Toská -Angústia

31 Paciência, Buck


Notas iniciais
Oláááá, meus caramelinhos, tudo bem com vocês? ^^ Chegaram bem em 2018? Comeram bastante? Se divertiram? Espero que sim ^^ Do lado de cá eu só queria dizer: Sejam muito bem-vindos ao melhor ano da vida de vocês ♥ E pra começar com o pé direito... BoA leitura ^^

Do andar de baixo ele ouvia barulhos contidos, como se a pessoa fizesse esforço para não acordá-lo, e antes mesmo de abrir os olhos, Steve sentiu uma pontada na cabeça, fazendo-o forçar as pálpebras antes de abri-las de vez. Vagarosamente, ele se moveu na cama, sentando-se e apoiando a cabeça nas mãos, apertando as têmporas. Ele não era acostumado a beber, o que raios tinha na cabeça quando entornou toda aquela vodka pura? O Rogers suspirou e pousou os pés no chão, se levantando com calma. Esperou até que o cérebro se acostumasse à nova posição para poder começar a caminhar.

As escadas foram um desafio à parte, o que roubou dele um minuto ou mais, mas quando finalmente atingiu o térreo, não teve problemas para chegar à cozinha, onde o Barnes mexia em algumas panelas. Pela visão periférica, Bucky percebera que Steve havia acordado, mas ele decidiu esperar que o loiro tomasse a iniciativa de iniciar um assunto, o que não demorou muito.

— Obrigado por me deixar dormir aqui.

— Disponha. – Ele disse, ainda prestando atenção em suas panquecas.

— Eu só queria dizer que eu não tinha intenção de ferir os seus sentimentos em momento algum. – Bucky riu soprado com aquela.

Ele tinha razão em rir, Steve pensou, o que achava que estava fazendo? Depois de tudo o que aprontara e das coisas que dissera, o que mais poderia esperar? O loiro suspirou e andou mais um passo em direção ao amigo.

— Eu falo sério, Buck.

— Eu sei que fala, Stevie, não fique pensando em besteiras a essa hora da manhã.

— Não é besteira. — Suspirou cansado.

— Cara, ontem você bebeu metade daquela garrafa de vodka e ficou bem louco, não precisa se desculpar pelas coisas que me disse ou pelas coisas que fez, você tava bêbado, não estou te culpando. – Bucky o encarou.

— Eu me lembro das coisas que fiz e disse, Buck. – O Barnes arregalou um pouco os olhos à medida que Steve se aproximava. – Eu estava confuso, um tanto quanto irritado e um pouco bêbado, mas eu me lembro de tudo e eu realmente quis dizer algumas daquelas coisas. E eu queria dizer mais algumas agora, antes que eu perca toda a minha coragem, você pode, por favor, me ouvir?

Bucky riu soprado novamente, mais em sinal de derrota do que qualquer outra coisa. Desligou o fogo e tirou suas panquecas da chapa, voltando sua atenção ao loiro. Recostou-se no fogão e cruzou os braços.

— Estou sempre disposto a ouvi-lo, não estou?

— Eu estou realmente confuso, Buck. Pra mim, você é a pessoa mais importante do mundo e eu realmente não sei o que fazer quando você não tá por perto. Eu também não sei o que fazer quando você tá assim tão machucado e não me diz como posso ajudar. Eu não quero te perder e não vou permitir que me exclua da sua vida, nem que eu tenha que te perseguir até o outro lado do globo terrestre pra isso. E se me perguntar o que eu sinto pela Peggy, então eu terei que ser sincero, mesmo que isso te magoe. Eu gosto dela, Buck, ela é especial para mim, mas eu queria te dizer que nada se compara a você. Ninguém é mais especial que você. Isso não é e nunca foi uma competição pra mim. Ninguém é mais importante que você.

— Tá. – Bucky suspirou derrotado, se esforçando para não quebrar na frente dele. – E como vai concluir esse discurso bonito agora? “Sinto muito, nós só podemos ser amigos” e “eu vou tentar com Peggy”? Você sabe que eu nunca te pediria pra ficar comigo e que nunca te exigi nada disso, certo? – Steve abriu a boca para responder, mas Bucky impediu. – Você estava certo, Stevie, quando disse que eu não pensei em seus sentimentos naquele dia em que joguei sobre você o peso dos meus. Eu realmente não pensei em nada, eu não pensei em ninguém, eu só estava desesperado. E com raiva. Com muita raiva. Porque você queria me apresentar a alguém que estaria numa posição que eu desejava. Foi egoísmo meu, eu reconheço. E por isso eu gostaria que me perdoasse. Eu não queria dizer aquilo daquela forma, eu queria ter tido uma oportunidade melhor, com menos pressão.

— Acredito que se não tivesse me dito naquele dia, você jamais me diria, porque é exatamente esse o tipo de pessoa que você é. Você sempre me pôs em primeiro lugar, mesmo quando você sabia que deveria se preocupar consigo antes. – Steve suspirou e caminhou até parar em frente ao moreno. Apoiou uma das mãos no ombro do mesmo e o apertou de leve, sorrindo. – Eu tive um tempo extra pra pensar durante a noite e eu percebi que minhas atitudes com você têm sido piores. Eu realmente não fazia ideia do quanto vinha sofrendo por todo esse tempo, e se você não puder me perdoar por tudo o que eu te causei, então eu desisto de viver.

— Não diga uma besteira dessas, seu delinquente imprestável. – Bucky riu soprado. – Eu não livrei essa sua bunda branca de tanta merda pra você se jogar de um prédio na primeira oportunidade.

— Eu não vou te pedir para que continue a ser meu amigo e me assista começar uma história com Peggy ou com qualquer outra pessoa. – Steve encarava-o seriamente. – Não foi isso o que vim te pedir ontem e não é isso que quero fazer agora.

— E o que você quer de mim agora, Stevie?

— Paciência, Buck. É só isso o que te peço.

— Mais paciência, você quer dizer. – Ele arqueou uma sobrancelha.

— Também serve. – Steve riu soprado. – Eu quero poder pensar com cuidado em tudo, não porque eu não me importo com os seus sentimentos, mas porque não quero tomar uma decisão que vá machucá-lo mais tarde. Você pode me dar um pouco de tempo?

— Eu te disse que não te esperaria para sempre, não disse? – Ele arqueou uma sobrancelha, mas sorriu enviesado. – Eu prometo te dar algumas semanas, tudo bem? Só não me faça esperar demais, beleza?

— Algumas semanas serão suficientes. – Steve sorriu.

— E o que acontece agora?

— Agora eu quero uma dessas panquecas, porque estou faminto e elas estão com um cheiro delicioso.

— Panquecas a caminho. – Bucky sorriu.

Steve poderia estar fantasiando, mas aquela era a primeira vez que um de seus sorrisos transmitia integralmente o que o Barnes sentia, e aquilo aqueceu o seu coração de uma maneira gostosa naquela manhã. Ele percebera naquele instante que sentira mais falta desse sorriso do que gostaria mesmo de admitir.

Notas finais
Eu sei que o capítulo tá pequenininho, mas ele serve só de ponte para o que vem depois, e depois... Hmmm... Vamos dizer que é melhor que vocês se preparem para o que vem depois ;D Obrigada pela companhia e paciência ♥ Até breve e XoXo ;*