Torpedos Para Você
3 Capítulo 3 Primeiro treino do ano *_*
Notas iniciais
Muitos acontecimentos, Espero que gostem.
As aulas do dia passaram rápido demais, eu não queria ter de falar com ninguém. Sai da sala se falar ou me despedi, mesmo sabendo que Arthu iria para o ginásio não esperei por ele. Estava indo para o ponto de ônibus quando meu celular vibrou no bolso da calça. Era uma mensagem do “Misterioso”.
“Acabei de chegar da escola, como você está?”
Li e respondi, não queria que ele pensasse que eu era um pão duro. O garoto fala e eu nunca respondia. Então lá vai.
“Oi, estou esperando o ônibus para ir pra casa.”
Enviei e guardei o celular, ele respondeu bem rápido.
“A caminho da escola tive uma pequena briga, era uma menina ranzinza.”
Eu ri da mensagem e respondi .
“Hoje é o primeiro dia de aula, e parece que todo mundo que briga. Eu também tive uma briga na rua, na sala. Aff foi um saco, sai antes de dar uns tapas em alguém.”
Meu celular vibrou, era ma ligação de Arlete. Tinha que ser, para interromper o papo.
_Ane! Demetria já ligou 4 vezes, disse estar impaciente para o primeiro treino. Vocês terão um torneio. — Achei uma falta de profissionalismo da parte dela. Poxa me atormenta ate por telefone.
_Demetria deve esta com tudo, estou ate sentindo as dores. Mais ate que estou precisando. — Eu estava vendo que o ônibus ia demorar.
_Onde você está? – Arlete seria uma boa opção de carona.
_Esperando o ônibus, vem me buscar.
_Ok, irei em casa pegar sua bolsa e vou para ai.
_Esta bem, beijos.
Desligamos e fiquei pensando na vida, em como me vingar daquele garoto prepotente. Pensei em colocar alguns ovos em sua mochila, mais era muito nojento e infantil. Ela chegou em 30 minutos, Entrei no carro e fui para o banco de trás. Iria me trocando no caminho.
_Precisamos conversa. – Arlete falou, estranho vindo dela.
_Fala então.
_O “Misterioso” ligou para mim, e queria saber algumas coisas de você. – Arlete falava parando o carro em frente ao ginásio. Desci do carro e Arlete veio atrás de mim.
_O que se sucedeu? – Falei debochada.
_Coisa boba, tipo. Ele queria saber seu nome? Do que você gosta de fazer nas horas livres? Quantos anos você tinha? Mais alguma coisas que não lembro agora. – Estava indo para o vestiário feminino.
_Mais o que você falou? — Eu fechei o armário que coloca minhas coisas.
_Bom, ele me pareceu muito interessado. Acabei falando, mais não disse seu nome. Dei os outros dados. – Ela falava como se aquilo não fosse grande coisa. Arlete era tão alto independente, como deixou um garoto controla- La.
_Nossa, fico muito mais tranqüila. – Falei com muito sarcasmo. _Devia ter dado meu CPF e RG. – Não acreditava.
_A culpa é sua, ele é encantador. E ficou falando coisas lindas, ate que eu falei e desligamos. Acho que ele me hipnotizou.
_Vaza, agora vou treinar. – Estava com raiva, e descarregar um pouco era bom.
_Não fala assim comigo, sou sua irmã mais velha. – Arlete ia falando comigo ate a quadra.
_Então se comporta como tal, agora vai para casa. Depois vou marca a hora do seu intero. – Entrei na quadra, Arlete ainda tento falar algo, mais eu não dei trela.
Passei muito tempo em quadra, acertei todas as bolas a mim direcionadas. E dei ótimos saques, depois de horas sacando, eu tinha que repor as energias. Só que minha raiva ainda não tinha cessado.
_Ane! Vem comer, você esta ha horas ai. Descansa um pouco. – Arthu falava. Mais eu nem lhe deva ouvidos, me preparei para dar uma sacada. Quando a raquete escapuliu de minha mão e foi para justo entre as pernas de Arthu.
Foi uma grande correria, minha treinadora e algumas pessoas que lanchavam, vieram o socorrer. Eu estava lá lógico, morrendo de preocupação.
_Arthu fala comigo, não dormi. – Eu dava pequenos e leves tapas na cara dele.
_Mamãe é você? – O caso era mais grave que eu pensava. Ele estava delirando, eu ai com ele ao médico do ginásio. Ele ficava sempre de plantão, em caso de precisarem.
_Não tire o saco do saco. Quer dizer, não tire o saco de gelo daí. Vou pegar um analgésico. – Ele saiu da sala e deixou Arthu e eu. Ele se retorcia de dor, eu estava me sentindo à pior pessoa do mundo.
_Arthu me desculpa, eu estava descarregando toda a minha raiva no treino, já para evitar isso. Eu não queria machucar ninguém. – Eu estava perdida em lágrimas, e com grande remoço.
_Para, você não teve culpa, aquele nem era lugar para eu ficar. _Só me deixa sozinho. _ Ele pediu quase que suplicando.
_Mais por que? Você não já me desculpou? – Estava sem entender, por que ele queria ficar sozinho.
_Eu não tenho nada do que te desculpa, esta tudo bem mesmo. Mais sabe como e constrangedor uma menina te ver nesse estado?- Por um lado eu entendia, mais não deixava de achar aquilo uma idiotice.
_Vou te levar para casa, é o mínimo que eu posso fazer. _ Ele balançou a cabeça negativamente.
_Por favor, me deixa sozinho.
_Serio, vai ficar bem sem mim? – Eu estava morrendo de remoço.
_Vou sim, agora vai. – Lhe dei um beijo e sai do mini consultório. Fui ao vestiário para ir embora.
_Não vai ficar para levar Arthu? — Demetria falou, aparecendo na porta.
_Não senhora! Ele pediu para ficar só, dramático. – Peguei minhas bolsas e sai. _Ate amanha. – Falei sem sabe o que me esperava.
Caminhava pela rua, ia pegar um ônibus para poder chegar em casa, estava muito cansada. Tão cansada que nem notei quando Chaz e Karolayne vinham em minha direção.
_Oi Ane! – Kaka falou me dando um super abraço. _Quero te apresentar uma pessoa, este é meu namorado Chaz, Chaz esta é minha amiga Anevilla.
_Prazer Anevilla. – Chaz estendeu a mão para mim.
_Prazer. – Eu falei forçando um sorriso.
_Já ouvi muito falar de você. – Ele disse sorrindo.
_Serio! – Falei um pouco surpresa.
_Cantorzinho lembra? – Ele falou debochado.
_Bom! Já esta na minha hora, tenho que ir. Foi um prazer lhe conhecer, Kaka vai em casa depois. Precisamos conversa. – Ela assentiu com a cabeça. Andava apresada, olhava de vez em quando para traz. Meu celular vibrou, era uma mensagem de mamãe.
“Estou na casa de Arlete, precisamos conversa.”
Como assim na casa de Arlete, elas 2 no mesmo ambiente isso não é bom sinal. E o que mamãe fazia aqui? Eu ate domingo estava na casa dela. Estava no ponto de ônibus, quando ele chegou e embarquei. Sentei do lado de uma senhora bem simpática. Ela sorria sempre para mim, passei ate a mão no rosto por que podia esta suja. Mais não era isso, o ônibus chegou e eu desci. Ele parou na esquina, então teria de andar um pouco ainda, meu celular vibrou e eu peguei o mesmo.
”Quebrei nossa primeira regra, sua irmã é muito simpática. :)”
Respondi a sua mensagem rapidamente, pois estava em frente ao prédio. Não havia carro de policia nem corpo de bombeiros, então ainda estava tudo bem.
“Pensei que você fosse perfeito, mais já vi que não é bom com regras.”
Enviei e entrei no prédio, falei com o porteiro que estava na portaria. Muitas pessoas devem fala. Não ele estava na cozinha. Mais é que ele sempre fica de fuxico com a vizinha do apartamento 2. Pareciam comadres, agora era ela que ia para lá. Conversa sobre os assuntos do dia e falar da má administração do sindico. Má administração para ela, por que o sindico havia proibido o porteiro de sair de seu posto e havia estalado câmeras no prédio.
“Você esta certa, não sou bom com regras. Mais gostei de não ser, ainda não sei quem é você . Mais com os dados que tenho, é questão de tempo.”
Ri incrédula ao ler a mensagem, e se ele descobri- se antes de mim?
” Tenho que ir, minha mãe esta com minha irmã. Elas juntas no mesmo ambiente e perigo constante”
Enfiei o celular no bolso da calça e entrei no elevador, O que levaria minha mãe a vir na casa de Arlete? Será que ela veio pedir minha guarda? Não, se fosse isso Arlete já a tinha jogado da sacada do apartamento.
_Oi! Tem alguém em casa? – Estava um silencio absoluto, era pouco provável que ali tivesse vida.
_Aqui na cozinha, querida. – Mamãe estava viva, aonde se encontraria Arlete? Deixei minhas bolsas em cima do sofá e caminhei em direção da voz. Como eu havia previsto, Arlete estava no quarto. Mais logo se juntou a mim.
_Mãe o que houve? – Estava a abraçando, ela sorriu para mim e puxou uma cadeira para sentar.
_Seu pai apareceu, ele esta em Los Angeles. – Arlete olhou para minha mãe, no momento que olhei para Arlete.
_Conta a história direito senhora Artryde. – Aquele era o nome dela, olhei sem entende o que se passava ali.
_Filha! Seu pai está morto. Ele teve um problema enquanto fazia uma trilha na Guatemala. – Minha mãe estava sorrindo e Arlete ficando cada vez mais tensa.
_Idai! O que vocês querem que eu faça? Não vou chorar debruçada em cima de um caixão que eu nem conheço, ele nunca se importou com meus sentimentos. – Falei saindo da cozinha e deixando as 2 paradas.
_Ane! Teremos que ir ao enterro, vocês 2 são as únicas filhas dele. – Eu estava voltando, precisa desabafar.
_Não contem comigo, uma só tenho o sangue dele. Nunca pude da um abraço nele ou ter um beijo de boa noite. Agora vou ter que fazer papel de boa filha. – Falava com todo o sarcasmo dentro de mim.
_Filha, temos que fazer nossa parti. – Minha mãe estava vindo me dar um abraço.
_Mãe é serio, eu não vou. Espero que ele descanse em paz, mais é só. – Dei meia volta e fui para meu quarto.
_Ane! – Minha mãe me chamava.
_Deixa ela, há mais uma coisa. Faço minhas as palavras dela. Não pisaremos no velório, e por falar em pisar, quando vai embora? – Arlete perguntou.
_Amanha mesmo, não pretendo ficar muito aqui. O ar daqui não é agradável. – Mamãe usou a ironia, isso era marca registrada da família.
_Não faço questão, se quiser pode ir hoje mesmo. Eu pago a passagem. Arlete falava indo para seu quarto.
_Como você é generosa. – Minha mãe retrucou arrumando os lençóis na cama sofá.
_Vivem dizendo isso, agora vê se dormi e não enche. Tenho trabalho amanha. Arlete fechava a porta do quarto
Estava tomando banho para deitar, queria muito um tempo de paz e sossego, liguei o chuveiro e deixei a água ficar morna. Passei o sabonete e logo em seguida tirei o mesmo. Enrolei- me na toalha e sai para o quarto, minha mãe batia na porta.
_Filha vou dormi na sala, se quiser conversa estarei lá. – Ela mandou um beijo de boa noite e saiu.
Recebi uma mensagem do “Misterioso”, fiquei tão feliz. Não achei que era pra tanto, mais senti como se em meu estomago milhares de borboletas voassem.
“Nossa! Por que isso? Você fala como se elas fossem inimigas mortais.”
Ri e respondi ao comentário.
“Mais o pior é que elas são, e acho que nunca vão se entender.”
Enviei e coloquei o celular em cima da cama, me vesti para dormi e depois fui à sala. Minha mãe dormia na cama sofá. Ela se mexia quando dava, se Arlete me deixa- se leva- La para o meu quarto, eu deixaria ela dormi em minha cama. Mais minha irmã me esganaria depois que ela saísse. Dei um beijo em sua testa e sai, entrei no meu quarto e fechei a porta. Havia uma mensagem dele, fui logo tratando de ver.
“Sinto muito por você, sei como é viver em meio a uma briga.”
Senti como se aquela mensagem fosse o resultado uma lembrança dolorosa. Respondi- lhe sem demora.
“Acho que fiz você ficar triste, desculpa, amanha querem que eu vá a um enterro. Dizem que meu pai morreu, minha mãe está aqui para me levar. Não sei o que fazer, Odeio ele.”
Estava deitada na cama, esperando a resposta dele. Quando o celular vibra com uma mensagem dele.
“Deixa pra lá, mais como assim dizem se seu pai? Que confusão.”
Nem sabia como lhe responder, então resolvi encerra aquela conversa.
“Não sei explicar, tenho que dormi. Boa noite e dormi bem.”
Havia sido o mais sensato a se fazer naquela hora, coloquei o celular na escrivaninha e deitei. Meu celular vibrou com uma mensagem dele, me virei e li.
“Vou dormi super bem, por que vou pensar em você. Espero que corra tudo bem, boa noite minha pequena estrela.”
Sorri involuntariamente ao ler a mensagem, talvez eu dormisse muito melhor agora. Mesmo sabendo que amanha teria uma batalha pela frente. No dia seguinte me acordei com Arlete batendo na porta, meu celular ainda nem havia despertado. O desliguei mesmo assim, e fui para o banheiro. Fiz minha higiene e fui para o quarto, vesti- me para ir à escola, nem pensar iria a intero.
_Cadê a senhora minha mãe? – Falei meio irônica.
_Foi embora bem cedo, nem vergonha de dobra os lençóis ela teve. Tai uma bagunça para mim depois. – Ela falou empurrando com um copo de suco de laranja um pedaço de torrada que tinha na boca.
_Eu arrumo depois, quando chegar do treino. – Sentei ha mesa e tomei um pouco e suco com um pedaço de bolo. Terminei e fui para o banheiro, escovei os dentes e peguei minhas coisas em cima da cama. Arlete estava na sala me chamando, pensei em deixar meu celular em casa, mais tive uma surpresa.
“Bom dia minha estrela. :)“
Eu sorri involuntariamente ao ler a mensagem, nesses últimos dias era assim que eu ficava. Arlete deu um grito e desceu. Era minha hora de sair, peguei o molho de chaves e me direcionei a porta. Estava com o celular nas mãos.
_Então vamos? – Estava entrando no carro dela, Arlete ligou o som e claro, Paramore mais uma vez.
_Então! Como ela estava? – Eu tentei puxar assunto. Mais Arlete estava em meio à música Decore, um transi total a dominava. _Arlete a rua? – Arlete freio bruscamente e desligou o som, ela esta com os olhos molhados.
_Ane! Vou te deixar aqui. — Ela falava com a voz embargada. _Vai se não chegara atrasada. – Arlete apoio a mão no queixo e ficou olhando para a rua. Desci sem mais perguntas.
Ela devia estar daquele jeito por causa do pai dela, ela tinha vivido algum tempo com ele. Como eu havia sido tão egoísta, nem pensei como podia esta sendo difícil para ela. O colégio estava perto, eu podia andar por horas e não me cansaria. Estava tão entretida em meus pensamentos.
_Ane! – Estava sentada em minha cadeira, nem sei como cheguei lá, mais vai ver que depois de 10 longos anos. Estudando na mesma escola, eu decorei o caminho. Kaka passava a mão em frente ao meu rosto, como para que me tirar de transe.
_Oi Kaka, o que temos para hoje? – Falei forçando um sorriso, como era difícil tentar mentir para ela.
_Não sei ao certo, você esta bem? Pareci abatida. – Apesar de Karolayne me conhecer bem, eu ainda conseguia me camuflar.
_Claro, só tive uma noite ruim. – Ela foi para a carteira dela, junto com Chaz que havia passado pela gente. A professora entrou na sala, e quase todos estavam na classe.
_Então! Estão animados para mais um ano? – A matéria dela era de Português, Achava uma grande perda de tempo essa matéria. Mais em compensação, adorava Literatura.
_Sim professora. – Um único menino respondeu, devia ser o nerd da sala. Ela sorriu sem jeito e escreveu o nome da matéria. Tentava acompanhar, mais a caneta não ficava em minha mão. Justin ao percebe que algo estava errado, pegou em minha mão.
_Você esta bem? Esta pálida. — Justin esfregava sua mão na minha, ele queria estabilizar a temperatura.
_Sim, só dormi mal ontem. – Falei puxando minha mão, mais ele não largava a mesma.
_Professora! Eu poderia sair um pouco? – Ele estava em pé.
_Claro Bieber, mais por favor não demore. – A professora voltou a escrever no quadro. Justin pegou minha mão e me levou ate o refeitório.
_Pelo visto não sou só eu que te chamo de Bieber. — Falei rindo, querendo mudar a tensão que estava.
_Realmente, mais o caso aqui é! Por que você esta assim? – Ele se sentou em uma cadeira perto de mim.
_Eu não quero falar, quer dizer. Agradeço por você ter me tirado da sala, mais isso não te da o direito de se meter na minha vida. – Eu falava de cabeça baixa, não queria que ele pensasse que eu era uma ingrata. Mais desabafar com ele já era demais.
_Você que sabe, vou compra uma água para você. – Ele saiu e eu fiquei pressa em pensamentos. Por que raios ele estava sendo tão legal comigo? E por que eu ligava para o que ele deixava de fazer ou não? Como estaria Arlete? Será que eu fiz bem em não ir? Ele estava vindo com a água na mão.
_Bieber, eu acho melhor você voltar para a sala. – Falei com a cabeça baixa.
_Mais você já se senti bem? – Ele estava preocupado com meu estado, como assim?
_Sim não se preocupe, vou daqui a pouco. – Falei pegando a água de sua mão.
_Então tudo bem, já vou. – Ele foi para a sala, fui ha uma torneira e lavei meu rosto. Com uma pequena toalha sequei o mesmo e sai para a sala.
Notas finais
Será que ela pode se sentir triste por ele?
Gente espero que gostem, bjs estralados e amo muito vocês.
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