Notas iniciais
Este capítulo trata apenas do motivo pelo qual a Bunny foi parar no jogo. '-'

A vida da pequena Katy não podia ficar melhor. Ela acabara de ganhar um irmãozinho, suas notas na escola estavam melhorando, e finalmente seu sensei de boxe resolveu ensina-la alguns golpes avançados, reconhecendo sua habilidade encantadora.

Alguns achavam que o boxe era um esporte muito bruto para Katy. Mas não podiam negar que a Bunny era um pouco tom boy, sim. Era pequenina – 1,55 m – até mesmo para uma garota de 14 anos. Seu corpo não tinha se desenvolvido muito – o que a deixava irritada às vezes – porém ela tinha uma beleza única, difícil de explicar. Seus cabelos eram lisos e curtos, num corte repicado. A cor era um tanto exótica também: azul na parte de cima e verde na parte de baixo. Seus grandes olhos vermelhos ficavam lindos nos momentos em que ela se aborrecia. O que era meio raro, já que ela vivia sorrindo.

Porém, uma noticia terrível abalou o seu mundo.

- Desculpe pelo atraso sensei, eu acabei cochilando. – disse Katy enquanto entrava na sala onde praticava boxe. — Ué, cadê todo mundo?

- Katy, eu preciso te contar uma coisa... Todos os alunos já sabem. Menos você.

- O que houve sensei? – enquanto falava, Katy demonstrava claramente o medo em sua voz.

- Infelizmente, eu vou ter que fechar o clube de boxe.

- O quê você disse? Não, de jeito nenhum, você não pode fazer isso comigo!

- Me desculpe Katy, eu estou tão triste quanto você.

- Não, você não está! Porque se estivesse, não faria uma coisa dessas.

- Mas é preciso... Nós não temos mais tantos alunos quanto antigamente, e a verba da escola está baixa...

- Isso não é desculpa! – com os olhos cheios d’água, Katy virou as costas e correu; correu o mais rápido que podia, para o lugar mais longe que encontrasse.

Depois de algumas horas, começou a chover. Katy sabia que não era muito saudável correr na chuva, então se abrigou embaixo de uma ponte. Enquanto fitava o vazio pensando em tudo que ocorrera no dia, sua atenção foi direcionada para um panfleto que caía do céu, rodopiando como uma pluma, até pousar numa poça d’água. Ela se aproximou da poça e pegou o panfleto, deixando escapar um grito de surpresa ao terminar de lê-lo.

\"Katy\"