Totally Wrong
11 "Eu te amo" e filosofias.
Notas iniciais
Quando eu olhei pra minha mãe, eu gelei, e senti meu rosto esquentar. E eu ficar vermelho igual ao um camarão. De repente percebi que estava brotando um sorriso no rosto de Sarah. enruguei a minha testa tentando decifrar a expressão que estava no rosto da minha mãe.
Que, pelo visto, era muito estranha pela situação em que ela me encontrou. Beijando a Katherine.
Katherine se virou com um sorriso de satisfação estampado no rosto, Sarah pigarreou.
– Eu, simplesmente, vou fingir que não vi nada. – Sarah me tranquilizou através de um simples murmúrio. Ela carregava um semblante de satisfação, o que me assustou...
E muito.
Katherine continuou em silêncio.
– Mas isso n-não é o que você está pensando. Isso, foi... foi... – pausei tentando achar a desculpa perfeita. – Foi um engano. Um erro.
– Eu acho que não foi isso o que você me disse antes de me beijar. – comentou Katherine sarcástica.
– Como eu já disse, eu não sei de nada, eu não vi nada. – replicou Sarah.
Minha mãe logo se retirou da sala, deixando somente eu e Katherine.
Pov.: Katherine.
Eu estava me escangalhando de rir, por dentro, é claro. Só pela reação, mega espontânea de James. Agarrei-o pelo braço, e ele me fitou com um olhar sarcástico.
– Você só quer me foder, não é pirralha? – James murmurou, e eu sorri.
– Na verdade... – comecei, e estreitei os meus olhos. – Eu quero que você me foda!
Ele riu, e ficamos em silêncio durante um certo tempo.
– Nicholas virá em quantos minutos? – perguntei.
– Cinco minutos, por quê?
O puxei até o meu quarto, logo quando cheguei lá tranquei a porta. Ele me olhou sem entender nada do que eu estava fazendo. Revirei meus olhos para ignorar o olhar dele. Empurrei-o até a minha cama.
Livrei-me de minha blusa em segundos. Agora sim ele sorriu parecendo entender. Tirei o meu sutiã, e James encarou os meus seios com olhares famintos.
– Você ainda me mata garota. – ele sussurrou, ainda encarando os meus seios.
– Essa é a minha intenção. – murmurei para mim mesma, ele assentiu.
Pelo visto ele ouviu também.
Sua boca gélida entrou em contato com a minha pele, me causando um choque térmico. Me arrepiei. James acariciava e mordiscava meus seios com cautela.
– Espera um segundo. – falei.
– Ah, o que foi agora? – ele perguntou nervoso.
Peguei o meu celular que estava sobre o criado-mudo e entreguei à ele.
– Ligue para o Nicholas e diga que você irá se atrasar um pouco.
Ele discou o número do Nicholas, no qual ele já tinha de cabeça. O dono do celular demorou para atender, James já estava impaciente.
– Nicholas! – ele disse e logo abriu um largo sorriso. – Então cara, é sobre isso mesmo que eu ia falar... – James coçou a própria nuca. – Vou demorar em torno de quarenta minutos. Tá, tá. Eu sei que o voo saí a esta hora. Quarenta minutos não farão grande diferença, tá, tá. Tchau!
James finalizou a ligação e colocou o meu celular no mesmo lugar que estava.
– Onde estávamos mesmo? – James perguntou sorrindo.
Eu sorri um tanto perversa.
Invertemos nossas posições. Logo eu ficando abaixo dele. Me livrei de sua blusa, e depositei alguns longos beijos em seu pescoço. Em seguida ele me prensou contra a cama. E começou a beijar o meu pescoço cuidadosamente.
James tirou o meu short e encarou a minha intimidade ainda coberta com a minha calcinha de renda vermelha. Ele me puxou para mais perto, abrindo minhas pernas ficando cada uma apoiada em um ombro dele. James tirou minha calcinha, sendo ela a última peça à ser tirada do meu corpo.
Ele já estava completamente nu. James me penetrou, com ansiedade. Soltei um gemido que soou um tanto alto. Ele arregalou seus grandes olhos azuis e colocou a própria mão sobre minha boca.
Enquanto ele me estocava, eu apertava os meus lábios e me contorcia de prazer, por não poder gritar. Não demorou muito para ele retirar a mão da minha boca, e aninhar o seu pescoço no meu ombro. Eu conseguia escutar algumas palavras abafadas saindo de sua boca.
Grudamos as nossas bocas, com a intenção de nunca separá-las.
Mas eu sabia que em algum momento nós iríamos desgrudar as nossas bocas, e ele iria para Nova Iorque, e eu ficaria depressiva em casa pensando em como eu poderia repetir tudo que eu passei em duas semanas.
Demorou bastante até nos esgotarmos totalmente, e James cair ao meu arfando, extremamente cansado.
– Katherine. – ele me chamou.
Me virei para olha-lo nos olhos.
James segurou no meu queixo e me tascou um beijo. Um beijo longo, demorado e lento.
– Eu te amo. – ele disse.
– Certeza? – perguntei sorrindo.
– Sim, a minha certeza disso é maior do que a certeza de que um dia eu nasci e um dia eu vou morrer.
Sorri concordando. Porque de longe o meu pensamento era a mesma coisa.
E de perto também.
– Eu também te amo. – suspirei. – Durante um bom tempo eu quis me enganar... Negar isto à mim mesma. Mas dessa vez não. Não irei me negar ao simples prazer de te amar.
Ficamos em silêncio, ele sabia que eu estava falando a verdade.
E, pela primeira vez, eu senti que estava sendo sincera comigo mesma. E uma lágrima percorreu pelo meu rosto.
Porque, eu sei, que muitas vezes nós nos negamos a fazer certa coisa por medo de errar. Mas na verdade não é só o medo de errar que nos domina, é o medo de viver. E com isso, consequentemente, nos faz errar. Sem querer, nós erramos.
Muitas pessoas daqui a um tempo irão olhar para trás e pensar em quantas coisas poderiam ter feito, mas não fizeram. Por pura estupidez.
***
Pov.: James.
Depois de termos tomado banho, coloquei a minha mesma roupa novamente. Quando eu coloquei a minha mão na maçaneta Katherine me prensou contra a porta.
– Eu quero a minha despedida. – ela pediu.
– Mas você não vai descer comigo? – perguntei.
– Vou, mas eu quero te beijar. Ou você acha que vai dar pra fazer isso na frente de mamãe?
Tá, isso é óbvio que não.
– Então vem cá minha gostosa. – sussurrei e a peguei pela cintura. E lhe concedi um beijo.
– Vou sentir a sua falta. – eu sorri ao ouvir essas palavras. Isso era música para os meus ouvidos.
Em seguida eu fui avisar à minha mãe que eu estava indo. Ela estava toda emocionada e tal, e me prometeu que iria me visitar assim que desse.
Descemos, com a minha mãe aos prantos, como se eu fosse morrer daqui a dez minutos.
Quando cheguei à portaria, Nicholas estava me esperando impaciente. Dei um abraço em Katherine e um beijo estalado em sua bochecha. Eu dei um abraço em Sarah também. E ela me deu um trilhão de beijos. E por fim nos despedimos definitivamente.
De longe eu pude perceber que, realmente, tinha uma terceira pessoa no carro junto do Nicholas. Fui levando as minhas coisas até o carro, já que não eram muitas coisas consegui levar tudo de uma vez.
Quando adentrei o carro, pude observar uma loira gostosa demais. Ela era loira e tinha os olhos escuros, com uma pele bem clara mesmo. Franzi a minha testa, tentando me lembrar se Nicholas já havia me dito algo sobre essa menina.
O bendito cujo olhou para mim sorrindo e apontou para a loira, que se ajeitou no acento.
– James, essa é a minha nova namorada. Ela vai morar com a gente também. – Nicholas disse calmamente, como se o estresse do horário nem tivesse rolado.
– Ah, parabéns. – murmurei desanimado.
– Ei! Não seja tímida, se apresente ao meu amigo James.
A tal loira, que ainda não tem nome, se virou pra mim e deu um sorriso. Ajeitou o decote que deixou à mostra seus seios fartos. Com uma das sobrancelhas arqueadas ela estendeu a mão para me cumprimentar, e disse:
– Prazer, Melissa.
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