Tot: The Four Winds Alchemist
18 17. Trapaça e Vingança
Notas iniciais
Boa leitura.
Parecia que a magia que estava sobre lugar havia desaparecido. O ar ficou incrivelmente mais leve. A praia em que eles estavam simplesmente desapareceu e se transformou em mais um túnel da caverna.
- Eu sabia que aquela pedrinha ia ser útil! – disse New, fazendo sinal de vitória.
- New! Você conseguiu! – Victoria o esmagou num forte abraço, e deu um beijo em sua bochecha.
- Yeah! Detonamos aquele desgraçado! – gritou Katy, pulando de animação.
Ashlee correu até Sam. – Sensei... Seu bobo... – Ela ia começar a chorar. O ferimento dele era realmente grave. Havia queimaduras que se estendiam pelas costas, e ele sangrava bastante. Ashlee respirou fundo e usou suas últimas energias para curar o ferimento dele. Quando ela terminou, quase todas as queimaduras foram curadas, mas as feridas continuavam abertas.
- Sensei... – Ashlee sentiu lágrimas rolando pelo rosto, e estava frustrada por não ter energia o bastante para curá-lo.
Bill pôs a mão no ombro dela. – Não chore. Ele vai ficar bem. Você já fez o bastante por ele. – disse Bill, o que fez Ashlee sorrir e enxugar as lágrimas.
Amy acordou lentamente; ainda de olhos fechados, ela ouvia Vicky chamando. – Ei, Amy! Acorda! – Irritada por não ter acordado ainda, Vicky chegou bem perto do rosto de Amy e gritou. – ACORDA!
Amy se levantou assustada. Ela só não gritou porque tinha algo cobrindo seus lábios. Era algo macio e quente. Demorou uns segundos para ela perceber que essa coisa macia eram os lábios de Victoria. – AHHHH! – Amy se afastou, gritando e levando a mão à boca. – MAS O QUE FOI ISSO?!
Victoria olhava para ela como se fosse louca, como se nada tivesse acontecido.
- Um selinho, ué. Finalmente você acordou! Você é o que agora? A bela adormecida, que só acorda com um beijo? – disse ela, rindo. – A gente ta arrumando o acampamento, vem ajudar. – então ela se levantou e saiu.
Amy ficou tão irritada e constrangida que deu um tapão na cabeça de New quando passou por ele.
Eles tiveram uma refeição rápida com a comida que compraram em Blooming Cora. Sam ainda não tinha acordado. Já estava tarde, então todos foram dormir.
Eu odeio magia. Foi o que Sam pensou quando acordou. Ele tinha dormido de bruços, e sentiu que estava com bandagens em seus ferimentos. Ele se virou e ficou de barriga para cima. Não deveríamos ter dormido aqui... E o Mestre Mong? Ele se sentou com dificuldade, botou seus óculos e olhou em volta.
Todo mundo parece bem... Bill provavelmente ficou de guarda a noite inteira, mas acabou dormindo sentado. Lee-chan dormiu perto dele. Ou será que ele foi ficar de guarda perto dela? Kurt e Victoria dormiram juntos... Sam olhou para o seu lado. Amy estava dormindo fora de seu saco de dormir, usando sua bolsa como travesseiro, bem ao lado dele. Essa chata esqueceu de tirar os óculos antes de dormir. Ele tirou os óculos dela gentilmente. Ao fazer isso, ele notou que ela estava segurando um pacote de bandagens e ataduras em uma das mãos. É... Talvez ela não seja tão chata assim. Ele sorriu e continuou observando o acampamento. Katy dormiu toda descoberta... Ali está um Thiefmon roubando nossas coisas... New dormiu abraçado com sua caixa de ferramentas. Que estranho! ...
- PERAÍ! Tem um Thiefmon roubando as nossas coisas?! – Sam gritou.
O Thiefmon gritou, largou a mochila que estava roubando e correu carregando somente a faca mágica. Sam se levantou para correr atrás dele, mas recebeu um tremendo golpe da bolsa de Amy.
- NUNCA MAIS ME ACORDE ASSIM, SEU DÉBIL MENTAL! – Ela gritou.
A essa altura, todos já tinham acordado sobressaltados. O Thiefmon estava quase fugindo, quando New o acertou com um tiro de estilingue.
- Uma vez ladrão, sempre ladrão. – disse Victoria, olhando feio para o Thiefmon cercado e assustado.
- Ladrão não, minha bela Cat. – O Thiefmon agora usava sua última arma: a lábia.
- Nem vem! Já ouvimos essa história antes. – disse Bill. – Nós já destruímos o Mestre Mong. Vocês já têm sua caverna de volta. Por que continua roubando?
O Thiefmon olhou para ele, surpreso. – Nossa caverna? Hehehe. Até parece que algum Thiefmon iria morar aqui. Não há ninguém aqui para comprar os produtos que vendemos...
- Produtos roubados. – disse Sam (com um galo enorme na cabeça).
- Hehehe... Roubados não, meu nobre Raccoon. – disse o Thiefmon. – Nós preferimos chamar de comércio de alto risco.
- Capitalismo selvagem, literalmente. – disse Kurt.
- Mas espera ai. Se não mora nenhum Thiefmon aqui... – começou Katy.
- Então os Thiefmons nos enganaram?! – Amy concluiu, irritada (de novo).
O Thiefmon percebeu que estava prestes a levar uma surra, e resolveu abrir o jogo. – Meu nome é Monkey T... Eu e os outros Thiefmons viemos escondidos nos navios que traziam os participantes do jogo. Nossa maior habilidade é o comércio...
- E o roubo. – disseram todos.
- E o roubo, pois é. Nós só queríamos chegar em um lugar bom para os negócios, como Paradise ou Megalópolis. Mas quando chegamos aqui, o Mestre Mong atacou... E matou o meu pai! – Monkey T começou a chorar, mas o grupo agora sabia que não deviam acreditar em tudo o que um Thiefmon diz. – Eu vim aqui para vingar o meu pai... Mas não tive coragem. Tudo o que consegui foi roubar a faca dele enquanto dormia.
- Ta, mas isso não muda o fato de que fomos enganados. – disse Katy, com muita vontade de usar Monkey T como saco de pancadas.
- Bem... O meu irmão, Monkey C, ficou como responsável pelo grupo quando vim para a caverna ontem à noite. Ele deve ter mandado vocês aqui... Para nossa vingança! – Monkey T falou com tanta convicção, que acabou convencendo o grupo.
- Ta bom, não adianta ficar discutindo isso. Vamos sair dessa caverna deprimente. – disse Sam.
- É, antes que apareçam mais Addax... – disse Ashlee.
- Hehehe... Eu posso guiar vocês até a saída. Por uma quantia de... – Monkey T congelou ao ver Bill estalando as juntas dos dedos. – De zero galders! Sigam-me, por favor!
Notas finais
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