Totally Wrong
7 O baile.
Notas iniciais
Ela me olhava sem cessar, com aqueles lindos olhos azuis esverdeados.
— Continua... —ela disse, e gesticulou para eu continuar.
— E-eu que... — eu engasguei com as minhas próprias palavras.
— Ah James, deixa eu falar primeiro. — ela disse.
— Não! Espera. — suspirei fundo. — Katherine, você aceita ir ao baile comigo? — perguntei.
Ela me olhou. E continuou me olhando. Sem me dizer nada.
— E então... — falei.
— Vou pensar... — ela disse por fim.
Ela se levantou, eu me levantei também. Ela se virou para mim, e eu imprensei ela contra a parede. Colei nossos corpos de modo que ela conseguisse sentir o meu coração palpitando.
Beijei o pescoço dela, e sorri.
— Eu sei que você gosta disso. — sussurrei no ouvido dela.
Percebi que ela se arrepiou.
— Eu sei, também, que você quer ir comigo ao baile.— sussurrei novamente.
Ela riu.
— Como que você tem certeza disso? Virou vidente agora? — ela me perguntou.
— E como você tem certeza que eu te amo? — respondi-a com outra pergunta.
— Eu te conheço. — ela retrucou, confiante.
— Talvez você não me conheça tão bem assim...
— Nem vo... — calei a boca dela com um beijo.
— Vai me dizer que você não quer ir ao baile comigo?
Arqueei uma das minhas sobrancelhas. Ela sorriu.
— Tá bom, eu topo. — ela disse. E eu sorri, como quem diz: te ganhei.
— Beleza. — falei, e soltei-a.
Ela foi para o quarto dela e eu fui para o meu.
***
Pov.: Katherine.
Eu e James nunca fomos muito próximos. É, eu sei disso. Eu sou uma pessoa, relativamente, tímida. E é daí que desencadeia uma série de fatos que demonstram isso. Primeiro, eu tenho poucas amigas. Pra ser mais exata, eu tenho uma amiga. Segundo, eu tive só dois namorados. Em comparação de muitas garotas por aí, que ficam com dez por dia.
O escudo da minha verdadeira personalidade seria: A minha deliciosa, ignorância.
Eu penso que esse baile sirva para, pelo menos, eu ter uma relação saudável com o meu irmão, para que eu consiga me aproximar dele. E nós termos uma convivência suportável.
De longe, James parece legal. O que estraga — aliás, o que estragava — ele era aquela namorada dele. Karen. Eu odiava ela, agora eu odeio mais ainda. E continuo odiando.
Não, eu não tenho ciúmes dele.
Talvez um pouco. Por eu sempre — sonhar — em tentar me aproximar dele.
Mas, eu fico pensando: Porra, eu beijei o meu próprio irmão, meio-irmão. Eu, com certeza, não sei o que aconteceu comigo quando eu beijei-o pela primeira vez. E pelo incrível que pareça, todos os meus sentimentos quanto à ele ficaram todos confusos. Muito confuso...
E agora estou sentindo um misto de curiosidade e ansiedade. Sim, eu estou mega ansiosa para ver o que vai dar esse baile.
***
Pov.: James.
Pelo incrível que pareça, depois que eu pedi-a para ir comigo ao baile, Katherine ficou bem mais sociável.
Na hora do intervalo de quinta-feira, penúltimo dia de aula, enquanto eu estava de baixo do velho carvalho junto com o Nicholas e a Katherine. Começamos a ver um movimento intenso direcionado à um lado da escola.
— O que é isso? — perguntei.
— Bem pelo menos até onde eu saiba, é para se inscrever para a votação do "casal do baile". — Nicholas respondeu a minha pergunta, fazendo aspas com os dedos.
Katherine arregalou os olhos assustada.
Eu, de inicio, arregalei os meus olhos. Em seguida, abri um largo sorriso. — Rei e rainha do baile anual? — Katherine perguntou assustada. Eu acho que ela já sabia o que eu ia fazer.
Eu e Nicholas assentimos positivamente. Eu Levantei do gramado.
— Bem, eu vou lá. — falei decidido, Katherine levantou assustada.
— Ah, não vai não. — ela disse, segurando o meu braço.
— Olha, eu estou indo. Você querendo ou não.
Me desvencilhei da mão dela e fui em direção ao tumulto. Quando cheguei lá senti alguém puxar o meu braço.
— Se nós ganharmos, considere-se um homem morto. — Katherine me ameaçou, e eu sorri.
— Combinado. Eu assumo as consequências. — concordei, e ela se irritou.
Quando eu me aproximei da pessoa qu estava fazendo as inscrições, eu percebi que quem estava fazendo isso era Karen e mais Jennifer, melhor amiga dela. Olhei com cara de quem comeu e não gostou. E elas me olharam da mesma forma.
— O nome do casal. — Jennifer pediu, quando chegou a nossa vez.
— James e Katherine Allen.
— Quem diria hein James... — começou Karen, revirei meus olhos. — Namorando a sua irmã...
Me virei para Katherine, e arqueei uma das minhas sobrancelhas.
— Katherine, você ouviu alguém pedindo a porra da opinião dela? — perguntei, apontando para a Karen.
Katherine riu.
— James, eu não ouvi ninguém pedindo a opinião dela. — Katherine me respondeu rindo.
— Ah, que bom que eu não estou ficando surdo. — completei.
Dei de ombros e saí, largando Karen e Jennifer com cara de tacho.
***
Yeah! Sexta-feira chegou. No colégio percorreu tudo normal. Fora as despedidas e tal.
Desde quando nós chegamos em casa, Katherine está trancada no quarto. Fazendo Deus lá sabe o que.
Minha avó passou mal de novo, e minha mãe vai dormir lá novamente. Quando eu contei pra ela que eu tinha convidado a Katherine para ir ao baile, eu notei que ela ficou feliz. Porque ela sempre insistiu para que eu falasse com a Katherine.
Basicamente, eu e Katherine teríamos o apartamento só para a gente. Porque o pai dela, está viajando e vai passar uma semana fora. Eu tenho muito medo do que essa garotinha pode aprontar.
Nós já estávamos atrasados. Mais do que atrasados para dizer a verdade. Tipo assim, atrasados uma hora.
— Katherine vamos! — chamei-a pela quadragésima primeira vez.
— Só mais dois minutos. — ela me respondeu a mesma coisa pela quadragésima primeira vez.
Pois é. Mulheres...
Dessa vez ela demorou só mais cinco minutos. Sorri ao vê-la usando coisas que eu jamais pensei em vê-la usando.
— Nossa... — murmurei para mim mesmo.
Ela estava usando um vestido tomara que caia azul-marinho, acompanhado por um sapato de salto preto, com um brinco da mesma cor do vestido e algumas pulseiras da mesma cor do sapato.
— E ai, ficou bom?
— É nada mal...
Claro que eu não diria que ela está linda. Olha a minha cara de se entregar de vez.
Eu abri a porta do carro pra ela, e fechei em seguida. Como todo bom cavalheiro.
O estacionamento estava transbordando de carros. Quando eu terminei de estacionar o meu e desliguei-o, Katherine me olhou e suspirou.
— Se ganharmos isso eu te mato.
— Relaxa, é só por diversão. E será impagável a expressão da Karen quando ganharmos. — eu disse, e ela ficou séria por alguns segundos.
— Bem... Pensando por esse lado, até que não seria nada mal. — ela riu.
Adentramos no salão, que estava lotado.
Depois de um tempo que estávamos lá, entregaram-nos uma cédula para votarmos.
Karen foi a rainha do baile anterior, por ordem natural ela entregará a coroa para a vencedora desse ano. Caso ela não vencer, mas como ela vai vencer mesmo...
Karen subiu no palco toda sorridente para avisar que já iriam dar o resultado da votação.
— Eu vou pegar mais um coquetel para mim, quer um também? — perguntei para Katherine, ela assentiu positivamente.
Quando eu voltei com os coquetéis, Karen subiu novamente no palco. Porém, dessa vez com o resultado.
— Bem, e os vencedores foram... — ela fez uma pausa para abrir o envelope que lhe foi entregue. Ela observou o papel, e a sua feição mudou em uma fração de segundos.
— Fala logo porra! — uma pessoa gritou no meio do público.
— James e Katherine Allen. — Karen disse por fim.
Pov.: Katherine.
Realmente, o James tem razão. Foi impagável a cara da Karen.
Mas eu estou irritada porque ganhamos.
— James, eu juro que vou te matar quando chegarmos em casa. — sussurrei pra ele, enquanto olhavámos para o público aplaudindo.
— Pode matar. Eu acho que eu já vi tudo que eu queria, que foi a reação da Karen. — ele disse rindo.
Depois que acabou o alarde todo, e nós já tinhams visto a reação da Karen. Fomos para casa.
— Você estava linda hoje. — James disse, depois de um longo silêncio durante o nosso percurso até em casa.
— Obrigado. — agradeci, e senti o meu rosto ficar corado.
Não trocamos nenhuma palavra até chegarmos na porta do prédio. Entramos no elevador. Só estava nós dois e o silêncio.
Eu fiquei olhando-o disfarçadamente. Ele me olhou e riu.
Talvez, eu esteja com uma vontade obscura de agarrá-lo agora. Porque, talvez, eu goste dele, e, talvez, eu sempre tente enganar a mim mesma. Mas isso eu só estou cogitando.
Pois é. Quando chegou no nosso andar, ele saiu primeiro e eu logo em seguida. Eu parei e nossos olhares se encontraram.
— James...
— Oi.
— Obrigado pela noite de hoje.
— Não precisa me agradecer.
Nossos olhares estavam se sustentando. Nossas bocas foram de encontro uma com a outra de uma forma feroz. Beijávamos-nos de forma completamente necessitada, como se nós já esperássemos por isso há tempo. Continuamos à nos beijar até chegarmos na porta do apartamento. Ele apalpou os bolsos, e encontrou a chave. Mas teve dificuldade de pega-lá. O que me fez rir.
— Deixa só eu pegar a droga da chave. — ele murmurou, pegou a chave e abriu a porta.
Entramos, ainda agarrados, fechei a porta com um dos meus pés. Tirei o meu sapato e joguei-o em algum canto, no qual não vi. Fomos paro o meu quarto e ele me jogou na cama. Em seguida ele subiu em cima de mim. Eu sorri ao desgrudar nossas bocas.
Ele tirou o meu vestido calmamente, e de acordo com cada parte que descobria ele beijava e eu me arrepiava intensamente. Eu me livrei de sua blusa e beijei todo o seu abdômem.
— Katherine. — ele disse, já arfando. Continuei à beijá-lo. — Espera. — ele continuou a falar, e eu suspirei. Parando de beijá-lo
— Fala porra.
— Melhor não fazermos isso. — ele cessou. — Isso está muito errado.
Revirei os meus olhos, e surpreendi-me pela irreverência dele quanto ao momento.
Aproximei nossas bocas.
— Eu quero isso James. — sussurrei. — Eu quero você. — fiz uma pausa. — Eu sei que você quer isso também.
Ele abriu um largo sorriso. E voltou a me beijar. E eu comecei a sentir um sentimento que há tempo eu não sentia. O amor, algo maravilhoso. E no meu caso, destruidor ao mesmo tempo. Mas sabe, um amor diferente. Mas eu namorar com o James está fora de cogitação.
Cada toque dele eu sentia carinho, eu me sentia amada. Sim, algo muito intenso. E a cada momento juntos, eu sentia que eu gostava mais dele.
Invertemos nossas posições, logo eu ficando por cima dele. Ele olhou nos meus olhos e sorriu. Seus olhos azuis estavam brilhando. E eu estava gostando de fazer-lo bem. Fazer-lo se sentir bem.
— Se eu te machucar me fala. — ele murmurou calmamente. Eu assenti.
Sendo assim ele me penetrou lentamente. No começo eu me senti um pouco desconfortável, mas não demorou muito para eu começar a sentir a regozização. Uma coisa muito boa. Diferente...
Arranhei-o algumas vezes. A, quase, todo momento ele sorria.
Depois de algum tempo de intensos toques, atingimos o ápice ao mesmo tempo. Fazendo-o ulular de uma forma estonteante. Não muito diferente de mim.
— James... — comecei, um tanto hesitante. — E-eu te amo.
Gaguejei essa pequena frase que já rodava a minha cabeça há algum tempo.
(..)
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