assim só de olhá-la uma única vez, claro devia ser pelo fato dela ser proibida pra ele, nunca que sua abuela, sabendo de seu inúmero histórico, o deixaria chegar perto da garota, riu com esse pensamento. Mas ele bem que poderia tentar, afinal, sua avó querida não precisava ficar sabendo, ele poderia tentar seduzi-la era bom nisso, nenhuma mulher, nem as mais experientes o rejeitara, com ela não seria diferente.

Apesar do frio Renesmee sentiu um calor em seu corpo, nunca sentira essas coisas antes, sabia sim sobre o desejo entre um homem e uma mulher, claro que sabia, afinal, não era nada ignorante, apenas nunca sentira nada parecido, sempre era cantada quando saía as ruas com as irmãs, sua beleza a fazia ser notada, sempre procurava passar despercebida, não gostava de chamar a atenção sobre si mesma.

Mesmo sentindo isso tudo por aquele rapaz, não daria demonstrações, não se daria ao desfrute, iria sim se focar em estudar e namoricos ou envolvimentos com quem quer que fosse estava descartado de sua vida atual, ao menos por enquanto, principalmente com esses rapazes mulherengos que não se apegavam a nenhuma garota, não queria ter seu coração quebrado, sabia que seria muito fácil se apaixonar por um homem assim e por isso mesmo se manteria afastada e agiria como estava agindo desde que chegara naquela casa.

Levantou-se determinada a se manter longe de problemas e foi tomar um banho, logo dona Esperanza acordaria e prometera ler “O Conde de Monte Cristo” para ela, na verdade já começara a ler, estavam no segundo capítulo, Renesmee leria um capítulo por dia. Adorava conversar com a velha senhora, ela lhe contava histórias lindas de sua juventude.

Soubera através dela que seu esposo era americano, que viera passar férias na Espanha com alguns amigos e eles se conheceram e se apaixonaram, casaram-se e ele nunca mais voltou para os Estados Unidos, fizera sua fortuna aos poucos e tiveram seus filhos. Amaram-se a primeira vista, no início nenhum dos dois dera o braço a torcer, mas o amor falou mais forte acabaram entregando-se a uma paixão avassaladora.

Os olhos da senhora brilhavam quando ela lhe contava sua história, Renesmee sentia-se viajar no tempo com as histórias da senhora, sempre gostara de ouvir sobre o passado e uma história tão linda de amor assim, era algo que valia a pena ouvir.

Saiu do banho e escolheu uma roupa com esmero, mas, espera aí, quem queria impressionar? Ah que se danasse, não queria impressionar ninguém a não ser sentir-se bem consigo mesma, afinal, se tinha todas aquelas roupas belíssimas, era pra usar não era? Então não tinha que ficar fazendo doce, usaria o que bem entendesse.

Depois de vestida com um lindo vestido florido de seda que ia até um pouco acima de seus joelhos e marcava sua cintura, ela sentou-se à penteadeira pra arrumar os longos e belos cabelos e maquiar-se, usou pouca maquiagem, apenas um lápis evidenciando seus lindos olhos e um gloss nos lábios, perfumou-se e se levantou pegando o livro que leria pra dona Esperanza.

Saiu do quarto e foi para o quarto da senhora, bateu de leve e ouviu a ordem para que pudesse entrar.

–Olá minha querida, trouxe o livro?

–Sim senhora, paramos no segundo capítulo não é?

–Acho que sim, então vamos lá?

–Vamos.

Renesmee começou a ler com voz límpida e clara pausadamente para que a senhora pudesse acompanhar o desenrolar da história, ela ouvia com atenção e com olhos sonhadores, como se conseguisse visualizar as imagens que o livro narrava.

Jacob parou em frente à porta do quarto de sua avó e ergueu a mão para bater, mas parou a mão no ar, ouviu nitidamente uma voz linda, suave e límpida, parecia o sussurro de um anjo, ficou ali parado encostado na porta apenas ouvindo.