Torpedos Para Você

18 Capítulo 18 Invasão, negação e rompimento.


_Oi! – Finalmente consegui falar algo. _Ane o que você tem? – Eu precisava ouvir dela, saber o que a coisa ruim tinha feito.

_Justin! – Ela se levantou e correu para os meus braços, fiquei preocupado, as coisas pareciam mais serias do que eu achava.

_O que foi? – Eu a envolvi em meus braços, sentia seu corpo tremer e confesso que para mim, só meus braços neste momento não eram suficiente.

_Dormi comigo hoje! Ou fica comigo ate eu pegar no sono. – Arlete não disse nada, então eu concordei. Arlete ia ligar lá para casa e falar com mamãe.

_Justin! Sua mãe disse que tudo bem. Só que você precisa buscar suas coisas e um par de roupa. – Balancei a cabeça e deixei Ane ir tomar um banho.

_Justin! – Ane chamou da porta do banheiro. _Eu te amo muito! Nunca duvide disso. – Com um selo ela se despediu e finalmente o banho tomar. Fiquei a pensar, talvez fosse exatamente o que ela não queria, que eu pensasse.

Ao chegar em casa, mamãe me esperava. Minhas coisas estavam do lado, dobras e dentro de uma bolsa. Minha mochila da escola também estava perto. Mamãe estendeu a bolsa e a mochila para mim, ela era assim em muitas situações, não precisava dizer nada. Apenas seu olhar dizia tudo para mim, e agora eles diziam: Se cuida e nada de estripulias.

_Te amo mãe!

_Te amo filho, dorme bem! Não se atrasa para a escola. – Afirmei com a cabeça e sai, eu ficaria agarradinho com meu amor.

_Ane! – Chamei ao entrar no quarto, como não havia ninguém resolvi voltar para a sala. O sofá já estava arrumado, então nada de dormi com ela.

_Justin! Vem pro quarto. – Ane me chamou, ela penteava os cabelos.

_Sua irmã preparou minha cama. – Apontei para o sofá, ela riu e balançou a cabeça negativamente.

_Tenho outros planos para o senhor. – Sorrimos os dois com safadeza, era disso que minha mãe deve ter falado, quando disse estripulias. Peguei em sua Mao e andávamos para seu quarto.

_Ane! É melhor a gente não fazer nada hoje, temos aula e vamos acabar com a confiança delas para com a gente. – Achei eu ela protestaria ou algo do gênero.

_Você esta certo, mais eu vou dormi abraçadinha com você! – Ela tinha que fazer biquinho, nós beijamos e voltamos para o sofá. Troquei de roupa e deitei, logo depois ela também deitou. Sendo que de costa para mim, sua cabeça ficou em cima de meu braço, já seu corpo colado com o meu. Dormimos mesmo, sem sacanagem nem nada, diferente de outras vezes. Senti agora só a necessidade de esta com ela, sua companhia era tão boa quanto qualquer outra coisa.

5:00 DA MANHÃ DE SEXTA FEIRA

Quando acordei Ane já não se encontrava comigo, Arthu estava na cozinha e Arlete estava colocando a mesa. Levantei- me e lá vinha Ane, pronta e cheirosa para mim.

_Bom dia vidinha. – Ela disse beijando meus cabelos. _Vai escovar os dentes, e se arruma logo para a escola. – Foi o que fiz, Fui ao banheiro fiz minha higiene me arrumei e fui para a sala. Sentei ao lado de Ane e Arthu, Arlete preferia sentar na ponta da mesa. Referente ao chefe da casa, comemos calados e rápido.

_Ane! Arlete me falou que você estava sem telefone, então tive a idéia de te comprar um de presente adiantado. – Não entendi muito bem o adiantado, ela agradeceu e abriu a caixa.

_Obrigado Arthu! É lindo. – Fiquei com certa dor de cotovelo, ela se levantou e lhe deu um beijo no rosto.

_Como assim presente adiantado? – Minha curiosidade foi mais forte, que disse que só mulher é curiosa.

_O aniversario dela é daqui a duas semanas, agora é melhor vocês irem. – Arlete falava enquanto nos levantávamos da mesa. Estava- mos esperando o elevador, Arthu estava com Arlete, se beijando e se amassando.

_Você ia me falar do seu aniversario? – Ela ficou calada, depois de alguns segundos pensando respondeu.

_Claro que sim! Mais no dia, odeio surpresas. – O elevador chegou e nos entramos, estava de mãos dadas a ela.

_Então! Vai ter festa ou algo assim? – Ela sorriu e balançando a cabeça disse que não, entra- mos no carro do Arthu. Minha mãe tinha me proibido de dirigir por algum tempo, só por que comprei um terceiro carro. Esse era mais estiloso, eu preciso me agradar um pouco.

_Vamos gente! – Arthu deu um último selinho em Arlete, e nos já havíamos entrado. Ele colocou o cinto e fomos para o colégio, Ane conversava distraidamente comigo, eu fazia cócegas nela. Ate receber um telefonema, muito estranho de Chaz.

_Justin! Não vem para a escola. – Estava um barulho estrondoso.

_Mais por que? Que barulho é esse? – Logo minhas perguntas foram respondidas, a escola havia sido invadida. Arthu deu meia volta com o carro e voltou, mesmo sem termos nos envolvido Ane ficou assustada, ela ficou muito assustada pela proporção que as coisas haviam tomado.

_Chaz! Nós estávamos chegando e pudemos ver, por que elas estão ai? – Uma pergunta desnecessária.

_Todos que te conhecem, estão dentro do banheiro. Elas estão loucas, e querem a Ane. Justin sai por uns tempos com a Ane, pelo menos ate elas se acalmarem. – Chaz parecia preocupado, concordei com ele e desligamos.

_Justin o que esta acontecendo? – Ane estava me fitando, Arthu havia parado o carro em um pequeno e pacato parque.

_Arthu! Será que você podia ir dar uma volta, eu queria falar a sós com Ane.

_Claro! Depois volto.

Ane estava estranhando todo aquele suspense, eu me virei para olha- La nos olhos. Passei a mão em seu rosto e ela fechou os olhos.

_Ane! Seu passaporte esta em dia? – Primeiro ela suspirou depois deixou que seus olhos falassem por ela.

_Não vou fugir, muito menos trancar minha matricula. Justin eu tenho treino, torneio. Não posso agora nem nunca parar minha vida. Tem também sua segurança, eu jamais vou me perdoar se algo te acontecer. – Ela dizia muito, eu estava sentindo um grande vazio.

_Não queria sentir o que estou sentindo por você, é tão injusto o que posso te oferecer. Não quero te privar de nada, mais quero te ter ao meu lado. Sou tão egoísta que não admito te perde. – Ela olhou para o chão do carro, o silencio me castigava. Suas mãos alcançaram meu rosto e ela lentamente entrelaçou nossos lábios. Foram bons os poucos minutos que o beijo durou.

_Não preciso fazer nada, se tudo acabar. – Nada do que ela falava fazia sentido, mais eu pude entender quando ela pegou suas bolsas e saiu do carro.

_Ane! – Sai do carro e fui atrás dela.

_Justin para! Volta pro carro, daqui a pouco Arthu vai volta e você tem que esta lá. – Ela queria mesmo que eu a deixa- se ir, que eu resolve- se esquecer tudo.

_Não é só você que decide, eu te amo e posso lutar por isso. – Ane estava em lágrimas, aquilo me partia o coração.

_Eu também te amo, te desejo mais que tudo. Só quero preciso te deixar, para sermos feliz, pelo pouco que te conheço. Sei que sua felicidade é a delas, não quero te ver chorar nem fazer declarações de amo para mim, quando uma legião de fãs suas me condenam. – Ela se afastou e saiu, eu não pude fazer nada. Meu telefone tocou.

_Filho Você está bem? – Minha mãe estava do outro lado da linha, apavorada e preocupada com minha integridade.

_Estou mãe, daqui a pouco chego em casa. – Falei antes de desligar, eu estava muito chateado. Precisava falar com alguém, liguei para Ryan. Seu celular só dava em caixa postal, resolvi então ligar para Christian, ele atendeu e pedi que ele me encontra- se em casa. Não esperei por Arthu, fui andando para casa, estava um pouco longe mais eu precisava pensar.

ENQUANTO QUE NO APARTAMENTO DE ANE

_Dá pra você ficar quieta? Explicaremos tudo. – Era o mínimo que eles podiam fazer, depois de tanto estrago. Ela mentiu dissimuladamente, ele resolve esquecer que teve família.

_Anevilla vai chegar, e sinceramente eu não sei o que falar para ela. Isso não uma coisa normal ou banal, que se vê acontecer todos os dias. _Como vou dizer que a mãe dela é uma mentirosa, irresponsável ela já sabia que você era. – Artryde não falou nada. _Mais o que falar de um homem, que abandonou sua família? Estava- mos muito bem sem lhe conhecer. – Falei indo para a cozinha.

_Eu estarei aqui! – Magno falou, como se fosse mais confortante.

_Prefiro que vocês não estejam aqui, Ane vai precisar ficar só. Sorte eu ser mais velha e poder dar a ela o apoio que vai precisar, mais juro que nunca vou perdoar você. – Apontava para o homem, virei para a porta e abri, dei passagem para que eles saíssem.

_Espero que Anevilla algum dia possa me perdoar. – Eu não olhei para ele, pois as lágrimas caiam de meus olhos.

_Espero que não! – Ele saiu e eu fechei a porta, me deitei no sofá e chorei. Não exatamente quanto tempo fiquei deitada ali. O telefone tocou me assustando, esperei que parecesse de tocar, mais insistia em me perturbar.

_Alô! Anevilla? – A pessoa estava visivelmente nervosa.

_Não, é a irmã dela. Quem fala?

_É a Caitlin, eu queria saber como ela esta.

_Por que! O que aconteceu?

_Você ainda não esta sabendo! É que hoje invadiram a escola e Justin e Ane não vieram.

_Como assim! Ane ainda não chegou aqui. Vou agora na casa de Justin vê se eles estão lá.

_Desculpe, eu não queria lhe deixar preocupada.

_Tudo bem, obrigado por me falar. Tenho que ir, qual quer coisa me fala, caso eles apareça por ai. – Como se todos os problemas, mais essa. Eu sabia que este namoro não daria certo, Ane só daria dor de cabeça. Estava indo ate a casa de Justin, quando encontrei Pattie no elevador, ela estava com Scoot e Kenny. _Oi! Pattie eu queria saber se Ane esta com Justin?

_Sim! Estamos indo no colégio buscar eles, já deu na televisão. Estou muito preocupada com eles.

_Posso ir com vocês? – Antes que Pattie pudesse responder, Arthu me ligou.

_Oi Arthu, você sabe de Justin e Ane?

_Oi Amo, Sim. Estou com eles e já estamos indo para casa.

_Tudo bem, vou falar para Pattie. – Desliguei e sorri aliviada para Pattie.

_O que foi! Esta tudo bem com eles? – Scoot passava a mão no cabelo. Kenny ficou esperando uma resposta, Pattie também.

_Esta tudo bem, eles já estão vindo para casa, estão com Arthu de carro.

_Que bom. Vamos para casa? Esperamos eles lá. – Pattie me fez o convite, achei melhor então fomos. Estava muito nervosa, pois tinha a conversa com Ane. Não seria fácil, mais sim necessária.

_Pattie eu podia ter um conversa com você?

_Claro que sim, só um instante. Scoot vou ali falar com a Arlete. – Ela beijou Scoot na boca, não que fosse da minha conta. Mais achei que ele só era empresário do Justin, como as coisas evolui rápido.

Fomos para a varanda do prédio, sentamos em duas cadeiras de sol. Eu não estava bem, senti uma grande tontura.

_Pattie! Onde fica o banheiro?

_Espera! Eu te levo ate lá. – Fomos e ao chegar, vomitei e senti uma grande azia. _Esta tudo bem? – Pattie estava preocupada e eu embaraçada. Não sou o tipo da pessoa que gosta de dar trabalho, ou ate mesmo ter uma ajuda.

_Agora sim, só não consigo ficar de pé.

_Deixa eu te ajudar! – Ela entrou e me ajudou a sair. _É melhor agente ir ao hospital, isso não é normal. – Ela chamou Kenny, que me pegou no colo e me levou para o elevador, Scoot ficaria para caso os dois aparecessem.

_Não precisa tudo isso, é só um tontura. – Kenny me colocou no carro e Pattie entrou logo depois, quando passávamos pelo portão dei para o porteiro um bilhete para ele entregar a Anevilla.

Estava muito nervosa, talvez isso tivesse causado o enjôo. Tudo valia na minha auto- avaliação, seria uma coisa pequena e eu logo estaria pronta para ter a tal conversa com Ane. Pattie não parecia tão confiante quanto eu, mais talvez fosse só por causa dos meninos, era tudo tão irreal. Eu queria logo acabar com isso, é ter a minha conversa. Que não era nem um pouco leve, e que eu tinha que fazer antes que decidissem por mim, eles estragar tudo.

_Então! Você consegui sair? – Pattie já se encontrava do lado de fora do carro, faz um certo tempo que não fazia uma checape.

_Sim! – Sai do carro e fomos em direção da recepção, Uma velha de branco nos atendeu.