Torpedos Para Você

21 Capítulo 21 Promessas


_Quero outro favor seu, chama a Anevilla para mim. Preciso falar com ela, ter uma conversa de mulher para mulher. – Ela falou rindo e depois tossindo.

_Tudo bem, mais você precisa descansar. Amanhã ela vem aqui, agora dormi um pouco. – Falei a deitando na cama.

_Justin! Por favor, eu não sei quanto tempo ainda tenho. – Quando ela falou aquelas palavras, senti um nó na garganta. Meus olhos estavam começando a ficar cobertos por uma leve camada de água, não conseguia mais olha- La nos olhos, muito menos falar qualquer coisa. _Eu preciso falar com ela, faz isso por mim?

_Você não vai morrer, você é jovem e tem a vida toda pela frente. – Ela me olhou com aqueles pequenos e estreitos olhos castanhos.

_Não vamos brigar, eu não posso ficar nervosa Justin. – Ela tocou em meu braço, e fez carinha de dar dó em qualquer ser humano.

_Tudo bem, vou chamar ela. Mais promete que vai ser rápida? – Ela balançou a cabeça, dei- lhe um selinho de amigo e sai.

Após fechar a porta, fiquei um tempo parado. Estava me culpando de não ter aprestado atenção nela, Caitlin era minha amiga, eu devia ter notado que algo estava errado. Mais estava tão ocupado com outros assuntos, como meu namoro falido, show e outras coisas que não tive tempo para uma das pessoas mais importantes. Cheguei na sala a onde estava todos reunidos, Anevilla não se encontrava. Achei muito estranho, mamãe veio me abraçar. Escorreram lágrimas sem eu fazer esforço, quando Ane entrou na sala fui ate ela. Seus braços tentavam me conforta.

_Ela quer falar com você! Não me pergunte sobre o que, eu não falo. – Sua boca se entortou.

_Estou com medo! – Beijei calmamente seus lábios rosados, enquanto caminhávamos para o quarto de Caitlin.

_Estarei sempre com você, te amo. – Nós beijamos e ela me abraçou. Abri a porta e ela entrou.

NO QUARTO COM CAITLIN:

Estava sentada na cadeira ao lado de sua cama, ela dormia, eu tinha então tempo para colocar minha cabeça em ordem. Tinha de viajar para o torneio, Justin com certeza me apoiaria, mais eu não conseguiria me concentra.

_Ane! – Ela me chamou com uma voz fraca, dava para se perceber que seu estado não era nada bom.

_Cat! Estou aqui. Que susto você nós deu em garota, você vai ficar bem ok. – Nem sei se eu estava querendo animar a ela, ou a mim.

_Não precisa menti, eu sei do meu verdadeiro estado. – Ela tossiu me assustando um pouco. _Ane! Eu queria te pedir uma coisa, eu quero que você cuide do Justin. Ele te ama, e eu não suportaria saber que o Justin teve outra decepção amorosa, me promete que vai faze lo feliz? – Eu sabia muito bem o que lhe responder.

_Sim! E você será a madrinha do nosso casamento. — Ela riu e deu mais tossidas.

_Cat! Chega de falar, eu vou lá para fora. Fica ai descansando tudo bem? — Caitlin concordou e sai. Como previ, Justin estava lá fora me esperando, sentado em uma cadeira com a cabeça baixa e com os dedos entrelaçados, sentei ao lado dele. Ficamos calados nos entreolhando, ele me abraçou apertado, e eu o correspondi. _Vai ficar tudo bem, ela e forte e não vai se deixar derrotar. – Ele me olhou com dor nos olhos.

_Eu devia ter falado com ela, devia ter percebido algo errado nela. – Eu não acreditava que ele tivesse se culpando, não era momento para isso.

_Como você ai saber disso, Justin ela precisa de seu apoio agora. – Eu dei um beijo em seu rosto e fomos para a sala de espera, havia muita gente lá, pude então ver o quanto Caitlin era querida por todos.

Eu sentei ao lado da mãe dele, ela abraçava Scott. Olhei a minha volta e estavam todos se consolando, como se ela tivesse morrido. Aquele cheiro de hospital estava me matando, tudo rodo e eu não sentia minhas pernas.

_Ane! Você esta bem? – Eu não conseguia responder a Pattie, o ar esta ficando limitado.

Senti quando mãos me tocaram, eu estava sendo carregada por alguém. E este mesmo não era o Justin, não podia ser ele. Fui colocada em uma cama, e acariciada agora por Justin, o local estava frio e desconfortável.

_Ane, amor! Estou aqui. – Ele beijou minha testa, consegui lentamente abrir os olhos. Aquele lugar enrolava meu estomago, me causava enjôos constantes, que se alimentos do cheiro forte de ambulatório.

_Justin! Eu preciso sair daqui. – Era mais que eminente que eu iria ter um ataque de vomito se não saísse daquele hospital. Justin me ajudou a levantar, apoiei- me em seu ombro e saímos. Precisava mos nos despedir dos presentes na sala de espera. E dizer também que estava tudo bem, depois disso saímos. O cheiro havia ficado para trás, e com ele o enjôo. Sentia- me nova, e como se eu estivesse grávida, era loucura deixar aquilo invadir meus pensamentos.

_Vou pegar o carro e a gente vai! – Ele só se separou depois de um demorado beijo. Ao ficar ali esperando por ela, pude pensar mais um pouco. Era loucura, eu não, definitivamente não estava grávida. E nem podia, a não ser que Justin não tivesse se cuidado. Quando o carro chegou, ela nem esperou Justin abrir a porta, fez isso sozinha.

_Justin! Precisamos ir à farmácia. – Com um hospital na frente, Justin não entendia a necessidade de ela ir a uma farmácia.

_Esta se sentindo mal? – Havia muito paparazzi em torno do carro em que estávamos, balancei a cabeça negando e pedi para ele ir logo. Justin me olhava preocupado, eu também estava preocupada. Um filho agora! Em um reflexo impensado, coloquei as duas mãos na barriga. _Ane! O que esta acontecendo? – Ele havia parado o carro, eu desabei, senti quando meu rosto seco estava sendo inundado por lágrimas.

_Acho que estou grávida! – Despejei tudo de uma vez, talvez rápido demais. Justin ficou em transe, não conseguia me controlar, as lágrimas incessantes insistiam em cair. _Justin! Por tudo que for mais sagrado, fala alguma coisa.

_Por que você não me falou antes? – Eu estava mudando de cor, meus olhos pareciam querer salta.

_Eu acho, aquele enjôo foi tão estranho. – Ele ficou me olhando serio, eu precisava ouvir dele uma palavra de conforto.

_Eu te amo, não importa o que resulte, eu sempre estarei ao seu lado. — Nós beijamos varias vezes e ele pôs a mão em minha barriga.

_Vamos! – Ele olhou para mim e depois ligou o carro. Entrei na farmácia e comprei o teste, enfiei dentro de minha blusa e fui para o carro onde Justin me esperava. _Vamos para casa. – Ele concordou e fomos eu estava fria e suando.

_Quer que eu vá com você? – Estava mos saindo do carro, eu não olhei para ele. Pensei em um momento de privacidade, onde seria só eu e o teste.

_Acho que não, depois agente se fala. – Estava entrando no prédio quando Justin me segurou pelo braço.

_Você não fez sozinha, estarei sempre com você. – O abracei forte, ele me transmitia tranqüilidade, paz e esperança. Por que se desse positivo eu teria com quem contar. Subimos e fomos para a casa dele, não queria correr o risco de encontrar a Arlete.

_Vou ao banheiro, mais eu prefiro ir sozinha. – Ele me beijou e foi para a cozinha, tirei de dentro da bolsa o teste e fui. Fiquei dentro do mesmo quase meia hora, só sai quando Justin já impaciente bateu na porta.

_Esta tudo bem? – Fiquei calada e com o resultado na mão. _Ane! Fala comigo. Destranquei a porta e a abri lentamente, me jogando nos braços dele em seguida.

_Esta tudo ótimo, Justin foi alarme falso. – Ele me abraço, lhe dei um beijo e fui à cozinha beber alguma coisa.

_Você pareci tão feliz por ter sido um alarme falso. – Eu estava bebendo um copo de água.

_Justin! Nós somos imaturos demais para assumir a responsabilidade de uma criança, mais se eu estivesse, teríamos de crescer muito rápido. Por que eu não teria coragem de aborta. – Ele me abraçou, eu estava ficando assustada.

_Eu nunca te perdoaria se você fizesse isso. – O clima na cozinha ficou pesado, foi quando seu celular vibrou.

_Oi mãe! – Ele se afastou e eu deixei o copo na pia, Justin voltava apresado e sua cor havia sumido.

_O que foi? – Ele abriu a geladeira e pegou um pouco de água.

_Caitlin piorou, vem comigo? – Eu não podia, mais era meu dever de namorada e amiga. Mais caso eu explicasse o fato, ele entenderia.

_Justin eu gostaria muito de ir com você, de ficar com Cat. Mais eu tenho treino, o torneio esta bem ai e eu preciso me preparar. – Justin entendia mais havia ficado magoado.

_Tudo bem! Vamos eu te levo ate sua casa. – Ele não deixava de ser meu Boyfriend. O sonho de qualquer adolescente, mais havia nele algo incompleto, diferente.

Quando chegamos à frente de meu apartamento, Estela estava em frente à porta, parecia esta a espera de alguém. Nós despedimos e entrei, mamãe e um homem que eu não conhecia, estavam sentados no sofá. Arlete me convidou a sentar como se eu realmente precisasse disso, eles ficaram calados se encarando, dei o ponta pé inicia na conversa.

_Então! Arlete não vai me apresentar? – Gesticulei a Ela apontando para o senhor sentado.

_Ane! Eu vou precisar de toda a compreensão possível, nem sei como, mais ele surgiu do nada. Igualmente um fantasma, mais acho melhor você tentar de algum jeito entender o que eu estou tentando ate agora entender. – Arlete me assustava com aquele papo brabo, aquele homem ficava cada vez mais família, talvez eu estivesse ficando louca, ou só era por que eu me achava parecida com ele.

_Mana não pode ficar para depois! Agora eu tenho treino, o torneio foi remarcado. – Ela deu um leve sorriso, mais balançou a cabeça negando e depois a baixou o rosto para enxugar uma lágrima.

_Ane filha! Este senhor que esta aqui, ele é... – Antes que ele pudesse continuar Arlete a interrompeu.

_É assim que você pretendi falar para ela? Você é louca mesmo. – Arlete foi à cozinha, aquele homem ficava cada vez mais familiar, claro! O pai de Rudson, mais o que ele fazia em minha sala com minha mãe e minha irmã.

_Acho que já entendi tudo. – Estava assustada e sem entender o por que.

_Ane, o que você acha que entendeu? – O homem em questão ainda não havia dito nenhuma palavra, Ate que.

_Filha! – Todos ficamos em choque, balançava minha cabeça não querendo absolver aquela palavra.

_Eu preciso ficar só. — Levantei me e sai correndo pela porta aberta. Estava descendo as escadas, eu só queria sair dali. Estava correndo na rua, quando um carro quase me atropela. Era Rudson, ele passava pelo local bem na hora em que estava precisando sumir.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.