Torpedos Para Você

12 Capítulo 12 Trabalho sobre o amor Parte II


Nós despedimos e fui banhar, tinha que me apressar para o treino. Já estava um pouco atrasada. Corri para o banheiro e liguei o chuveiro, tirei minha roupa e entrei em baixo. Estava cantando com o recipiente do xampu como microfone, Arlete entrou em meu quarto e brio a porta do banheiro.

_Então! Está feliz? – Aquele tom não me agradou nadinha, ela estava magoada e eu sabia muito bem por que.

_Arthu vai vim aqui, mais vai ser à noite. – Houve um silencio, antes de um grito agudo. Soltado por Arlete lógico, ela adentrou no Box e me abraçou. Se molhando toda já que o chuveiro estava ligado.

_Ele vai vim aqui, eu tenho que fazer o cabelo. E uma comida especial... – Ela saiu falando, sem perceber ou dar atenção ao chão que estava molhando.

_ESCULTA! Pensei que seu cabelo já era feito. – Fiquei rindo e depois fui me secar, Arlete me levaria para o ginásio. A porta tocou e ela foi atender, ainda estava no quarto terminando de me arrumar.

_Ane esta pronta? – Justin estava na sala, peguei minha bolsa e meu celular. Sai correndo e fui para a sala.

_Pra onde vocês vão? Já começou. – Eu arregalei os olhos para ela e segurei a mão de justin.

_Ele vai me levar no ginásio, já que você vai fazer barba, cabelo e bigode. – Eu ri e sai correndo com Justin, Ele ficou sem entender.

_Por que sua irmã vai se arrumar? Ela nem precisa. – Olhei para ele e abri a boca. _Mais claro que eu ainda prefiro você. – Ele riu e eu lembrei imediatamente do misterioso. O que aconteceu com ele? Por que sumiu? Eu fui interrompida por Justin. Ele me puxou para dentro do elevador, juntou nossos corpos e me beijou. _Lembra do nosso primeiro beijo? – Ele colocou os lábios em meu cangote.

_Ô se lembro! Justin, o elevador já vai abrir. – Ele sorriu, me dei um selinho e pegou de minhas mão a bolsa com a raquete.

Sai- mos e ele me beijou mais uma vez antes de ir ha garagem pegar o carro, fui para ha frente do prédio e fiquei esperando por ele. Depois de uns três minutos ele apareceu no carro.

_Entra! — Ele falou rindo e destrancando a porta do carro. Fica- mos calados, eu estava curiosa mais não falaria nada. _Por que tanta revista sobre mim?Se você estava curiosa sobre mim, era só pergunta. – Ele ficou serio, eu não respondi nada. Nunca gostei de ter alguém mexendo em minhas coisas.

_Você mexeu nas minhas coisas? – Ele me olhou por um momento.

_Claro que não, bom a bolsa caiu no chão e as revistas saíram de dentro da bolsa. – Chegamos ao Ginásio e ele abriu do carro parar mim, olhei em seus olhos para lhe responder a pergunta.

_Eu não queria parecer uma boba e não seria legal lhe perguntar, já a gente não namorava. – Ele me deu um selinho, e me abraçou de lado. Fomos para dentro do ginásio. Eu fui me preparar enquanto ele foi para a arquibancada.

ENQUANTO ISSO COM JUSTIN BIEBER

_Você é o Justin bieber, ai meu Deus. – Uma menina estava ficando histérica. _Posso bater uma foto, posso pedir um autografo. O que você faz aqui? – A menina se sentou comigo na maior intimidade.

_Eu estou acompanhando minha namorada. – Ela surto, coitada não parecia acreditar.

_Como assim namorada? Você acabou de se separar, a Selena voltou? Depois de tudo, você voltou com ela? – Ela não parava de falar, Anevilla estava em quadra e precisava se concentra.

_Não voltei com ela! E nem tênis ela joga. – Ela respirou aliviada.

_Mais então! Quem é sua namorada? — Eu pensei, pensei e falei a verdade.

_Esta vendo aquela gatinha ali? – Apontei para Anevilla, ela balançou cabeça. _Então é ela. – Os olhos dela parecia que iriam salta, sua boca se abriu e eu fique preocupado.

_Não estou surpresa de que você tenha arrumado uma namorada tão rápido, mais a Ane não pareci ser seu tipo. – Ela chamou minha namorada pelo apelido. E parecia a conhecer muito bem, ou era só por que ela me conhecia.

_Quando a gente se apaixona não se sabe quem é a escolhida. Mais acaba aceitando as armações do destino. – Ela sorriu e pediu o autografo, bateu a foto se levantou e saiu.

Depois de Ane ficar 5 horas em quadra, ela estava cansada. Eu já estava cochilando quando vi um menino se aproximar dela, ele a abraçou e beijou seu rosto. Estava deitado no banco, rapidamente fiquei em pé. Aquele menino era de nossa sala, o que ele falava de tão engraçado? Ane apontou para mim e o garoto olhou e acenou. Como sou educado acenei de volta, mais minha vontade era de da uns socos nele. O cara não tirava a mão da cintura de Ane e sinceramente aquilo já estava me estressando, estava indo ate eles, o idiota se despediu dela com um beijo e saiu.

_Será que eu podia saber quem é o fulano? – Ela riu baixo, mais eu vi. _Ainda fica rindo? Garota não brinca comigo. – Aproximei- me dela e a puxei para mim pela cintura.

_O Noivo da minha irmã, ele vai hoje à noite pedi a mão dela. – Ela sorriu e me deu um beijo antes de ir se trocar, graças a Deus iria- mos para casa.

_Eu estava pensando, Hoje você vai lá em casa certo? – Ela estava lambuzada de sorvete.

_Sim! Ainda tem o trabalho. E ai a gente fica mais tempo. – Passei a língua por seus lábios e pela bochecha passei o polegar.

_O Arthu vai pedir hoje a mão da Arlete, então eu te ligo para você esta presente. – Concordei e saímos da sorveteria, Lá havia sido nossa primeira parada depois do ginásio. Abri a porta para ela e depois entrei, alguns minutos depois tivemos que parar em um sinal vermelho.

_O meu Deus, e o Justin bieber. – Uma adolescente gritou, rapidamente o carro foi cercado.

_Justin, faz alguma coisa. – Eu não queria arranca com o carro, pois podia machucar alguém.

_Calma! Gente me deixem passar por favor. – Eu buzinava muito, elas batiam no carro e era uma enorme gritaria. Eu estava me sentindo tão indefeso, mais Ane estava super assustada, e eu me enchi de coragem. _Ane! Vai ficar tudo bem, eu prometo. – Ela concordou e me deu um inesperado beijo. As meninas aumentaram a gritaria, ai do carro quase morrendo. _Meninas, se eu cantar para vocês agora. Depois posso ir embora? – Elas concordaram e foram para a frente do carro, respirei fundo e comecei.

Era absurdo com elas me respeitavam, todas se sentaram no chão e me ouviam cantar, batiam muitas fotos e eu por um momento me esqueci de Ane. Quando estava terminando a música, uma das meninas falou.

_Aquela dentro do carro é sua namorada? – Olhei para Anevilla e ela sorria para algumas beliebers.

_Sim! Estamos começando uma relação agora, espero a compreensão de vocês. E o apoio também. — A maioria balançou a cabeça e concordaram.

As que não ficaram felizes com a noticia, foram contida pelas beliebers de verdade. Elas abriram caminho e deixarão- me entrar no carro e ir embora, Anevilla me olhou mais não disse nada.

_Desculpa ter lhe exposto desta maneira. – Ela sorriu e passou a mão em meu rosto.

_Não se preocupa, uma hora iria acontecer. E acho bom que tenha sido agora. – Ela olhou no relógio e pegou o celular. _Arlete! Pois é, aconteceu um imprevisto que depois eu conto, já estamos chegando. – Ela desligou e guardou o mesmo. Entramos no prédio e ela saiu do carro, foi para o elevador enquanto eu guardava o carro.

_Eu vou tomar um banho e depois vou para sua casa. – Falei no ouvido dela em frente ao elevador. Eu cheiro era o melhor, mesmo estando soada e para os outros descabelada. Eu a achava a mais perfeita das meninas, Beijei seus lábios e mordi seu lábio.

_Quando ele chegar eu te ligo. – Ela beijou- me e também mordeu meu lábio. Sua boca era tão atraente, e seus lábios me cativavam. Não dava para não desejar mais. O elevador chegou e nós sai- mos, deixei ela em frente a porta e voltei para o elevador. Queria e precisava tomar um banho, Scoot estava na sala, sentado no sofá. Mamãe na cozinha e Kenny na sacada do apartamento.

_Oi gente! Mãe eu vou tomar banho e vou jantar na casa da Ane. – Estava indo para o quarto mais Scoot me segurou pelo braço.

_Por que você disse que estava namorando Anevilla? – Ele estava serio, eu olhei abismado.

_Por que é verdade, Eu gosto dela. Não queria que tudo se repetisse. – Ele sabia muito bem do que eu estava falando, foi assim meu namoro com Selena com inicio. Ninguém podia saber, nos encontrávamos escondidos. Então seria bom ser objetivo.

_Você falou tudo, gosta dela. Logo isso vai passar! E precisava ser na rua com suas fãs ao redor? Já pensou no perigo em que você se meteu, Anevilla poderia ter sido linchada. – Eu me irritei com ele.

_Minhas fãs nunca fariam isso, elas me amam e respeitam minhas decisões, diferente de alguns por aqui. – Soltei- me dele e fui para o quarto, tirei a roupa e tranquei a porta. Fui para o banheiro e procurei relaxar, a água quente que batia nas partes tensas de meu corpo já amenizava as dores. Eu fui mesmo sem noção, eu não seria capaz de sozinho segurar elas.

_Filho! Anevilla ligou. – Mamãe gritou do lado de fora. Sai do banheiro e vesti uma calça e uma blusa de algodão preta, um casaco da mesma cor da blusa.

_Mãe eu já vou. – Ela estava em seu quarto.

_Tudo bem, mais não chega tarde. Vou sir com Scoot e você quando chegar direto para cama. — Eu bati sentinela, claro brincando. Ela me deu um beijo, peguei as chaves reserva e sai.

_Justin! Eu não queria que você se irritasse comigo, eu só fiquei preocupado por você e Anevilla. – Ele me pareceu esta sendo sincero, Scoot nunca mentiu para mim e nem foi de me esconder nada.

_Tudo bem! Eu também não precisava ter ficado daquela maneira. Você é meu Brother e sempre será. – Ele riu amarelo e me deixou pegar o elevador. Entrei no mesmo e peguei meu celular, olhei uma mensagem que não há muito tempo havia chegado.

“Estava pensando de nós conhecermos pessoalmente, mais sem nenhuma pretensão além de amizade.”

Seria muito bom, o meu lado safadinho ainda estava vivo. E mesmo assim, pelo que diz aqui. É só como amigos! Poderia ate levar Ane comigo. Aguardei o celular no bolso e esperei a porta se abri. Quando se abriu Ane, Arlete e Arthu estavam a espera do mesmo, ela se atirou em meus braços e deixamos os dois entrar.

_Onde vão? – Falei abraçado a Anevilla, ela me olhou deu um selinho riu e então respondeu.

_Ia mos na sua casa te pegar, vamos para um restaurante. – Ela sorriu e me deu um selinho, a abracei forte, se fossemos massa de modela. Teria- mos virado um só.

_Então vamos logo que esta melação embrulha o estomago de qualquer um. – Nós rimos e fomos para a garagem do prédio. Eu peguei meu carro e Arthu o dele. Apesar de mamã ter me proibido de dirigir por causa de um carro que eu compre, resolvi me arriscar e sair.

_Vamos em 2 carros? – Arlete não pareceu muito satisfeita. Ane entrou no meu e Arlete ficou retrucando sozinha, Ane e eu fica- mos rindo do jeito de Arlete. Ela cutucou meu braço e então sai em caminho do restaurante.

_Será que Arlete não vai ficar chateada? – Ela olhou para mim e sorriu.

_Você esta preocupado? Tenho certeza que ela vai gosta no fim das contas. – Eu acabei entendendo o que ela queria dizer. _Vamos ao restaurante Plaza, tem algum problema? – Ela me olhou receosa, encontrei uma vaga e estacionei o carro. Logo depois Arthu chegou, fomos para uma mesa no restaurante. Que estava reservada no nome de Arthu Gahios, o recepcionista nos levou ate a mesa. Ele caminhava de volta para seu posto, mais no meio do caminho deu a volta e veio para nossa mesa.

_Senhor! Não querendo atrapalhar a noite de vocês, nem ser inconveniente. – Arlete respirou fundo, mais não conseguiu se controlar.

_Não sei se você não esta vendo, mais este é um jantar super importante. Da para o senhor fazer tietagem depois? – Eu fiquei um pouco surpreso, Ane colocou a mão no rosto e balançou o mesmo negativamente.

_Nossa amiga esta muito nervosa, será que o senhor não pode vir outra hora? – Ele estava olhando para o chão, super envergonhado.

_Eu que vós peço desculpa, foi impertinente. – Ele saiu e eu fiquei com muita dó do pobre homem.

_A gente! Qualé, eu estou muito nervosa. – Ane se levantou e sai da mesa com ela. Fomos ate o homem que estava escorado em uma porta, ele tremia e estava pálido.

_Moço! – Ela falou se aproximando dele. Eu estava logo atrás dela, Será que o pobre homem havia sido demitido por aquele pequeno incidente.

_Senhorita! Eu sinto muito mesmo, sei que foi um momento inconveniente, peço- lhes desculpa e isso nunca mais se repetir. – Ela segurou na mão do homem, e o abraçou. Confesso que fiquei bastante surpreso. E achei um exagero da parte dela para com um desconhecido.

_Não precisa ficar assim, Aquela é minha irmã e vai ficar hoje noiva, por isso ela teve aquela reação. Mais o que você queria? – Ela entrelaçou meus dedos ao dela, consegui respirar um pouco melhor com isso.

_Minhas filhas são super fãs do Justin e se souberem que ele veio comer aqui e não peguei um autografo. Vão passar u semana sem falar comigo. – Eu ri baixo, Ane puxou minha mão e eu dei 2 CDs para ele. 2 autógrafos e sai.

_Ane! Foi muito bonito o que você fez, você é muito linda sabia. – Não me segurei e dei um beijo de cinema nela, no meio do salão do restaurante. Suas mãos foram em meu peito e nos afastou.

_Você ficou cego, aqui tem um monte de gente. – Beijei suas mãos e a puxei para eu abraço coladinho.

_Eu quero mais que todo mundo saiba. – Estava- mos caminhando para a mesa, Arlete estava estressada e cansada de nós espera.

_Já cansaram de dar o showzinho de vocês? Pode- mos jantar agora? – Ela falava com muita ironia. Arthu tirou do bolso da calça uma caixinha, nela havia um anel. Ele entrou para Arlete a caixinha, seus olhos passaram de um de cheio de ódio, para um vazio e depois cheios de lágrima. Ela tremia tanto que Arthu quase não conseguia colocar o anel.

_Parabéns! – Ane falou beijando o rosto da irmã e cumprimentado o então futuro cunhado. Eu fui logo em seguida, depois pedimos um champanhe para comemorar. Comemos brindamos e fizemos tudo que naquele jantar se era esperado. A noite estava perfeita e nada podia estragar.

_Vamos! Amanhã é outro dia e hoje já deu tudo que tinha que dá. – Rimos quando Arlete disse aquilo. Talvez a lembrança de uma noite tivesse retornado. Anevilla e eu fomos na frente, demos um tempo para o futuro casal de casados.

_Que dormi? – Ela perguntou! Confesso que na hora não entendi a pergunta. _Vou te refazer a pergunta. Esta com sono? – Olhei para a frente do prédio e depois de um tempo lhe respondi.

_Não! Mais eu preciso ir, posso acabar fazendo algo e me arrependendo depois. – Ela rio e olhou para fora do carro.

_Guarda o carro e me encontra no térreo do prédio. – Ela me deu um selinho e saiu do carro. Deixei ela passar pelo portão parar guarda o carro na garagem do mesmo. Peguei o elevador e fui para o térreo, imaginei transar só com a luz do luar. O vento batendo em nossas bundas nuas, o chão frio que com certeza devia está. Ao chegar lá tive uma surpresa, Ane tinha 2 cobertas. 1 Ela estava sentada em cima, a outra provavelmente seria para mim.

_Arlete não vai perceber que você não esta em casa? – Ela me olhou desconfiada.

_Vamos fazer o dever, eu não conseguiria dormi. Mais se você esta tão preocupado eu desisto. – Ela se levantou e eu consegui ver os cadernos dela.

_Não Ane. Só não quero que você leve carão, mais se você quiser ficar e fazer esse trabalho, tudo bem. – A segurei pela cintura e coloquei sentada no pano, beijei seu pescoço e depois seu rosto.

_Justin! Serio mesmo, vamos fazer o dever. — Ela se sentou direito e abriu o caderno, vi nesta hora que a coisa era seria. Sentei ao seu lado e fomos então fazer o trabalho, era tão difícil se concentra com ela tão sexy do lado.

_Então! Como Vamos começar? – Perguntei sem ter a menor idéia do que fazer, o amor podia ser visto de muitas formas.

_Vamos começar com nossas experiências, falando um pouco do que vivemos quando nos apaixona- mos. – Olhei para ela admirado com tanta inteligência, não que eu não fosse capaz de fazer isso. Mais iria demorar bastante para ter um plano deste.

_Quem começa? — Seria ótimo que fosse ela. Não queria falar de tudo que tive no passado, para a classe toda. Pois para mim, passado e passado. Não se corre atrás do prejuízo e sim se vive o presente para se construir o futuro.

_Melhor começar- mos por algo leve, tipo eu. Depois algo pesado, como você. – Ela falava sarcasticamente e entre risos.

_Sua boba, o que acha que vou colocar ai? Vamos deixar as barbadas para trás. – Ela fez bico e olhou para o caderno. Peguei em seu queixo e retorci seu rosto e lhe dei um beijo.

_Justin! Prometi que nuca vai me esquecer. – Olhei para ela preocupado. Ainda não a tinha visto com aquele olhar tenso.

_Por que você esta falando isso agora? – Ela escondeu o rosto em meu casaco e me abraçou.

_Só se você puder cumpri, promete. – Eu estava ficando preocupado, então prometi. Ela lentamente foi levantando a cabeça, nossos lábios se juntaram e eu fui lentamente a deitando por sobre o pano.

_Vamos logo fazer esse trabalho? – Continue a beijar seu corpo.

_Melhor deixar para depois. – Sua boca percorreu minha orelha e foi para minha boca. Suas mãos tiravam minha jaqueta, com eu gostava do que estava acontecendo. Mais eu achava ideal Acontecer depois do casamento, eu sabia que ela seria a garota do meu futuro.

_Para Ane, não podemos fazer isso. – Ela de imediato parou e ficou petrificada.

_Desculpa! Pensei que vo... – Coloquei o dedo em sua boca, Não queria mais que ela pronuncia- se uma única palavra. Beijei com lentidão seus lábios e mordi os mesmo.

_Quero que seja algo especial, e que não haja dor para nenhuma das partes. — Ela me olhou com mela colhia mais concordou.

_Então! Vamos fazer. – Ela pegou o caderno, eu não consegui me concentrar e acabei mordendo sua orelha. _Bieber! Assim não dá. – Eu Mordi o lábio inferior e concordei confuso.

Ela começou a escrever alguns casos, são seriam experiências nossas. Assim era mais fácil, e talvez terminase- mos ainda naquela noite, já que o trabalho seria para amanha.

Essa é a minha história de amor!
Nós conhecemos quando eu tinha apenas 14 anos e ele 15. Não posso dizer que foi amor a primeira vista, mas eu sei que algo de especial aconteceu no momento em que o vi pela primeira vez. Ele não era uma pessoa de muitos amigos e as minhas amigas não gostavam muito dele para dizer a verdade, mas eu me apaixonei por aquele menino teimoso e briguento que eu achava tão lindo.
Foi difícil conquistá-lo, pois logo depois que nos conhecemos ele começou a namorar outra garota e eu tinha que ver os dois juntos e fingir uma felicidade que eu estava longe de sentir para que ele não percebesse os meus sentimentos e se afastasse de mim.
Logo, o namoro não deu certo e eu tive a chance de amar e de me deixar amar pelo homem que eu queria para mim.
Não se pode colocar em palavras a alegria que me invadiu quando ele finalmente me pediu em namoro. Éramos jovens e despreocupados, vivendo toda a magia e sedução do primeiro amor. Ele era romântico, carinhoso, desses que trazem flores, ou sempre surpreende com um carinho ou um beijo roubado.
Porém esta felicidade que partilhávamos se viu ameaçada quando a minha família se declarou contra o nosso namoro. Não me deixei intimidar, eu queria a ele somente, e quanto mais sofria- mos represarias mais nos uníamos, mais o nosso amor se fortalecia.
Às vezes eu percebia que meus pais estavam tristes comigo e ficava triste também, mas eu o amava, como poderia deixá-lo?
Às vezes brigávamos e nos separávamos por um tempo, mas não conseguíamos ficar muito tempo longe um do outro, e com toda esta dificuldade os anos foram se passando.
Depois de três anos que havíamos nos conhecido, num dia 12 de junho, dia dos namorados, nós participamos de um sarau e representamos uma peça contando a nossa historia, que com todas as dificuldades nós continuávamos juntos e no final ele declamou comigo o Soneto de fidelidade de Vinícius de Moraes e disse que me amava... Ali naquele palco com centenas de pessoas nos assistindo... Eu chorei ao olhar p ele e dizer que também o amava muito. Foi o dia mais feliz e marcante que me recordo, mas toda esta felicidade estava chegando ao fim.
Um dia discutindo como um casal qualquer, nem me lembro do motivo, ele me confessou que já havia me traído.
O meu mundo desabou e toda a minha luta p ficarmos juntos de repente não tinha mais sentido para mim. Tudo o que eu vivera com ele parecia de repente uma grande mentira. Eu ainda tentei perdoar e continuar com o nosso namoro, mas a única coisa que fiz foi adiar o inevitável.. .O fim.
Eu perdi bruscamente não só o Homem que eu amava, mas meu único amigo de verdade, a pessoa que eu mais confiava, por quem eu lutei para ter o direito de amar. Quase não agüentei a tristeza... E para completar, depois de cinco meses ele foi estudar em outro país e eu nem tive a chance de olhar em seus olhos mais uma vez e dizer que eu sempre o amaria.
Faz três anos que ele foi embora. Eu continuei a minha vida como pude. Juntei os pedaços do meu coração e formei novos sonhos pra mim.
Sei que preciso deixar o que aconteceu no passado, mas não posso ficar sem noticias dele e por isso ainda mantemos contato. Ainda hoje o meu coração chama por ele, mas eu sei que nada mais é possível entre nós... Sei que este amor precisa morrer, mas eu não tenho forças para matá-lo... As lembranças são o meu maior tesouro deste que hoje é apenas... Um amor para recordar!

Eu não pude de deixar de me emocionar com aquela história, talvez me perturba- se ou talvez por que era o sentimento que eu ainda tentava matar por Selena.

_Ane! Eu tenho que ir, mais é melhor eu te levar ate seu apartamento. – Ela se levantou e pegou os Cobertores e depois fechou o caderno. Vindo para debaixo de meu braço, se agasalha nos meus braços do vento frio que batia.

Não trocamos palavras no intervalo ate a porta de seu apartamento, ela me deu um beijo desajeitado e entrou. Eu passei a mão no cabelo e fui para o elevador. Iria subir e cama, isso era certo.