Notas iniciais
AHHH, maior capítulo ever! Mas não se preocupem, eu dei uma paradinha no meio pra alegria de vocês. <3

O Poppuri choramingou por muito tempo até se acalmar. Entre soluços, Scared contou que seu melhor amigo, Stern, confiou a ele o bem mais precioso de um Poppuri: sua caixa de brinquedos. Mas Scared foi atacado por monstros na caverna onde mora. Ele fugiu, mas deixou a caixa para trás.

- Se Stern descobrir... Ele nunca mais irá falar comigo! – chorou o Poppuri.

- OK, boa sorte então. – disse Bill já virando as costas, sendo acompanhado por Sam, Kurt e New.

- O quê? Como assim? O que vocês querem dizer com isso? – choramingou Scared.

- Nós vamos embora, ora essa. – disse Sam.

- O quê?! Ah, não! Não podemos abandoná-lo! – protestou Katy, que como as outras garotas, estava claramente comovida.

- Precisamos ajudá-lo! – choramingou Ashlee, quase igual ao Poppuri.

- Nós precisamos chegar a Caballa Relics, isso sim. – Sam rebateu.

- Nem pense em mudar de assunto, seu Raccoon idiota. Não podemos recusar ajuda a ninguém. – disse Amy.

- Mas nós temos pouco tempo. Outros jogadores já devem estar na nossa frente. – disse Kurt.

- Ah, Ku-chan... – começou Vicky, toda dengosa. – Faz isso por mim, por favor? Não vai demorar muito, e eu prometo que te recompenso depois. – pediu ela, dando uma piscadinha.

Enfim os meninos concordaram, derrotados.

- Esse lugar é nojento! – Amy reclamou ao pisar numa gosma verde-musgo. – E essa caverna tá parecendo mais um labirinto!

- Eu falei que tínhamos que seguir nosso caminho. – disse Sam. – Agora estamos aqui, nos sujando de gosma.

O poppuri Scared os acompanhou até a entrada da caverna. Lá, ele contou que a caixa continha um urso de pelúcia, um martelo de borracha, um robô de brinquedo e um diário. Depois, o poppuri voltou para a floresta e o grupo, relutante, entrou na caverna.

- Vocês dois não podem ficar reclamando de nojo, depois do que fizeram em Paradise. – zombou Victoria, num tom tão baixo que só os dois ouviram. – É, eu sei de tudo! – disse ela ao ver a expressão de Amy. – Lee-chan me contou.

- Não aconteceu nada naquele arbusto! – disseram os dois juntos. Eles tinham tentado explicar isso pra Ashlee a dias, mas sempre que se aproximavam, ela se afastava, quase correndo.

Antes que Victoria pudesse dizer que não acreditava, uma bola de pêlos brancos pulou em cima dela. – AHHH! Que coisa é essa?

Por mais que as paredes da caverna emitissem um mágico brilho verde, o grupo não percebeu o enorme bando de bolinhas peludas que se aproximavam. Seriam até fofinhos se não os tivessem atacando, cuspindo em uma velocidade digna de tiros de metralhadora.

New estava em apuros. Com as bolinhas atacando por toda a parte, ele não conseguia mirar direito com seu estilingue. Logo ele estava cercado, e os bichinhos pulavam em cima dele, mordendo-o ocasionalmente. – AHH! Quantos Sppos! – felizmente, New já havia lido sobre aquelas bolinhas brancas em um artigo científico. Porém, o artigo não sugeria nenhuma maneira de derrotá-los.

Ashlee e Kurt também não estavam se saindo muito bem. A barreira mágica deles era inútil contra tantos inimigos. Logo eles também estavam cercados. – Se alguém quiser me ajudar, agora seria uma boa hora. – disse Kurt, no exato momento em que a barreira falhou.

Vicky e Bill foram atender ao pedido do Dragon. Não foi nada bonito o que Bill fez com seus punhos e chifres naqueles Sppos. Ele serviu de proteção para Ashlee enquanto ela murmurava seus feitiços. Já Vicky não era tão boa de luta quanto Bill, mas ela dava conta do recado. Com sua agilidade felina, ela conseguia proteger Kurt tranquilamente enquanto ele lançava magias.

- New, seu retardado! O que você tá fazendo? – Katy correu para ajudar o Lion, que agora estava usando seu estilingue como porrete.

Amy estava se saindo bem com suas agulhas, mas logo elas acabaram. Como ela não era muito boa no estilo corpo-a-corpo, ela se afastou um pouco da luta. Amy avistou Sam agachado num canto, pegando a gosma verde do chão e colocando dentro de um saco. – O que você está fazendo, seu mongol? – perguntou ela ao se aproximar.

- Uma bomba de fedor improvisada. – disse Sam, fechando o saco com um nó. – Aprendi a fazer quando era um delinqüente. – Sam sorriu, e ao atirar a bomba, gritou: — Cubram o nariz!

O efeito foi imediato: assim que a bomba estourou, um cheiro terrível preencheu toda a caverna. Todos os Sppos começaram a correr em círculos feito bobos e enfim foram embora.

- Caramba, Sam! – disse Amy com a voz esquisita, devido ao nariz tampado. – Depois você me conta essa história de delinqüente. – ela sorriu. Na verdade, Amy não acreditava que o certinho do Sam tinha sido um delinqüente juvenil.

- AHHH, gue vedor! Alguém arrangue beu nariz! – reclamou New, com o nariz ainda tampado.

- Com brazer. – disse Katy, do mesmo jeito.

- Salmão, o que você fez? – perguntou Vicky, quando o cheiro já estava sumindo.

- Uma bomba com lama, gosma e cuspe de Sppo. Sabe, para espantá-los.

- É, até que foi uma... – Amy começou, mas um barulho alto e nojento ecoou pela caverna. — ... Péssima idéia.

Todos ficaram calados, ouvindo o som que cada vez ficava mais alto. Logo, várias larvas gigantes e encouraçadas apareceram. O som que eles ouviram era o corpo das Larvas arrastando no chão, deixando um rastro de gosma atrás delas.

- O cheiro deve ter atraído elas. – constatou Kurt.

- Tô vendo que isso vai ficar legal. – disse Katy, ajeitando as luvas de boxe.

- Esquece Katy! – Bill a colocou no ombro e começou a correr. – Um bom lutador sabe a hora de correr. E essa é uma boa hora pra isso!

- Eu não sou lutadora, mas concordo plenamente! – disse Amy, logo atrás dele.

Todos seguiam a direção oposta às Larvas, mas New segurou o braço do Dragon. – Kurt! Tem um martelinho de borracha preso no dente daquela Larva!

- E o que você quer que eu faça? Simplesmente enfiar a mão lá dentro e pegar?

- Não! Só me dê cobertura enquanto eu penso em alguma coisa. – disse New, tirando sua mochila do ombro e procurando coisas úteis.

Kurt fez o que New disse, mesmo sabendo que seu escudo não ia protegê-los por muito tempo. Afinal, ele era apenas um iniciante.

Seis ou sete Larvas ficaram batendo com suas cabeças duras no escudo mágico de Kurt. A cada batida, um novo trincado surgia. Logo ele estava prestes a quebrar. – New, anda logo com isso! – gritou Kurt.

- ACHEI! – New gritou no momento em que o escudo mágico se estilhaçou. Ele tirou um helicóptero de controle remoto da mochila e o controlou em direção às Larvas.

Assim que o helicóptero bateu na cabeça de uma delas, ele explodiu. A explosão foi tão forte que destruiu a cabeça daquela em que tinha batido e de outras duas que estavam mais próximas.

Kurt desviou antes que uma Larva tentasse abocanhá-lo e contra-atacou com uma chuva de flechas mágicas. Porém, outra Larva atacou Kurt enquanto ele estava de guarda baixa. New pegou um dente de uma das larvas explodidas e pulou em cima da Larva, aterrissando com o dente bem no meio dos olhos do monstro. A Larva morreu sem fazer sequer um ruído.

Kurt pegou o martelinho no meio dos destroços da batalha. – É... Nós mandamos bem.

- E se mandamos! – disse New, dando um tapinha nas costas de Kurt.

[ Pausa para o banheiro. Acredite, você vai precisar. 8D ]

- Ouviram isso? – perguntou Vicky. – Kurt? Kurt! Merda, cadê o Kurt? Ouviram essa explosão? – Vicky estava à beira de ter um ataque de nervos.

- Ouvi. – disse Sam, sério. – Vamos voltar. Se lutarmos juntos, podemos vencer... Eu acho.

- Nossa, você é tão otimista. – zombou Amy.

Eles deram meia volta e correram para socorrer Kurt e New. Mas quando chegaram em certo ponto da caverna, o chão estava coberto de plantas que não estavam ali antes. O grupo nem deu atenção a elas, prosseguindo com a corrida.

- Caramba... Alguém tá sentindo os pés pesados? – perguntou Bill. Realmente, cada passo que eles davam, o seguinte ficava mais difícil. Logo eles nem conseguiam mais mover os pés.

- AHHH! – Vicky deu um gritinho de adolescente. Quando viu que tinha assustado o restante do grupo, ela se virou pra eles com uma expressão angustiada. – Tô sentindo alguma coisa subindo pela minha perna!

Logo eles perceberam, em choque, que as plantas tinham uma espécie de corpo, com braços, pernas e cabeça; havia folhas sobre suas cabeças, e essas folhas soltavam uma substância que grudava em seus sapatos, impedindo o movimento. Agora essas plantas subiam pelos seus corpos para asfixiá-los.

- Ah merda, já ouvi falar disso. São Simbattas, as plantas asfixiadoras. – disse Amy.

- Lee-chan! Uma magia de fogo até que cairia bem agora. – disse Sam, tentando se livrar das plantas.

- Não! O fogo se espalharia e nos queimaria, seu idiota! – Amy rebateu, chutando um dos monstros.

- Já chega! Eu não cheguei até aqui pra virar comida de planta! – Katy ficou furiosa e, demonstrando incrível força, conseguiu soltar os pés do chão. Ela saiu distribuindo uma incrível série de socos e chutes nas Simbattas, nocauteando-as na mesma hora. Katy ajudou seus amigos a se soltarem – simplesmente tirando os sapatos – e juntos eles acabaram com o resto delas.

- Você nos salvou, Katy! – Vicky a abraçou forte. – Mas os meus sapatos ficaram arruinados. – disse a Cat, num tom de voz tristonho.

- Nós estamos cobertos de lama, cuspe e coisas nojentas, e você só se preocupa com os sapatos? – perguntou Amy.

- Mas esses sapatos são especiais... – choramingou ela.

Ashlee suspirou, aliviada. Então ela percebeu algo no chão. – Pessoal, olhem só! – Ashlee se abaixou e pegou algo no chão. – Um robô de brinquedo.

- É, deve ser um dos brinquedos daquele Poppuri. – disse Bill, colocando uma mão sobre o ombro da sheep.

- Ei, fui eu quem fez todo o trabalho! – reclamou Katy.

De repente, um som de passos foi ouvido e o grupo ficou em estado de alerta. Mas eram New e Kurt, que voltavam correndo.

- Ei, pessoal! Achamos o martelinho! – disse New todo alegre, erguendo o martelinho no ar.

- Isso ai. Demos uma boa lição naquelas Larvas. – disse Kurt, pouco antes de receber um abraço de urso de Vicky.

- Beleza! Agora só falta o urso de pelúcia e o diário. – disse Sam.

- Melhor irmos procurar antes que nos ataquem de novo. – disse Amy.

Eles só tiveram tempo de andar mais alguns passos, quando começaram a ouvir um bater de asas.

- Ótimo. Mais monstros querendo apanhar. – disse Bill, já estalando as juntas dos dedos.

- AHHH! – Vicky deu outro gritinho de adolescente, assustando a todos. – Alguma coisa me mordeu!

Quando olharam melhor pra ela, descobriram que na verdade esse ‘alguém’ era um morcego. E, pelo jeito, um morcego-vampiro.

Kurt ia ajudá-la, mas nesse momento, três outros morcegos sobrevoaram sua cabeça, atordoando-o. E não era só com ele. Um bando enorme de Turvys e Moss Moths – morcegos e borboletas – pairava sobre o grupo e começou a atacar.

Katy e Bill tentavam combatê-los com socos e chutes, mas era inútil, pois logo os monstros levantavam vôo. Na verdade, ninguém conseguia pôr as mãos neles.

Por sorte, Ashlee se lembrou de um feitiço que viu num livro da biblioteca de Paradise, o feitiço do escudo-invertido. Ao invés de manter os inimigos fora, ele os mantinha dentro. Assim, os morcegos-vampiros e as borboletas-assassinas não podiam fugir.

- Valeu, Ash! – Bill agradeceu, usando toda a sua força sem dificuldades.

Agora que a luta estava equilibrada, eles estavam vencendo. – Droga, se eu tivesse algumas agulhas... – Amy pensou, pois as pedras que ela atirava não faziam efeito nos Turvys. De repente, ela avistou um deles com um urso de pelúcia na boca. Com um tiro certeiro, ela acertou a garganta do Turvy, que derrubou o urso. Ela correu para pegá-lo, com um sorriso vitorioso no rosto.

- Fácil como roubar doce de criança. – disse ela.

O Turvy que carregava o urso começou a emitir um ruído estranho, quase como um choro, chamando a atenção dos outros monstros. O tumulto em torno do morcego chorão fez o escudo-invertido de Ashlee falhar. Com a área livre, todos saíram voando na mesma direção, sumindo em uma curva.

Porém, o sossego não durou muito. Passos largos e pesados faziam eco na caverna. E então o dono dos passos apareceu: um urso enorme e preto.

- Oh droga, os morcegos devem ter atraído ele pra cá. – Bill praguejou.

- Que droga! Será que qualquer coisa atrai monstros mais fortes? – Vicky praguejou junto.

O Koom rugiu de uma forma que reverberou por toda a caverna, fazendo até o chão tremer.

- Aposto que podemos derrubá-lo! Certo Kurt? – New perguntou, meio incerto.

O Dragon não respondeu. Ele estava exausto! Ele e Ashlee estavam no limite de suas forças mágicas. Vicky tinha uma grande marca de caninos no pescoço, que não parava de sangrar. Amy estava sem agulhas. E as pernas de Katy ficaram machucadas depois da luta contra os Simbattas. Kurt não acreditava que eles tinham alguma chance contra aquela máquina de matar.

- O que vocês estão fazendo aí, parados? CORRAM! – gritou Sam.

Nem precisou dizer duas vezes. O grupo correu na direção oposta ao Koom, que os seguiu furioso. Ashlee tentou fazer um escudo com suas últimas forças, mas o urso simplesmente despedaçou a barreira.

Foi ai que Amy tropeçou e caiu. Seu sapato já não era feito para corridas e ele ainda estava todo grudento. Quando Amy olhou para cima, a única coisa que viu foi a boca arreganhada do Koom e suas garras enormes. Ah, pronto! Morri. Ela pensou, fechando os olhos com força.

- Amy! – Sam gritou dando meia volta, correndo para salvá-la.

Notas finais
Orra, dava até pra ser dividido em dois.
Não me matem! ><