Total Drama Orkut - A Fanfic
3 Não Tenha Medo do Escuro
Notas iniciais
Haviam quatro veículos de grande porte com cores estilizadas conforme a cor do emblema das equipes encaminhando As Imundas, Os Tapetes, Os Top e Os Atecubanos para uma cidade semiabandonada frente a um grande porto há muito esquecido – onde diz a história de que ele nunca teve sua construção finalizada por algum motivo. Murmúrios entre os participantes sobre como deverá ser o jogo davam para serem ouvidos pelos seus motoristas quanto mais se aproximava da cidadela. Houve um imenso atraso devido ao clima imprevisível do local, onde dificultou as estradas mais comuns e seguras, levando a equipe de produção orientar seus estagiários motoristas, em busca de uma nova rotatória, menos lamacenta e mais esburacada, dentro de uma floresta.
O esperado era chegarem antes do pôr-do-sol, caso a estrada principal não tivesse sofrido avalanches e quedas de árvores. A tempestade foi rápida, mas a chuva perdura e a noite, mais do que pode contar, parecia infindável. Alguns participantes estavam assustados enquanto outros entusiasmados. Estava clara a mistura de sentimentos entre nossos heróis. Quanto mais sentiam que estavam se aproximando do tão falado destino, mais parecia estarem perdidos, embora os motoristas estivessem sabendo o que estavam fazendo. Os motoristas não tinham direito algum de manter contato físico e verbal com os competidores.
Quanto mais se aproximavam de fato do destino, mais estreitas eram as passagens; Eram pequenas estradas de barro onde a equipe de construção do porto trafegava para o transporte de materiais. Os motoristas estagiários receberam a ordem da equipe de produção para que se separassem, caso contrário todos os veículos atrás do da equipe Top chegariam em horários desregulares, então os motoristas fizeram. Não demorou muito pras outras equipes perceberem a separação iminente dos veículos e logo questionaram se estavam mesmo indo para o caminho certo. Em meio disto, a Imunda Rebeca estava ameaçando saltar pela janela em veículo em movimento até ser lembrada por Luiza que o pior seria ficar sozinha numa floresta à noite.
Embora a chuva parecesse grosseira, as equipes com seus veículos chegaram em segurança ao destino: Uma pequena cidadela que servirá de alojamento para os participantes. Cada veículo estacionou e despachou rapidamente as equipes nas extremidades da cidadela, deixando cada equipe sozinha. Desamparadas, as equipes puderam notar um papel colorido pendurado em um enorme anzol ligado a um trator, todas elas.
Sem remover do local, Luand lê cuidadosamente para sua equipe, Atecubanos, o que constava no papel, já que foi o primeiro a notar.
Luand: Pessoal, sei que é importante questionar o que estamos fazendo aqui sem nenhuma instrução, mas acho que isso irá nos responder. Posso ler?
Caio: Mas é claro, cara, lê... Se bem que minha cabeça tá em outro lugar, não consigo parar de olhar para os lados.
Marcelo: Verdade, isso aqui tá muito escuro e a névoa não está nos ajudando.
Julliani: Eu tô com medo... Até onde iremos chegar por dinheiro?
Luand: Foco, pessoal, foco... Aqui vai!
“Bem-vindos à ‘cidadela esquecida’, tudo que aconteceu, acontece e o destino deste local será explicado em breve, porém vocês têm algo mais preocupante a dar conta. Tivemos uma mudança drástica de planos devido à tempestade que ameaçou comprometer o equipamento da nossa produção, portanto estamos assistindo vocês a uma boa distância e iremos orientá-los conforme o tempo vai passando assim que acharmos que devemos...”
Enquanto Luand lê, Vinícius também estava lendo para sua equipe, embora os tremeliques de Felipe estivessem ofuscando a voz de Vinícius. Felipe parecia febril.
“...Dentro da cidadela, pouco no centro, há um médio edifício de conferências, lá há um espaçamento maior, seguro e firmemente bem estruturado para receber vocês logo em breve, portanto lá deverá ser o principal objetivo de vocês. Iríamos distribuir um mapa, mas infelizmente não está mais ao nosso alcance devido ao ocorrido. Deixamos ele próximo ao local onde vocês estão lendo agora esta mensagem, não se preocupem...”
Com uma mão já no bilhete, Leonardo, bombardeado por maus olhares de sua equipe, mas ainda assim, firme em passar as informações, continua lendo para que a impressão de inútil ou rapaz atrapalhado a seu respeito vá embora.
“Por mais que seja atrapalhado e sem muitos recursos para suporte, esse será o desafio dessa semana onde irá testar o instinto de sobrevivência de cada um de vocês, mas cuidado, obstáculos serão acionados e tentarão atrapalhar vocês da melhor maneira possível. A equipe com mais integrantes vívidos no Edifício de Conferências até às 6 da manhã vencerá o desafio, e as que estiverem na retaguarda terão que se aprontar para a prova de eliminação. O desafio começará a partir do momento em que esta mensagem for destacada. Lembrem-se de destacarem a mensagem do anzol assim que lerem, para se inserirem na prova. Todos da equipe saberão quando a buzina ensurdecedora do trator for acionada. Não tentem dar uma de engraçadinhos, pois enquanto vocês estão lendo, aposto que outra equipe leu antes e está prestes a vencer.”
Rapidamente, Leonardo destaca a mensagem, como Vinícius e Luand para suas equipes. Enquanto isso, para as Imundas...
Maxine: “...aposto que outra equipe leu antes e está prestes a vencer” *caminhando em volta das outras meninas*
Luiza: Tá, agora só falta desta... Pera.
Joanna: Quando você destacou a mensagem?
Maxine: Ué, assim que peguei eu destaquei.
O trator encontra-se ligado há muito, desde que Maxine começou a ler para sua equipe.
Rebeca: Isso explica o susto que eu dei anteriormente...
Joanna: *olha pra Rebeca, dos pés à cabeça* Er... Você está bem?
Rebeca: Tô nada, me mijei toda.
Maxine: VAMOS, O QUE ESTAMOS ESPERANDO?
As Imundas, pouco atrasadas, iniciam o desafio e correm para dentro da cidadela em busca de um mapa, ou do edifício, ou do que vier primeiro. Aparentemente elas não contavam com algo entre os arbustos as stalkeando pouco próximo à entrada da equipe para a cidadela esquecida. Embora tantos desastres, a equipe Top parece estar bem adiantada quanto ao desafio... Os Top encontram-se já dentro de um pequeno bar escuro.
Renan: Uau, até que isso está inteiro... *tocando na mobília, investigando*
Vinícius: É pessoal, mas não façam muito barulho.
Felipe: Verdade, lembrem-se que o Christian deixou anotado que obstáculos serão acionados para nos atrapalharem.
Alice: Pedro, o que está fazendo, garoto? *tenta puxar Pedro da despensa* Você está fazendo muito barulho.
Pedro: Eu sei, inclusive o cheiro é horrível, mas olha... *dentro dos destroços da despensa, tira alguma coisa* Eu encontrei o mapa!
Renan: Caramba, Pedro, nós nunca acharíamos, cara.
Alice: Nunca critiquei *aplaude baixinho*
Pedro: Ora pois... *abre o mapa* Er, pessoal...
Os Top se reúnem a Pedro para observarem ao mapa e ouvirem o que Pedro tem a dizer.
Pedro: Aqui diz que essa cidadela é de 1638 e... Não para por aí...
Renan: Deixa que eu leio. *pega uma capa do jornal presa ao mapa*
Um pouco assustado e fascinado ao mesmo tempo, Renan parecia se sentir empolgado em relação ao antigo. Algo jamais esperado de um rapaz tão descolado, Renan não mediu palavras para ler o que estava em sua frente.
“8 de Março de 1639, as denúncias a respeito do famoso Erutiqe mostram-se cada vez mais falsas e que houve casos extremos de corrupção e de roubo de escravizados. Famosa por ser uma rua de escravizados, a Rua Flamboyante tinha como principal ponto de encontro noturno o Erutiqe, onde homens e mulheres negros se encontravam com o pouco tempo que tinham para baterem o papo em dia. Como a economia da cidade estava de mal a pior, os barões responsável por todo movimento econômico não pensaram duas vezes em descartar o bairro de escravizados, em especial, os responsáveis pela cervejaria. As denúncias constavam que os escravizados estariam abusando sexualmente das filhas dos barões e boa parte deles frequentavam o Erutiqe, porém, recentemente, em fevereiro, mesmo dias depois da morte de Carlos Chaves, principal nome do sumiço de 1/3 dos escravizados, o caso veio à tona e, por meio de provas e testemunhas anônimas, o próprio Chaves e uma alta gama de barões estavam gastando seus dinheiros com prostitutas portuguesas mais que o de costume, o suficiente para deverem aos seus sócios portugueses, onde não tiveram escolha a não ser barganharem onde, no caso, comprometeu a vida de 1/3 dos escravizados da cidadela, algo que se agravou e passou a ser 2/3 devido ao ocorrido.”
Alice: Não quero mais ouvir isso. Para, por favor...
Pedro: Calma, Alice. Precisamos nos situar melhor, ou nunca teremos a chance de saber o que aconteceu por aqui. Continue, Renan, por favor.
A mando de Pedro, Renan tenta conter seu desconforto por deixar Alice constrangida e segue adiante com o jornal velho.
“Assim que souberam da negociação de escravos como formas de pagar dívidas com prostitutas estrangeiras, as famílias de 1/3 desses escravizados iniciaram um movimento ousado de protesto, deixando o Erutiqe mais lotado que nunca por 36 horas. A pressão tomava conta de todos e a rua nunca foi tão comentada. Os portugueses estavam cada vez mais impacientes e ameaçou expurgar as famílias dos barões endividados, portanto, em meios de desespero, Chaves e seus colegas ordenaram levarem os escravizados para Portugal à força e quem tentasse impedir seria brutalmente assassinado dentro do Erutiqe – isso incluiu esposas, crianças, trabalhadores do local. Todos os que tentaram se opor ao mandato foram mortos dentro do próprio bar.”
Renan: O restante parece ter sido rasgado, mas ainda há muita coisa. E... Parece que está falando do bar em que estamos.
Alice: Desculpa, gente, eu não tô bem com isso, de verdade.
Com os olhos brilhando e nitidamente emocionada, Alice vai pra fora do bar sentar-se no chão, tentando largar suas lágrimas. Renan, urgentemente, foi para fora do bar, até à esquina, consolar Alice. O clima de tensão entre os Top estava prestes a entrar no seu clímax quando, minutos de silêncio depois, Renan, junto com Alice emocionalmente apaziguada, tentam voltar ao bar e se juntar ao grupo, mas a porta de parece ter sido trancada. Renan bate na porta e chama o pessoal.
Renan: Quem trancou a porta?
Felipe: *do lado de dentro, tentando abrir* Você não fechou quando saiu?
Renan: Não lembro de ter fechado.
Vinícius: É, Felipe, parece que temos um problema. Assim não dá pra sair daqui e dar utilidade ao mapa.
Pedro: Renan, Alice, se estiverem me ouvindo tentem procurar uma porta dos fundos. Isso é um bar.
Renan: Vem, Alice, vamos arrodear.
Renan ajuda Alice a se recompor e tenta, por outro lado, procurar um acesso ao bar, para ajudar a equipe, porém...
Alice: Não sei não, Renan, mas não tem muita coisa pra ver e—
Renan: Achei! Só que... *tenta abrir a porta, mas logo percebe que está bloqueada por três tábuas* E se tentarmos arrancar essas tábuas?
Alice aproxima-se da fechadura e tenta ver por ela até onde a porta vai enquanto Renan tenta afastar as tábuas, pregadas, da porta, sem sucesso.
Alice: É, parece que—
Mãos com luvas mais brancas que a lua vindas de um rapaz alto e irreconhecível pela escuridão da noite cobrem os rostos de Renan e Alice, fazendo pressão e desacordando a dupla Top sem nenhuma chance de reação. Os corpos de ambos são arrastados facilmente pelo ser misterioso até a parte mais escura do quarteirão.
Enquanto os Top estavam passando por problemas, as Imundas pareciam estar discordando, mais uma vez, umas às outras. Numa medida desesperadora, Maxine, Luiza, Rebeca e Joanna encontram o antigo lixão da cidadela e parece que não parecia ter sido uma má ideia...
Luiza: *tira um mapa novinho, sem nenhuma danificação de uma das tralhas de lixo* Viram só? Não foi uma má ideia procurar pelo lixão.
Rebeca: É, a gente até teve sorte porque a única coisa próxima do bilhete que removemos ao iniciar o desafio era esse pequeno lixão.
Joanna: Então não seria lixinho?
Maxine: Não, meu amor, lixinho existe pra definir você.
Joanna: O que disse? *Joanna caminha apressadamente até Maxine*
Maxine: *cruza os braços e encara Joanna* Você acha mesmo que esse seu romance bobo com o “JV” vai durar? Acho que todos já sabem que vocês dois estão fingindo alguma coisa. Eu tenho quase 100% de certeza de que isso irá acabar nos atrapalhando.
Luiza: Calma, Maxine, eles podem até realmente não terem algo agora ou... ou... Não sei. Não acho que isso atrapalharia.
Rebeca: *se apoia num dos ombros de Luiza* Por mais que eu concorde com Luiza e ache a Maxine um pouco precipitada, a Maxine está certa em procurar já estabelecer regras na equipe. Precisamos trabalhar juntas e não é se pendurando em outros competidores que conseguiremos. Vamos focar em nós mesmas e em como estamos nos comportando para ganhar os desafios, já que começamos com um a menos.
Luiza: *olha pra Rebeca* Sim, verdade, nós devemos nos ajudar, mas isso não justifica o fato de não podermos interagir com o restante.
Rebeca: Acho que o que Maxine tentou nos dizer é que Joanna precisa tomar cuidado caso haja realmente alguma coisa entre ela e o Tapete lá.
Maxine: Falando nos diabos...
As Imundas logo veem, a uma certa distância, na calçada do lixão, a equipe Tapetes acenando já com um mapa na mão, passando direto, seguindo em direção ao edifício de conferências. Os Tapetes não perdem a oportunidade de chicotear as Imundas a uma grande distância.
João Guilherme: Parece que as meninas acharam finalmente um lugar para se identificarem.
Leonardo: *acenando* Aí, gatinhas, adivinhem só que equipe vencerá o desafio.
João Roberto: *sussurra* Mas você não disse que não conseguia ler esse mapa velho?
Leonardo: *sussurra* Cala boca, elas não precisam saber.
João Victor: Passa isso pra cá. *arranca o mapa das mãos de Leonardo*
Maxine: *sussurra* Quando eles já não estiverem nos olhando, nós os seguiremos.
Rebeca: *sussurra* Mas o que fazer caso eles nos encontrem?
Maxine: Eu tenho uma ideia.
Joanna: *levanta uma mão* Essa ideia pode esperar?
Luiza: ...Joanna, não me diga que esse cheiro que tô sentindo agora não é do lixão...
Joanna: Não, amiga, eu preciso MESMO fazer cocô.
Maxine: Eu vi um bar numa rua estranha, ele pode ter um banheiro, mas... Fica completamente na direção oposta dos meninos.
Luiza: Eles podem estar seguindo o caminho errado. Aquele Leonardo não me parece muito inteligente.
Rebeca: Podemos usar esse rádio, ele funciona. *tira um rádio meio velho das tralhas*
Maxine: Isso! Façamos o seguinte então: Rebeca, você segue os meninos enquanto eu e Luiza esperamos Joanna do lado de fora do banheiro, tudo bem? Tente retardá-los caso eles te encontrem.
Rebeca: Por que eu?
Maxine: Porque você achou o rádio.
Luiza: Mas como vamos manter contato com Rebeca?
Maxine: Droga! É mesmo...
Joanna: Pessoal, eu vou fazer aqui mesmo, desse jeito...
Maxine: Olha, não seria uma má ideia.
Luiza: Ughh, nem pense nisso. Jamais vou andar perto de alguém fedendo a cocô.
Rebeca: E-Eu posso ir e ver no que vai dar.
Maxine: Faria isso por nós, Rebeca?
Rebeca: Sim, eu não quero ficar sem fazer nada.
Luiza: Tudo bem, Rebeca, só... Toma cuidado, tá?
Rebeca: *saindo do lixão* Pode deixar!
Enquanto Rebeca segue, sozinha, o mesmo trajeto dos Tapetes, sua equipe segue para o bar Erutiqe, mas mal sabem o que está por vir... O mesmo rapaz de antes estava stalkeando as meninas do alto de um lixão e, apesar de Maxine, Luiza e Joanna seguirem em direção ao seu último ataque, Rebeca solitária parecia ser uma tentação.
Maxine: *tentando abrir a porta* Mas que merda é essa?
Ao ouvirem Maxine, os Top imediatamente se levantam do chão e começam a chamar a atenção da Imunda.
Maxine: Parem de gritar a abram logo essa porta, teremos uma metralhadora de merda em instantes, é melhor abrirem em nome do bom senso.
Vinícius: *do lado de dentro, junto com o que sobrou de sua equipe* A gente bem que queria, mas...
Enquanto conversavam, Maxine consegue abrir a porta com um grampo de cabelo e Joanna desesperadamente toma a frente de todo mundo e, por alguma força superior, consegue achar um banheiro onde nem os Top conseguiram encontrar. Lá dentro, Joanna emitiu sons jamais vistos.
Felipe: Alguma coisa sumiu com Renan e Alice. Eles tentaram abrir a porta dos fundos, mas alguma coisa aconteceu e só ouvi gemidos desde então, mas agora não consigo ouvi-los de forma alguma.
Pedro: Nós conversamos bastante aqui e acredito que há algo nos seguindo. Faz total sentido porque Christian mencionou em possíveis obstáculos e já que o objetivo é manter a equipe segura até o ponto principal...
Maxine e Luiza: *olhando uma para outra* Não. Não. NÃO, NÃO, NÃO!!
Vinícius: O-O que aconteceu?
Maxine: É-É a... Rebeca...
Luiza: Não acredito que você deixou ela sozinha, Maxine. EU NÃO ACREDITO!
Luiza, furiosa e sem ouvir sua colega, parte em direção à Rebeca, que aparentemente estava em perigo e evidentemente sendo perseguida.
Maxine: Espere, Luiza!
Por mais que Maxine tentasse apaziguar sua atual situação com sua equipe, já era tarde demais. Luiza estava partindo para salvar sua nova amiga.
Felipe: O que você fez hein?
Maxine: ...A maior burrice que eu poderia fazer nesse momento...
Vinícius: Nossa, mas não precisa ficar assim.
Enquanto Maxine encontrava-se cabisbaixa e, deploravelmente triste, Joanna parecia a mulher mais feliz do mundo por ter soltado uma bomba atômica de Chernobyl dentro de si. Cantarolando enquanto lavava suas mãos, Joanna não parava de sentir a leveza em seu corpo, porém parece que a porta não estava cooperando.
Joanna: *tentando abrir a porta* Tá legal, muito engraçados vocês são. Hahaha, agora que tal abrirem essa porta aqui? Não é um lugar muito limpo pra uma garota como eu ficar trancada por tanto tempo.
Não demorou muito para que Joanna cogitasse na artimanha de sair pela pequena janela do banheiro. Por incrível que pareça, pela fragilidade dos ferros, era possível que alguém os entortasse e saísse. Não era muito alto, então para Joanna não custava nada tentar, só que quanto mais Joanna se aproximava da janela, mais ela percebia que havia um rosto estranho a observando desde sua chegada. A janela já estava entortada enquanto ela tentava abrir a porta. Quando Joanna percebeu que era um rosto pálido e friamente sem reações, seu grito foi o maior feito da história de sua vida. Obviamente afligidos pelo grito da Imunda, Maxine, Vinícius, Pedro e Felipe subiram imediatamente para o banheiro.
Maxine: *tentando abrir a porta* Essa merda não tá abrindo.
Felipe: Será que...?
Pedro: Não, não pode ser...
Vinícius: *afasta todo mundo* Saiam da minha frente.
Em um ato másculo e heroico, o magricela Vinícius consegue, com uma só investida, arrombar a porta do banheiro, mas infelizmente Joanna não estava mais lá. O que o grupo de jovens se deparou foi na enorme mancha de sangue espalhada por todos os lados do banheiro e um brusco rastro indo em direção à janela exageradamente destruída.
Felipe: Acho que isso não faz parte do desafio.
Vinícius: *limpando seu rosto suado com a camisa* Você acha?
Pedro: Cara, isso é sangue, e o grito de Joanna não parecia ser normal. Será que...
Felipe: Será que esta pequena cidade já não era abrigo um antes de chegarmos?
Pedro: O que você acha, Maxine? [...] Maxine?!
Os Top olham por todos os lados e constatam que Maxine definitivamente tomou seu rumo, e eles estavam certos. Maxine sentiu-se na responsabilidade de reunir sua equipe o quanto antes. Correndo em direção ao caminho que Rebeca traçou, Maxine parecia nunca mais se perdoar pelo que aconteceu.
Embora algumas equipes estejam enfrentando dilemas maiores que os outros, Os Atecubanos, embora já a caminho do objetivo e com o mapa, ilesos, pareciam estar enfrentando... eles mesmos? Sim, parece que a escuridão e o clima sinistro com nevoeiro não eram páreos para a sensibilidade da Atecubana Julliani.
Julliani: *se coloca na frente de Caio* ...Por favor, Caio, aceite minhas desculpas. Eu não sou de pedir desculpas, mas admito que agi de má forma e te chateei.
Caio: *continua a andar* Julliani, olha, eu não te conheço, mas fui bacana contigo e ainda assim você levantou a voz para mim naquela cerimônia de estreia.
Julliani: Eu sei, eu reconheço, mas... Não consigo sentir remorso da sua parte.
Caio: Também entendo que posso ter falhado contigo ou sei lá, não é à toa que ficou chateada, mas levo mais como um aprendizado.
Luand: *olha para trás* Caramba, com o diálogo de vocês não consigo nem escolher quem está sendo o mais bacana. Mas, falando em bacana, vocês viram Luciano?
Luciano, acidentalmente, se perde no caminho, mas é o primeiro a chegar no edifício de conferência, mesmo sem querer. Um pouco assustado e confuso, Luciano chega numa sala principal cheia de luzes e de membros da equipe de produção até que enfim encontra Christian.
Christian: *aplaude* Congratulations Luciano! Você está a salvo, mas... o restante da sua equipe não está com você.
Luciano: E-Eu me perdi, mas acredito que eles estejam no caminho certo. Não demorei muito pra chegar aqui.
Christian: É, that’s amazing Luciano, porém com “seu sumiço misterioso” sua equipe pode acabar ficando preocupada e isso poderá ser a ruína dos Atecubanos. Focar no objetivo é good, porém sua atitude não deixa de ser individualista e trabalho em equipe é a chave para a vitória. Você não agiu em equipe e agora ela não saberá se você realmente está bem aqui ou está em perigo.
Luciano engole seco porque o que Christian falou parecia fazer mais sentido que a permanência de Leonardo no jogo. Christian parecia ter razão, pois parece que os Atecubanos estão bolando um plano de resgate para Luciano, dividindo-se.
Luand: ...Então Julliani e Caio continuam seguindo ao edifício de conferências já que precisamos de pelo menos um número considerável seguro. Por mais que eu não chegue a tempo, pelo menos garantiremos a presença de dois Atecubanos, enquanto eu e Marcelo podemos procurar Luciano, combinado?
O coordenado plano de Luand era a chave da vitória para os Atecubanos, mas mal ele sabia que seu plano de resgate na verdade estava sendo o plano que viria a comprometer o bom desempenho de sua equipe. Enquanto os Atecubanos se mobilizavam, Rebeca, pouco distante, conseguiu alcançar os Tapetes, mas de maneira furtiva para não ser descoberta, porém...
João Roberto: *caminhando* Vamos lembrar de não se separar galera.
João Guilherme: E enquanto a Rebeca?
João Roberto: Rebeca?!
João Victor: É, ela está nos seguindo o tempo todo.
Matheus: É engraçado porque ela parece que está sendo ninja, mas na verdade até que é fácil percebê-la.
Rebeca, desesperadamente, de muito longe, tenta manter-se escondida num amontoado de latas de lixo, mas as aranhas pareciam estar incomodando-a.
Leonardo: *sussurra* Eu tenho um plano. Vão na frente que eu alcanço vocês. Podem ir por aquela esquina.
Matheus: Boa sorte!
Os Tapetes não perderam a oportunidade de seguirem em frente sem Leonardo e logo viraram a esquina enquanto Leonardo dava início ao seu plano. Tirando sua camiseta e apenas de calça e tênis, o Tapete parecia querer seduzir a Imunda.
Leonardo: Rebeca, eu sei que você está aí, apareça onde estiver.
Num tom adocicado e repleto de cantorias provocativas enquanto toca seu corpo, Leonardo consegue chamar a atenção da até então hipnotizada Rebeca por um curto período.
Leonardo: Te peguei!
Rebeca se assusta com a brincadeira de Leonardo, mas se assusta mais ainda com o que estava por vir. Trêmula, congelada e pálida, a Imunda estava presente numa cena horrível.
Leonardo: O que foi? Parece que viu um fantasma... Pera, tem alguma coisa atrás de mim?
Rebeca balança a cabeça positivamente e, em silêncio, procura se afastar cada vez mais. Antes mesmo de olhar para trás, Leonardo é sacodido pelo mesmo homem que stalkeou recentemente as Imundas no lixão, de um jeito desordenado e frenético, onde biologicamente improvável, provoca enormes hemorragias nas costas de Leonardo e faz o Tapete jorrar sangue pelas costas até desmaiar de tanto enjoo. O assassino olha para frente na esperança de pegar Rebeca, mas ela já estava longe, só que nada impossível de alcançar. Rebeca corria sem rumo e gritava pedindo socorro, o que fez Luiza e Maxine, em caminhos diferentes, conseguirem ouvir sua parceira.
Do outro lado da cidadela os Top decidiram seguir em frente e se deparam com os Tapetes, pelo menos o que restou de ambas as equipes. Eles se encaram silenciosamente e seguem o caminho, pois perceberam que se ambas as equipes estão no mesmo a probabilidade de alcançarem o objetivo era alta. Porém, apesar da demora do desafio ser exacerbadamente ridícula, Christian propõe uma solução para Luciano, no edifício de conferências.
Christian: Luciano, meu caro Atecubano, você tem a opção de acender todas as luzes do edifício, já que horas se passaram e só tem you aqui.
Uma alavanca emplumada desce na frente de Luciano. Mas, antes mesmo do participante puxá-la...
Christian: Porém... Se fizer isso todas as equipes saberão ao mesmo tempo. Você tem certeza disso?
Luciano, intrigado com suas novas escolhas de vida, percebe que o destino de sua equipe estaria em suas mãos. Enquanto Luciano pensava e a noite se tornava madrugada, Rebeca entra em um açougue velho e se esconde em um dos primeiros armários, pois sabia que algo estava a seguindo. Nervosa com a tensão do momento, seus sentidos estavam apurados e ela podia ouvir qualquer som externo emitido. Algo parecia saber onde Rebeca estava, pois estava a procurando dentro do estabelecimento, porém para em frente ao armário. Nervosa e sem contar sua respiração desregular, Rebeca é descoberta e logo o armário é aberto. Rebeca grita novamente.
Luiza: Rebeca?
Rebeca: Luiza?!
Luiza: Eu estava preocupada com você. Sai daí de dentro, está escuro. E para de gritar, faz favor.
Rebeca: D-Desculpe, só estou feliz.
Luiza: Você grita quando está feliz?
Antes mesmo de Rebeca responder sua colega, algum homem alto e assustadoramente mascarado empurra Luiza para longe e fecha o armário com Rebeca dentro. Capaz mesmo até de levanta-lo com a Imunda ainda nele. Maxine, ao ouvir o barulho da confusão, consegue encontrar as meninas e tenta salva-las, mas outro homem misterioso sai do beco ao lado e a levanta pelo pescoço. Parece que as Imundas estão sendo dizimadas. Luiza, num ato heroico, tenta avançar em um dos rapazes, mas é trancada dentro do local antes mesmo de alcança-los. Luiza ficou presa, Rebeca levada e Maxine neutralizada. Em meio a tudo isso, uma forte luz acende exatamente próxima a todos, principalmente dos Atecubanos, que estavam nas redondezas procurando por Luciano. Sem nem pensar duas vezes, os Atecubanos desviam o olhar e seguem para o edifício, encontrando Luciano.
Luand: *abraça Luciano* Cara, onde você esteve? Por que você está aqui assim?
Marcelo: Estávamos muito preocupados, não faz isso com a gente.
Julliani e Caio parecem não parar de conversar sobre a vida e gostos pessoais. A vitória, para eles, parecia apenas um aperitivo. Sem demoras, Christian anuncia para os Atecubanos que eles são os vencedores absolutos da prova, com direito a recompensa, imunidade e vantagem para o próximo desafio. Cortando a cena de comemoração entre os Atecubanos, os Tapetes e os Top pareciam estar brigando fisicamente, com João Guilherme e João Roberto no chão. Ao que tudo indica, Vinícius deu conta dos dois e os nocauteou sem pensar. Com sangue nos olhos, Vinícius guia Felipe e Pedro para a vitória. Embora Matheus Bione e João Victor tenham chegado ao mesmo tempo, estava óbvio que os Top estavam em maior número.
Christian: Bem vindos Tapetes e Tops. Pelo visto vários de vocês foram deixados para trás, que ugly hein... Porém, entre as duas equipes, os Top parecem que estão só atrás dos Atecubanos, mas por enquanto.
Pedro: *ofegante* Por que por enquanto?
Christian: Ainda não sabemos se as Imundas estão inteiras ou não. Basta esperar.
Matheus: JV, acho melhor já combinarmos voto.
João Victor: Não precisamos nem combinar, acho que já sabemos em quem votar, creio eu.
Matheus: Ah, sim, entendi...
João Victor: João Roberto e João Guilherme tomaram bem na cabeça, eu até entendo, mas Leonardo ficar para trás só por implicância? Isso é imperdoável.
Felipe: *se junta aos Atecubanos* Nossa, pera, vocês estão INTEIROS?!
Caio: É.
Luand: Com certeza!
Marcelo: Graças ao Luciano.
Felipe: Que equipe dos sonhos...
Pedro: O que está insinuando, Felipe?
Felipe: Er... Olha, a Maxine chegou!
Todos escutam o aviso de Felipe e olham em direção à porta principal, Maxine chegando completamente suja, suada e sem condições alguma de falar.
Christian: Ué, mas só a Maxine?
Logo após a pergunta de Christian, os três “assassinos” aparecem com Joanna, Alice, Renan, Leonardo, Rebeca, João Roberto, João Guilherme e Luiza. Só que um não estava carregando nenhum dos participantes.
Christian: Mas o que aconteceu? Tem um que não tá levando ninguém.
O terceiro assassino, com ninguém, explica como foi sair de dentro do barzinho. Ao que tudo indica ele ficou trancado ali dentro e alegou que o plano de Felipe de manter aquele lugar completamente fechado ao saírem foi inteligentemente estratégico, pois, segundo ele, Felipe conseguiu ouvir coisas. Os “assassinos” estagiários partem para a remoção das fantasias.
Felipe: Sim, verdade. Por um momento achei que fosse um rato, mas estava fazendo barulho demais. Mal dava pra ouvir, mas consegui manter distância dos murmúrios da minha equipe e pude perceber algo.
Christian: Congratulations, Felipe, pois graças a você sua equipe fica em segundo lugar e estará imune!
Renan, Alice, Vinícius e Pedro se juntam a Felipe, enchendo-o de abraços e levantando-o para o alto enquanto os outros participantes aplaudem.
Christian: Imundas, Tape—O que aconteceu, Rebeca?
Rebeca não parava de coçar sua cabeça e de balançar para os lados.
Rebeca: Tem algo mordendo na minha cabeça, bem no couro cabeludo.
Uma equipe de estagiários prontamente cercam Rebeca e mexem em seu cabelo para confirmar que a Imunda estava certa, alguma espécie desconhecida de inseto estava mordendo seu couro cabeludo e, provavelmente, haviam mais de um.
Christian: Er... Vamos continuar, então? Bom... Atecubanos e Top vencem e estão livres da eliminação, porém os Tapetes terão que indicar um para eliminar e as Imundas, infelizmente, duas para a sarjeta. Rebeca, como você está em situação médica, antes de ser levada embora, decrete seu voto.
Rebeca: Pera, na frente de todo mundo assim?! *tentando olhar para os outros com tantos estagiários ao seu redor*
Christian: Sim, Rebeca, acontecerá aqui na frente de todo mundo.
A revelação de que não há voto secreto provocou vários murmúrios e cochichos entre os participantes, inclusive também os que estão imunizados. Enquanto isso, Luiza, Maxine e Joanna vão à Rebeca e aos estagiários.
Rebeca: Eu voto na Maxine. Desculpe, amiga, mas tinha que votar em alguém.
Sem tempo para ouvir o que Maxine tinha a dizer, Rebeca é rapidamente levada para o fundo do edifício de conferências, para ter sua situação analizada.
Luiza: Bom, continuando a votação eu voto na Maxine. Eu sinto muito.
Maxine balança a cabeça positivamente e fecha seus olhos.
Christian: Joanna?
Joanna: *tenta evitar os olhares de João Victor* Ah, desculpe. Eu voto na Rebeca.
Luiza: *sussurra* Rebeca?! Mas você e Maxine vivem discutindo.
Joanna: Eu sei, isso é até verdade, mas não acho justo. Ela fez o que pode pra nos mobilizar e entre Rebeca e você eu prefiro você na equipe. Não me leve a mal.
Maxine: Eu voto em mim mesma.
O voto em si mesma da Maxine chocou não só as Imundas como também a todos, inclusive ao próprio Christian Potenza, já que em reality show esse tipo de atitude só acontece depois de muito tempo de jogo, onde o participante não está mais aturando o que estava acontecendo ali.
Christian: Bom, um voto é um voto... E os Tapetes? Escolheram quem mandar para a prova eliminatória?
João Guilherme, João Roberto e João Victor: Leonardo!!
Christian: Nossa, pareceu até um coro. Vocês ensaiaram isso? Hahaha, mas responderam tão rápido... Pra não desconsiderar, em quem o restante vota?
Leonardo: Voto no João Roberto porque ele não para de falar e fica dando palpite sem sentido como se as opiniões escrotas dele valessem minha atenção. Também voto nele porque desde o início fica querendo chamar minha atenção e quando não consegue muda o assunto só pra falar mal de mim com o restante. O mais impressionante disso tudo é que pior que João Roberto é o João Guilherme e o João Victor que ficam dando corda pra esse imbecil. Fico até pensando que não é no João Roberto que devo focar e sim em quem alimenta seu ego infantil e prepotente. Sinceramente, se for pra continuar nessa palhaçada de ter que aturar gente que não faz nada pra equipe implicando comigo eu não farei nem questão de vencer porque tenho certeza que me garantirei nas provas de eliminação e eles terão que me aturar.
João Guilherme: Nossa, Leonardo, mas cê tá bravo?
João Roberto: Você não é nenhum santo cara, e não me escondo de ti. Muito pelo contrário, quero que você perceba que não gosto nem um pouco de suas atitudes e desde o início consegui notar a cobra que você é.
João Victor: Leonardo, não é nada contra ti, só que entre você e o restante, você é o que menos fará falta.
Leonardo: Não ligo pra opinião de vocês, sinceramente. Quero que me digam o que fizeram no desafio de hoje além de ficarem reclamando e de serem esmurrados pela lacraia do Vinícius.
Vinícius: *se aproxima dos Tapetes* O que disse, Leonardo? Tá falando de mim? Cara, eu nem bati neles, apenas os empurrei para longe. Não tenho culpa se caíram em lugares nada a ver. Fiz o que pude pra vencer e você não passa de um otário que foi capturado e serviu como derrota pra própria equipe.
Felipe: Leonardo, é melhor você ficar calado porque tá ficando desnecessário já.
Leonardo: Isso aqui não é concurso de amizade. Vocês acham que são santos e que podem julgar o que eu fiz e o que eu faço. Eu, mesmo capturado, ainda consegui fazer mais coisas que todo o resto da equipe que só sabia me escutar e quando abriam a boca era pra reclamarem.
Christian: Por favor, vamos deixar a discussão pra depois, pois a votação not over.
Leonardo: E daí? Tô pra eliminação mesmo. Vota logo Bione. Posso te chamar de Bione? Vota em mim logo.
Matheus: Claro, pode me chamar de Bione se quiser, inclusive muita gente me chama disso porque é engraçado e ninguém imagina. Mas, voltando à eliminação... Eu voto no João Roberto pelo mesmo motivo de Leonardo, Christian.
João Roberto: O quê?!
João Victor: Nossa, achei que você ia votar no Leonardo também.
Matheus: Eu ia, mas devo reconhecer o esforço do Leonardo.
Após a confusão entre as equipes que durou duas horas, os estagiários voltam para o centro do edifício de conferências com a Imunda Rebeca completamente careca.
Estagiário: *corre para a frente do Christian* Desculpe, senhor, mas houve uma infestação dentro do cabelo da participante e, para impedirmos que chegassem a um órgão interno, principalmente cerebral, tivemos que sumir com seu cabelo para efetivarmos completamente a operação.
Rebeca: Sei, é isso mesmo o que vocês estão olhando, mas por favor sem comentários. Já chorei lá dentro e não quero mais motivos pra chorar de novo. Minha cara tá inchada.
Christian: Pois se prepare, Rebeca. *pega no ombro da Imunda* Maxine, Leonardo e você estão indicados para a eliminação.
Rebeca: O QUÊ?! QUEM VOTOU EM MIM?
Christian: Deixemos isso de lado por hora. Só foquem em vencer o desafio, pois quem perder ou ficar por último será eliminado completamente. Sem despedidas. Sem demoras. Só... sigam-me.
Maxine, Rebeca e Leonardo seguem Christian para fora do edifício e já estava amanhecendo, num lindo por do sol.
Pedro: Afinal, o que era todo aquele sangue que vimos?
Renan: *passa o dedo em Joanna e põe na boca* Ketchup, sabia!
João Victor: *corre em direção a Renan* FIQUE LONGE DE JOANNA!!!
A atitude brusca de João Victor assustou a todos ali presentes. Onde muitos achavam que de gritarias não passavam, João Victor realmente decidiu avançar no Renan, o derrubando no chão e imobilizando-o. Caio, Luand e Bione seguram João Victor e, com a ajuda dos estagiários presentes, conseguem separar João Victor e Renan. Ambos são encaminhados para a enfermaria. João Victor conseguiu acertar o rosto de Renan, mas não provocou nenhum ferimento grave. Envergonhada, Joanna abraça Luiza e começa a chorar, com medo de seu passado repetir novamente.
Enquanto os participantes estavam recuperando o fôlego depois de tantas confusões, Christian, Maxine, Rebeca e Leonardo chegam no porto e apreciam uma bela vista.
Christian: Sei que a vista é bela, mas vocês têm uma prova decisiva pela frente. Por favor, essa é a chance de dois de vocês voltarem ilesos para a competição. Existe um little barquinho encalhado no nosso porto, mas nele cabe muita coisa, porém muita coisa tem dentro dele, o que dificultará o desafio. Dentro dele existem dois crânios acesos com a cor laranja e, obviamente, quem voltar comigo sem o crânio será eliminado de uma vez por todas. Quando eu der o sinal, por favor, entrem no barquinho e procurem. Vocês têm trinta segundos.
Leonardo: Trinta?! Mas o que acontece se ninguém encontrar?
Christian: Simples, todos os que não encontrarem serão eliminados. Podem começar, ok?
Leonardo e Maxine correm imediatamente para o barquinho.
Rebeca: Nossa, eu nem tô pronta ainda. *corre desesperada para a prova*
Maxine e Leonardo reviram o pequeno barco e jogam tudo pro alto. Em medida desesperadora, Leonardo já havia encontrado uma caveira e logo encontra outra, onde decide esconder por baixo de um pano. A outra estava na área do “piloto”, porém cercada de tralhas. Maxine vê Leonardo tentando sabotar e logo tira o pano de cima da caveira e corre em direção ao Christian, passando por Rebeca, que também sabia onde estava a outra caveira.
Christian: Opa, parece que Maxine still no jogo. Parabéns, Max, você é a primeira a se salvar.
Rebeca corre para entrar na área do “piloto”, consegue tirar uma parte considerável da tralha da frente da caveira e logo é abordada por Leonardo. Rebeca não consegue conter o choro por não conseguir lidar mais com a situação e Leonardo tenta apaziguar a Imunda.
Leonardo: Olha, Rebeca, sei que é culpa minha por você estar careca e por estar aqui na prova de eliminação. Eu falhei com você como falhei com muita gente. Gostaria que você soubesse que de todas as garotas que conheci nesse programa, você é a que mais me fascina. Como Maxine venceu a prova, decidi desabafar isso contigo, já que um de nós irá para casa e... E... Sabe, acho que eu amo você e quero conhecer coisas novas ao seu lado. Seu humor é intenso e você está sempre muito energética. Chora quando deve chorar e bate quando deve bater. *beija o rosto de Rebeca, deixando-a incrivelmente corada e sem muitas palavras*
Rebeca: E-Eu... Não sei o que dizer... Acho que te perdoo, Leonardo.
Rebeca abraça Leonardo intensamente e o Tapete retribui o favor da Imunda. Leonardo, aos poucos, se solta de Rebeca, olhando em seus olhos brilhantes e atualmente tristes com tudo.
Leonardo: Você sabe que estarei pensando em você. Não acredito que vou dizer isso, mas sinto que estarei pela primeira vez na vida com saudades de alguém.
Rebeca: Nossa, Leonardo... Sei que não temos nada, mas você realmente consegue mexer comigo de uma forma tão pura e sincera...
Leonardo: *inclinando-se para trás* Que bom que você reconhece que sou um homem direto. Sentirei tanto sua falta, mas você pode continuar torcendo por mim de lá da sua casa.
Rebeca: O-O que quer dizer com isso? *dá uma risadinha*
Leonardo: *mostra a caveira em sua mão* Você tá fora e eu tô dentro.
Rebeca: MISERÁVEL!! *puxa a caveira da mão de Leonardo*
Rebeca rapidamente corre pra saída do barco e Leonardo, de maneira ágil, derruba uma prateleira inteira de lembrancinhas antigas em cima da Imunda, derrubando-a. Com a caveira em sua mão, Leonardo corre em direção ao Christian.
Christian: Nossa, faltando apenas dois segundos hein. Parabéns, Leonardo, you continua na competição. Isso quer dizer que...
Maxine: NÃO, NÃO PODE SER!! Não acredito que Leonardo ficou...
Maxine corre em direção à Rebeca e a encontra chorando. Imediatamente Maxine ajuda Rebeca a se levantar, limpando suas lágrimas.
Rebeca: *limpando os olhos, com a voz trêmula* Sabe, Maxine, por mais que você tenha sido dura com o pessoal eu começo a pensar que pessoas como você conseguem se expressar de maneira clara e não vê motivos para fingir e ludibriar as pessoas.
Maxine: *engolindo o choro* Então toda aquela confusão que eu e Christian assistimos foi mesmo Leonardo te passando a perna? Achei que ele estivesse sendo seu amigo ou sei lá.
Rebeca: *pega nos ombros de Maxine* Por favor, Maxine, não tente se vingar de Leonardo, ele não merece. Eu mereci essa eliminação. Já estava arrasada e não aguentava mais o desafio de hoje. Duvido muito que eu durasse alguma coisa aqui dentro. Já entrei no programa tentando esquecer minha vida lá fora por um tempo e, em uma semana, já tenho que voltar a encará-la novamente, porque sei que é esse meu verdadeiro destino.
Rebeca abraça Maxine e, de mãos dadas, vão até Christian.
Christian: Desculpe, Rebeca, eu não esperava que, mesmo depois do que você passou, você saísse no mesmo dia.
Rebeca: *engolindo o choro* Não, tá tudo bem. Eu só... Só quero me despedir, sabe...
Christian: Desculpe, Rebeca, mas você não pode.
Maxine: Como assim ela não pode?
Christian: Isso não faz parte das regras do jogo. We queremos que os participantes saibam a importância do voto e de que se não aproveitar bem a pessoa naquele momento ela poderá nunca mais aparecer novamente.
Leonardo: *tenta abraçar Rebeca* Caramba, Rebeca, desculpa mesmo. Eu só queria que—
Antes mesmo de Leonardo terminar de falar, Rebeca dá um tapa no braço do Tapete e não o responde, apenas dá as costas e abraça forte Maxine. Ambas as Imundas choram de despedida.
Rebeca: Diz pra todo mundo que quem votou em mim não precisa ficar mal. É óbvio que continuando no jogo me deixaria muito feliz, mas tô feliz também por ter que ir pra casa enfrentar meus probleminha singulares. Faz isso por mim?
Maxine: Sim, Rebeca, farei sim. Nós nos esforçaremos para que nunca mais percamos os desafios.
Christian: Maxine, Leonardo, podem voltar para o salão do edifício e notificar o restante de que Rebeca foi eliminada.
Maxine e Leonardo vão a caminho do edifício sem olhar para atrás até não poderem mais enxergar Rebeca e Christian. Ambos entram juntos no edifício de conferências e todos percebem que apenas Rebeca não voltou. Maxine corre para sua equipe e abraça Joanne e Luiza, apenas chorando e nada mais. Leonardo, de braços cruzados, se junta aos Tapetes e abraça apenas Bione, mas sério e mudo. Os Top e os Atecubanos estão sendo guiados para seus dormitórios e ainda não tomaram conhecimento da eliminação de Rebeca.
Enquanto isso, Christian abraça e se despede de Rebeca enquanto seu helicóptero, no porto mesmo, é pousado para levar a Imunda para casa.
Christian: Quero que você saiba, Rebeca, que toda sua trajetória in here teve significado. Você, como todos os outros, contribui para o sucesso do nosso programa. Desde já quero agradecer pelo seu esforço aqui dentro e que o futuro aguarda a todos algum dia.
Rebeca: Tudo bem, Christian. Vou sentir falta de tudo isso aqui, por mais que tenha durado pouco. Vou levar tudo que aprendi aqui pra minha vida e tentarei chorar menos, pois sinto que fui enganada pelas minhas próprias emoções.
Rebeca entra no helicóptero e o mesmo voa bem alto. A Imunda olha para baixo e vê que a cada segundo se distancia mais de seus novos ex-colegas.
Rebeca: Estar dentro de um reality show, embora pareça bobo quando se está assistindo, é poder ter seu limite testado a cada momento vivido. Não é à toa que chamamos de reality show, pois é aqui onde nosso inconsciente parece tentar conversar conosco a todo momento e nós precisamos contê-lo para que não interfira na competição. Posso ter perdido meus cabelos aqui dentro, mas isso só prova que tentei permanecer aqui com o que pude e—
Christian: Rebeca? Tá na escuta? It’s me, Christian. Estou aqui no porto ainda, você está ouvindo um rádio ao lado do piloto.
Rebeca: Christian? O que tá acontecendo aqui? *olha pros lados*
Christian: Rebeca, eu tenho uma proposta pra você, só quero que você ouça o que tenho a te propor, pois acredito que será do seu interesse. Está preparada para ouvir o que tenho a dizer?
Rebeca: S-Sim, mas... Minha nossa... Eu não tô entendendo nada.
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