Totalmente Seu...
22 Capítulo 22
Notas iniciais
No orfanato:
Renné e Esme chegaram ao orfanato logo depois do almoço, elas rodaram por várias ruas antes de chegarem ao seu destino, já que Renné, não se lembrava muito bem do endereço do lugar onde deixara sua filha. Foram recebidas por irmã Amparo que as levou ao encontro da Madre Superiora.
–Irmã, essas senhoritas desejam falar com a senhora.
Anunciou irmã Amparo. Olhando para Renné, irmã Suplícios teve uma leve ideia de já a ter visto, mas não se lembrou em qual ocasião.
–Sim, o que desejam senhoritas?
Ela perguntou solícita indicando as duas cadeiras em frente a sua mesa para que elas se sentassem.
–Madre, não sei se a senhora vai se lembrar de mim, mas, exatamente dezoito anos atrás eu deixei em suas mãos uma garotinha, minha filha.
Irmã Suplícios conseguiu se recordar, ela era a jovem perturbada que lhe entregara Renesmee.
–Olha senhorita, eu tenho encontrado tantas pessoas nessas mesmas condições, são muitas as crianças deixadas sobre meus cuidados aqui no orfanato que fica difícil me lembrar de todas.
–Bom, eu imagino, mas, o nome da criança era Renesmee, Renesmee Carlie, talvez assim fique mais fácil da senhora se lembrar.
–Sim, agora eu me recordo, mas Renesmee não está mais conosco já tem um bom tempo.
–Ela foi adotada?
–Sim, por uma família, tem um tempo já.
–Ai meu Deus! Agora vai ficar difícil encontrá-la. A senhora não sabe o nome dessa família irmã?
–Infelizmente não podemos dar esse tipo de informação, é contra nossa ética.
–Irmã, eu entendo, mas é que minha irmã esteve doente da cabeça por todos esses anos e foi exatamente por isso que ela deu a filha, a senhora não pode mesmo falar nada?
–Olha, é complicado eu teria que remexer em velhos arquivos, fazer uma procura vai levar bastante tempo, depois disso tenho que falar com a família em questão, se eles não aceitarem que a senhorita entre em contato com ela, não poderei fazer nada.
–Mas a senhora pode tentar?
–Vou ver o que posso fazer, mas não prometo nada, eu preciso de uns vinte dias, me deixe seu contato que eu ligarei se eu conseguir alguma coisa.
–Obrigada irmã, obrigada mesmo.
Renné deixou seu telefone e o endereço do hotel onde estavam, saiu um pouco decepcionada, achou que seria mais fácil encontrar notícias da filha. Por sua vez irmã Suplícios deu ordens de que ninguém poderia dar informações sobre Renesmee para qualquer pessoa.
Ela achara estranho que só agora a mãe se dignara a voltar a procurá-la, conhecia bem Renesmee e sabia que isso poderia mexer muito com ela, por isso que Deus a perdoasse, mas inventara a pequena mentira, falaria com o senhor Black e juntos poderiam encontrar uma solução, queria ter a certeza de que sua menina não seria magoada.
Renesmee era carente de afeto, de amor e sentia medo de ser rejeitada, a volta dessa mulher que se denominava sua mãe, poderia desencadear um turbilhão na cabeça e no coração da jovem e não queria vê-la sofrer, não mais do que ela sofrera por não ter uma família.
O domingo foi muito agradável, Nessie nunca se sentira tão bem, sentia como parte de uma família, todos a tratavam muito bem, com carinho e atenção. Jake a ensinou a jogar tênis e Seth foi o primeiro a perder pra ela no jogo.
Jantaram todos reunidos na grande sala das refeições, Nessie estava deslumbrante em um vestido vermelho, longo de cintura marcada e saia esvoaçante, era de seda e todo aberto na frente e fechado com minúsculos botõezinhos que imitavam pequenas pérolas, com mangas compridas, mas não menos sensual, nos pés calçava um escarpin preto de saltos altos. Fez uma trança frouxa nos cabelos e deixou-a de lado.
–Você está linda, mas a prefiro com os cabelos soltos.
Jake sussurrou baixinho sentando-se ao seu lado à mesa.
–Mas eu não posso usá-lo solto a todo o momento, é muito comprido e dá bastante trabalho.
–Um dia eu gostaria de penteá-los, você deixaria?
–Não acho que seja apropriado Jake.
–Porque não?
–Você sabe por que.
–Tudo o que sei é que aquele beijo que trocamos não sai da minha cabeça.
–Esqueça aquilo Jake, não vai voltar a se repetir, foi só um beijo.
–Só um beijo? Não minha querida, não foi só um beijo, ao menos não pra mim.
–Jake, não me venha com essa, você está acostumado a beijar todas por aí, então deve sim ter sido só mais um beijo pra você.
–Eu garanto que não Nessie, não foi só um beijo, foi o beijo, tem diferença, mas eu entendo você, é comprometida e deve ter se sentido mal não é isso?
–Sim, é isso mesmo.
–Olha, eu vou esperá-la, você ainda vai se dar conta de que esse seu namoro não tem nada a ver.
–Você está sendo pretencioso.
–Não, não estou, o que estou querendo dizer é que eu mudei depois que te conheci.
Nessie percebeu a verdade nos olhos dele, mas tinha medo de se entregar, quem garantia que depois que conseguisse o que queria, ele não a deixaria sozinha, sofrendo por amá-lo?
–Olha Jake, é melhor deixarmos as coisas assim por enquanto.
–Eu não vou desistir.
–Você tem que voltar pra Barcelona.
–Essa semana ainda não, já entreguei meu último trabalho e só preciso voltar por mais alguns dias, depois acabou.
O seu celular começou a tocar e ela viu que era do orfanato, só podia ser a irmã Amparo com notícias de Alec, pediu licença e foi atender.
–Alô?
–Nessie? Sou eu irmã Amparo, quero te avisar que Alec chega amanhã, eu já expliquei tudo e ele concordou em ajudá-la.
–Obrigada irmã, não sabe como isso é importante pra mim, quando eu posso ir falar com ele?
–Acho que logo depois do almoço, ele chega amanhã cedo, mas você sabe que ele chega e dorme um pouco, mas depois do almoço, acho que você poderão se encontrar, quer que ele vá até você na mansão?
–Pode ser, mas eu ligo pra senhora pra marcar o horário pode ser?
–Sim eu espero. Um beijo linda.
–Um beijo irmã e obrigada mais uma vez.
Sentiu-se mais aliviada, Alec a ajudaria, com isso ela poderia ter certeza dos sentimentos de Jake por ela, se é que ele estava mesmo interessado ou se era somente por ela não ser tão fácil como tantas outras. Mesmo tendo ouvido o chega pra lá que ele deu na tal Andrea, ele era um homem vivido, experiente e ela era uma garota ingênua recém-saída de um orfanato, ele poderia estar apenas interessado na novidade que ela representava.
Para Jake, porém, as coisas não eram tão fáceis assim, sentiu com as palavras dela que não seria tão fácil conquistá-la, mesmo tendo certeza de que a afetava de alguma forma, mas ela não se deixaria levar tão facilmente. E ele estava louco pra beijá-la novamente, precisava sentir aquela boca de encontro a sua mais uma vez.
Como ela podia achar que não fora especial pra ele? Mesmo tendo experiência nunca um beijo o fizera sentir tantas coisas como o beijo dela o fizera sentir, sempre se vangloriara de enlouquecer as mulheres, no entanto, agora era ele que estava enlouquecido e por uma jovem inocente e pura que o fazia sentir diversas coisas ao mesmo tempo. Nunca imaginara sentir amor por uma mulher, agora que sentia não sabia como agir.
Subiu para o quarto e se trancou, colocou uma música que dizia exatamente tudo o que sentia.
Necessidade – Alexandre Pires.
Beijar tua boca é a minha aventura,
Voar pelos ventos do seu bem-querer,
Beijar tua boca é perder a inocência,
Beijar tua boca é jogar e perder,
Por isso entenda que eu te preciso,
Que sem tua boca eu posso enlouquecer,
E mesmo sabendo o quanto me custa,
Ter um sentimento jogado aos teus pés,
É minha paixão que me leva à loucura,
Que te traz pra mim quando eu tento esquecer
Maldito tempo que se acaba quando estou contigo,
Maldito, maldito tempo que não estás,
Maldito tempo que te esconde quando eu te preciso
E que seja bendita essa necessidade,
E que seja bendita essa necessidade,
Beijar tua boca é voar no infinito,
Não fazer perguntas, nem saber por quê,
Beijar tua boca é a dor e o remédio,
Que cura esse medo de nunca te ter,
Por isso é que guardo teu beijo comigo,
Que te traz pra mim quando eu tento esquecer
Maldito tempo que se acaba quando estou contigo,
Maldito, maldito tempo que não estás,
Maldito tempo que te esconde quando eu te preciso,
E que seja bendita essa necessidade,
E que seja bendita essa necessidade,
Beijar tua boca é simplesmente tudo,
Está dentro de mim,
Por isso que esqueço de te esquecer,
Maldito tempo que se acaba quando estou contigo,
Maldito, maldito tempo que não estás,
Maldito tempo que te esconde quando eu te preciso, oh,oh,
E que seja bendita essa necessidade,
E que seja bendita essa necessidade,
Maldito tempo que se acaba
Fale com o autor